domingo, 29 de maio de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Da Autonomia das Escolas ao Sucesso Educativo - Obstáculos e Soluções
ISBN: 9789727623679Edição ou reimpressão: 03-2012Editor: Edições CosmosAutores: VáriosCoord.: Mª João Cardona e Ramiro MarquesDimensões: 159 x 229 x 16 mmEncardenação: Capa molePáginas: 284 Coleção: Ponto e Vígula
SINOPSE
Esta nova publicação, pretende refletir questões sobre as implicações da Autonomia da Escola nos resultados dos seus alunos e alunas, quais os obstáculos e aspetos positivos que se continuam a refletir no Sucesso Educativo. A reforma educativa está a centrar-se sobretudo em três dimensões: diversificação das formas de organização e gestão escolar tendo em conta a adaptação das ofertas educativas às necessidades locais, alterações no recrutamento e carreira dos professores e ênfase em modelos de avaliação de desempenho docente que potenciam melhorias nos resultados escolares. Em Portugal, os últimos anos foram férteis em mudanças educativas que se refletiram quer no modelo de gestão escolar quer na avaliação de desempenho docente. Mas as mudanças não mexeram nem no modo como o recrutamento de professores se faz nem no reforço da autonomia das escolas.
domingo, 22 de maio de 2016
Seminário "Melhorar a Escola a partir da Avaliação"
PROGRAMA:
INSCRIÇÃO até 22 de junho 2016. Gratuita mas obrigatória através do email
seminario.mea@uevora.pt
(inscrições limitadas ao n.º de lugares do auditório)
Mais informações em http://www.ciep.uevora.pt/
Mais informações em http://www.ciep.uevora.pt/
Aos meus professores: a humildade do reconhecimento e da gratidão
Diz-nos a
experiência que em momentos de fragilidade o ser humano torna-se mais vulnerável,
frio e revoltado, menos agradecido e mais distante. É nestes momentos que sinto
vestir a pele ao contrário. Ajoelho e dou graças por todos os bens e graças
recebidas, e pelas pessoas “culpadas” pelo ser que hoje sou.
Sou o que
sou, sei o que sei, devido em primeiro lugar aos meus pais, que me transmitiram
os seus genes e a sua educação. Mas sou o que sou, sei o que sei, devido em
segundo lugar aos meus professores, que me tem transmitido a cultura que a
humanidade acumulou e a educação ligada a essa cultura.
Quanto eu
gostaria de generalizar o que penso e sinto firmando que nunca estamos nem
estaremos demasiado gratos aos nossos pais nem aos nossos professores. Eles
acompanham-nos pela vida fora, mesmo quando estamos sozinhos.
Ontem
estive a atualizar o meu Curriculum Vitae
(CV) por questões profissionais e académicas e refleti sobre estas pequenas
coisas a que chamo “pequenos nadas”, a que ninguém deve dar importância, mas que
para mim têm um valor inestimável. O nome dos pais põe-se sempre no CV, porque
de certa forma fazem parte da nossa identidade. O nome dos professores devia
também fazer parte de todos os "curricula", porque a nossa formação
se deve em grande parte a eles. Sei que em alguns países (como a Alemanha) é ou
pelo menos era habitual colocar-se, numa página final das teses de doutoramento,
o nome de todos os professores de licenciatura e de pós-graduação. Apesar do
esmerado esforço de reconhecimento, admito que é injusto para todos quantos os
antecederam. Quando falo em reconhecimento e gratidão, passam-me muito nomes
pela memória, mas a figura que surge sempre em primeiríssimo lugar é a minha
estimada professora do ensino primário que me acompanhou quatro difíceis anos
(antes e na transição do abril de 74).
Falar do
papel dos pais seria talvez redundante, toda a gente os tem e toda a gente sabe
o que eles significam para eles. Talvez não seja tão redundante falar dos
professores, antes devia ser privilégio de toda a humanidade, mas sabemos que há
infelizmente no mundo quem não os tenha ou que não tenha os professores que
precise; e há, também infelizmente, quem os tenha e não reconheça
suficientemente o valor que eles tiveram, têm ou podem vir a ter nas suas
vidas. As crianças e jovens (todos nós, afinal, porque já o fomos) têm alguma
dificuldade em fazer imediata justiça aos professores com quem convivem
diariamente. Mas à medida que crescem (que crescemos), vão descobrindo a
dimensão da herança que lhes devem e construindo dentro de si, ainda que
escondida, uma gratidão profunda.
Nem todos
os professores que se cruzaram nas nossas vidas foram os melhores professores,
é verdade, mas todos eles deixaram marcas indeléveis, ousaria até dizer que
eles são co-construtores daquilo que hoje somos. Temos, de facto, um lugar
especial dentro de nós onde guardamos com saudade alguns dos nossos
professores. Para as pessoas que aí colocamos a nossa gratidão é maior. A
escolha dos nossos melhores professores não é apenas racional. Escolhemos afetivamente
alguns dos nossos mestres, porque sentimos que eles, além de educação e cultura,
nos transmitiram um afeto enorme. Gostamos deles por várias razões, mas também
porque eles gostaram de nós. E como o gostar é uma característica humana, muito
humana, os melhores professores são imensa e intensamente humanos.
Não ousaria
nomeá-los, pois sei que seria injusta, mas o meu pensamento está em vós e a
minha gratidão é imensa. Todas as palavras ficariam aquém do bem que me têm
feito. A alguns tenho ainda a agradecer a aliança, a confiança e a amizade, por
isso, as palavras serão sempre poucas. O meu bem-haja, professor(a)!
22.05.2016
sexta-feira, 6 de maio de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Revista da UIIPS, v.4, nº 2 (2016)
v. 4, n. 2 (2016)
Número Especial do Congresso
CONGRESSO “Investigação em Qualidade de Vida, Inovação e Tecnologia”,
11 e 12 de Fevereiro de 2016, Rio Maior, Portugal
Como na escola se aprende que a pobreza se pode reduzir a um jogo
Por Doutora Helena Damião,
Professora Auxiliar da Universidade de Coimbra (FPCE)
Neste século a pobreza continua a desgraçar, sem dó nem piedade, milhões e milhões de vidas. Por isso, devia ser sentida como uma vergonha por parte daqueles que a provocam e por parte de quem a tolera, praticamente todos nós.
A pobreza não é "uma questão", "um assunto" "complexo": é uma vergonha social que deve também ser sentida como pessoal. E, como tal, não se resolve, com "debates", nem com "sensibilizações", resolve-se (ou, pelo menos, menoriza-se) com justiça.
Pouco importa que assim seja, porque encontrámos um modo infalível de resolver este ou outro qualquer problema de consciência que nos possa assombrar: chutar "as questões", "os assuntos" "complexos", para a escola. E se pusermos nas mãos dos alunos um jogo de computador com o argumento de que estamos a preparar as novas gerações, ficamos livres de qualquer embargo na voz quando nos justificamos.
Estas considerações são a propósito de um jogo online "sério" que se designa por PING - Poverty is not a game - desenvolvido e distribuído por fundações europeias em parceria com empresas, e que, li nos jornais, já está nas nossas "escolas do futuro".
É destinado a alunos entre os 14 e os 18 anos e "funciona como um ponto de partida para discutir o tema da «Pobreza» e o que significa ser pobre". Na apresentação pode ler-se mais:
"Os alunos tornam-se os protagonistas (...) podem escolher entre o Jim e a Sofia que, devido a certas circunstâncias da vida, acabaram na rua e precisam de encontrar o seu próprio caminho. PING demonstra que os jogos podem ajudar a introduzir a discussão sobre assuntos sociais complexos como a pobreza na sala de aula. Os parceiros do projecto PING querem contribuir para o debate social promovendo o uso de jogos em contexto escolar como ferramenta para a abrir a difícil discussão sobre a pobreza." No manual para professores essa intenção benemérita parece esbate-se (preâmbulo):
"Os jogos digitais são um negócio em expansão, ocupando a Europa uma parte importante neste mercado, sobretudo no que diz respeito aos jogos com objectivos mais sérios (...). Através do jogo “A Pobreza não é um Jogo”, a Fundação (...) e o (...) pretendem contribuir para o debate social sobre a utilização de jogos de computador nas escolas. Com o desenvolvimento deste jogo para fins pedagógicos, os parceiros PING (Poverty is not a Game) procuram promover o debate social na Europa sobre a utilização dos jogos de vídeo pelos mais jovens e, em particular, as possibilidades de usar jogos de vídeo (sérios) para fins de aprendizagem".E o que dizer da validação do jogo, feita junto dos destinatário e de... pobres! Pobres usados duplamente - para mostrar a qualidade do jogo e como objecto de jogo - e que continuam na pobreza, Isto enquanto nas escolas se joga em nome deles (preâmbulo):
"Era importante que o jogo “A Pobreza não é um Jogo” fosse o mais realista possível, por isso, durante o seu desenvolvimento, o jogo foi experimentado pelos grupos alvo (alunos e respectivos professores) e por grupos que vivem efectivamente em situação de pobreza. A fase de concepção do jogo, que ocorreu em parceria com a ... e a ..., foi dividida em três períodos, durante os quais os alunos, os professores e as pessoas que vivem na pobreza puderam verificar até que ponto o jogo reflecte a vida real. Este prático manual abre portas ao debate na sociedade sobre a utilização dos jogos nas escolas e permitirá aos jovens sentirem em primeira mão o que significa viver na pobreza".Como é possível que a insensibilidade seja introduzida assim, descaradamente, na educação escolar?
A página do jogo e a sua versão portuguesa encontram-se aqui.
O manual para professores encontra-se aqui.
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