domingo, 24 de janeiro de 2016

A Disléxia explicada às crianças...


Filme completo AQUI  - "Como Estrelas na Terra"

O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. 

Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalos Selvagens". De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria. 

Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante. 

Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme "Como Estrelas Na Terra o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador. 

O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é um transtorno que está longe de ser solucionado, e o que salvou a criança não foi a descoberta da problemática, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas Necessidades Educativas Especiais (NEE) são colocados em escolas de ensino regular e, infelizmente, as escolas e os professores ainda não estão preparados para essa mudança. 

Torna-se necessário que os futuros educadores saibam lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com esta e as demais problemática destes alunos com NEE.


domingo, 17 de janeiro de 2016

Crianças com NEE - Crianças Sobredotadas


Sociedade Civil (Ver programa)

Crianças sobredotadas, crianças prodígio, são algumas das expressões a que nos habituamos quando alguma criança demonstra "talentos execionais" numa determinada área ou em várias áreas do conhecimento, mas que se distinguem das outras crianças pelo elevado padrão de conhecimento que demonstram possuir para a sua faixa etária.

Uma realidade ainda pouco discutida no contexto educativo português, para a qual as escolas e os professores ainda não estão preparados para dar resposta.

Um programa que vale a pena ver!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Considerações sobre novo modelo de avaliação das aprendizagens dos alunos do ensino básico

As notas das provas de aferição a realizar no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade não vão fazer as parte da avaliação final, logo que utilidade terão? Avaliar as escolas? Avaliar os professores?...
Já se tinha chegado à conclusão, em tempos idos, que não era por aqui o caminho... e que este em nada contribuía para a melhoria das aprendizagens, porque voltamos a insistir no erro? 
É bem de se ver. Vejamos: 
(1) uma prova que é feita na última semana de aulas, que não conta para a avaliação final, quem vai investir numa coisa sem qualquer utilidade? Se ao menos estas provas tivessem um peso de um teste de avaliação como contributo para a nota final, (por exemplo, substituindo no 3º período um desses elementos de avaliação) ainda podia ter algum efeito na preparação para as referidas provas, de outra forma, julgo ser inglória esta panóplia de alterações súbitas e irrefletidas ao modelo de avaliação das aprendizagens que de per si já é um modelo complexo;
(2) transmitir os resultados aos encarregados de educação e alunos através da ficha individual do aluno serve para quê? Quando? Como? Enviado pelo correio nas férias para os pais estudarem com os filhos? ou no início do  ano seguinte? Isto faz-me lembrar os castigos aplicados com três meses de atraso (P: qual o efeito? R: zero).  É este o contributo para a expectável qualidade da educação tão almejada pelo novo ministro da educação? 

É melhor esperamos sentados, porque a ilusão é grande, mas parirá um rato, garantidamente!

(clique na imagem para aumentar)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Hábitos, dependência(s)... e consequências


Um excelente vídeo com duas vertentes de debate: (1) a postura e suas consequências; (2) a(s) dependência(s) sem consumo, consequências e a necessidade de terapia.

(1) Importa relembrar que a postura não é apenas influenciada pelo mau uso de dispositivos móveis. Todos os dias nas salas de aula travo uma batalha com este problema da postura, umas vezes com sucesso, outras nem por isso... talvez a imagem possa dar um empurrãozito e sortir algum efeito.

(2) Um complemento de reflexão à mesa infra subordinada ao tema "Gaming (Dependência sem substâncias)"... quando se está no limiar da dependência (vicio) e não se reconhece a necessidade de ajuda... 
Questões centrais:
1 - a fase da adolescência e a busca da autonomia e da identidade, quem sou eu e a necessidade de desenvolver competências sociais  através das redes sociais virtuais entendido pelos mesmos (não é negativa) sendo igual à realidade, ou seja, considerado com os mesmos ganhos estar em interação com a rede num convívio a pares como que fosse na realidade (Galinha, 2015);
2 - quando vamos ver os níveis de ansiedade, de irritabilidade, de stress e cruzar com o sucesso académico, muitas das vezes os jovens questionam-se porque não conseguem atingir determinadas notas nos testes ou nível de concentração... esta questão não é linear, pois o nível de causalidade não é facilmente identificável... daí a complexidade desta análise. Os mecanismos da atribuição (locus de atribuição causal e locus de controle externo) prendem-se com inúmeros fatores, nomeadamente, o poder de decisão, onde é que eu paro de usar... a questão do isolamento social, etc. (Galinha, 2015). 
A questão  é mais complexa ainda, segundo Galinha (2015) antes dos pedidos de ajuda,  ou seja, quando o hábito em si próprio não leva o sujeito a perceber que precisa de ajuda. O facto de não haver consumo de uma substância, não é considerado pelos inquiridos que estão a consumir.
Um dado interessante para reflexão (ver intervenção no link infra).

Ainda neste ponto 2, e não menos importante para a reflexão é que este fenómeno das interações nas redes sociais virtuais não está circunscrito ao mundo dos nativos digitais, os efeitos negativos ou perversos rapidamente contagiaram o mundo dos adultos. Ainda me lembro do auge do jogo do farmvile no facebook (2008/2009) e das inúmeras polémicas à volta desta dependência do mundo virtual dos adultos que até nos locais de trabalho tiveram repercussões que em alguns casos culminaram em despedimentos e, noutras situações, particularmente empresas e entidades públicas tiveram que bloquear a rede social porque muitos dos trabalhadores não resistiam a esta aliciante dependência na hora laboral o que prejudicava o seu rendimento. O jogo tornou-se viral e viciante em todas as classes sociais. Hoje não se fala no farmvile porque são às centenas os jogos online, mas o problema não estava circunscrito ao mundo do trabalho, o ambiente familiar foi sendo fortemente atingido.
A dependência, o consumo não assumido como preconiza Galinha (2015) é o grande problema. O não reconhecimento de que se precisa de ajuda pode conduzir ao deteriorar das relações interpessoais reais, familiares.

Mas nem todas as experiências são negativas, há muitos relatos de sucesso de utilização das redes sociais em contexto pedagógico. A investigação dá-nos contas do lado positivo da utilização das redes sociais em contexto educativo. O caso que me deixou mais apreensiva foi o apresentado em 2012 na COIED na conferência "Learning games  (Game-Based Learning)" onde foi relatada a experiência de uma professora do 1º ciclo que utilizava o jogo do farmvile em contexto de sala de aula para ensinar os alunos conteúdos de matemática (aprender a contar as plantas, os animais...) e também conteúdos de estudo do meio onde trabalhava aspetos relacionados com as colheitas, o nome das plantas, etc. Os métodos e as ferramentas são sempre discutíveis, mas as questões de segurança são as mais preocupantes nestas idades e, estas, não sei se foram acauteladas...

Galinha, S. (2015). Gaming (Dependência sem Substâncias), in 1º workShop Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém.

Gaming (Dependência sem Substâncias)
https://www.youtube.com/watch?v=WMo1iSrWNnk

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas"

Mesa subordinada ao tema "Gaming (Dependência sem Substâncias)", integrada no 1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas" realizado no dia 19 de novembro de 2015 na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém.


(clique na imagem para aceder ao vídeo)

Todos os Vídeos do 1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas"
P
rodução - Centro Tecnológico da ESES
 
Mesa de Abertura
https://www.youtube.com/watch?v=xRM50jSlkFA

Gaming (Dependência sem Substâncias)
https://www.youtube.com/watch?v=WMo1iSrWNnk

Drinking (Consumo /Abuso de Álcool nos Jovens)
https://www.youtube.com/watch?v=mgnNAFIyfy0

Cenas (Consumo de SPA em Ambiente de Diversão Nocturna)
https://www.youtube.com/watch?v=7Fa59fd6CHU

Sessão de Encerramento
https://www.youtube.com/watch?v=49r4vxnK6Mo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Hora da Poesia e da Esperança...

Natal Agora

Neste solstício de inverno ele vai nascer

algures no Mundo entre ruínas

no lugar do não ser ele vai nascer

deitado nas palhinhas entre

bombas naufrágios minas

cada mulher que foge o traz no ventre

o mesmo coração um só destino

algures no mundo ele vai ser

em todos os meninos o menino.

(Manuel Alegre, 2015)