sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Considerações sobre novo modelo de avaliação das aprendizagens dos alunos do ensino básico

As notas das provas de aferição a realizar no 2º, 5º e 8º anos de escolaridade não vão fazer as parte da avaliação final, logo que utilidade terão? Avaliar as escolas? Avaliar os professores?...
Já se tinha chegado à conclusão, em tempos idos, que não era por aqui o caminho... e que este em nada contribuía para a melhoria das aprendizagens, porque voltamos a insistir no erro? 
É bem de se ver. Vejamos: 
(1) uma prova que é feita na última semana de aulas, que não conta para a avaliação final, quem vai investir numa coisa sem qualquer utilidade? Se ao menos estas provas tivessem um peso de um teste de avaliação como contributo para a nota final, (por exemplo, substituindo no 3º período um desses elementos de avaliação) ainda podia ter algum efeito na preparação para as referidas provas, de outra forma, julgo ser inglória esta panóplia de alterações súbitas e irrefletidas ao modelo de avaliação das aprendizagens que de per si já é um modelo complexo;
(2) transmitir os resultados aos encarregados de educação e alunos através da ficha individual do aluno serve para quê? Quando? Como? Enviado pelo correio nas férias para os pais estudarem com os filhos? ou no início do  ano seguinte? Isto faz-me lembrar os castigos aplicados com três meses de atraso (P: qual o efeito? R: zero).  É este o contributo para a expectável qualidade da educação tão almejada pelo novo ministro da educação? 

É melhor esperamos sentados, porque a ilusão é grande, mas parirá um rato, garantidamente!

(clique na imagem para aumentar)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Hábitos, dependência(s)... e consequências


Um excelente vídeo com duas vertentes de debate: (1) a postura e suas consequências; (2) a(s) dependência(s) sem consumo, consequências e a necessidade de terapia.

(1) Importa relembrar que a postura não é apenas influenciada pelo mau uso de dispositivos móveis. Todos os dias nas salas de aula travo uma batalha com este problema da postura, umas vezes com sucesso, outras nem por isso... talvez a imagem possa dar um empurrãozito e sortir algum efeito.

(2) Um complemento de reflexão à mesa infra subordinada ao tema "Gaming (Dependência sem substâncias)"... quando se está no limiar da dependência (vicio) e não se reconhece a necessidade de ajuda... 
Questões centrais:
1 - a fase da adolescência e a busca da autonomia e da identidade, quem sou eu e a necessidade de desenvolver competências sociais  através das redes sociais virtuais entendido pelos mesmos (não é negativa) sendo igual à realidade, ou seja, considerado com os mesmos ganhos estar em interação com a rede num convívio a pares como que fosse na realidade (Galinha, 2015);
2 - quando vamos ver os níveis de ansiedade, de irritabilidade, de stress e cruzar com o sucesso académico, muitas das vezes os jovens questionam-se porque não conseguem atingir determinadas notas nos testes ou nível de concentração... esta questão não é linear, pois o nível de causalidade não é facilmente identificável... daí a complexidade desta análise. Os mecanismos da atribuição (locus de atribuição causal e locus de controle externo) prendem-se com inúmeros fatores, nomeadamente, o poder de decisão, onde é que eu paro de usar... a questão do isolamento social, etc. (Galinha, 2015). 
A questão  é mais complexa ainda, segundo Galinha (2015) antes dos pedidos de ajuda,  ou seja, quando o hábito em si próprio não leva o sujeito a perceber que precisa de ajuda. O facto de não haver consumo de uma substância, não é considerado pelos inquiridos que estão a consumir.
Um dado interessante para reflexão (ver intervenção no link infra).

Ainda neste ponto 2, e não menos importante para a reflexão é que este fenómeno das interações nas redes sociais virtuais não está circunscrito ao mundo dos nativos digitais, os efeitos negativos ou perversos rapidamente contagiaram o mundo dos adultos. Ainda me lembro do auge do jogo do farmvile no facebook (2008/2009) e das inúmeras polémicas à volta desta dependência do mundo virtual dos adultos que até nos locais de trabalho tiveram repercussões que em alguns casos culminaram em despedimentos e, noutras situações, particularmente empresas e entidades públicas tiveram que bloquear a rede social porque muitos dos trabalhadores não resistiam a esta aliciante dependência na hora laboral o que prejudicava o seu rendimento. O jogo tornou-se viral e viciante em todas as classes sociais. Hoje não se fala no farmvile porque são às centenas os jogos online, mas o problema não estava circunscrito ao mundo do trabalho, o ambiente familiar foi sendo fortemente atingido.
A dependência, o consumo não assumido como preconiza Galinha (2015) é o grande problema. O não reconhecimento de que se precisa de ajuda pode conduzir ao deteriorar das relações interpessoais reais, familiares.

Mas nem todas as experiências são negativas, há muitos relatos de sucesso de utilização das redes sociais em contexto pedagógico. A investigação dá-nos contas do lado positivo da utilização das redes sociais em contexto educativo. O caso que me deixou mais apreensiva foi o apresentado em 2012 na COIED na conferência "Learning games  (Game-Based Learning)" onde foi relatada a experiência de uma professora do 1º ciclo que utilizava o jogo do farmvile em contexto de sala de aula para ensinar os alunos conteúdos de matemática (aprender a contar as plantas, os animais...) e também conteúdos de estudo do meio onde trabalhava aspetos relacionados com as colheitas, o nome das plantas, etc. Os métodos e as ferramentas são sempre discutíveis, mas as questões de segurança são as mais preocupantes nestas idades e, estas, não sei se foram acauteladas...

Galinha, S. (2015). Gaming (Dependência sem Substâncias), in 1º workShop Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas, Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém.

Gaming (Dependência sem Substâncias)
https://www.youtube.com/watch?v=WMo1iSrWNnk

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas"

Mesa subordinada ao tema "Gaming (Dependência sem Substâncias)", integrada no 1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas" realizado no dia 19 de novembro de 2015 na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Santarém.


(clique na imagem para aceder ao vídeo)

Todos os Vídeos do 1º workShop " Entre Margens - Gaming, Drinking e Cenas"
P
rodução - Centro Tecnológico da ESES
 
Mesa de Abertura
https://www.youtube.com/watch?v=xRM50jSlkFA

Gaming (Dependência sem Substâncias)
https://www.youtube.com/watch?v=WMo1iSrWNnk

Drinking (Consumo /Abuso de Álcool nos Jovens)
https://www.youtube.com/watch?v=mgnNAFIyfy0

Cenas (Consumo de SPA em Ambiente de Diversão Nocturna)
https://www.youtube.com/watch?v=7Fa59fd6CHU

Sessão de Encerramento
https://www.youtube.com/watch?v=49r4vxnK6Mo

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Hora da Poesia e da Esperança...

Natal Agora

Neste solstício de inverno ele vai nascer

algures no Mundo entre ruínas

no lugar do não ser ele vai nascer

deitado nas palhinhas entre

bombas naufrágios minas

cada mulher que foge o traz no ventre

o mesmo coração um só destino

algures no mundo ele vai ser

em todos os meninos o menino.

(Manuel Alegre, 2015)

sábado, 5 de dezembro de 2015

Hora da poesia

Foto: UNESCO

"Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
– Partimos. Vamos. Somos."
(Sebastião da Gama)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Congresso “Investigação em Qualidade de Vida, Inovação e Tecnologia”


SUBMISSÃO DE RESUMOS PARA COMUNICAÇÕES/POSTERS: Até 6 de janeiro de 2016 (NOVA DATA).

INFORMAÇÃO DE ACEITAÇÃO: Até 15 de janeiro de 2016.

NOTA:
O LIVRO DE RESUMOS vai ser publicado no dia 10 de fevereiro de 2016 como número especial da Revista da UIIPS (Revista Indexada -http://ojs.ipsantarem.pt/).
Os autores de comunicações e posters que pretendam reverter a sua apresentação em artigo, poderão fazer a sua submissão até 14 de março de 2016. Este número especial vai ser publicado em abril de 2016.