domingo, 23 de agosto de 2015

Michel Foucault - 32 livros para download gratuito

michel foucault

Michel Foucault é um dos maiores filósofos da contemporaneidade, foi responsável por novos caminhos na análise do poder e da história e tem relevância acadêmica fora de série. Abaixo você verá uma introdução sobre sua vida, 17 artigos sobre Foucault no Colunas Tortas e 32 livros para download gratuito.

Índice
  1. Biografia de Michel Foucault
  2. Artigos sobre Michel Foucault no Colunas Tortas
    1. Cátedra Michel Foucault e a Filosofia do Presente, na PUCSP
    2. Assuntos gerais em Michel Foucault
    3. Arqueologia do Saber: uma resenha detalhada
  3. 32 livros de Michel Foucault para download gratuito

1. Biografia de Michel Foucault

É curioso sabe que este autor cresceu em instituições escolares conservadoras e religiosas: seu pai chegou a interná-lo em um hospital psiquiátrico o acusando de loucura, após tentar se matar aos 22 anos.
O caso citado acima aconteceu quando Michel Foucault já havia retirado seu diploma de filosofia na Sorbonne, contrariando o desejo de seu pai, que o queria na carreira médica.
É importante dizer que Foucault nasceu em Poitiers, na França, em 1926. Viveu uma das épocas mais conservadoras da França do século XX, com general De Gaulle como presidente da república.
Em 1952, Foucault se formou em psicologia pelo Instituto de Psychologie e começou a dar conferência ao redor do mundo. Conheceu Dumézil na Suécia, SartreDeleuzeMerlau-PontyBourdieu e Lacan, na França, e partir da década de 50, começou sua vida de escritos.
Lançou Doença Mental e Psicologia, livro encomendado por Althusser (que foi seu professor), em seguida continuou seus trabalhos arqueológicos e publicou História da Loucura e O Nascimento da Clínica, ambos no início dos anos 60. Em sua fase chamada genealógica (sim, a referência é de Nietzsche, afinal, Foucault se declarava herdeiro da filosofia do alemão), publicou Vigiar e Punir, deu diversos cursos no College de France e, por fim, se aventurou na ética, estudante as práticas de cuidado de si gregas. Sua última grande obra foi a História da Sexualidade, divida em 3 volumes.
Nas obras de Michel Foucault, o papel da ligação Saber-Poder é determinante. Para ele, não há como falar de poder sem explicar os discursos que o legitimam, assim como não é possível falar de saber sem explicar as relações de poder que são movidas automaticamente pelos discursos. Saber e poder são nominalmente separados, mas são a mesma coisa na vida cotidiana.
A categoria sujeito faz parte dessa análise. É a partir do tripé Saber-Poder-Sujeito que Foucault intensifica a noção do sujeito de linguagem constituído por discursos e relações de poder, ao invés de ser determinado por uma estrutura específica (como a econômica) longe de sua própria experiência cotidiana. Esta “estrutura” de três categorias está presente em todo seu pensamento.
Com o passar do tempo, as obras de Michel Foucault se tornaram leitura obrigatória para quem deseja entender o pensamento contemporâneo. De certa forma, não saber o que Foucault tem a dizer sobre o poder e sobre o saber é estar excluído da discussão atual nas ciências humanas.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Formação Creditada na área da Educação Especial

Projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do concurso "Educação Especial 2015". Muito interessante e útil para quem trabalha na área. Mais informações posso reenviar mail com indicações mais pormenorizadas da referida formação. Deixo link com formulário de pré-inscrição: http://ei3.me/2015mupei/


Objetivos específicos: 
Dar a conhecer a fundamentação teórica e dar a experimentar a aplicação prática dos Instrumentos do Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) do psicopedagogo Reuven Feuerstein. 

Razão justificativa: 
O Programa de Enriquecimento Instrumental constitui uma técnica de desenvolvimento das capacidades sociocognitivas, de sólida consistência teórica e elevada aplicabilidade prática, muito adequada às exigências de inclusão escolar e social de crianças e jovens com NEE. 

Programa e metodologia: 
Curso de Formação de Professores (de 50 horas), seguido de Monitorização da Aplicação experimental do Programa nos locais de ensino dos formandos e de Fórum de partilha das experiências vividas por cada um.

Formador: 
António Luís Montiel. Doutorado em Filosofia da Educação. Especialista em Orientação da Aprendizagem na ESEI Maria Ulrich. Professor Associado do Feuerstein Institute. 


PS: Quem quiser obter creditação, ao valor dos 15 euros da inscrição acresce + 20 euros (pela formação creditada). Esta questão foi-me colocada. aqui fica o esclarecimento, no entanto, ela está disponível no formulário da pré-inscrição, que disponibilizei no início do post.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ciência define a sala de aula ideal

Do primeiro dia no jardim da infância ao último do ensino médio, alunos passam quase 12 mil horas na escola. Por isso o portal Bright, de inovação em educação, recorreu a uma pesquisa de cientistas das Universidades de Washington e da Califórnia em Berkeley para descobrir qual é a sala de aula ideal. Os pesquisadores descobriram que, quanto mais claro o ambiente, melhor o desempenho dos alunos em disciplinas como matemática e leitura. Por outro lado, paredes com decoração pesada – e até pôsteres do Jornada nas Estrelas – têm efeito negativo.
Coordenado pela professora Sapna Cheryan, do Departamento de Psicologia da Universidade de Washington, o grupo de pesquisadores fez uma varredura na literatura científica para identificar quais aspectos físicos importam mais para os estudantes. Descobriu que a infraestrutura do prédio, como a intensidade de luz natural que ele recebe ou a qualidade do ar que circula pelas instalações, tem um papel significativo nas notas dos estudantes e no seu nível de concentração em geral.
Além disso, de acordo com o texto do Bright, objetos colocados na sala podem sinalizar implicitamente o quanto um estudante é valorizado. Uma experiência analisada pelo grupo de Cheryan sustentou que alunas que estudaram Ciência da Computação em salas com estereótipos de objetos masculinos, como posters do Jornada nas Estrelas, mostraram menos interesse de seguir carreira na área do que meninas cujas salas tinham posters com imagens da natureza.
Embora seja difícil replicar alguns elementos da sala de aula – se ela está voltada para um muro, por exemplo, é complicado aumentar a luminosidade –, vários dos achados da equipe de Cheryan podem ser adotados em questão de horas, com baixo investimento. Vamos aos principais componentes da sala ideal:
Untitled
  1. Luz: A luz do dia é um fator critico – e tanto melhor se houver plantas, árvores e outros elementos naturais do lado de fora da janela. Em um estudo com mais de 2 mil salas de aula da Califórnia, de Washington e do Colorado, estudantes expostos a um maior nível de luz do dia tiveram notas de 2% a 26% mais altas em matemática e leitura do que aqueles expostos a menos luz, mesmo levando em conta características de controle estatístico, como classe social e raça. Cheryan sugere, para salas sem janelas, o usp de luzes fluorescentes potentes para imitar a luz do sol. A pintura da sala também a ajuda a ficar mais clara.
  2. Barulho: Como seria de se esperar, o silêncio realmente ajuda a concentração. Estudantes em salas próximas de rotas de aviões tiveram notas consistentemente inferiores em testes de leitura do que os matriculados em escolas de vizinhanças tranquilas.
  3. Temperatura: Estudantes aparentemente aprendem melhor em salas com temperatura entre 20 e 23 graus. Da mesma forma, a má qualidade do ar atrapalha os estudos.
  4. Acessibilidade: Obviamente, escolas precisam ser inclusivas, com estrutura adequada para alunos com necessidades especiais – como elevadores, rampas e passagens desobstruídas.
  5. Layout: De acordo com um estudo analisado pelos cientistas rearranjar as carteiras em estações de trabalho ajuda a deixar as meninas mais confortáveis na sala. Dito isto, as estações de trabalho podem aumentar o grau de distração dos estudantes.
  6. Plantas: Já foi demonstrado que a presença de plantas tem um efeito calmante nas pessoas, não importa de qual idade.
  7. Decoração das paredes: Paredes com decoração extremamente carregada já se mostraram uma fonte de distração, embora pôsteres de animais e de paisagens naturais ou frases inspiradoras possam influenciar positivamente os estudantes. No entanto, objetos que sutilmente passam a imagem de que certos grupos não pertencem àquele ambiente (como pôsteres de figuras históricas que eram todas homens brancos) pode ter efeito prejudicial nos estudantes que não se identificam com esses ícones. Da mesma forma, pôsteres que mostram estereótipos desrespeitosos de uma cultura (como o Chefe Wahoo, logotipo do time de beisebol Cleveland Indians que é uma caricatura de um nativo) foram associados a sentimentos de baixa auto-estima.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Articulação entre o Programa Educativo Individual e o Plano Individual de Intervenção Precoce

Informação proveniente da Direção-Geral da Educação sobre a articulação entre o Programa Educativo Individual e o Plano Individual de Intervenção Precoce (Circular nº. S-DGE/2015/2555):


No sentido de clarificar a articulação entre o Programa Educativo Individual (PEI) e o Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP), a presente circular clarifica os procedimentos de articulação definidos nos Decretos-Leis n.º 3/2008, de 7 de janeiro e n.º 281/2009, de 6 de outubro. 
1. O Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, nos setores público, particular e cooperativo. 
2. Os apoios especializados são também prestados no âmbito da rede privada em jardins de infância de instituições particulares de solidariedade social, nos termos do n.º 6 do artigo 21.º da Lei de Bases do Sistema Educativo. 
3. Por seu lado, o Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, cria o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) desenvolvido através da atuação coordenada dos Ministérios da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, da Saúde e da Educação e Ciência, abrangendo crianças dos 0 aos 6 anos que se enquadrem nos critérios de elegibilidade definidos, independentemente do contexto educativo informal ou formal em que estão inseridas ou que frequentem.
4. No sentido de garantir a cobertura nacional da oferta de serviços de Intervenção Precoce na Infância (IPI) e no âmbito das competências definidas nos Decretos-Leis n.º 3/2008, de 7 de janeiro e n.º 281/2009, o Ministério da Educação e Ciência homologou uma rede de agrupamentos de escolas de referência para a IPI (http://www.dge.mec.pt/escolas-de-referencia-para-intervencao-precocena-infancia), a qual tem como objetivo assegurar, no âmbito do Ministério da Educação e Ciência, a prestação de serviços de IPI. 
5. Para responder às necessidades educativas especiais de caráter permanente das crianças que frequentam a educação pré-escolar, o Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, define medidas educativas que devem ser aplicadas, sempre que a criança necessita de um apoio especializado e/ou de condições ambientais especiais, tendo por base as orientações curriculares para a educação pré-escolar ou sempre que necessite de um desenho curricular distinto do referencial comum. 
6. O PEI é o único documento legal que define e fundamenta, também na Educação Pré-escolar, os apoios especializados previstos no Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, e que justifica a afetação de recursos humanos e materiais. A elaboração e a implementação do PEI inserem-se num processo dinâmico que deve assegurar a continuidade da intervenção, pelo que a articulação do PIIP e do PEI deve ter um caráter integrador. 
7. As intervenções educativas previstas no PEI e no PIIP devem ser planeadas e mobilizadas pelas Equipas Locais de Intervenção (ELI) e jardins de infância, de forma a evitar a sobreposição de intervenções, cabendo ao educador titular do grupo de crianças coordenar o PEI com a implementação das medidas previstas no PIIP. 
8. O PEI e o PIIP são complementares, no caso de crianças com apoio das ELI (IPI) que cumpram os critérios aprovados, devendo ser garantida a necessária coerência, articulação e comunicação entre os dois referenciais organizadores e estruturantes da aprendizagem e os respetivos intervenientes. 
9. A implementação dos apoios especializados e das medidas educativas previstas no PEI e no PIIP exige a participação de todos os intervenientes pressupondo-se, assim, a realização periódica de encontros formais de planeamento, articulação, avaliação e monitorização. 
10. A transição para a educação pré-escolar ou para o 1.º ciclo do ensino básico, prevista no Decreto-Lei n.º 281/2009, deve ser preparada e planeada atempadamente. Para o efeito, a ELI deverá auscultar a família sobre qual o Estabelecimento que esta pretende que o seu educando frequente e informar o órgão de gestão a que o mesmo pertencer, até ao mês de março, para a realização dos procedimentos relativos à transição.
11. A intervenção dos docentes dos agrupamentos de referência para a IPI que integram as ELI deve ser planeada atendendo às necessidades das crianças, aos recursos existentes e à necessidade de rentabilização dos mesmos. 
12. A distribuição de serviço docente em IPI bem como a aprovação do plano de trabalho de cada um dos docentes, no quadro específico do trabalho nas ELI, incluindo eventuais deslocações e respetivos encargos financeiros, é da competência do diretor do agrupamento de referência para a IPI, nos termos da Circular n.º 5 DGIDC/DGRHE/2010.
13. Os docentes dos agrupamentos de referência para a IPI alocados às ELI, à semelhança dos restantes técnicos que integram as equipas, podem intervir no domicílio da criança que frequenta a educação pré-escolar, sempre que essa estratégia esteja definida no PIIP. 
14. Compete à direção do agrupamento de escolas ou ao diretor pedagógico, no caso da rede privada, desencadear o processo de avaliação especializada das necessidades educativas especiais das crianças referenciadas pela IPI, conforme definido no artigo 6.º do DL n.º3/2008, de 7 de janeiro, e garantir a intervenção que venha a ser definida no respetivo PEI. 
15. O educador de infância responsável pelo grupo em que se encontra uma criança acompanhada pelas ELI deve ter acesso ao PIIP, estando vinculado, tal como todos os profissionais, ao dever de sigilo dos dados e informações sobre a criança e respetiva família.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Ciência como Cultura

O Instituto de Educação da Universidade de Lisboa organiza o XVI Encontro Nacional de Educação em Ciências (XVI ENEC). 

Consultar PROGRAMA.


Mais Informações:

Site do encontro | http://enec2015.ie.ulisboa.pt/

email | enec2015@ie.ulisboa.pt

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Da Educação e da Pedagogia

Educação: Perspetivas e Desafios
 
Edição/reimpressão:2013
Páginas: 281
Editor: Imprensa da Universidade de Coimbra
ISBN: 9789892605258



Sinopse

Na contemporaneidade, a educação é atravessada por convulsões de grande amplitude e radicalidade, a começar por aquelas que envolvem os seus fundamentos filosóficos, éticos e epistemológicos. Numa transmutação de matrizes de pensamento que abalam as estruturas de racionalidade que outrora orientavam a atividade pedagógica, insinua-se a questão: é possível e desejável encontrar um consenso axiológico mínimo para a educação que permita nortear os seus desígnios e dinamizar os seus agentes?

Educação: Perspetivas e Desafios centra-se nessa questão e debate-a de forma vasta e abrangente, propositadamente distanciada de múltiplos lugares-comuns que, resguardados por uma pretensa tolerância cultural, parecem manter-se inquestionáveis. Na sua heterogeneidade, os dez ensaios, que constituem a obra, enfatizam a dimensão social e moral dos intentos educativos com vista a superar leituras simplistas e redutoras da formação do humano.