Ilustração: Ceó
segunda-feira, 5 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Hora da Poesia e da Oração

Sou um corpo vazio
Não importa se são ermos os caminhos,
Nem... se a voz se despe de silêncios,
Ou as flores murchem os jardins,
Mesmo que morram os castelos na areia
Quando as ondas beijarem a praia.
Não importa que as estrelas não acendam a noite,
Nem… que a encosta cale os rios,
Nem… que os murmúrios apaguem a música
Mesmo que na primavera,
As andorinhas jamais construam ninhos nos beirais.
Importa sim… apenas isso
Que as mãos chorem o toque,
Quando a boca chora o beijo,
Quando O meu corpo se esvazia sem o abraço,
Quando o meu espaço, morre sem o teu.
Invoco assim na imensidão dos meus olhos
O teu doce olhar,
Para que no tempo, antes que as horas acabem
Existam de novo fogos a arder
Dando contexto à minha existência.
Luis Ferreira
terça-feira, 29 de junho de 2010
Jovens e Projectos de Vida com sentido
"Anima Christi" é o nome deste projecto. Um projecto com a chacela de Jesus Cristo, com os rostos e vozes de um grupo de jovens cristãos católicos, que através da poesia e da música, procuram chegar mais além, dizendo e cantando a sua fé e vivendo como filhos de Deus a alegria contagiante que lhe foi dada pelo baptismo.
Chegou-me hoje este projecto às mãos e não podia ignorá-lo. Um projecto que na sua simplicidade pretende com os poemas e músicas torná-los um instrumento de evangelização, de partilha e de anúncio de Cristo sempre jovem, vivo e ressuscitado.
Este projecto integra um CD de música e um livrinho que contém as letras das músicas, os textos bíblicos fonte de inspiração das letras e reflexões sobre os mesmos textos.
O meu aplauso a estes jovens que têm coragem de procurar Deus nas suas vidas e assumi-lo como caminho de Verdade e Vida.
Vale apena.
Vale apena.
(clique na imagem para aceder ao site)
De momento não posso deixar todas as músicas do CD porque teriam que ser convertidas para outro formato, mas deixo-vos um poema e um excerto deste CD (http://www.edicomail.net/netradiocatolica/programas_nrc/geracao_xxi/podcast_geracaoxxi300510.mp3.)
Sorriso de Amor
Estende a tua mão
Sabes na noite também há luz
Há uma estrela que nos guia
Abre o coração
E sente o calor do amor de Jesus
A Sua Paz e alegria
É preciso ir pelo mundo anunciar
Com a alegria de um sorriso
Que Jesus nos veio salvar
No deserto já nasceu uma linda flor
Que transforma todo o ódio em amor
Sou uma semente de Deus
Sou um sorriso de amor
Segue o teu caminho
Ouve a verdade que o Senhor te diz
Basta amar para seres feliz
É preciso ir pelo mundo anunciar
Com a alegria de um sorriso
Que Jesus nos veio salvar
No deserto já nasceu uma linda flor
Que transforma todo o ódio em amor
Sou uma semente de Deus
Sou um sorriso de amor
Letra e música: Luís Pintas
Passagem Bíblica
1ª Pedro 3, 13-17: Os que sofrem injustamente - E quem vos poderá fazer mal, se fordes zelosos em praticar o bem? Mas, se tiverdes de padecer por causa da justiça, felizes de vós!
Não temais as suas ameaças, nem vos deixeis perturbar; mas, no íntimo do vosso coração, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la peça; com mansidão e respeito, mantende limpa a consciência, de modo que os que caluniam a vossa boa conduta em Cristo sejam confundidos, naquilo mesmo em que dizem mal de vós. Melhor é padecer por fazer o bem, se é essa a vontade de Deus, do que por fazer o mal.
Reflexão
Há em todos nós uma sede de Vida.
Buscamo-la, cada um à sua maneira, dos mais variados modos, e nem sempre do mesmo jeito: ao longo do tempo, à medida que crescemos, descobrimos perspectivas novas e aprendemos a relativizar realidades que anteriormente vivíamos como indispensáveis, prioritárias, quase absolutas...
Esta busca está sempre presente.
Mesmo quando, entregues a nós próprios, condenados a tropeçar em becos sem saída, fingimos desistir dela e nos abrigamos a contentar-nos com pouco...
A novidade que o cristão tem para dizer a este mundo que tem sede de mais Vida é que esta Vida tem rosto, tem nome. E que, por isso, a sede dela é sede de um encontro com um Alguém que é Jesus!
É isto que significa, nas palavras de S. Pedro, "confessar que Cristo é o Senhor": perceber que somos d'Ele e para Ele.
Confessá-lo "no íntimo do coração" (e não apenas por palavras, que podem ser ocas e vazias...) é sinónimo de uma atitude que faz com que tudo na vida, a alegria, a tristeza, a perseguição, o medo, o entusiasmo... tudo seja parte de uma felicidade indizível e de uma esperança que nada pode matar, porque é tudo vivido com Ele!
E é por isso que se "estende a mão" na certeza de que há Alguém que a segura. Sempre. Mesmo quando parece estar ausente, esquecido de nós...
Quem faz esta experiência única de encontro com Jesus descobre a imensidão do seu amor e a grandeza ímpar da paz e da alegria que d'Ele nos vem!
E percebe, ao mesmo tempo, que não pode fazer outra coisa senão partilhar isso com todos os outros, irmãos, companheiros de jornada, e "ir pelo mundo anunciar, com alegria de um sorriso, que Jesus nos veio salvar".
A nossa vida ainda é deserto. Com muita solidão.
Mas com oásis. E flores que nascem e são promessa de futuro.
Quem vive de Jesus e com Jesus não pode deixar de gritar a mentira das noites sem estrelas sabendo que, no fim, tudo se resume a uma verdade simples que Jesus constantemente nos repete: o segredo da vida é o Amor!
É por isso que "basta amar para ser feliz".
Não com um amor qualquer, reduzido à nossa dimensão, à medida da pequenez das nossas forças.
Mas com o Amor infinito que é o próprio Deus: o Amor de quem se dá inteiramente. Até ao fim!
No dia em que me encontrar verdadeiramente com Jesus, no dia em que confessar de verdade, no íntimo do coração, que Ele é o meu Senhor, nesse dia (e só nesse dia...) perceberei em toda a plenitude o que significa cantar: "Sou uma semente de Deus, sou um sorriso de Amor".
Pe. Luís Alberto Carvalho
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Auto-avaliação de um aluno
Vale a pena ter alunos que reconhecem o mérito do professor!

(clique na imagem para ler melhor)
E BAI SER ACIM OU MUITU PIÓR CUANDU SE PAÇAR OS ALUNUS DU OITAVU ANU PARA O DÉSSIMO, SEM ÇABER CUOMO NEM PURQUE...
Nota: Este texto circula via mail, mas não posso deixar de sublinhar que na realidade existem "n" muitos mais casos como este.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Normativo: Novo Estatuto da Carreira Docente
•Decreto-Lei n.º 75/2010. D.R. n.º 120, Série I de 2010-06-23
Ministério da Educação
Procede à décima alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril
terça-feira, 22 de junho de 2010
Testemunho de uma jornalista sobre a má educação dos alunos
Eu, pecadora, me confesso
Pergunto-me muitas vezes como é que é possível um professor não ter o controlo da sala de aula. Como é que é possível? Se fosse eu... A minha experiência com crianças e na qualidade de "professora" é diminuta e feita em circunstâncias muito especiais, de maneira que me parece que se eu consigo, qualquer pessoa consegue!
Muito enganada. Há dias lia sobre uma professora de uma determinada escola de Lisboa que desistiu de dar aulas quando um aluno se dirigiu a ela e espetou um murro com imensa força contra o quadro, mesmo ao lado da sua cabeça. Nem de propósito, nesse mesmo dia passei à porta dessa escola e vivi uma situação que me recordou a docente, a diferença é que os murros foram dados no meu carro e eu estava dentro dele.
Os miúdos vinham descontraidamente no meio da estrada, com dois passeios vazios, de um lado e do outro e eles calmamente, vagarosamente, e eu, de frente para eles, cautelosa não fosse atropelar algum porque nenhum se desviava. Com o desafio nos olhos e a boca num meio sorriso lá vinham eles na minha direcção e eu já com o carro completamente parado, à espera que passassem de uma vez. Eram uma dezena, todos rapazes, alguns pequenotes, mas a maioria enormes.
Eis que, quando passam começam a bater no capot e nos vidros, imediatamente apito-lhes e começo a andar, com cautela para não os atropelar, mas o meu cérebro envia-me mensagens diferentes: de um lado diz-me "calma, Bárbara, calma, eles são maiores do que tu mas são menores, não atropeles nenhum"; do outro a indignação verbalizada com uns "estúpidos, não têm educação, não merecem nada, não percebem nada, não se ajudam a si próprios e depois espantam-se quando tomamos a parte pelo todo e chamam-nos racistas e sentem-se vítimas da sociedade, idiotas", ok, mentalmente também os mandei para uns sítios impróprios.
Mais à frente, um grupo de miúdas, com o mesmo desafio no rosto. Há uma que dança no meio da estrada, virada de costas para o carro, rodopiando e rindo, outra que espeta a perna em direcção ao veículo, desvio-me como posso, não lhes toco. "Anormais", murmuro entre dentes, com as janelas fechadas e um calor de morrer.
E voltei a lembrar-me da professora daquela escola, dos professores que aturam estes miúdos diariamente. Dos que têm sorte ou jeito e conseguem estabelecer pontes com eles; dos que passam mais de metade da aula a tentar sentá-los e acalmá-los, dos que têm esperança de contribuir para a diferença, dos que já entregaram as armas e só querem que o dia acabe, dos que também se passam e agridem os alunos. Tento pôr-me no lugar destes professores, não consigo.
Em muitos destes casos, os professores perderam, a escola perdeu, a sociedade perdeu. Os miúdos são os que mais perderam mas não sabem, nem querem saber. O que fazer com eles?
Bárbara Wong, jornalista do Público in Revista do Sol (14 de Maio de 2010)
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