Nada começa: tudo continua.
Onde ‘stamos, que vemos só passar?
O dia muda, lento, no amplo ar;
Murmura, em sombras, flui a água nua.
Vêm de longe,
Só nosso vê-las teve começar.
Em cadeias do tempo e do lugar,
É abismo o começo e ausência.
Nenhum ano começa. É eternidade!
Agora, sempre, a mesma eterna idade,
Princípio de Deus sobre o momento,
Na curva do amplo céu o dia esfria,
A água corre mais múrmura e sombria
E é tudo o mesmo: e verbo o pensamento.
Fernando Pessoa (1888-1935)
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Começa hoje o ano
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Paz, Alegria, União e Amor
"Dia de Natal"
"Hoje é dia de era bom. É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros — coitadinhos — nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra — louvado seja o Senhor! — o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
"António Gedeão, Máquina de Fogo, 1961
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Escola portuguesa: visões paradoxais
Substituí o vídeo pelo link por razões técnicas de visualização. Para aceder ao vídeo basta clicar na imagem infra.
José Matias Alves
Universidade Católica Portuguesa
O ensino não superior em Portugal: Balanços e perspectivas.
Escola portuguesa: visões paradoxais
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Poder da Palavra
Um vídeo apaixonante. Uma mensagem forte. E uma proposta irrecusável, digo eu... oferecer livros neste Natal. Fica o desafio.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Reflectir sobre a Escola a Tempo Inteiro
Escola a Tempo Inteiro - Uma Diversidade de Perspectivas - 19 de Dezembro de 2009 – Quinta das Lágrimas (Coimbra)
O Encontro tem como objectivo principal proporcionar um amplo debate sobre diversas perspectivas da “Escola a Tempo Inteiro”
Programa:
9. 30 - SESSÃO DE ABERTURA
10.00 – A Criança como Aluno a Tempo Inteiro: Realidades e Alternativas - Fernando Ilídio-Professor Investigador do Instituto de Educação da Universidade do Minho
Boas Práticas nas Actividades de Enriquecimento Curricular do 1º Ciclo
– M.ª Luisa Arsénio Nunes – Técnica Superior da Direcção Geral e Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC)11. 00 - INTERVALO
11.20 – A Criança e as Culturas do Brincar – Carlos Neto – Professor Catedrático da Faculdade de Motricidade Humana
Escola a Tempo Inteiro não pode ser Estudo a Tempo Inteiro – Mª José Araújo - Investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Ciências da Educação do Porto
Os Quatro Rs: Ler, Escrever, Contar e Brincar – M.ª Filomena Gaspar – Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Coimbra
13.00 - ALMOÇO
14.30 – Comunicação de José Ribau Esteves – Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo - Dirigente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP)
Actividades Enriquecimento Curricular na perspectiva dos Alunos e dos Pais – Alberto Barreira – Subdirector do Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas
Actividades Enriquecimento Curricular: mais escola depois da Escola? – Raquel Redondo – Encarregada de Educação de um aluno da EB1 da Lousã
Actividades Enriquecimento Curricular – Tempo de Afectos, de Brincar e de Aprender – Isabel Teresa Palha – Professora co-responsável pela implementação das AEC no Agrupamento de
Escolas da Lousã
16.00 - INTERVALO
16.10 - Comunicação da Associação Portuguesa Professores de Inglês (APPI)
O Ensino da Música nas Actividades de Enriquecimento Curricular: Balanço e Perspectivas – Manuela Encarnação, Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Educação Musical
(APEM)
Momento Musical – Professor do Ensino da Música nas Actividades Enriquecimento Curricular
17.30 - SESSÃO DE ENCERRAMENTO
Da Educação
* Autora do livro "A Arte, Mestra da Vida" (2009). Licenciada em Filologia Românica, é mestre em Literatura de Viagens e professora do Ensino Secundário (ler mais).
Desafio Natalício
1. Eu já... passei alguns Natais muito tristes pela ausencia de familiares muito queridos.
2. Eu nunca... esquecerei todos os anos em que a preparação do Natal era vivido em família com grande entusiasmo na preparação do tempo que o antecede... montar o presépio, colher a árvore, decorá-la e esperar anciosamente a vinda do menino à meia noite.
3. Eu sei... que o espírito do Natal pode morrer no coração das pessoas se não lhes forem transmitidos os valores que o sustentam. Cabe á família transmiti-los. Mas será que ainda vamos a tempo?
4. Eu quero... que os valores que proclamamos no Naltal sejam vividos com a mesma intensidade nos 365 dias do ano.
5. Eu sonho... conseguir transmitir aos meus alunos que o AMOR FRATERNO é o que realmente vale a pena viver porque é ele que faz a diferença nas nossas vidas.
domingo, 13 de dezembro de 2009
"El tabú es el placer"
É um artigo de hoje do jornal EL PAÍS que merece leitura integral.
La educación sexual es obligatoria sobre el papel. El de la ley orgánica vigente (LOE). Pero no acaba de llegar a los alumnos. Y mucho menos de forma amplia y organizada desde que tienen la edad adecuada para empezar a explicarles tanto lo que le va a pasar a su cuerpo (la menstruación, la eyaculación...) y los riesgos que pueden correr con el sexo sin una buena información (embarazos no deseados, enfermedades...) como las posibilidades de placer que puede darles solos o acompañados. El temario mínimo de la ESO contempla estas explicaciones pero los expertos que trabajan en estos temas (sexólogos, psicólogos, médicos...) coinciden en que, en la mayoría de los casos, esta educación se liquida en unas cuantas charlas, por lo general, a los 15 años, y que son pocos los profesores que hablan de ello en las materias en las que debería enseñarse.
Pocas voces se oyen ya en contra de que se imparta educación sexual en los colegios -como se hace prácticamente en todos los países de nuestro entorno- pero sigue habiendo miedo de algunos padres a este tema. Miedo al adoctrinamiento. Algo de lo que los que sí enseñan estos temas en las aulas huyen. Dicen que se debe explicar a los estudiantes todo lo relacionado con su cuerpo y lo que pueden hacer con él, para que luego sean ellos los que escojan. También los padres en casa. La información es compatible con todos los valores. A partir de esas explicaciones, los padres pueden comentar a sus hijos sus propios valores, sean los que sean, para que los tengan en cuenta a la hora de tomar sus decisiones.
La iniciativa de hacer hincapié en este tema en la nueva ley del aborto -a propuesta sobre todo de ERC e IU/ICV- es vista con buenos ojos por prácticamente todos los colectivos. Lo vislumbran como una oportunidad para concienciar más sobre la necesidad de impulsar la educación sexual y para revisar lo que no está funcionando.
Sin embargo, los colectivos que trabajan este tema siguen considerando impreciso el texto, que aprobará el Pleno del Congreso la semana próxima para pasarlo al Senado. La mayoría pide que se especifiquen las materias y horarios en los que debe enseñarse, los contenidos concretos, la formación de los profesores en todos los centros (públicos, concertados y privados) y que incluya una partida presupuestaria para llevarlo a cabo.
Lo que más se explica en los colegios e institutos es todo lo relacionado con los riesgos y la reproducción, lo cual, lógicamente, tiene su parte positiva, pero también negativa. El tabú se centra en la explicación de todo lo que tenga que ver con el placer (la masturbación, el coito, el erotismo, los juegos sexuales...). A muchos profesores les incomoda tener que hablar de estos temas, no se sienten preparados o les resulta violento hacerlo a alumnos a los que luego tienen que tratar todo el curso.
La mayoría de los especialistas propone que estos contenidos se repartan entre diversas materias de forma más organizada y obligatoria, con un tiempo específico organizado para ello a lo largo de toda la educación y que se proporcione formación específica a los docentes de cada centro que se vayan a ocupar de estas enseñanzas.
"Por debajo de los 12 años, el papel de los padres es muy importante, pero cuando los hijos entran en la adolescencia, los progenitores pasar a estar en otra posición y no son la fuente fundamental de información, según dicen los estudios, y también el sentido común", explica la presidenta de la Federación de Planificación Familiar, Isabel Serrano. "Por eso, la mayoría de los padres, que son muy sensatos y conscientes de que sus hijos reciben mucha información insegura, están encantados de que haya una interrelación en esta educación entre las escuelas y las familias".
¿En qué consiste la educación sexual? Éste es el primer interrogante que plantean muchas familias. No lo saben, porque no lo han preguntado o porque no se les ha explicado. Otros muchos sí lo saben, como explican los expertos que organizan encuentros informativos con padres. Responde Carlos de la Cruz, director de Máster de Sexología de la Universidad Camilo José Cela, que lleva además 20 años dando charlas de este tema. "Es enseñar a los alumnos a conocerse, lo que es la reproducción y el placer; a aceptarse a sí mismos como hombres y mujeres y también al otro. Pero aprender a tener una erótica satisfactoria no significa que se les diga lo que tienen que hacer. Una cosa es explicar lo que es la masturbación o el coito y otra decirles que lo tienen que hacer. A lo que se les enseña es a tomar sus propias decisiones".
De la Cruz añade un interesante apunte: "La educación sexual buena es compatible con los centros públicos, privados católicos, privados laicos... con cualquier ideología, porque no aporta doctrina sino exclusivamente información. No es sólo explicar lo que se hace entre genitales, es educar para evitar el sexismo, a aprender a expresar las emociones, a relajar el cuerpo...".
"Es obligación del Gobierno garantizar que todos los alumnos salgan de la educación obligatoria sabiendo estos mínimos", advierte este especialista. "Habría que ver cómo se puede complementar el trabajo de profesionales externos a los centros con el de los profesores y empezar a contar estos temas cuando sea el momento, es absurdo contarles a los 15 años lo que es la menstruación y la eyaculación".
Este profesional da charlas en los colegios e institutos de Leganés (públicos, concertados y privados). Las organiza el Ayuntamiento de la localidad, son cuatro sesiones en 6º de primaria y 3º de ESO, también en numerosos centros católicos, de acuerdo con la dirección y las asociaciones de padres.
Pero, cuando se aborda este tema, a menudo, se evitan algunas cuestiones. Por lo general, en muchas escuelas se dan charlas específicas generalmente en la ESO, pero no a lo largo de los diferentes cursos, cuando su momento de desarrollo físico y emocional lo requiera. Y, aún así, sigue habiendo un tema tabú: el placer. "La mera palabra chirría. Todo lo que tenga que ver con él se evita en muchos casos. Chirría a algunos sectores de la Iglesia católica, que considera que esta educación compete a la familia, y hablar de él sigue removiendo a una parte de la sociedad española", señala Carlos de la Cruz.
Es más fácil para los profesores hablar de reproducción, embarazos y enfermedades. Lo que sitúa la visión del sexo a los ojos del alumno en un enfoque negativo, de prevención, de riesgos, de peligro. Y se olvida de contarles las posibilidades que tiene. Es más fácil hacer una educación sexual que intenta evitar riesgos, abusos, embarazos no deseados, comportamientos sexistas..., coinciden los expertos. Pero con esto se da a los chavales la sensación de que la sexualidad es un peligro, cuando se les debería contar también que pueden aprender las posibilidades de disfrutar de su sexualidad, se decida luego a hacerlo o no. Entre los temas tabú relacionados con el placer los expertos apuntan, por ejemplo, el orgasmo, la masturbación, la primera vez, los besos y caricias corporales, los gustos y las fantasías eróticas... Es más sencillo de aceptar para muchas personas un enfoque ético o biológico del tema. Pero, si se limita a eso la educación sexual se queda coja, y los chavales crecen con multitud de interrogantes sin responder, al menos fuera del variado universo de Internet, es decir, con rigor y desde la escuela.
Otro aspecto en el que insisten los expertos es, como pasa en toda la educación, en la importancia de establecer una comunicación fluida con los hijos sobre este tema. De dejarles claro que cuentan con sus padres si quieren preguntar algo, lo que no quiere decir que tengan que contarles sus relaciones, como tampoco lo hacen éstos. No se trata de eso. "No hace falta decirles la palabra vagina o pene para hablar con ellos de sexo", ilustra De la Cruz, "si además en familia ya se comentan muchísimas cosas que tienen que ver con el deseo sin caer en la cuenta de ello". "Se hace al hablar del tipo de mujer u hombre que les gusta, al manifestar si les gusta una actriz o un modelo que están viendo en la televisión, al comentar sus gustos, por ejemplo, por determinado tipo de mujeres u hombres...".
"Hay que enseñar al joven a valerse por sí mismo, a conocer su cuerpo y los riesgos. Y no hay que olvidar", advierte Isabel Serrano, "que hay chavales que van a sufrir en ese camino, por problemas con su orientación sexual y también que vivimos en una sociedad con comportamientos sexuales dispares, con inmigrantes procedentes de muchas culturas y con diferentes puntos de vista sobre este tema". También están los discapacitados. La nueva ley llama a atender la educación sexual a este colectivo, otro avance.
"De los países de nuestro entorno, somos de los pocos en los que no hay un marco claro de educación sexual que la haga obligatoria para todos los niños", opina Isabel Serrano. Y menciona como referencia el informe La educación sexual en Europa, realizado por diversos organismos (entre ellos, la OMS) sobre 26 países. "Es necesario que se establezcan unos mínimos de educación sexual para todas las etapas educativas y para toda España, abrir un proceso de debate para que se pacten -los horarios, el reparto de contenidos por edades y la formación que necesitan los educadores- entre todas las comunidades y los sectores implicados", propone la presidenta de la Federación de Planificación Familiar.
Lo cierto es que la educación sexual está contemplada ya como obligatoria en la LOE, como recuerda la portavoz de Educación del PSOE en el Congreso y responsable de Educación en la Ejecutiva socialista, Cándida Martínez. Sin embargo, esta portavoz dice que "otra cosa es que sea importante que con la nueva ley del aborto aparezca reforzada toda la educación sexual y afectiva. Es un acierto". "Además, que aparezca en el texto pactado con diversos grupos es un avance para que se reconozca la relevancia que debemos darle a estas cuestiones. Es evidente que no hay mejor prevención que la educación. Y quizás a partir de aquí se podría hacer un seguimiento serio de cómo se están impartiendo estos contenidos, cómo están llegando a los alumnos, respetando la libertad de las competencias educativas de todos".
De acuerdo con la letra de la ley, se debería enseñar, por un lado, de forma transversal (es decir, metida en contenidos que tengan que ver con estos temas como los de Conocimiento del Medio, Biología o Educación Física) y, por otro, en forma de temas específicos en el real decreto que regula las enseñanzas mínimas de primaria y, de una forma más concreta en el de la ESO.
Pero esto es sobre el papel de la ley. En la práctica, la mayoría de los profesionales que trabajan temas de educación sexual dicen que no acaba de funcionar este sistema.
"La parte buena de la noticia de que se vaya a incluir en la nueva ley del aborto es que a través de la prevención de riesgos se puede lograr ya de una vez que se comprenda la importancia de la educación sexual. La parte mala es que esté focalizada en la prevención", señala uno de los principales expertos en este tipo de educación, el catedrático de Psicología de la Sexualidad en la Universidad de Salamanca, Félix López.
"Es obligatorio impartirla pero no se hace. La ley obliga a hacerlo pero no garantiza que se haga. El problema básico es que hay que dar formación a los profesores de los centros, a algunos, no necesariamente a todos y liberarles algunas horas de clase para que se hagan cargo de estas enseñanzas en su centro o de coordinarlas". Este catedrático también opina que como asignatura transversal no ha funcionado. Y pone el ejemplo de Canadá. "Allí tienen un área de bienestar y calidad de vida, al que le dedican una hora semanal. Es sólo una muestra de lo que se puede hacer y de lo que hacen otros países. Y en España la ley debería incluir, aparte de un plan de formación para educadores, recursos económicos para llevar todo esto a cabo".
Félix López dice que lo más viable hoy por hoy sería que se repartieran los contenidos entre un tiempo de tutoría (sobre el desarrollo de la persona y el afecto, por ejemplo), las asignaturas de Ética y Educación para la Ciudadanía (los valores, las relaciones...) y la de Biología (la anatomía y fisiología...).
"Todo el mundo reconoce que el actual sistema ha sido un fracaso, la transversalidad no está funcionando. Y esta educación no se puede dejar sólo, como se hace en la práctica, en unas charlas sobre embarazo, métodos anticonceptivos, sida, el uso de los tampones o la higiene genital... esto es sólo una pequeñísima parte", insiste Isabel Serrano.
"Hay que involucrar a toda la comunidad escolar (padres, profesores y jóvenes) en este tema para que sea una realidad". A la presidenta de la Federación de Planificación Familiar, que es ginecóloga y tiene mucha experiencia en el trabajo con jóvenes, le parece "estupendo" que la nueva ley del aborto haga hincapié en este tema. Y critica a los que se oponen a que se enseñe en los colegios: "Es absurdo pensar que la gente puede llegar a tener una sexualidad saludable y que se vaya a lograr reducir las tasas de aborto sin tomarnos en serio la educación sexual". "Hay sectores obsesionados con el sexo", señala, "que han hecho un baluarte ideológico de este puritanismo, que les lleva a oponerse a que se enseñe en los colegios. Aunque son colectivos pequeños, aún hay gente que cree que con esta educación se va a promover que sus hijos tengan relaciones sexuales sin querer. Hay mucha información, pero no educación. Y pensar que los padres se pueden manejar solos en esto es un error".
Esta experta resume los tres objetivos básicos que habría que lograr: "Dar información segura (bien distinguida de la lluvia que les llega a los jóvenes por todas partes), ayudarles a desarrollar habilidades para incorporar la sexualidad como un elemento de su vida y fomentar actitudes positivas y valores relacionados con la sexualidad, basados en el respeto y en que la toma de decisiones corresponde a cada persona". También cree que es fundamental lograr un mayor apoyo al profesorado.
Reportagem de SUSANA PÉREZ DE PABLOS
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Debate sobre Educação
Informação recebida via email.
Caro/a Professor/a
O Bloco de Esquerda vai realizar próximo Sábado, dia 12 de Dezembro, em Lisboa um debate sobre a situação actual da luta dos professores e da política educativa.
No fundamental, queremos reflectir sobre os diferentes aspectos do que foi a vivência das escolas à luz da política destes últimos anos (desde avaliação, a divisão da carreira, novo modelo de gestão e toda a outra abundância burocrática), analisar a luta dos professores, e perspectivar o que devem ser os debates e os desafios para o futuro, à luz da actual negociação entre Ministério e sindicatos. Ou seja, pegar no que se fez e pensar como “andar para frente”.
Gostaríamos de contar com a sua presença e com a sua reflexão.
Vamos contar com as intervenções da Manuela Mendonça, do António Avelãs, ambos da FENPROF e da Adelina Precatado, vice-directora do Camões, em Lisboa.
Agradeço também se puder divulgar o debate no vosso blog e redes de contactos – toda a participação e opinião pode ajudar a delinear prioridades e estratégias de intervenção.
Bem sei que já todos temos Sábados demasiados preenchidos, mas creio que este vai ser um debate importante.
Com os melhores cumprimentos,
Ana Drago
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O nosso Natal ou o Natal de Jesus?
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Comunidade online de utilizadores de quadros interactivos
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Da Mensagem
X. MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
In Mensagem, Fernando Pessoa








