sábado, 28 de novembro de 2009
Hora da Poesia
Cântico negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Investigação e Educação Especial
Título: Dificuldades de aprendizagem específicas e desordem por défice de atenção e hiperactividade : um estudo single- subjet sobre monitorização da atenção
Autor: Lopes, Ana Sofia Pereira Rodrigues
Orientador: Martins, Ana Paula Loução
Data: 7-Jul-2009
Autor: Lopes, Ana Sofia Pereira Rodrigues
Orientador: Martins, Ana Paula Loução
Data: 7-Jul-2009
Resumo: Segundo Hallahan, Kauffman e Lloyd (1999), cerca de 30% dos alunos com dificuldades de aprendizagem específicas apresentam um diagnóstico duplo, isto é, apresentam simultaneamente desordem por défice de atenção e hiperactividade ou outra desordem emocional ou comportamental. Os problemas de atenção e hiperactividade, que caracterizam o comportamento de muitos alunos com dificuldades de aprendizagem específicas, são desconcertantes para professores, pais e alunos. Estes problemas, em geral, exigem uma maior competência profissional dos professores do que os problemas comportamentais revelados pelos demais alunos. O estudo efectuado prende-se com a problemática das dificuldades de aprendizagem específicas e a relação existente com a desordem por défice de atenção e hiperactividade, visando a estruturação e implementação de um programa educativo facilitador do sucesso escolar. Investigamos o impacto de dois métodos, o método auto monitorização da atenção e o método tradicional de controlo da atenção, para o ensino de comportamentos de atenção desejados de três alunos com dificuldades de aprendizagem específicas e desordem por défice de atenção e hiperactividade que frequentam o quarto ano de escolaridade do Ensino Básico. Este estudo foi desenhado no sentido de responder à seguinte questão de investigação: - É o comportamento de atenção desejado em cada aluno superior quando o método de ensino usado é o auto – monitorização da atenção do que quando o método de ensino é o tradicional? Utilizando uma metodologia single subject design, verificamos que todos os sujeitos participantes neste estudo apresentaram um número maior de comportamentos de atenção quando sujeitos ao método de ensino auto – monitorização da atenção do que quando sujeitos ao método tradicional, embora não se tenha registado uma progressão contínua no que se refere ao número de comportamentos de atenção. Daqui, podemos aferir que o método auto – monitorização da atenção se revela o mais adequado para o desenvolvimento de competências de atenção em alunos com estas problemáticas. Verificou – se, também, a facilidade da utilização do método auto – monitorização da atenção e, que a reflexão e a auto – avaliação como processo de aprendizagem e a adopção de programas comportamentais poderão funcionar como alternativas ou complementos às terapias farmacológicas no tratamento de crianças com desordem por défice de atenção e hiperactividade.
Abstract: According to Hallahan, Kauffman and Lloyd (1999), about 30% of students with specific learning disabilities have a dual diagnosis, i.e., have both attention deficit hyperactivity disorder and emotional or behavioral disorder. Problems of attention and hyperactivity that characterize the behavior of many students with learning disabilities are disconcerting to teachers, parents and students. These problems, in general, require greater professional competence of teachers rather than the behavioral problems revealed by other students. The aim of this study concerns the problem of specific learning disabilities and the link with the attention deficit hyperactivity disorder, to the structuring and implementation of an educational program that improves academic success. Investigate the impact of two methods, the method self – monitoring of attention and the traditional control of attention method, for teaching the desired behavior of attention of three students with learning disabilities and attention deficit hyperactivity disorder attending the fourth year of basic school. This study was designed to answer the following research question: - Whether a students’ attention behavior is greater when using self- monitoring of attention than using traditional control of attention? Using a single subject design methodology, we found that all subjects participating in this study showed a greater number of behaviors of attention when subjected to the method self – monitoring of attention than when subjected to the traditional method, although there has no continuous progression regarding the number of behaviors of attention. Hence, we can ascertain that the method self - monitoring of attention is the most suitable for the development of skills of attention in students with this problematic. It was also shown that the method self – monitoring of attention is ease to use and, that the reflection and self - evaluation as a learning process and adoption of behavioural programs could serve as alternatives or complements to drug therapies in the treatment of children with attention deficit hyperactivity disorder.
Tipo: masterThesis
Descrição: Dissertação de Mestrado em Educação Especial - Ramo de especialização em Dificuldades de Aprendizagem
URI: http://hdl.handle.net/1822/9802
Aparece nas colecções: BUM - Dissertações de Mestrado
Ficheiros deste registo:
tese.pdf Ver/Abrir *
* O acesso ao estudo (tese de mestrado supramencionada) carece de autorização do autor e da respectiva Instituição de Ensino Superior (Universidade do Minho), no entanto, basta preencher um formulário on-line e aguardar uns dias para que lhe seja facultado o respectivo acesso.
Da arte de ouvir
De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: “No princípio era o Verbo”. Eu acrescento: “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...” A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...
Rubem Alves in A Casa de Rubem Alves
Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.
Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.
O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.
Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”
Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutatória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.
Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.
Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...
Rubem Alves in A Casa de Rubem Alves
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Feira de Livros
Outono dos Livros:
Feira de edições da BNP
25 a 27 de Novembro de 2009 - Átrio Principal da BNP, das 10h às 19h
Feira de edições da BNP
25 a 27 de Novembro de 2009 - Átrio Principal da BNP, das 10h às 19h
A feira de edições da Biblioteca Nacional é uma oportunidade para comprar livros publicados pela BNP até 2005 a preços de saldo (de 1 a 10 euros): história, literatura, história do livro, da ciência e das artes, catálogos e roteiros de exposições, bibliografias, guias e inventários, edições críticas, etc.
Biblioteca Nacional de Portugal
Serviço de Actividades Culturais
Campo Grande, 83
1749-081 Lisboa
Portugal
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Na Casa Fernando Pessoa
Uma conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero intitulada A Mensagem do Tropicalismo, sobre a influência de Mensagem de Fernando Pessoa no movimento tropicalista, inaugura o ciclo Livres Pensadores na Casa Fernando Pessoa, no próximo dia 4 de Dezembro, às 18.30. Com esta série de conferências, de periodicidade mensal, a Casa Fernando Pessoa pretende dar a ouvir algumas das mais luminosas e heterodoxas vozes do pensamento e da criação contemporâneos, nas mais diversas áreas, contribuindo assim para o desenvolvimento da liberdade de pensamento e do sentido crítico que Fernando Pessoa tanto cultivou e de que Portugal tanto necessita. A conferência de Caetano Veloso e Antonio Cicero assinala os 75 anos da publicação de Mensagem de Fernando Pessoa.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
75 anos de "Mensagem" de Fernando Pessoa

No próximo dia 1 de Dezembro assinala-se os 75 anos da publicação da primeira edição de Mensagem de Fernando Pessoa, o único livro de poemas em português que publicou em vida. A Câmara Municipal de Lisboa, a Biblioteca Nacional e a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, promovem uma sessão comemorativa no anfiteatro da BNP, às 17h30m, com a presença de Eduardo Lourenço, Manuel Alegre, Vasco Graça Moura e do actor Luís Lucas. Nessa sessão, a Guimarães Editores, em parceria exclusiva com a FNAC, vai lançar uma edição de Mensagem clonada do dactiloescrito original, que faz hoje parte do espólio da BNP. Essa edição terá venda exclusiva nas lojas Fnac e na Livraria de Arte. Ainda no âmbito do programa da comemoração dos 75 anos de Mensagem vão realizar-se na FNAC do Chiado e na Casa Fernando Pessoa debates moderados por Carlos Vaz Marques, dias 2 e 9 de Dezembro, pelas 18h30m:
Dia 2 “- É a hora!”, O sentido da “Mensagem”: com a presença de Paulo Borges, Manuel Gandra e Miguel Real;
Dia 9 "Mensagem", o Poema, o Prémio e o Estado Novo": com a presença de José Blanco, Richard Zenith e José Carlos Seabra Pereira.
Dia 2 “- É a hora!”, O sentido da “Mensagem”: com a presença de Paulo Borges, Manuel Gandra e Miguel Real;
Dia 9 "Mensagem", o Poema, o Prémio e o Estado Novo": com a presença de José Blanco, Richard Zenith e José Carlos Seabra Pereira.
domingo, 22 de novembro de 2009
Hora da Poesia e da Esperança

AVE DA ESPERANÇA
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
Miguel Torga
Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer.
Miguel Torga
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Semana da Ciência: Eventos

Que ciência se faz em Portugal? Quem são os nossos cientistas? Como trabalham? O que investigam? Que resultados obtêm? A Cerimónia Mundial de Encerramento do Ano Internacional do Planeta Terra realiza-se em Lisboa, nos dias 20 a 22 de Novembro, marcando o início da Semana da Ciência e da Tecnologia.
De 21 a 27 de Novembro, a ciência e a tecnologia estão na ordem do dia em mais de uma centena de instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País. Colóquios, exposições, cafés de ciência ou actividades em laboratórios são exemplos de iniciativas organizadas durante a Semana da Ciência, contribuindo para uma apropriação da ciência pelos cidadãos.
De 21 a 27 de Novembro, a ciência e a tecnologia estão na ordem do dia em mais de uma centena de instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País. Colóquios, exposições, cafés de ciência ou actividades em laboratórios são exemplos de iniciativas organizadas durante a Semana da Ciência, contribuindo para uma apropriação da ciência pelos cidadãos.
Não deixe de marcar a Semana da Ciência e da Tecnologia 2009 no seu calendário. Todas as actividades são gratuitas.
Eventos
Oficinas / WorkShops Portas Abertas / Visitas a laboratórios Exposições Visita Guiada a Museu
Eventos
Oficinas / WorkShops Portas Abertas / Visitas a laboratórios Exposições Visita Guiada a Museu
Palestras/Conferências/Colóquios Tertúlias/ Café de Ciência
Por Distrito Por Entidades
Cartaz da divulgação – Download (pdf)
Mais informações: aqui.
Das tecnologias
Infância, crianças e internet: desafios na era digital 
Conferência Internacional
10h00
Auditório 2
Entrada livre
Transmissão directa online http://live.fccn.pt/fcg/
Conferência Internacional
23 e 24/11/2009
10h00
Auditório 2
Entrada livre
Transmissão directa online http://live.fccn.pt/fcg/
Programação: aqui.
Local: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Projecto "Construir a Igualdade..."
Uma proposta de trabalho para professores do Ensino Básico. Excelente para trabalhar os Valores Universais da Igualdade, Solidariedade, Tolerância...
CONSTRUYENDO LA IGUALDAD
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Congresso - Percursos para o sucesso educativo

A Gailivro vai realizar o Congresso De Pequenino se Trilha o Caminho – Percursos para o sucesso educativo, na Universidade Católica - Auditório Cardeal Medeiros (Lisboa) e na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda (Porto), nos dias 05 e 12 de Dezembro, respectivamente.
Trata-se de uma iniciativa destinada a professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, onde se pretende, numa perspectiva integrada deste ensino, sublinhar a importância que, a par das disciplinas curriculares, as áreas das expressões assumem para o sucesso na aprendizagem dos alunos: cada vez mais a investigação coloca em destaque o grande contributo da música, da expressão dramática e vocal, da expressão gráfica ou da dança criativa para um maior desenvolvimento das crianças nas outras áreas do conhecimento, especialmente nestas faixas etárias.
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