quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Inscrições para candidatura à Prova Pública de acesso à Categoria de Professor Titular



NOTA INFORMATIVA N.º 1

Prova Pública de acesso à categoria de professor titular
A admissão a concurso para acesso à categoria de professor titular depende de prévia aprovação em prova pública, nos termos do previsto no Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, que incide sobre a actividade profissional desenvolvida pelo docente.

1. A partir de hoje, estará disponível a aplicação electrónica para Candidatura, upload do trabalho e Validação de candidaturas à prova pública, na página da DGRHE em http://www.dgrhe.min-edu.pt/.

2. A candidatura destina-se a docentes dos quadros do Ministério da Educação que tenham completado 15 anos de serviço docente, até à inscrição, com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom e que preencham os demais requisitos.

3. O processo é realizado integralmente em suporte electrónico, pelo que quer a formalização da candidatura com upload do trabalho, bem como todas a informações e comunicações, são efectuadas com o recurso a aplicações electrónicas.

4. O trabalho ficará acessível para visualização apenas para os membros do Júri.

5. A apresentação do trabalho deverá obedecer aos requisitos formais estipulados no despacho disponibilizado na página da DGRHE, e baseia-se na experiência do quotidiano escolar, do docente, devendo incidir sobre dois dos seguintes domínios:
a. Preparação e organização das actividades lectivas, relação pedagógica com os alunos e avaliação das respectivas aprendizagens.
b. Projectos inovadores desenvolvidos ou a desenvolver que contribuam para a melhoria dos resultados escolares dos alunos.
c. Área de gestão e organização escolar.

6. O processo de candidatura electrónica para realização da prova pública desenvolve-se nas seguintes etapas:

CANDIDATO
· Inscrição obrigatória
· Candidatura e upload do trabalho
· Reclamação para o presidente do júri
· Recurso hierárquico para o director regional

ESCOLA
Validação da candidatura:
a. A validação é efectuada na aplicação electrónica, mediante a documentação apresentada pelo candidato ou a existente no respectivo processo individual, e consiste na confirmação da veracidade dos dados da candidatura.
b. Sempre que a escola tiver candidaturas para validar recebe um alerta através do e-mail da escola.
c. Deve ser dado cumprimento integral aos prazos de validação das candidaturas submetidas pelos candidatos – cinco dias úteis.

DGRHE, 17 de Agosto de 2009



Nota: Convém elucidar os mais distraídos que a abertura destas candidaturas não corresponde à abertura de novas vagas para a carreira de titular. Corresponde apenas a uma prévia inscrição destinada aos interessados a concorrer futuramente... ou seja, quem se inscrever agora, habilita-se a aceder a uma prova (em futuro incerto), que permitirá, em caso de aprovação, depois ir a concurso para titular. Logo, a aprovação não significa o acesso a titular.

Como afirma o Paulo G., "o lançamento desta prova prévia pode ser apenas mais um rastilho para incendiar o arranque do ano lectivo".


Aqui ficam os links para os interessados:

APLICAÇÕES
Candidatura e upload do trabalho - 17/08/2009
Teste recomendado - Verificação da palavra-chave e do nº de candidato
Inscrição Obrigatória (1ª vez a usar aplicações electrónicas DGRHE)

DOCUMENTAÇÃO
Manual de instruções da candidatura electrónica - 17/08/2009
Despacho sobre os requisitos formais do trabalho - 17/08/2009
Nota Informativa n.º 1 - 17/08/2009
Decreto-Lei n.º 104/2008, 24 de Junho - 17/08/2009

Tempo para o essencial ou para o supérfluo?


(clique na imagem para ler)

Cartoon de Mário César

Nota: Mesmo em tempo de férias, de lazer, de descanso, de coisas novas e diferentes,... aqui está um cartoon que dá muito que pensar sobre a forma como gerimos o nosso tempo, as nossas prioridades...

Congresso Aprendizagem/Desenvolvimento...



Informação recebida do Instituto Piaget:

No âmbito das comemorações do seu 30º aniversário, o Instituto Piaget organiza o congresso Aprendizagem/Desenvolvimento: Linhas de Fundo, Novas Tendências e Perspectivas que decorrerá nos dias 21, 22 e 23 de Setembro de 2009 no Campus Universitário do Instituto Piaget de Almada.

No congresso estarão presentes importantes especialistas de algumas das mais prestigiadas instituições de ensino portuguesas e internacionais.

Anne-Nelly Perret-Clermont, Alan Slater, Christine Howe, Jacques Vauclair, Ludmila Obukhova, Conceição Couvaneiro, Marlene Vale da Silva, entre outros, debruçar-se-ão sobre o desenvolvimento cognitivo, afectivo e emocional ao longo da vida.

George Siemens e Conceição Taborda Simões apresentarão algumas das comunicações dedicadas ao impacto das novas tecnologias sobre o desenvolvimento e os paradigmas de ensino e aprendizagem.

Os desafios da criação do Espaço Europeu de Ensino Superior, nomeadamente quanto a uma relação de ensino/aprendizagem verdadeiramente centrado no aluno serão temas tratados, entre outros, por Jean-François Perret, Felipe Trillo, Isidoro González ou Estela Lamas.

O envolvimento social do processo de desenvolvimento e aprendizagem será o tema de comunicações como as de Margarida César, Guida de Abreu ou Francesco Arcidiacono.

A educação artística e da criatividade estará presente pelas vozes de Lucília valente, Ana Bela Mendes ou Elisa Dias.

Estes são apenas alguns destaques de um congresso em que o Instituto Piaget espera apresentar e proporcionar o debate de professores, educadores, psicólogos e estudantes sobre temas e problemas centrais na educação do presente e do futuro.

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Para mais informações e inscrições:
http://www.ipiaget.org/

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Justiça distributiva



O habitual artigo de opinião semanal de Miguel Santos Guerra. Uma grande lição de vida! Vale a pena ler.


Hace cierto tiempo me contaron una historia que tiene su miga. Ocurrió en una Facultad universitaria. Tiene que ver con la justicia distributiva. Dos profesores compartían el mismo despacho y atendían en él a sus alumnos y alumnas en las horas de tutoría. Movidos por la situación de otros colegas que disponían de un despacho unipersonal, decidieron solicitar del Departamento el correspondiente permiso para construir un tabique y dividir el despacho en dos partes. La excusa era que se estorbaban. La verdad era que no se llevaban bien. Podían organizar sus horas de atención a los alumnos y alumnas combinando mañanas y tardes o días alternaos de la semana. Pero, no. Pidieron la separación. El Departamento dijo que sí.

En ausencia de su colega, el interesado (nunca mejor dicho) llamó a los servicios de la Universidad, mostró el permiso e indicó a los albañiles por dónde deberían construir el tabique y por dónde tendría acceso el nuevo despacho. Hizo una división muy original. Dejó una parte más amplia e iluminada y la otra más pequeña y oscura. Él eligió de manera descarada la mejor parte y en ella colocó sus libros, su ordenador y sus pertenencias. En el despacho contiguo colocó las cosas de su… compañero.

Cuando regresó el profesor ausente y se encontró con el desaguisado dijo que no estaba dispuesto a aceptar el arbitrario reparto. Y llevó al Departamento la solicitud de que se hiciera una nueva división de común acuerdo o a cargo de una persona independiente. Hubo una discusión. Algunos decían que no se podía dilapidar el dinero haciendo, quitando y volviendo a poner. Otro dijo que si eran tan diferentes los despachos podrían sortearlos: Alguien propuso que alternasen por años la posesión de los despachos.

Intervino entonces el Director del Departamento y propuso una solución al conflicto del reparto. Pidió que se votase.

- Antes de decir en qué consiste mi propuesta, dijo, quiero contar algo que me paso siendo niño . Un día mi padre me dijo: Divide ese pastel para tu hermano y para ti. Hice una división tan escandalosa que, cuando me disponía a coger el trozo visiblemente más grande, mi padre me dijo: Espera, no te precipites. Tú ya has hecho una tarea muy importante que es la tarea de dividir. Ya que has dividido `para dos hermanos, quiero suponer que lo has hecho con justicia. Pues bien, tu hermano va a realizar ahora otra tarea no menos importante que la tuya, va a elegir la parte del pastel que más le interese. Ya suponéis lo que eligió mi hermano y el ridícujlo trozo de pastel que me tocó a mí.

Lo que sigue se puede imaginar fácilmente. El Director, ante los miembros del Departamento que escuchaban entre atónitos y divertidos, concluyó.

- Pues bien, fulanito ha hecho una tarea importante, que es dividir el despacho en ausencia de su colega. Ha dividido para dos compañeros que tienen los mismos derechos por lo que quiero pensar que ha procedido rectamente. Mi propuesta es que ahora su compañero realice la otra tarea complementaria, que es elegir la parte del despacho que más le interese.

Se votó con el resultado que se supone. Sólo un voto en contra. El compañero que inicialmente fue agraviado con el reparto injusto está disfrutando del egoísmo de su colega en la parte más amplia e iluminada del espacio.

Sabia decisión. Coherente decisión. Merecido castigo. En las instituciones hay quien trata de sacar siempre tajada de aquello que dice o hace. Hay quien no da puntada sin hilo. Resulta desesperante ver cómo todo lo pretenden transformar en beneficio aunque causen daño a los demás.

Pocas veces se encuentran con la ingeniosa decisión que cierra este relato y que hizo exclamar a quien conocía bien a los actores: “Merecido se lo tenían los dos. Uno el premio, el otro el castigo”.

Siendo niño, tenía un profesor que escribía sentencias en el encerado. Permanecían una semana expuestas a la consideración de todos. En una ocasión, el profesor escribió lo siguiente: “Lo mejor y lo primero, para mi compañero”. Un avispado escolar quiso hacer una gracia, cambió la coma de lugar (aunque olvidó el acento en el posesivo). Lo que quedó escrito fue lo siguiente: “Lo mejor y lo primero para mí, compañero”..

Conté la historia de los despachos en una reunión de amigos. Años después supe que una familia que estaba allí me llamaba “el pacificador”. Dijeron que aquella solución había terminado con las peleas de sus dos hijos cuando iban a repartir alguna cosa fraccionable. Loa padres les preguntaban:

- ¿Quién quiere dividir?

El que se encargaba de hacerlo ponía el mayor empeño en que hubiese dos partes exactas. Sabía que él se iba a quedar con la que no eligiese su hermano. Aunque la envidia es muy mala consejera. No me extraña que en algún caso, cuando le llegase al segundo protagonista la hora de elegir, acabase diciendo:

- Yo quiero el de mi hermano.

Comprenderá fácilmente el lector (o lectora) lo que sucedería en el mundo si todos nos hiciésemos firmantes de la segunda sentencia del encerado de aquella clase de. mi juventud. Cada uno a lo suyo, cada uno contra todos en su propio beneficio. Qué horrible mundo. Qué mundo tan poco ético y tan antiestético.

Afortunadamente hay personas que se empeñan en vivir según el primer lema. Que se desviven, literalmente, por conseguir el bienestar del prójimo, sin tener en cuenta que quien las observa pueda tacharlas de tontas en el marco de esta cultura neoliberal, de individualismos exacerbados.. Porque no existe una frontera nítida entre la bondad y la ingenuidad, entre la generosidad absoluta y la plena estupidez.

In El Adarve (8.8.2009)

Blogonovela sobre Educação


Adaptação livre da Ilíada de Homero de Antero Valério
(clique nas imagens para ler)






(Continua aqui)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mia Couto - a relação com os livros e os personagens


Exerto da Entrevista de Laurinda Alves ao escritor Mia Couto. In Ionline (5.8.2009)

Foto: Pedro Azevedo

(...)

"As histórias deram-te casa", eis uma expressão belíssima...
Deram-me aconchego, deram-me família e, de repente, eles eram a minha casa e a minha família e eu adormeci. A malária fez-me perceber o valor da história. Se alguém conta uma boa história, que te encanta, tu tens ali uma casa.

É isso que te faz escrever?
Eu acho que sim. Fiquei com uma espécie de vício de infância porque tive uma infância muito feliz, uma infância encantada, e tentei que essa casa, esse terreiro onde brinquei, fosse sempre o meu mundo. Tentei nunca sair daí.

Isso não é um síndroma de Peter Pan?
Não, não quero ficar criança e infantilizado nesse sentido. O que eu quero é ter essa relação mágica com o mundo. Acho que por crescermos não temos que abandonar esse pensamento mágico. Agora vejo os meus netos brincarem e percebo que eles ficam fascinados num mundo utópico. Há ali quase uma relação divina porque, de repente, o meu neto é tudo e é todos. Aos dois anos podemos ser tudo: actor de teatro, autor de ficção, astronauta, bombeiro. É aí que começa a ficção?

Interessa-te essa possibilidade de seres tudo em todos?
Sim, poder ser o outro e ser o mundo inteiro. Acho que nunca perdi isso.

Vives nos teus personagens?
Eu não vivo, eu sou os meus personagens.

És todos os teus personagens?
Sem dúvida. Gostava de contar uma história a propósito de "Jesusalém". Eu já tinha escrito este livro e até já me tinham mandado um exemplar para eu ver se havia alguma coisa que não funcionasse bem, quando me contaram que havia um velho caçador que sonhava com o espírito dos animais quando lhe diziam, por exemplo, que era preciso matar um elefante. Aí eu disse: eu quero conhecer esse velho!

Os animais também têm espírito?
Sim, não somos só nós que temos alma, os animais também têm alma e espírito. Este homem era chamado sempre que era preciso matar um elefante porque ele é brindado, tem esse dom. Fui ter com ele, atravessei um longo caminho para chegar a um lugar no fim do mundo. Andei horas e horas para chegar a casa dele.

Como é que ele era?
Quando cheguei encontrei um homem com brincos e muitos colares e perguntei-lhe porque é que se vestia assim mas ele respondeu-me: não sou eu que mando no que eu visto. E logo a seguir disse: eu não falo português, não dou entrevistas, não sei quem você é! E eu, de repente, percebi que o homem tinha razão, não posso entrar em casa de quem não me conhece para receber uma história sua.

O que é que fizeste?
Pedi aos que iam comigo para lhe pedir desculpa. Ele quis saber quem eu era e os outros disseram: este é um homem que conta histórias. E o curioso é que ele olhou para mim de dedo apontado e declarou: amanhã eu vou-lhe mostrar uma coisa que é uma história, só eu conheço a gruta onde nascem as hienas e vou levá-lo lá.

Ficaste contente?
Claro. Ah! Em toda esta conversa o homem teve na mão um facão com que fazia uma cesta de vime e há umas páginas do "Jesusalém" em que o velho Silvestre está sentado numa esteira com uma catana na mão? No dia seguinte fui ter com ele de carro e ele disse-me que não podia entrar no carro porque todo o homem que, como ele, incorpora o espírito dos animais não pode ficar fechado num espaço tão pequeno.

Como é que o convenceste?
Foi preciso abrir todas as janelas e mesmo assim mais de meia hora de argumentos para o convencer a entrar no carro, mas lá conseguimos que entrasse.

O que é que lhe disseste exactamente?
Olhe, as janelas estão todas abertas e, portanto, os espíritos podem entrar e sair quando quiserem (risos). Então ele sentou-se, apoiado na catana, e foi de olhos fechados até chegarmos. Sempre de olhos fechados, estremeceu quando chegámos a um sítio e declarou: é aqui. E começou a mostrar-me pegadas e conduziu-me por ali fora sempre com a catana nas mãos. Nesse dia eu levei-o para jantar comigo no acampamento e quando lhe estava a pedir para me mostrar outras coisas ele disse: você ainda não percebeu mas eu sou cego.

Não tinhas percebido nada?
Não. E perguntei-lhe: cego como? Então o senhor andou por aí a mostrar-me as pegadas e os lugares?E ele: não sou eu que vejo, nessas alturas é alguém que está a ver pelos meus olhos. Aquilo foi impressionante para mim. Esse velho, que eu só conheci depois de escrever o livro, já estava no meu livro. É incrível, não achas?

Acho. Este livro é um conjunto de textos escritos pelo Mwanito que, no fim, os entrega ao irmão. Inventaste tudo isto?
Sim. E só no fim é que se percebem coisas essenciais sobre cada personagem.

Sim, eu sei, mas é melhor não as contarmos para não desfazer o mistério?
Vou só dizer uma coisa: no meu livro, quando o irmão recebe os textos, pergunta como é que é possível ele ter escrito tudo aquilo sem ver, e o Mwanito responde que deixa de ser cego quando escreve. Foi isso mesmo que o velho me disse. Ele não escrevia mas tinha essa relação com a terra que via mesmo sendo cego. O mais impressionante de tudo é que eu já tinha escrito o livro quando conheci este velho.

Ou seja: é como se tivesse havido uma convocação cósmica para conheceres um homem que, mesmo sem saberes que existia, te inspirou para escrever.
É, foi qualquer coisa assim.

Se calhar ele sonhou o teu espírito antes de começares a escrever?
Sim, se calhar eu sou um bicho também e ele sonhou com o meu espírito (risos). Foi uma coincidência extraordinária.

É fantástico. Nos teus livros existe muito este lado fantástico, este pensamento mágico.
Eu não tenho crença nestas coisas, sabes?! Não sei bem em que é que tenho crença mas não sou supersticioso. A verdade é que, neste caso, este homem existe no meu livro e isso é curioso. Eu agora até trago a fotografia dele no meu computador.

Tu moras nestes personagens todos. Mas como é que eles te habitam?
Eles nascem-me do encontro com pessoas que fazem soltar outras pessoas que têm escondidas dentro de si. Desde pequeno que atribuo histórias a pessoas que me despertam e me parecem dizer que há ali qualquer coisa que é preciso revelar.

São coisas que tu intuis ou inventas para aquela pessoa?
Tenho que fazer essa confissão de arrogância: são coisas que estão dentro de mim e eu projecto nessas pessoas. Mas todas nascem de uma sombra, de uma coisa qualquer que me desperta e me faz soltar.

(...)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Concurso online



Até 11 de Agosto



Últimos dias da votação popular nos blogs concorrentes ao Concurso TOPBLOG. O Revisitar a Educação concorre na categoria CULTURA e encontra-se no TOP 100 dos blogs mais votados. Uma iniciativa anteriormente aqui divulgada.

Para aceder ao sítio e votar, clique na imagem infra (também pode fazê-lo no ícon da barra lateral). Depois da votação é-lhe pedido que confirme o seu voto via e-mail. Simples.

A autora deste blog agradece a todos os leitores e amigos a participação generosa nesta iniciativa.


Congresso: Inovar na Escola










"Inovar na Escola"
Modelos, experiências e protagonistas da integração das TIC



Tudo sobre o Congresso Aqui (inscrições, prazos, dinâmica de funcionamento e datas, sessões online, programa das sessões presenciais, certificação, outras).

Avaliação em Educação Online


CIEd - Textos em volumes de actas de encontros científicos nacionais e internacionais:

Título: Problemáticas da avaliação em educação online

Autor: Gomes, Maria João
Data:
2009-05

Resumo:
A problemática da avaliação é um elemento central nas preocupações de muitos professores e investigadores em educação. No contexto da educação a distância, e particularmente da educação a distância através de ambientes online (e-learning), a avaliação das aprendizagens tem sido referenciada como um dos aspectos mais complexos que urge assegurar. Por outro lado, a adopção crescente de práticas de e-learning em complementaridade ao ensino presencial coloca novos desafios e oferece novas alternativas às práticas de avaliação de aprendizagens habitualmente utilizadas. Neste texto procuraremos sistematizar de forma sintética os principais aspectos relacionados com a avaliação em educação online, quer no que concerne à avaliação das aprendizagens dos estudantes, quer no que concerne à avaliação dos próprios cursos.


Referência:
DIAS, P., OSÓRIO, A. J., org. – “Actas da Conferência Internacional de TIC na Educação : Challenges 2009, 6, Braga, 2009”. Braga: Universidade do Minho, 2009. ISBN 978-972-98456-6-6. p.1675-1693.

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Título: Avaliação de aprendizagens em ambientes online : o contributo das tecnologias Web 2.0
Autores: Lisbôa, Eliana Santana Bottentuit Junior, João Batista Coutinho, Clara Pereira
Data:2009-05

Resumo:
Neste artigo vamos discutir algumas questões que emergem no contexto da avaliação das aprendizagens em ambientes de educação a distância. Começamos por apresentar as ferramentas tradicionalmente usadas na avaliação online e que fazem parte das funcionalidades das plataformas de gestão da aprendizagem (caso da Moodle, Blackboard ou WebCt) para, numa fase seguinte, mostrar como as tecnologias da Web 2.0 podem proporcionar alternativas interessantes na promoção de aprendizagens mais significativas e no desenvolvimento de modelos flexíveis e personalizados de uma avaliação online que se pretende mais eficaz, partilhada e equitativa.

Referência:
DIAS, P. ; OSÓRIO, A. J., org. – “Challenges 2009 : actas da Conferência Internacional de TIC na Educação, 6, Braga, Portugal, 2009”. Braga : Universidade do Minho, 2009. ISBN 978-97298456-6-6. p. 1765-1778.

Universidades americanas dão aulas no Youtube


O portal de vídeos Youtube lançou um grupo onde concentra vídeos das aulas de mais de cem faculdades e universidades norte-americanas.

O serviço chama-se Youtube EDU e oferece gratuitamente vídeos das mais diversas matérias que as faculdades aderentes leccionam.

Distribuídos pelos vários canais que compõem o grupo, estão disponíveis mais de mil vídeos que pretendem fazer chegar a todos as aulas das universidades que aderiram ao ensino online gratuito.

Os vídeos dão a oportunidade de aprender matérias tão diversificadas como física, meio ambiente ou ciências sociais, orientadas por alguns dos mais conceituados professores catedráticos.

Entre a lista de Universidades, figuram nomes como a Universidade de Harvard ou Yale.

Os vídeos disponíveis para todos os cursos fornecidos são gratuitos, mas não dão direito a diploma.

In Jornal de Notícias, 5.8.2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Tentativa gorada de demover os professores



A ministra da Educação afirmou hoje que as alterações ao Estatuto da Carreira Docente (ECD), aprovadas em Conselho de Ministros, respondem "a muitos dos problemas" sentidos pelos professores quanto ao seu desenvolvimento profissional, mas não a todos.

"A percepção que temos é que esta revisão do ECD responde a muitos dos problemas sentidos pelos professores no que respeita às posssibilidades de desenvolvimento profissional. Não responde a todos os problemas, mas responde a uma grande parte", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, em conferência de imprensa, no final da reunião do Conselho de Ministros, em Lisboa.

A titular da pasta da Educação destacou a redução do tempo de permanência nos primeiros escalões, o que permite "uma progressão mais rápida para os professores mais jovens", a aceleração da progressão na carreira dos docentes "com elevada qualidade de desempenho" e "novas oportunidades" de progressão para os professores mais experientes, que "não existiam".

"Todas as alterações são positivas. São melhorias que respondem às expectativas dos professores, diminuindo muito o que era um eventual capital de queixa sobretudo na percepção das possibilidades de desenvolvimento da carreira, que consideravam bloqueada", defendeu a ministra.

Maria de Lurdes Rodrigues sublinhou que o Governo "não abdicou" dos príncipios fundamentais de organização do Estatuto da Carreira Docente, mas que acedeu a uma revisão solicitada pelos sindicatos, que se traduziu num "longo e aberto" processo de negociação.

Durante a negociação, os sindicatos de professores consideraram as alterações insuficientes, exigindo o fim da divisão da carreira em professor e professor titular, das quotas para atribuição de "Muito Bom" e "Excelente" no âmbito da avaliação de desempenho e da existência de um limite de vagas no acesso a titular.

Questionada se este poderá ser mais um motivo para os professores regressarem às manifestações no ínicio do ano lectivo e durante a campanha eleitoral, Maria de Lurdes Rodrigues respondeu: "Foi para responder ao desejo de melhoria que fizemos estas alterações". "Foi para tentar resolver problemas e não para os criar", rematou.



Nota: Não são verdadeiras as declarações da responsável pela pasta da tutela da educação. Todos conhecemos os propósitos eleitoralistas, sobre os quais este blog não se irá debruçar. Apenas interessa aqui denunciar incorrecções e inverdades. Não conheço a versão final das alterações ao ECD aprovadas hoje em Conselho de Ministros, mas quem quiser consultar a proposta de alterações pode fazê-lo aqui (para download) e confirmar as (in)verdades das supraditas declarações.

Linguistas usam tecnologia para salvar idiomas da extinção


Jogue, yipe, simoi são três palavras curtas para alimentos em kim, uma língua de Serra Leoa que o doutor Tucker Childs tem tentado, nos últimos três anos, escrever, gravar e entender.
Kim é uma língua que está morrendo e Childs é linguista de campo. De sua base em Tei, uma pequena vila de pescadores no rio Waanje, ele percorre em uma canoa os canais estreitos através da planície aluvial do rio e caminha alguns quilômetros em direção ao interior, onde as últimas comunidades falantes de kim persistem. Com base em gravações no local, ele desenvolveu um alfabeto, compilou um dicionário e está terminando um livro sobre a gramática.
Das seis mil línguas do mundo, duas mil são faladas na África. Muitas não têm forma escrita, algumas ainda não têm nome e várias outras provavelmente desaparecerão. Durante séculos, incentivos sociais e econômicos atuaram contra o kim e em favor do mende, uma língua usada amplamente na região, levando o kim à beira da extinção, especula Childs.
Já se foi a época em que linguistas de campo como Childs, um grupo espalhado que trabalha contra o tempo para salvar as línguas em risco de extinção do mundo - mais de três mil na última contagem -, anotavam dados em cadernos manchados e armazenavam sons em fitas cassete, destinadas a apodrecer em caixas. Hoje, os linguistas aderiram à tecnologia digital. Childs agora usa um gravador compacto e tem aplicativos que analisam os elementos de uma vogal em segundos ou comparam sons entre línguas.
Usando sistemas de informação geográfica, softwares que traduzem dados em mapas, ele e seus assistentes de pesquisa, Hannah Sarvasy e Ali Turay, localizam as vilas que não são encontradas em nenhum mapa oficial. "Existem várias razões para os linguistas desejarem preservar essas línguas", Childs disse, "mas para mim é mais uma coisa emocional. Não tem a ver com nobreza, é uma dívida do capitalismo. Essas pessoas estão em situação totalmente periférica."
Em sua nova forma digital, esse tipo de pesquisa fica mais acessível. Ela permite que projetos maiores compartilhem a herança linguística do mundo com um público mais amplo de professores e aprendizes, inclusive, quando possível, com os falantes originais.
O objetivo não é apenas salvar, mas reviver as línguas. Financiado pelo Hans Rausing Endangered Languages Project e o National Endowment for the Humanities, as gravações de Childs serão encaminhadas assim que seu estudo terminar e ele retornar ao seu posto de professor na Universidade Estadual de Portland, Oregon para um imenso banco de dados da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres (SOAS).
O diretor do arquivo de línguas em risco de extinção da SOAS, David Nathan, disse que o website da escola, elar.soas.ac.uk, deverá começar a compartilhar dados no final do verão da região. "O que estamos devolvendo à sociedade com a documentação de línguas é um novo gênero de material que não tem nenhum canal de publicação", ele disse.
Ou não tinha até agora. O novo gênero é realmente uma caixa de surpresas, contendo gravações de áudio de conversas e lendas populares, vídeos de músicas e danças e transcrições em texto. Mas como acontece com a maioria dos novos gêneros, este está vindo ao mundo com dores do parto.
A simples obtenção de gravações de qualidade pode ser difícil. As vilas de Nyandehun e Mosenten, por exemplo, não têm estradas nem infraestrutura. Com equipamentos mais avançados, baterias descarregam inesperadamente, a quilômetros de uma fonte elétrica. A umidade e a poeira se acumulam nas máquinas.
Além disso, alguns linguistas têm dificuldade para aprender a usar as novas máquinas. Para a maioria deles, áudio é apenas uma inconveniência no caminho da transcrição, Nathan disse. No passado, ele acrescentou, "a qualidade era tão ruim que o áudio era apenas uma evidência de que eles haviam ido ao local, um talismã mostrando que eles haviam ido a campo."
A relação entre linguistas e a tecnologia vai além do formato no qual os sons são gravados. Childs, que se lembra de quando trabalhava com computadores do tamanho de uma sala na época em que fazia doutorado, disse que teorias da linguagem muitas vezes se moldaram à semelhança dos instrumentos disponíveis.
No começo, contou, os linguistas imaginavam que a mente processava a linguagem com muitas regras e pouca armazenagem. "O que aconteceu com o tempo foi que mais e mais coisas foram introduzidas e registradas ao léxico, e isso meio que ocorreu em paralelo ao desenvolvimento da indústria de computadores que barateou a armazenagem de dados", ele disse.
A SOAS não está sozinha em sua tentativa de documentar línguas em risco de extinção. O Instituto Max Planck em Nijmegen, Países Baixos, tem operado um arquivo há 10 anos. O doutor Dagmar Jung, linguista de Colônia, Alemanha, está trabalhando com anciões da tribo Castor, ou Dane-Zaa, nas províncias canadenses da Colúmbia Britânica e Alberta para reunir material e torná-lo acessível através do portal da comunidade. "Ele está lá para as gerações futuras¿, Jung disse. "Mas no momento não é de fácil utilização."
Falantes de castor têm acesso online a gravações de suas músicas e histórias. Gary Oker, 49, ex-chefe da tribo Dane-Zaa, disse que colocar as gravações de anciões online era parte de um projeto para capturar visões do mundo tradicionais e torná-las parte do presente. Os jovens dane-zaa se envolveram no processo, desde a produção das gravações dos anciões que foram colocadas online ao uso das mesmas como material de referência na escola.
Embora tenha visto sua língua desaparecer, ele disse que como os jovens "haviam capturado sua tradição oral e a documentado de muitas formas", o contato os tornou "mais orgulhosos de sua história e de quem eles eram." As histórias, ele disse, ajudaram os jovens a descobrir sua identidade e como eles se relacionam com a terra.
Devido à exploração do petróleo e do gás, Oker disse, "nosso ambiente está mudando tão rapidamente que precisamos absorver o máximo possível." Mesmo se a língua for perdida, ele disse, "a sabedoria pode ser transmitida."
Obviamente, recursos online são úteis apenas para comunidades com acesso à Internet. Mas comunidades sem tal acesso, como a dos falantes de kim, ainda exigem livros impressos e gravações copiadas em CDs ou fitas. Também são promissores programas que colocam dicionários eletrônicos em celulares.
James McElvenny, um linguista da Universidade de Sydney, liderou o desenvolvimento de um software para ajudar a revitalizar línguas em risco de desaparecer. McElvenny tem trabalhado com grupos aborígenes como os Darug de Sydney para dar aos aprendizes, muitos com apenas 16 anos, uma referência portátil que fornece a definição e o som de palavras que não são mais faladas, visto que o darug é uma língua morta. "Muitos membros mais velhos têm aversão à tecnologia", ele disse, "mas os jovens estão realmente interessados." Quanto ao kim, tais esforços podem vir tarde demais. Uma língua, como uma pessoa, geralmente envelhece e morre. Quatro pessoas da comunidade morreram desde que o projeto de Childs começou e todos os 20 falantes fluentes de kim têm mais de 60 anos.
"As pessoas hoje não sabem falar kim porque seus pais não falavam a língua com elas", disse Fasia Kohlia, uma das melhores falantes de kim. "Os pais costumavam chamar seus filhos para dar de mamar em kim ¿ 'kun moga, kun moga, kun moga'", ela disse. Mas quando ela teve filhos, ela os chamava em mende.

Tradução: Amy Traduções
Imagem: Getty Images
Fonte: The New York Times
Notícia retirada daqui