quinta-feira, 16 de julho de 2009

Humor Educacional


Preparativos para o próximo ano lectivo?


Medidas confusas da Tutela da Educação


No mínimo, hilariante esta apresentação das novas medidas da tutela da educação. Para escutar com atenção e na íntegra. Transcrevo apenas umas breves palavras de José Sócrates, Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos, em conferência de imprensa para anunciar bolsas para os alunos do secundário, no próximo ano lectivo.


"... O valor é igual ao dobro... é igual ao dobro, igual ao dobro não... duplica, não é? ... triplica o abono de família, ... quer dizer... havendo... não é assim? É o abono de família mais o dobro. A bolsa é igual ao dobro do abono de família... e a família..."
(Continua a saga dos números, no vídeo)



terça-feira, 14 de julho de 2009

Casos de sucesso


Uma análise surreal dos resultados dos exames nacionais de 9º ano do ensino básico nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática do ano lectivo 2008/2009.


segunda-feira, 13 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Escolas matam a criatividade?


Excelente excerto de outra excelente conferência. A temática é interessante. A interpelação é desconcertante. Vale a pena ver e escutar estes cerca de vinte minutos de reflexão com Ken Robinson.

Parte 1


Parte 2

Mais Normativos...


Mais um Normativo, neste caso a Portaria nº 731/2009 de 7 de Julho. O presente diploma cria o Sistema de Formação e de Certificação em Competências TIC (tecnologias de informação e comunicação) para docentes em exercício de funções nos estabelecimentos da educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário.

De acordo com o Artigo 2.º, são Objectivos do Sistema de Formação e Certificação em Competências TIC, nomeadamente:
a) Promover a generalização das competências digitais e das competências pedagógicas com o recurso às TIC dos docentes, com vista à generalização de práticas de ensino mais inovadoras e à melhoria das aprendizagens;
b) Disponibilizar aos docentes um esquema articulado e coerente de formação TIC, modular, sequencial, disciplinarmente orientado, facilmente integrável no percurso formativo de cada docente e baseado num referencial de competências em TIC inovador, inspirado nas melhores
práticas internacionais;
c) Reconhecer aos docentes competências TIC adquiridas fora do quadro jurídico da formação contínua de professores.

Para saber mais, ler a Portaria supracitada em link.

Reflexões e actualidade


A Felicidade é Modesta e não Ambiciosa

Aqui tens o que posso dizer-te constantemente, a matéria que poderei estar sempre a debater, pois ambos vemos à nossa roda inúmeros milhares de pessoas inquietas que, a fim de obterem algo de altamente nocivo, andam com perseverança a praticar o mal, sempre à procura de coisas que logo a seguir deixam de lhes interessar, ou mesmo as enchem de repulsa! Já viste alguém contentar-se com uma coisa que, antes de a obter, lhe parecia mais que suficiente? A felicidade, ao contrário da opinião corrente, não é ambiciosa, mas sim modesta, e por isso mesmo nunca sacia ninguém. Tu pensas que aquilo que satisfaz o vulgo é elevado porque ainda estás longe da perfeição estóica; para quem a alcançou, tudo isso é absolutamente rasteiro! Minto: para quem começou a subir até esse nível, pois o ponto que tu pensas ser já o mais alto não passa de um degrau. Toda a gente é infelizmente confundida pela ignorância da verdade. Enganada pela opinião vulgar, procura como se fossem bens certas coisas que, depois de muito penar para as conseguir, verifica serem nocivas, inúteis ou inferiores ao que esperava. A maior parte das pessoas sente admiração por coisas que só ao fim de algum tempo se revelam ilusórias; e assim é que o vulgo toma por bom o que apenas parece grande.

Séneca*, in 'Cartas a Lucílio'

* Nasceu em Corduba, 4 a.C. — Faleceu em Roma, 65 d.C.)

Imagem: daqui

Nota: Uma reflexão com cerca de 2000 anos de actualidade. Dá que pensar, não é verdade?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Formação de Professores: Educação Especial


Conferência Internacional Educação Inclusiva - Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação

Encontram-se abertas as inscrições para a Conferência Internacional Educação Inclusiva – Impacto dos Referenciais Internacionais nas Políticas, nas Práticas e na Formação, promovida pela Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular. Esta conferência decorrerá nos dias 4 e 5 de Setembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.
Num contexto sociopolítico marcado por profundas transformações, os investigadores e a comunidade educativa são desafiados a encontrar novos equilíbrios, consonantes com a evolução dos referenciais internacionais. Em Portugal, tal como acontece em todos os países europeus, a emergência de novos referenciais exige que se repensem os objectivos e as práticas de escola.
Nesta Conferência, que conta com a participação de especialistas reconhecidos a nível nacional e internacional, pretende-se promover a discussão em torno de questões centrais para a mudança das políticas e das práticas.
Programa (Pdf, Doc)
Ficha de Inscrição
Data limite para as inscrições: 17 de Julho
O número de participantes é limitado, sendo as inscrições admitidas por ordem de chegada.
- Tradução simultânea disponível - Interpretação em Língua Gestual Portuguesa

Contactos
E-mail: conferencia­.educacaoinclusiva@dgidc.min-edu.pt
Telefone: 213934532

Centro Cultural de Belém (CCB)
Contactos
Acessos

Informação in DGIDC (Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular)

Humor... em Família



Calendário do Concurso de Prof. - próximas etapas



quarta-feira, 8 de julho de 2009

Guia de Internet para os pais



Na sequência da notícia infra, o Expresso de hoje apresenta um breve guia para os pais que passo a transcrever. Deixo ainda alguns links sobre a temática, de interesse para pais e outros educadores.





Adolescentes
- Mantenha os computadores com ligação à Internet numa área aberta, e não no quarto dos seus filhos. Saiba quais são as salas de chat ou fóruns de mensagens que os seus filhos visitam ou com quem falam. Fale com os seus filhos sobre jogos de azar online e os seus riscos potenciais. Dos 9 aos 12 anos.

- Fale com os seus filhos sobre redes sociais. A idade recomendada para aderir a estes sites é igual ou superior a 13 anos. Não os deixe utilizá-los antes da idade recomendada.

- Deixe bem claro que nunca devem aceitar encontrar-se pessoalmente com alguém que conheceram online.

- Ensine os seus filhos a não transferirem programas sem a sua autorização - sem o saberem podem transferir spyware ou um vírus informático. Dos 7 aos 8 anos

- Encoraje os seus filhos a visitar apenas sites aprovados por si.

- Crie uma conta de correio electrónico familiar partilhada no seu fornecedor de serviços de Internet, em vez de permitir que os seus filhos tenham as suas próprias contas.

- Ensine-os a falarem sempre consigo antes de revelarem informações através de correio electrónico, salas de chat ou fóruns de mensagens.

- Nesta idade, não os deixe utilizar serviços de mensagens instantâneas. Dos 5 aos 6 anos
Mantenha os computadores com ligação à Internet numa área aberta, onde possa facilmente supervisionar as actividades dos seus filhos.

- Ajude a proteger os seus filhos contra janelas pop-up ofensivas.

- Encoraje os seus filhos a dizer-lhe se alguma coisa ou alguém online os fizer sentir pouco à vontade ou ameaçados. Mantenha-se calmo. Dos 2 aos 4 anos

- Acompanhe sempre os seus filhos nas visitas à Internet. Nestas idades, os adultos têm de desempenhar um papel importante no que respeita ao ensino de uma utilização segura da Internet.

- Adicione sites aceitáveis à sua lista de Favoritos para criar um ambiente online personalizado.

- Ensine aos seus filhos a importância da privacidade. Se um site encorajar as crianças a fornecerem os seus nomes, ajude-os a criarem alcunhas para utilização online que não revelem informações pessoais.



Preocupante!


30 mil crianças portuguesas assediadas por dia na Internet

Matilde - chamemos-lhe assim - tem 14 anos. Há duas semanas encontraram-na no areal da praia de Leça da Palmeira, abandonada, muitíssimo assustada, o corpo marcado com violência. Um homem descarregou-a ali, depois de a violar. E ela pensava que aquele seria um dia feliz, a tarde em que conheceria o miúdo por quem se apaixonara na Net, com quem falava horas perdidas no Messenger, a quem mandava emails em catadupa. Ele dizia que era um rapaz ainda novo. Mais velho que ela é certo, já com carta de condução mas ainda assim um puto, e ela acreditou. Ele dizia que iam só ao café olhar um para o outro e ela acreditou, orgulhosa por ele vir do Sul até Matosinhos para conhecê-la.

Marcaram o encontro para 19 de Junho, uma sexta-feira, no Porto, perto do bairro social onde Matilde mora com os pais. Do que se passou a seguir sabe-se pouco. À menina, aluna do secundário, custa falar das voltas de carro com aquele homem adulto, dos abusos sexuais em vários locais isolados, das agressões que inviabilizaram a fuga. Com o cair da noite chegou a preocupação dos pais, a filha que tardava, o telemóvel sempre mudo. Quando já nada justificava a demora, foram à esquadra reportar o desaparecimento.

Matilde foi encontrada no areal de Leça. A história monossilábica que relatou foi, mais tarde, confirmada pelo Instituto de Medicina Legal do Porto - ficou provada a violação - e pelos muitos emails trocados, que os pais encontraram no computador da filha e que entregaram à brigada que investiga abusos sexuais na Invicta. Até ontem (3 de Julho), o predador ainda não tinha sido detido.

A história de Matilde não é única - é só a mais recente. Este ano, a Polícia Judiciária (PJ) já contabiliza meia dúzia de casos semelhantes, casos de rapazes e raparigas menores, que se enamoraram na Internet por abusadores sexuais, que aí marcaram encontros e que acabaram violentados no mundo real. Em 2008 foram oito os casos que resultaram em violação, mais cinco de exposição íntima perante uma webcam. "Mas os números pecam por defeito. Há cifras negras e a tendência é para aumentar. A maioria dos casos não chega à polícia", explica o inspector-chefe Camilo de Oliveira, responsável pela investigação de crimes sexuais na directoria do Centro da PJ. "E não é só por vergonha que os miúdos se calam. Têm medo que os pais lhes cortem a Internet e lhes tirem o telemóvel".

Se se falar 'apenas' de assédio sexual de menores online - sem abuso físico, mas com referências explícitas a sexo, troca de fotos e vídeos com nudez, simulações de actos sexuais e exibições através de webcam - as cifras nacionais estimadas pela PJ sobem para 30 mil vítimas por dia, entre os 10 e os 15 anos. São 5% das crianças portuguesas nessa faixa etária. Percebe-se melhor o perigo quando o Instituto Nacional de Estatística atesta que 96,6% dos menores entre os 10 e os 15 anos utilizam o computador, 83% têm PC em casa e 92,7% acedem à Internet. Acrescente-se os dados da rede social Hi5, a mais usada em Portugal: 50% dos utilizadores têm entre 8 e 13 anos. Ou o facto de proliferarem na Net páginas que explicam como desbloquear o programa de controlo parental do computador "Magalhães".

Parques infantis virtuais
"Para os predadores as redes sociais da Internet são os parques infantis deste século, onde crianças brincam sem supervisão dos pais. E podem escolher as vítimas que preferem. Se querem loiras, de olhos azuis são essas que contactam. São verdadeiros catálogos", acrescenta o inspector. Nos EUA, o FBI cruzou a base de dados de abusadores condenados com a lista de utilizadores do MySpace e encontrou 90 mil correspondências. "Potencialmente, todos os predadores portugueses estarão nas redes sociais. Quem tem acesso à Net anda lá, garanto-lhe, e tem de ser muito inábil para não conseguir 'apanhar' nenhum menor", diz Camilo de Oliveira.

Na maioria dos casos, não há abuso físico. Os predadores satisfazem-se à distância. Através da Internet, 'entram' nos quartos onde a maioria das crianças usa o computador, à porta fechada. O aliciamento é fácil e rápido. Do paleio simples passa-se às perguntas sobre sexo. Liga-se a webcam. Mais umas conversas e a criança manda fotos íntimas. Do outro lado pode vir depois a chantagem. "Despe-te para a webcam, senão mando as fotos aos teus colegas. Simula, senão ponho os vídeos no Youtube". Bastam uns dias para um adolescente ficar refém das fantasias de um predador ou ver a sua intimidade à escala da World Wide Web - em 2008, a PJ investigou 160 casos de pornografia de menores, 26,3% relativos às novas tecnologias.

A universalidade da Internet obriga à cooperação internacional. Os operadores das redes e chats, estão maioritariamente nos EUA. Os pedidos ao Hi5 são recorrentes. "E nem sempre é fácil ou rápido aceder aos registos", explica o inspector-chefe Jorge Duque, que investiga crimes de alta tecnologia na PJ. A partir de 5 de Agosto as operadoras são obrigadas a reter os dados de tráfego durante um ano. "Ajuda, claro. Mas a nossa maior ajuda são os miúdos. Devem pedir contactos, emails, pormenores, guardar imagens que recebem e apontar o endereço do servidor (IP) com data e hora. Só assim localizamos o agressor".

In Expresso, 8.7.2009