domingo, 7 de junho de 2009

Hora da Poesia e da Arte


Renoir

Reivindicação da arte


A boa, que ao seu amor nada nega
E se lhe entrega com antecipação
Saiba: que não é boa vontade não
Mas talento, o que ele deseja na esfrega.

Mesmo se à velocidade do som
Do sou-tua dela à cópula chega
Não é pressa que o botão dele carrega
Quando às bolas seminais dá vazão.

Se é o amor que primeiro atiça o fogo
Precisa ela depois, para Inverno amparado
De ser dona ainda de um traseiro dotado.
De facto, mais que o fervor no olhar
(Também faz falta) um truque há que usar:
Coxas soberbas, em soberbo jogo.

Bertold Brecht

sábado, 6 de junho de 2009

Do Altruismo


Um excelente texto de reflexão sobre valores universais que é urgente preservar. Do nosso já habitual cronista Miguel Ángel Santos Guerra. Vale a pena ler.

El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado desde hace años en Madrid: ”Más allá de la capacidad social y de la simpatía, hay un argumento poderoso para no ser egoísta, en sentido estrecho, y sí altruista. Se trata de los sentimientos morales. Siendo altruistas y dando vacaciones al egoísmo, nos sentiríamos mejor, seríamos más felices”.

Traigo a colación esta cita porque hace unos días llegué desde Valencia a Madrid para enlazar con otro vuelo que me llevase a Málaga. Tenía por delante tres horas y media de espera parapara realizar la conexión. Pensé que, si me acompañaba la suerte, quizás podía viajar en un vuelo anterior que se hubiese retrasado y ahorrarme esa larga espera. Al llegar al aeropuerto vi en la pantalla que, en efecto, el vuelo de Málaga tenía una hora de retraso y podía viajar si me admitían en él. Acudí apresuradamente al mostrador de atención al cliente y expliqué mi situación a la azafata que, con cara de pocos amigos, me escuchó sin pestañear:

- Eso no se puede hacer. El vuelo está cerrado.
- - ¿Cómo que no se puede hacer, si a mí mismo me lo han hecho otras veces?
- - Sólo se puede hacer cuando se ha pagado tarifa de primera clase y usted tiene una tarifa reducida.
- - Luego técnicamente se puede admitir a un pasajero aunque el vuelo esté cerrado.
- - Le digo que no se puede.
- - ¿Y si lo solicito en la entrada del avión?
- - Vaya si quiere, pero ya le digo que es inútil.

Fui corriendo al mostrador en el que un joven comprobaba la identidad de los pasajeros y las tarjetas de embarque. Le expliqué mi situación y le pedí, por favor, que me admitiese en ese vuelo que no era el mía pero que me permitía llegar al, destino tres horas antes. Me dijo que no había ningún problema.

- Espere al final y le diré el asiento que tiene.
- Le di las gracias. En el vuelo de regreso a Málaga saqué unas hojas y redacté estas líneas que ahora estás leyendo. Me preguntaba por esa actitud básica de las personas que, de forma antagónica, hace que unas estén en disposición de ayudar al prójimo y otras en la de complicarle la vida.

- Si puedo, te ayudaré, dicen unos.

- Si puedo, te fastidiaré, dicen los otros.

- Me preguntaba qué le había llevado a la azafatxa a negarme un favor que no costaba dinero, ni esfuerzo, ni tiempo alguno. Un favor que no causaba ningún perjuicio a terceros y por el que ella no corría ningún tipo de riesgo alguno.

No le llevó a mantener esa postura el cumplimiento celoso de la norma ya que técnica y legalmente se podía hacer lo que le pedía. Lo cual significa que desconoce lo que se puede y no se puede hacer. O, lo que es peor, me engañó al decirme que no era posible embarcar en ese vuelo.

Estoy hablando de la actitud.

(...)

De lo que estoy seguro es de que las personas que tienen una actitud altruista hacia los demás son más felices. Hablo de actitud básica porque sé que las personas no se dividen de una forma tan radical en personas que benefician al prójimo siempre y personas que lo perjudican siempre que pueden. Unos y otros, excepcionalmente, cruzan el signo de sus actuaciones. Pero sustancialmente creo que se puede reconocer a personas de un tipo y del otro. He visto esta postura bipolar en tantas ocasiones que me lleva a pensar que cada uno va forjando en la vida esta actitud básica hacia sus semejantes.

(...)

Dice Javier Sádaba que el egoísmo es antiestético, que rebosa fealdad. Me pregunto por lo que sería el mundo si todos adoptásemos un actitud altruista. Estoy seguro de que sería otro mundo, Un mundo mejor en el que todos seríamos más felices.

Grande lição!


Ainda temos muito a aprender com as crianças! Lindo!


sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sensibilização Ambiental


Um pequeno vídeo da quercus, com pouco mais de 1 minuto, utilizado na sensibilização para a problemática ambiental, nomeadamente, o aquecimento glogal. Confesso que me arrepia o visionamento do mesmo. É uma questão de sensibilidade. Mas em dia de comemoração do Dia Mundial do Ambiente, não há lugar só para a festa, é bom recordar os perigos eminentes.


Inquietações...


Não desistir



De vez em quando escutamos o seguinte comentário:
“Vivo acreditando em sonhos, muitas vezes procuro combater a injustiça, mas sempre termino me decepcionando”.

Um guerreiro da luz sabe que certas batalhas impossíveis merecem ser lutadas, e por isso não tem medo de decepções – já que conhece o poder de sua espada, e a força do seu amor.

Ele rejeita com veemência aqueles que são incapazes de tomar decisões, e estão sempre procurando transferir para os outros a responsabilidade de tudo de ruim que acontece no mundo.

Se ele não luta contra o que está errado – mesmo que pareça acima de suas forças - jamais encontrará o caminho certo.

Meu editor iraniano, Arash Hejasi, me enviou uma vez um texto que dizia:

“Hoje uma grande chuva me pegou de surpresa, enquanto eu caminhava pela rua… graças a Deus eu tinha meu guarda-chuva e minha capa. No entanto, ambos estavam na mala de meu carro, estacionado bem longe. Enquanto eu corria para pegá-los, pensava que estranho sinal estava recebendo de Deus: temos sempre os recursos necessários para enfrentar as tempestades que a vida nos prepara, mas na maior parte das vezes estes recursos estão trancados no fundo de nosso coração, e isso nos faz perder um tempo enorme tentando achá-los. Quando os encontramos, já fomos derrotados pela adversidade”.

Estejamos, portanto, sempre preparados: caso contrário, ou perdemos a chance, ou perdemos a batalha.

Por Paulo Coelho

CNE quer mais trabalho para professores e alunos e "tolerância zero" em relação ao comportamento dos alunos


Ana Maria Bettencourt, Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) em entrevista com Bárbara Wong, 05.06.2009


"O que proponho é mais trabalho para professores e alunos"

Será que estou a ler bem??? Os professores não têm que ensinar mais... os programas já são demasiado extensos e o currículo escolar é uma amálgama de disciplinas (15 áreas curriculares no 3º Ciclo). Não é demasiado? Querem mais? Os miúdos têm assim tantas capacidades para adquir e consolidar conteúdos às toneladas e desenvolver competências em tantas áreas em simultâneo e em tão elevado número? (Conf. competências de disciplina, ano e ciclo no Currículo do EB)... umas largas centenas, garanto.

Ensino individualizado em sala de aula é utopia. Com 28 a 30 alunos na mesma sala como é possível tal proeza? Quem? Esta gente nunca deu aulas no Ensino Básico, só pode.

Apenas uma nota de relevo positiva "tolerância zero" em relação ao comportamento dos alunos. Eu vou aguardar para ver que medidas se vão adoptar para colocar em prática esta recomendação que é de louvar.

O melhor é ler a entrevista...

Foi deputada do PS, foi assessora para a Educação do Presidente da República Jorge Sampaio e assumiu agora a presidência do Conselho Nacional da Educação (CNE). Ana Maria Bettencourt é professora e investigadora. É o contacto com as escolas do Norte da Europa que a faz ter a certeza que para conquistar o sucesso escolar é preciso mais trabalho, de professores e de alunos. Ainda não sabe qual vai ser a agenda do CNE para os próximos quatro anos, mas quer dar continuidade ao parecer sobre a educação dos 0 aos 12 anos, assim como a outro sobre o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos. “Como organizar a escola, para que todos aprendam”, é a grande questão a responder em ambos os pareceres.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) tem vindo a perder importância?

O CNE é o único conselho da Europa que tem um presidente eleito pela Assembleia da República, o que lhe dá um estatuto de independência. Por outro lado tema representação de pessoas vindas de várias áreas, de várias escolas, do mundo do trabalho, sindicatos, associações de pais. O mundo conhece mal a realidade do CNE; é preciso encontrar alguns caminhos para o dar a conhecer. O CNE faz muito trabalho de edição, de audições, tem ligações internacionais. O CNE tem como missão, por um lado, anunciar, abrir caminho para algumas mudanças; e, por outro lado, ajudar a preparar essas mudanças.

Não tem havido dificuldade em passar a mensagem e de chegar, por exemplo, ao Ministério da Educação que deveria ser o principal interessado nas conclusões do CNE?

O tempo do CNE tem que ser diferente do tempo do ministério. Os ministérios têm uma agenda própria e não têm que seguir o CNE, mas ouvi-lo. Os nossos principais destinatários são o ministério e a Assembleia da República. Há agendas, há ritmos próprios, mas acredito que o CNE possa ganhar mais pertinência.

Como conselheira do CNE, foi relatora de um parecer sobre a escolaridade dos 0 aos 12 anos. Como é que este foi acolhido pela tutela?

É um parecer que avança muito em alguns aspectos e o Governo tem outro timing, outra agenda; mas não quer dizer que o deixe cair.

Entretanto, a ministra propôs a introdução de uma segunda língua no 2.º ciclo. Concorda?

Na Finlândia, há alunos dessas idades [10 a 12 anos] a estudar cinco línguas, há percursos muito centrados nas línguas porque os finlandeses dizem que são um país periférico e têm que aprender. O problema não é o ensino de duas línguas, mas a consolidação da compreensão das mesmas. O estudo de uma língua estrangeira é um problema, tal como são todas as disciplinas com muitas precedências, que exigem consolidação de competências.

Como acontece também com a Matemática. Como é que se resolve esse problema?

Hoje em dia, temos mais capacidade para resolver problemas, mas para isso, os professores têm que trabalhar mais. Não podem ser só as famílias, embora estas sejam importantes; é a escola que tem que ter muito mais responsabilidade.

Até que ponto os professores não continuam a contar muito com a família para dar apoio ou para pagar explicações?

A OCDE tem um documento sobre o insucesso escolar em que recomenda: “Intervir ao primeiro sinal de dificuldade”. Ou seja, não deixar arrastar dificuldades, porque isso põe problemas gravíssimos às disciplinas com precedência. Outra coisa importante é a capacidade de diferenciar percursos, ou seja, quando há um aluno com dificuldades, a escola tem que ser mais organizada nos percursos individuais. A escola deve assentar não no aluno imaginário, mas naquele que existe. Não é o ensino centrado no programa, mas no aluno, porque o programa é pouco útil se os alunos não aprenderem. Essa mudança de paradigma é muito importante: pôr os alunos a trabalhar sozinhos, a corrigir os seus trabalhos, enquanto os professores ajudam os que têm mais dificuldades.

Mas os alunos não têm só problemas de aquisição de conhecimentos, mas de comportamento...

Aí deve haver tolerância zero.

Tem sido acusada de “facilitismo” porque defende que os alunos não devem chumbar?

Faciltismo? Odeio essa palavra. Um aluno que chumba várias vezes é porque não foi apoiado e vai acabar por desistir, o que é mau para ele e para o país. O que defendo é que os professores compreendam as dificuldades dos alunos, insistam e trabalhem muito. Isto é muito importante, para poder resolver, porque se não, os professores dão sempre mais do mesmo. Um dos aspectos que me impressionou na escola finlandesa foi os alunos trabalharem imenso. Existem alunos com dificuldades, são apoiados e vão fazer a sua escolaridade. Eu defendo isto e não que os alunos passem sem saber. O que proponho não é facilitismo, mas mais trabalho para os professores e para os alunos.

Mas esses apoios já existem na escola, onde há aulas de apoio e de recuperação. É preciso mais?

Eu não falo desses apoios, mas do trabalho do professor na sala de aula, com os alunos. O professor tem que ensinar mais e de outras maneiras. É muito importante o trabalho em sala de aula, porque se o aluno tiver que trabalhar, não pode fazer gazeta e aprende. Isto não é facilitismo, facilitismo é a pessoa ignorar. A escola não pode ser indiferente às diferenças. O que diferencia as escolas, nos países do Norte da Europa, é a atenção dada aos alunos.

É desse modo que se evitam as retenções?

O insucesso escolar é uma situação insatisfatória e está provado que reter um aluno não resolve, isso prejudica os alunos que começam a criar resistências à aprendizagem. É preciso encontrar outra solução que é trabalhar mais e ir mudando os percursos.

Deve haver exames nacionais no final de cada ciclo?

O problema do sucesso nas aprendizagens não depende de mais exames. Está mais do que provado que não é com exames que se responde aos problemas dos alunos. As provas de aferição são um bom instrumento de auto-regulação. Há escolas que trabalham os resultados das provas de aferição. Também há outras que trabalham para a prova, o que é falsear a questão porque o objectivo não é ter bons resultados, mas é aprender com os resultados que se obtêm.

Vida de adolescente


E o estudo? E os TPC? E a leitura?.... huuummm... estou a ver, os modelos e métodos pedagógicos que têm dado primazia ao lúdico e ao prazer das crianças, estão agora a colher notáveis resultados de sucesso tecnológico como os da imagem infra.