terça-feira, 28 de abril de 2009

Feira do Livro de Lisboa


30 de Abril a 17 de Maio
Parque Eduardo VII
(clique na imagem para aceder ao site oficial)

Realizou-se hoje, dia 28 de Abril, pelas 11h, a Conferência de Imprensa de apresentação da 79ª Feira do Livro de Lisboa, num dos espaços de restauração da Feira, no Parque Eduardo VII, junto ao Marquês de Pombal.
Na Conferência de Imprensa foram apresentadas as principais novidades e o programa cultural da 79ª edição.
A sessão contou com a presença de Rui Beja, Presidente da APEL, de João Espadinha, Vice-presidente da APEL e Coordenador da Comissão Técnica das Feiras do Livro, e de Eduardo Boavida, Director da Feira do Livro de Lisboa.

Abertura oficial da Feira do Livro: 30 de Abril (5ªfeira).
A temática da Feira é este ano "Viver a Leitura".

Acompanhe todas as novidades da Feira do Livro no Blogue Oficial (Horários, Programa, etc.)

Novo número da Revista Sísifo




Desenvolvimento profissional e carreira docente
Fases da carreira, currículo e supervisão
José Alberto Gonçalves +
pág. 23-36 { pdf }

Ética profissional e Formação de Professores
Ana Paula Caetano + , Maria de Lurdes Silva +
pág. 49-60 { pdf }

Formação de Professores em contextos colaborativos
Um projecto de investigação em curso
Ana Margarida Veiga Simão + , Maria Assunção Flores + , José Carlos Morgado + , Ana Maria Forte + , Teresa Fragoso de Almeida +
pág. 61-74 { pdf }

O lugar da afectividade na Relação Pedagógica
Contributos para a Formação de Professores
João Amado + , Isabel Freire + , Elsa Carvalho + , Maria João André +
pág. 75-86 { pdf }

Recensões, Conferências e Outros artigos
[aqui]

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Inquietações Pedagógicas


Fogocitosis docente

Um interessante artigo de opinião de Miguel Ángel Santos Guerra de 25 de Abril de 2009.


Un profesor de Secundaria me ha escrito una carta que está cargada de angustia y decepción. Dice que llegó al Instituto con toda la ilusión del mundo y que se ha encontrado en él con una trampa mortal. Confiesa que accedió a la profesión con gran entusiasmo y que se ha pegado un batacazo del que sospecha que no se va a poder recuperar nunca. Es muy triste levantarse cada mañana y dirigirse al Instituto a sabiendas de que allí te esperan los compañeros dispuestos a hacerte la vida imposible. Me cuesta y me duele decir que existe acoso laboral en algunos centros escolares. ¿Cómo se puede educar en ellos para la convivencia?

Reconhecimento e Amizade


Obrigada pela simpatia do gesto da partilha :)

... e para terminar a magia da BC


Da IM /// Ainda da Teresa


Ainda da Skati /// Da Teresa do "Ematejoca azul"






De baixo para cima, quatro prémios da IC

domingo, 26 de abril de 2009

O dever de educar para a Música



Realiza-se no próximo dia 28 de Abril, pelas 18h15, a 12.ª sessão do ciclo "O dever de educar" com o tema "O dever de educar para a Música".

As próximas sessões no dever de educar incidem em áreas específicas do saber, a começar pela Música, um dos primeiros ensinamentos da escola.

Para esta sessão foram delineadas algumas perguntas, assim como: Como tem sido encarado esse ensinamento ao longo do tempo? Para que serve? Que ligações estabelece com outras aprendizagens? Qual o seu lugar nos nossos currículos? O que se pode fazer para se educar musicalmente as crianças e os jovens?


O convidado é Manuel Rocha, músico com formação clássica e carreira diversificada, membro da Brigada Victor Jara e professor de violino no Conservatório de Música de Coimbra. A sua cultura musical e o seu empenho na aprendizagem da Música, têm-no envolvido em vários projectos educativos.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

sábado, 25 de abril de 2009

Hora da Poesia e da ESPERANÇA






Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vozes de Abril

As minhas escolhas músicais, para (re)lembrar um marco histórico do meu país, e pelos valores que encerram. Valores Universais da Democracia e da Liberdade. São 3 canções que marcaram as minhas vivências do Abril de 74 e seguintes. Estão carregadas de emoções e de sonhos, nos quais continuo a acreditar em nome da Humanidade.









quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vale a pena ler







Mágoas da Escola

de Daniel Pennac

Código: 04501
Editora: Porto Editora
ISBN-13: 978-972-0-04501-0
Edição (1ª ed.): Março de 2009
N.º de Páginas: 256
Preço de Capa: EUR 15,50
Preço da Editora on-line: EUR 12,40





Sinopse

A escola dos maus alunos
Sara R. Oliveira, 2009-04-22, In Notícias do Educar.pt


Regressa ao passado de estudante para reviver os dias difíceis do cábula que não queria aprender e passar despercebido. Cresceu, foi professor, tornou-se escritor. O francês Daniel Pennac escreveu Mágoas da Escola para pôr o dedo em algumas feridas - suas e da comunidade educativa.

A metáfora sobre o amor no ensino surge no final do livro. Com um aviso no cimo da página. "É verdade, entre nós, é malvisto falar de amor em matéria de ensino. Experimentem e verão. É o mesmo que falar de cordas em casa de um enforcado." A seguir, centra-se nas andorinhas que entram no quarto e procuram a saída. Há as que encontram o céu à primeira tentativa e as que esbarram contra os vidros das janelas. "Nem sempre se é bem-sucedido, às vezes enganamo-nos no traçado do caminho, há quem não acorde, fique caído no tapete ou parta o pescoço contra o vidro seguinte; esses permanecem na nossa consciência como zonas de remorso onde repousam as andorinhas mortas no nosso jardim, mas pelo menos tentamos, teremos tentado. São os nossos alunos." "Uma andorinha aturdida é uma andorinha a reanimar." Ponto final.

Daniel Pennac, autor do livro Mágoas da Escola, foi um mau aluno. E é exactamente deste ponto de vista que remexe nas questões educativas, misturando recordações e reflexões sobre pedagogia. A frustração dos péssimos alunos, a exclusão e o que não resulta no sistema de ensino. O seu livro ganhou o Prémio Renaudot em 2007, está traduzido em 24 países, mais de 800 mil exemplares foram vendidos em França, e acaba de chegar a Portugal numa edição da Porto Editora.

Sentia-se um aluno perdido num mundo que só os outros compreendiam. "Na minha infância, chegava todos os dias a casa perseguido pela escola. As minhas cadernetas reflectiam a censura dos professores." Lições por estudar, trabalhos por fazer. A contracapa do livro recupera as observações dessa fase. "Não fez nada e rendeu ainda menos", "fala muito, mas nem uma palavra em inglês", "deve esforçar-se mais", "demasiadas ausências". E a típica frase: "O terceiro período será decisivo." "As palavras do professor são toros flutuantes aos quais o mau aluno se agarra num rio cuja corrente o arrasta para as grandes quedas. Repete o que o professor disse. Não para encontrar algum sentido, não para que a regra tome forma; mas sim para resolver o assunto, momentaneamente, para que me ?deixem em paz'", escreve.

Há várias recordações. "Basta um professor - um único - para nos salvar e nos levar a esquecer todos os outros." Pennac não esquece os quatro "salvadores". O primeiro, um professor de Francês, encomendou-lhe um romance no 9.º ano. "(...) pela primeira vez na minha vida escolar, um professor atribuía-me um estatuto; eu existia escolarmente aos olhos de alguém, como um indivíduo que tinha uma linha a seguir, que mantinha o ritmo." Seguiram-se mais três que transbordavam vontade de ensinar e estimulavam o desejo de saber. Um professor de Matemática, uma professora de História e outro de Filosofia. "Não por se interessarem mais por mim do que pelos outros, não, demonstravam a mesma consideração pelos bons e maus alunos, e sabiam reanimar nos segundos o desejo de compreender". "Os professores que me salvaram - e que fizeram de mim um professor - não tinham recebido nenhuma formação para esse fim. Não se preocuparam com as origens da minha incapacidade escolar. Não perderam tempo a procurar as causas nem tão pouco a ralhar comigo. Eram adultos confrontados com adolescentes em perigo", acrescenta.

Nadador-salvador
Um mau aluno que em Setembro de 1969 entrou numa sala de aula como professor. "Mas, já professor, soube instintivamente que seria inútil agitar o futuro debaixo do nariz dos meus piores alunos." Um docente que viveu a escola como aluno interno e constantemente debaixo da sombra dos zeros das classificações. "Uma parte do meu trabalho consistia em persuadir os meus alunos mais desleixados de que a cortesia predispõe à reflexão mais do que um tabefe, de que a vida em comunidade compromete, de que o dia e a hora de entrega de um trabalho não são negociáveis, de que um trabalho medíocre tem de ser refeito para o dia seguinte, de que isto, e mais aquilo, mas de que nunca, mesmo nunca, eu e os meus colegas os abandonaríamos a meio do caminho". Com outra regra: não deixar que as três palavras "falta de bases" entrassem no vocabulário educativo.

Conhecia-os bem. Detectava-os com facilidade. Mais uma metáfora. "Os nossos ?maus alunos' (alunos considerados sem futuro) nunca vão sozinhos para a escola. O que entra na sala de aula é uma cebola: algumas camadas de tristeza, de medo, de inquietação, de rancor, de raiva, de desejos insatisfeitos, de renúncias furiosas, acumuladas sobre um fundo de passado humilhante, de presente ameaçador, de futuro condenado. Reparem, vejam-nos chegar, o corpo em transformação e a família dentro da mochila. A aula só poderá começar realmente depois de pousarem o fardo no chão e descascarem a cebola."

Pennac lembra as dúvidas dos professores. "Afinal, não é por minha culpa que este rapaz ainda se encontra no oitavo ano! Que lhe ensinaram, então, os meus predecessores? Só a escola deve ser posta em causa? Que pensam os pais? Imaginarão que com as turmas que tenho a meu cargo e o meu horário posso recuperar tamanho atraso?" Passa-se a batata quente. "Quente, a batata é-o sobretudo para os pais. Não se cansam de a passar de uma mão para a outra. As mentiras quotidianas do filho esgotam-nos: mentiras por omissão, efabulações, explicações exageradamente pormenorizadas, justificações antecipadas."

Na sua opinião, os professores não estão preparados para a colisão entre o saber e a ignorância. Há uma explicação, dada por uma professora, que não esquece. Uma boa turma não é um regimento que acerta o passo e a marcha, mas sim uma orquestra que se dedica a estudar a mesma sinfonia. Pennac tentou incutir o gosto pela leitura de textos nas suas aulas. E estendia as mãos aos alunos. "Eu parecia um nadador-salvador. Os mais fracos avançavam a custo, com a cabeça fora da água, segmento por segmento, agarrados à prancha das minhas explicações, depois nadavam sozinhos, começando por algumas preposições, até se aventurarem rapidamente num parágrafo inteiro, sem ler, de cabeça". Um cábula que quis ser professor, que deixou a escola há 12 anos e que hoje é um escritor de respeito. "(...) sempre encorajei os meus amigos e os meus alunos mais espertos a tornarem-se professores. Sempre pensei que a escola é feita, em primeiro lugar, de professores. Quem me salvou na escola, senão três ou quatro professores?"
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Notas: Este é um livro que recomendo vivamente. Um excelente testemunho vivo daquilo que é, e pode ser feito na e da escola -, do insucesso ao sucesso, da desmotivação ao entusiasmo, interesse e motivação... O espelho de milhares e milhares de crianças, adolescentes e jovens que não se identificam com a escola...
Em tempos idos publiquei aqui uma entrevista com Daniel Pennac sobre "O Poder dos Livros" e que valerá a pena (re)ler. Fica o convite.

Biblioteca Mundial Digital


Já aqui divulgámos por diversas vezes o acervo digital da Biblioteca Nacional e outras, hoje fica a nota da Biblioteca Mundial Digital. É um arquivo on-line gratuito, coordenado pela UNESCO e com a participação de diversas instituições. Neste arquivo é possível encontrar, em sete idiomas - árabe, chinês espanhol, francês, inglês, russo e português -, reproduções de livros, manuscritos, documentos visuais e sonoros constantes em bibliotecas de todo o mundo.
Vale a pena entrar e fazer esta viagem ao mundo do conhecimento.

Acção de Formação Creditada


A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), conjuntamente com o Observatório de Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ) e o Governo Civil de Vila Real, vai realizar nos dias 15 e 16 de Maio de 2009, o X Encontro de Literatura Infantil subordinado ao tema ?Ecologia e cidadania: leituras e descobertas?, conforme o folheto promocional que segue em anexo (infra).

Pretende a Organização com esta iniciativa promover o diálogo e a reflexão entre especialistas, professores, animadores, pedagogos, autores e outros agentes, sobre como despertar, pelos desafios e descoberta das leituras, uma mentalidade saudável e construtiva em relação ao ambiente e à natureza.

O primeiro dia será ocupado com actividades lúdicas, realçando-se diversas exibições teatrais para crianças e jovens das escolas, as quais deverão previamente realizar a sua inscrição.

Trata-se de uma acção acreditada pelo CONSELHO CIENTÍFICO PEDAGÓGICO DA FORMAÇÃO CONTÍNUA para os Professores dos Grupos 100, 110, 210, 220, 300, 320 e 330 (Nº de créditos: 0,6; Registo nº CCPFC/ACC-56259/09).

Informação recebida da Comissão Organizadora do X Encontro de Literatura Infantil (UTAD)


X Encontro de Literatura Infantil
X Encontro de Literatura Infantil linguica3

terça-feira, 21 de abril de 2009

Espólio de Antero Quental em formato digital


O espólio do poeta açoriano Antero de Quental existente no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional já se encontra online na Biblioteca Nacional Digital. Neste sítio podemos encontrar Poesias, Sonetos, Cartas do Autor, Cartas a terceiros, entre muitos outros dados de interesse geral sobre o autor e a literatura portuguesa.

Debate: Políticas de Igualdade para a Educação


O Esquerda.net vai transmitir em directo, na próxima quarta-feira dia 22 de Abril pelas 21h30, um debate sobre políticas de igualdade para a educação, no âmbito da construção aberta do programa do Bloco de Esquerda através do site http://igualdade.bloco.org/. Tanto no site citado como em http://www.esquerda.net/ será possível companhar o debate. As perguntas podem ser enviadas desde já para igualdade@bloco.org

Ana Drago (deputada do Bloco de Esquerda), Ana Benavente (Investigadora em Educação), Cecília Honório (Movimento Escola Pública), Manuel Grilo (dirigente do SPGL) e Paulo Guinote (autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”) são os oradores convidados.


Informação recebida por email