domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Biblioteca digital de livros para crianças
Um sítio interessante, com bons recursos para trabalhar com crianças, particularmente, em níveis de ensino como o Pré-Escolar e o 1º Ciclo. E porque não para os pais explorarem com os filhos, em família, antes de deitar, aos fins de semana, em férias...?
Excelentes viagens pelo mundo do imaginário e do conhecimento.
Boas leituras!
Via Voltas. Obrigada pela dica.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Estórias com Valores
O Romeiro, o Vento e o Sol
Autor: António Torrado
Ilustrador: Cristina Malaquias
Consegue-se às boas, mansamente, o que não se consegue a mal, à força, de repelão. A melodia de uma flauta abre mais janelas do que uma trovoada.
Vou exemplificar.
O Senhor Vento e o Senhor Sol, lá do seu miradoiro, observam o que se passa cá em baixo. Os dois dispensam binóculos.
Estavam eles entretidos, na sua quadrilhice de varanda, quando viram um romeiro, daqueles que percorrem a pé os caminhos que vão dar à galega Compostela.
Ia de chapeirão e larga capa, que o cobria até aos pés.Nodoso cajado de ajudar às subidas, um saquitel ao ombro e a cabaça à cintura, para o vinho que aquece, eis o quadro completo do devoto de São Tiago, o Apóstolo, com catedral famosa na cidade de Compostela.
- Aquele, ali, todo embiocado, que nem se percebe quem será, se é velho, se é novo, se é loiro, se moreno, está a irritar-me - disse o Senhor Vento, muito dado a caprichos.
- Aposto que é novo e moreno - disse o Senhor Sol, por desfastio.
- Pois eu acho o contrário. O homem é velho e branco de cabelo, que já foi loiro - apostou o Senhor Vento. Mas já vamos ver isso. Eu sopro com toda a força e descubro-o.
- Aposto que não resulta - contrapôs o Senhor Sol, divertido com o passatempo.
Levantou-se uma ventania de dobrar as árvores. O romeiro fincou-se ao cajado, puxou o chapéu para a cara e apertou a capa. Por mais que o Senhor Vento soprasse não houve meio de derrotar o viandante.
- Primeira aposta perdida - riu-se o Senhor Sol.
Ele a rir e seus raios a brilharem com mais alegria e calor. O Senhor Sol arredou umas nuvenzitas e concentrou toda a sua atenção sobre o romeiro, que seguia estrada fora, no passo firme de quem não pode faltar ao encontro. Santiago esperava-o. Mas andar à torreira do sol cansa. O romeiro começou por abrir a capa, depois dispensou-a e dobrada pô-la ao ombro.
O Senhor Sol não o largava.
À beira de uma fonte, o caminheiro parou. Desfez-se do chapeirão, que poisou com a capa e o cajado no rebordo do fontanário, despiu a camisa e, de tronco nu, refrescou rosto e corpo, na água que corria. Deliciado.
Era loiro e jovem.
- Desta vez não ganhou ninguém - concluiu o Senhor Vento.
- Ganhou ele - disse o Senhor Sol, apontando o moço, que passava um lenço a escorrer água pela cara e pelos ombros. - E, embora tenha apostado que ele era moreno, eu acho que também já ganhei o dia.
E, com todos os seus costumados vagares, o Sol começou a preparar as cores do entardecer.
Ilustrador: Cristina Malaquias
Consegue-se às boas, mansamente, o que não se consegue a mal, à força, de repelão. A melodia de uma flauta abre mais janelas do que uma trovoada.
Vou exemplificar.
O Senhor Vento e o Senhor Sol, lá do seu miradoiro, observam o que se passa cá em baixo. Os dois dispensam binóculos.
Estavam eles entretidos, na sua quadrilhice de varanda, quando viram um romeiro, daqueles que percorrem a pé os caminhos que vão dar à galega Compostela.
Ia de chapeirão e larga capa, que o cobria até aos pés.Nodoso cajado de ajudar às subidas, um saquitel ao ombro e a cabaça à cintura, para o vinho que aquece, eis o quadro completo do devoto de São Tiago, o Apóstolo, com catedral famosa na cidade de Compostela.
- Aquele, ali, todo embiocado, que nem se percebe quem será, se é velho, se é novo, se é loiro, se moreno, está a irritar-me - disse o Senhor Vento, muito dado a caprichos.
- Aposto que é novo e moreno - disse o Senhor Sol, por desfastio.
- Pois eu acho o contrário. O homem é velho e branco de cabelo, que já foi loiro - apostou o Senhor Vento. Mas já vamos ver isso. Eu sopro com toda a força e descubro-o.
- Aposto que não resulta - contrapôs o Senhor Sol, divertido com o passatempo.
Levantou-se uma ventania de dobrar as árvores. O romeiro fincou-se ao cajado, puxou o chapéu para a cara e apertou a capa. Por mais que o Senhor Vento soprasse não houve meio de derrotar o viandante.- Primeira aposta perdida - riu-se o Senhor Sol.
Ele a rir e seus raios a brilharem com mais alegria e calor. O Senhor Sol arredou umas nuvenzitas e concentrou toda a sua atenção sobre o romeiro, que seguia estrada fora, no passo firme de quem não pode faltar ao encontro. Santiago esperava-o. Mas andar à torreira do sol cansa. O romeiro começou por abrir a capa, depois dispensou-a e dobrada pô-la ao ombro.
O Senhor Sol não o largava.
À beira de uma fonte, o caminheiro parou. Desfez-se do chapeirão, que poisou com a capa e o cajado no rebordo do fontanário, despiu a camisa e, de tronco nu, refrescou rosto e corpo, na água que corria. Deliciado.
Era loiro e jovem.
- Desta vez não ganhou ninguém - concluiu o Senhor Vento.
- Ganhou ele - disse o Senhor Sol, apontando o moço, que passava um lenço a escorrer água pela cara e pelos ombros. - E, embora tenha apostado que ele era moreno, eu acho que também já ganhei o dia.
E, com todos os seus costumados vagares, o Sol começou a preparar as cores do entardecer.
In História do Dia
quarta-feira, 4 de março de 2009
Ainda sobre "El valor del tiempo en educación"
José Gimeno Sacristán
(Professor Catedrático de Didáctica da Universidade de Valência)
“La referencia fundamental en el debate sobre la jornada escolar no puede ser el interés del profesorado, ni el interés de los padres, ni siquiera, las razones pedagógicas. La referencia ha de ser el derecho de los niños y niños a una educación en condiciones de igualdad y de calidad”
“la sociedad valora las instituciones que son importantes, una escuela que cede terreno a las actividades extraescolares que desarrollan empresas privadas u otros servicios municipales va a ser cada vez más minusvalorada”.
O Valor do Tempo na Educação
EL VALOR DEL TIEMPO EN EDUCACIÓN (2008), uma obra de J. GIMENO SACRISTÁN, aqui apresentada como novidade em Maio de 2008.
Os interessados podem agora aceder e ler parte da obra em formato digital: (Capítulo II) - Cuatro perspectivas sobre el tiempo. Los tiempos en la educación.
Referências em Ciências da Educação

EL COSMOPOLITISMO Y LA ERA DE LA REFORMA ESCOLAR
La ciencia, la educación y la construcción de la sociedad mediante la construcción de la infancia
Autor: Thomas S. POPKEWITZ
ISBN: 978-84-7112-529-3
Número de páginas: 228
Fecha de la edición: 20/02/2009
Edición número: 1ª
19,33 € no incluye IVA
La ciencia, la educación y la construcción de la sociedad mediante la construcción de la infancia
Autor: Thomas S. POPKEWITZ
ISBN: 978-84-7112-529-3
Número de páginas: 228
Fecha de la edición: 20/02/2009
Edición número: 1ª
19,33 € no incluye IVA
EL DIAGNÓSTICO DE LOS NIÑOS Y ADOLESCENTES "PROBLEMÁTICOS"
Una crítica a los discursos sobre trastornos de conducta
Una crítica a los discursos sobre trastornos de conducta
Autor: Valerie HARWOOD
ISBN: 978-84-7112-530-9
Número de páginas: 208
Fecha de la edición: 20/02/2009
Edición número: 1ª
18,85 € no incluye IVA
(Clique na imagem ou aqui, para ler um resumo do conteúdo da obra)
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