segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Educação... um direito de todos

O vídeo infra traça o "retrato" da realidade Brasileira onde prevalecem as (des)igualdades de oportunidades na Educação e posteriormente na integração no mundo do trabalho.



Mudando apenas o nome do país, o retrato encaixa quase na perfeição na realidade Portuguesa:

- Ausência de investimento na Educação;

- Fracos desempenhos e maus resultados dos alunos portugueses no estudos do PISA;

- Medidas e Políticas Educativas que negligênciam o direito à Igualdade de Oportunidades:

- Normativos Legais desvalorizam uma Educação em Valores. Numa leitura atenta aos documentos curriculares mais recentes, muito sucintamente, as ideias repassadas são: (1) todos os valores são relativos, construídos, subjectivos, equivalentes; (2) os alunos possuem capacidade de auto-orientação no plano axiológico; (3) a escola não pode impor valores particulares, deve respeitar a liberdade de escolha (Cf. LBSE-Lei 49/2005 e DL 6/2001);

- Sistema de Ensino Português promove a Relativização das Aprendizagens (onde tudo vale e onde o conhecimento erudito pouco importa). Daqui decorre, entre muitos outros perigos, o de vivermos numa ilusão: A escola pode reproduzir e consolidar clivagens sociais.

- A Escola Pública sem capacidade de resposta à premente necessidade de esbater desigualdades de oportunidades:

- Seguir abordagens literalmente não directivas, centradas no aluno, privilegiar o relativismo cultural, axiológico ou a contextualização da aprendizagem no grupo social, só leva à ignorância, à (i)literacia, à escolaridade de amnésia planificada e, naturalmente, ao acentuar das desigualdades de oportunidades (Steiner e Ladjali, 2005) .

- (...)

domingo, 25 de janeiro de 2009

Inquietações...



É mais importante fazer as coisas que devem ser feitas do que fazer as coisas como devem ser feitas.
P. Drucker

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Revista de Investigação em Educação


Revista de Ciências da Educação
Unidade de I&D de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa


Do último número [07]-Set/Out/Nov/Dez-2008 sobre a Pedagogia do Ensino Superior, destaco:

Dossier
Desenvolvimento intelectual e ético em estudantes do ensino superior
Implicações pedagógicas
Helena Marchand +
{ pdf } ....... pág. 9-18

E-learning e abordagens à aprendizagem no ensino superior
António M. Duarte +
{ pdf } ....... pág. 39-50

Metodologias colaborativas, educação na e para a responsabilidade na formação em enfermagem
Maria Aurora Rodríguez Borrego + , Julia Boronat Mundina + , Isabel Freire +
{ pdf } ....... pág. 63-74

Formação ético-dentológica dos professores de ensino superior
Subsídios para um debate
Maria Teresa Estrela + , Joana Marques + , Francisco Cordeiro Alves + , Mariana Feio +
{ pdf } ....... pág. 89-100

Para a excelência pedagógica do ensino superior
Manuela Esteves +
{ pdf } ....... pág. 101-110

Recensões
Recensão de Professional Development. Lifelong Learning Sector: Mentoring, de Susan Wallace & Jonathan Gravells
(2005). Exeter: Learning Matters
Célia Figueira +
{ pdf } ....... pág. 137-140

Conferências
Crise da modernidade e inovações curriculares
Da disciplina para o controle
Alfredo Veiga-Neto +
{ pdf } ....... pág. 141-150

Outros artigos [aqui]

Hoje, votação na Assembleia da República do Projecto infra

Sem qualquer conotação política, coloco aqui o Projecto de Lei sobre a ADD que foi apresentada pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP e que vai hoje a votação no Parlamento.
Longe de ser um Bom Projecto, é um caminho possível, visto que estamos a meio do ano lectivo e nenhum outro seria o ideal nesta fase do campeonato. Vale a pena ler.
(clique no canto superior direito para ler)
Projecto de Lei sobre a Avaliação do Desempenho Docente




Adenda (13h):
Projecto rejeitado no Parlamento. A luta continua!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Petição de Pais e Encarregados de Educação


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PETIÇÃO À SENHORA MINISTRA DA EDUCAÇÃO ***********************************

Dr.ª Maria de Lurdes Rodrigues:

Nós os Pais e Encarregados de Educação declaramo-nos preocupados.
A situação a que chegámos é talvez o culminar da “tomada de assalto” das escolas pela burocracia e pelas elites que fomos criando em muitos anos de políticas educativas atípicas para a própria condição humana. Ela reflecte bem o estado geral da educação em Portugal, e não augura nada de bom se não ponderarmos o rumo em que estamos lançados.
Várias ameaças pairam sobre a educação nacional neste momento, sobre as quais tecemos as seguintes considerações:

a) Avaliação dos professores
Afirmamos a necessidade de um sistema de avaliação de desempenho, tanto para os professores como para as escolas enquanto instituições colectivas. A avaliação não é uma questão laboral mas sim uma questão educativa de fundo e uma indispensável ferramenta estratégica para a melhoria de competências e práticas pedagógicas e científicas, e para garantia da qualidade das aprendizagens.
Em consciência, não podemos concordar com sistemas de avaliação “fast-food”, criados à luz de critérios economicistas, sem quadros independentes, formados e especializados na problemática educativa, e sem critérios e objectivos de longo prazo devidamente estabelecidos. É imperativo saber o que queremos da escola moderna e dos novos professores para saber o que vamos avaliar.
Consideramos prejudicial aos interesses dos nossos filhos e do futuro do país, um sistema de avaliação que visa pressionar o professor a facilitar a avaliação dos alunos. Os nossos filhos merecem uma preparação efectiva e não meramente estatística. As estatísticas de sucesso podem servir para abrilhantar relatórios, mas não servem os interesses dos nossos filhos nem o futuro do país.

b) O estatuto do aluno – em particular o novo regime de faltas
(continuar a ler e assinar - aqui)

Vida e Educação

Dicas para viver melhor...

Alteração dos critérios de correcção dos exames nacionais

A anunciada alteração nos critérios de correcção nas respostas fechadas de "verdadeiro/falso" nos próximos exames nacionais de Biologia e Geologia e de Português está a indignar e a preocupar professores e alunos.

A referida notícia avançada ontem pelo Público, de alteração no método de classificação dos exames nacionais já foi confirmada pelo Director do Gave ao mesmo jornal.

Para se perceber o que está em causa, basta comparar o que se verificou no ano passado com o que pode acontecer este ano. Por exemplo: na prova de exame de Biologia e Geologia da 2.ª fase de 2008 existiam quatro questões de resposta fechada "verdadeiro/falso". E essas quatro tinham, cada uma, oito afirmações que os alunos deviam assinalar como verdadeiras ou como falsas. Obtinham a classificação máxima, 10 pontos (ou um valor), se acertassem sete, ou seja, ainda que errassem uma. E havia classificações intermédias - sete pontos (para quem tivesse cinco ou seis respostas certas) e três pontos (para três ou quatro).

Este ano é diferente no que respeita às provas da disciplina de Biologia e Geologia e da de Português, ambas para o 11.º ou 12.º anos. De acordo com o Gave - Gabinete de Avaliação Educacional (http://www.gave.min-edu.pt/), a cotação total do item só é atribuída "às respostas que identifiquem correctamente todas as afirmações". "São classificadas com zero pontos as respostas em que pelo menos uma das afirmações é identificada de forma incorrecta", "não há lugar a classificações intermédias".

No mínimo, estranha esta medida. Sem sentido. Injusta.

* Imagem do Público