As questões da igualdade de género e justiça vividas e sentidas pelas crianças.
Dá que pensar!
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terça-feira, 3 de abril de 2018
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Da fragilidade do Ser Humano, Zygmunt Bauman
Zygmunt Bauman, filósofo e teórico contemporâneo polonês, deixa-nos uma extensa obra bibliografica com reflexões sobre a sociedade e as mudanças do mundo atual. A sua principal teoria, a da "liquidez" das relações sociais abriu um vasto campo de estudos para as mais diferentes áreas, como a filosofia, a cultura, o relacionamento humano – com muito foco no individualismo e a efemeridade das relações – e até mesmo a revolução que as mídias digitais trouxeram para a sociedade moderna. No elenco das suas obras principais surgem Amor Líquido, Modernidade e Ambivalência, Ética Pós-Moderna, A Sociedade Setiada e tantas outras; talvez menos conhecida, mas não de menor relevo, On Education: Conversations wit Riccardo Mazzeo, Bauman oferece-nos, através de uma riquíssima conversa com o intelectual italiano Riccardo Mazzeo, uma reflexão sobre um tema de magna importância para o nosso futuro colectivo: para que serve a educação, num mundo onde não existem visões claras nem do presente nem do futuro, um mundo de excessos, de redundâncias, de desperdícios, de desigualdades, um mundo de desilusão para tantos jovens que veem o futuro a escapar-lhes e a remetê-los para as margens da sociedade?
No vídeo infra Bauman reflete sobre a individualização da sociedade contemporânea em entrevista exclusiva concedida a Fernando Schüler e Mário Mazzilli na Inglaterra. Democracia, laços sociais, comunidade, rede, pós-modernidade, dentre outros tópicos analisados por uma das grandes mentes da contemporaneidade.
sábado, 10 de dezembro de 2016
Revisitar os Valores Universais
A propósito dos Direitos Humanos, lembrei-me de um artigo de opinião que escrevi em 2006. Um tema que continua atual e a merecer o nosso cuidado enquanto educadores e responsáveis pela educação.
Disponibilizo no link infra:
domingo, 4 de dezembro de 2016
É muito importante tornar a humanidade mais humana
Nuccio Ordine, professor italino de literatura, publicou recentemente o livro - A inutilidade do inútil. Uma obra que deveria ser de leitura obrigatória para quem têm responsabilidade no currículo escolar, desde decisores políticos, até aos professores e diretores, passando pelos pais e encarregados da educação. Nuccio Ordine explica porquê (vídeo infra):
“Não temos consciência de que a literatura e os saberes humanísticos,
a cultura e o ensino constituem o líquido amniótico ideal no qual as ideias
de democracia, liberdade, justiça, laicidade, igualdade, direito à crítica,
tolerância e solidariedade podem experimentar um vigoroso desenvolvimento.”
Nuccio Ordine
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
terça-feira, 3 de maio de 2016
Como na escola se aprende que a pobreza se pode reduzir a um jogo
Por Doutora Helena Damião,
Professora Auxiliar da Universidade de Coimbra (FPCE)
Neste século a pobreza continua a desgraçar, sem dó nem piedade, milhões e milhões de vidas. Por isso, devia ser sentida como uma vergonha por parte daqueles que a provocam e por parte de quem a tolera, praticamente todos nós.
A pobreza não é "uma questão", "um assunto" "complexo": é uma vergonha social que deve também ser sentida como pessoal. E, como tal, não se resolve, com "debates", nem com "sensibilizações", resolve-se (ou, pelo menos, menoriza-se) com justiça.
Pouco importa que assim seja, porque encontrámos um modo infalível de resolver este ou outro qualquer problema de consciência que nos possa assombrar: chutar "as questões", "os assuntos" "complexos", para a escola. E se pusermos nas mãos dos alunos um jogo de computador com o argumento de que estamos a preparar as novas gerações, ficamos livres de qualquer embargo na voz quando nos justificamos.
Estas considerações são a propósito de um jogo online "sério" que se designa por PING - Poverty is not a game - desenvolvido e distribuído por fundações europeias em parceria com empresas, e que, li nos jornais, já está nas nossas "escolas do futuro".
É destinado a alunos entre os 14 e os 18 anos e "funciona como um ponto de partida para discutir o tema da «Pobreza» e o que significa ser pobre". Na apresentação pode ler-se mais:
"Os alunos tornam-se os protagonistas (...) podem escolher entre o Jim e a Sofia que, devido a certas circunstâncias da vida, acabaram na rua e precisam de encontrar o seu próprio caminho. PING demonstra que os jogos podem ajudar a introduzir a discussão sobre assuntos sociais complexos como a pobreza na sala de aula. Os parceiros do projecto PING querem contribuir para o debate social promovendo o uso de jogos em contexto escolar como ferramenta para a abrir a difícil discussão sobre a pobreza." No manual para professores essa intenção benemérita parece esbate-se (preâmbulo):
"Os jogos digitais são um negócio em expansão, ocupando a Europa uma parte importante neste mercado, sobretudo no que diz respeito aos jogos com objectivos mais sérios (...). Através do jogo “A Pobreza não é um Jogo”, a Fundação (...) e o (...) pretendem contribuir para o debate social sobre a utilização de jogos de computador nas escolas. Com o desenvolvimento deste jogo para fins pedagógicos, os parceiros PING (Poverty is not a Game) procuram promover o debate social na Europa sobre a utilização dos jogos de vídeo pelos mais jovens e, em particular, as possibilidades de usar jogos de vídeo (sérios) para fins de aprendizagem".E o que dizer da validação do jogo, feita junto dos destinatário e de... pobres! Pobres usados duplamente - para mostrar a qualidade do jogo e como objecto de jogo - e que continuam na pobreza, Isto enquanto nas escolas se joga em nome deles (preâmbulo):
"Era importante que o jogo “A Pobreza não é um Jogo” fosse o mais realista possível, por isso, durante o seu desenvolvimento, o jogo foi experimentado pelos grupos alvo (alunos e respectivos professores) e por grupos que vivem efectivamente em situação de pobreza. A fase de concepção do jogo, que ocorreu em parceria com a ... e a ..., foi dividida em três períodos, durante os quais os alunos, os professores e as pessoas que vivem na pobreza puderam verificar até que ponto o jogo reflecte a vida real. Este prático manual abre portas ao debate na sociedade sobre a utilização dos jogos nas escolas e permitirá aos jovens sentirem em primeira mão o que significa viver na pobreza".Como é possível que a insensibilidade seja introduzida assim, descaradamente, na educação escolar?
A página do jogo e a sua versão portuguesa encontram-se aqui.
O manual para professores encontra-se aqui.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
O Valor do Silêncio
As três peneiras
O pequeno Raúl saiu da escola a correr, chegou a casa muito excitado e, depois de beijar a mãe, exclamou:
- Já sabes o que dizem do António?
- Já sabes o que dizem do António?
- Espera um pouco, tem paciência. Antes de principiares, lembra-te das três peneiras…
- Mas quais peneiras, minha mãe?
- Sim; vais ouvir e saberás. A primeira chama-se verdade. Tens a certeza de que é certo o que me queres dizer?
- Não; se é certo, não sei.
- Vês?... E a segunda chama-se benevolência. Será benevolente, será boa, essa notícia?
- Não, minha mãe, não é boa.
- E a terceira chama-se necessidade. Será necessário repetires tudo isso que te contaram desse teu camarada e amigo?
- Não, minha mãe.
- Pois se não é necessário, nem benevolente, e talvez nem seja verdade, entendo que é preferível, meu filho, calares a tua boca.
In Os contos de António Botto (1942).
- Mas quais peneiras, minha mãe?
- Sim; vais ouvir e saberás. A primeira chama-se verdade. Tens a certeza de que é certo o que me queres dizer?
- Não; se é certo, não sei.
- Vês?... E a segunda chama-se benevolência. Será benevolente, será boa, essa notícia?
- Não, minha mãe, não é boa.
- E a terceira chama-se necessidade. Será necessário repetires tudo isso que te contaram desse teu camarada e amigo?
- Não, minha mãe.
- Pois se não é necessário, nem benevolente, e talvez nem seja verdade, entendo que é preferível, meu filho, calares a tua boca.
In Os contos de António Botto (1942).
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Recursos Educativos para prevenir o Bulliyng
El bullying o acoso escolar es una problemática que se repite en las aulas de los diferentes países del mundo, un tema que debe prevenirse y tratarse de forma simultánea en los centros educativos y las familias.

Según el último informe de UNICEF (“Ocultos bajo la luz”, publicado en septiembre de 2014), 1 de cada 3 estudiantes del mundo de entre 13 y 15 años han sufrido acoso o intimidación de forma sistemática. A pesar de que se trata de un fenómeno complejo, en el que también influye la sociedad y la cultura, desde los centros educativos puede trabajarse desde la prevención del mismo.
Para darte algunas ideas, te proponemos un listado de 10 recursos que puedes utilizar con tu alumnado, ordenado según edad:
Para los más pequeños (de 6 a 12 años)
- Bullying con marionetas: Un vídeo animado sobre el acoso escolar realizado con títeres, pensado para estudiantes de Primaria, con el objetivo de transmitir la importancia de informar a los adultos de este tipo de situaciones.
- ¿Cómo actuar ante el acoso escolar?: ¿Sabes bien qué el el bullying? ¿Puedes diferenciar una pelea esporádica de un caso de acoso escolar? Echa un vistazo a este artículo para poder resolver estas preguntas.
- ¿Qué es acoso escolar?: Se trata de un interesante vídeo que puedes utilizar para introducir el tema del bullying en el aula, para comenzar a trabajar este tema con tus estudiantes o abrir un debate o turno de preguntas.
Para los más mayores (de 12 a 18 años)
- Decálogo anti-bullying: Esta página contiene multitud de documentos que permitirán que el alumnado profundice sobre el tema, pudiendo realizar una reflexión final sobre esta problemática.
- El acoso escolar: En este vídeo de cuatro minutos profesores y alumnos nos explican qué es el bullying, las situaciones que se dan en los centros educativos y cómo solucionarlo.
- Cobardes: Cobardes es una interesante película para reflexionar y hablar sobre el bullying en el aula, que cuenta la historia de dos estudiantes de 14 años, un acosador y un acosado.
- Clasificación de los 4 tipos de acoso básicos: Un artículo del docente Santiago Moll que clasifica los casos de bullying en cuatro grandes grupos que facilita la detección de las diferentes actuaciones relacionadas con el acoso escolar.
- Algunos datos sobre el bullying: Un interesante artículo informativo sobre qué es el bullying, datos sobre el acoso escolar, perfil de la víctima y agresor, cómo se produce el bullying, experiencias en el trabajo directo con adolescentes…
- Save the Children y el Rubius contra el acoso escolar: Seguro que este vídeo atrae la atención de buena parte de tu alumnado, ya que cuenta con la colaboración del internacionalmente conocido youtuber Rubius. ¡No te lo pierdas!
- Medidas prácticas contra los casos de bullying: ¿No sabes cómo enfrentarte a un caso de acoso escolar? Este interesante artículo recoge un buen número de medidas prácticas para aplicar en el centro educativo, en el aula y para el propio docente.
In Tiching
terça-feira, 7 de julho de 2015
Aprender valores éticos e morais
Bondade, Compaixão, Solidariedade
https://mega.co.nz/#!ZF4EjAhK!U8URJkB5xGmkL-V9Tp1Fi
Confiança
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Cooperação
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Paciência
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Perseverança
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Solidariedade
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Retirado daqui.
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quarta-feira, 10 de junho de 2015
Guia sobre Cidadania Mundial - UNESCO
A UNESCO publicou recentemente (2015) um Guia sobre a Cidadania Mundial, intitulado “Educação para a cidadania mundial: temas e objetivos de aprendizagem".
O texto está disponível para consulta e download:
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Aprender a Ser
Em junho, mês da Criança e de Portugal, é tempo de nos reencontrarmos connosco próprios.
É tempo de nos descobrirmos e analisarmos: auto-observação, auto-conhecimento, auto-aceitação, auto-(re)descoberta... Com exemplos práticos de como fazer tudo isso também com as crianças, na escola e na família. Apresentação, exemplos e sugestões do Projeto Musicar-Te.
Estimular o aprender a ser, a ser quem somos!
Aderir ao encontro aqui.
domingo, 7 de junho de 2015
Educação, uma função antiga e partilhada
Na continuidade do post anterior intitulado "A função educativa da escola: ser e parecer", deixo aqui mais alguns pontos de reflexão sobre a temática.
A educação é a
função mais antiga da escola, embora, desde sempre a partilhe com outras
instituições, nomeadamente, a família. Hoje é consensual que a educação é um
direito de todos e que está consignada na Declaração Universal dos Direitos do
Homem (artº 26 e 27) e na Declaração dos Direitos das Crianças (artº 28);
aliás, um direito que está consignado na Constituição da Republica Portuguesa
de 1976 no seu artº 2, nº 1 e na LBSE de 2005 (e também na anterior de 86) artº
2, nº 1.
Como podemos
verificar, pelos documentos supraditos, o direito da criança à educação ainda
que seja um dever e uma tarefa que deve ser partilhada com a família; à escola
cabe uma missão e tarefas específicas. Segundo a Convenção dos Direitos da
Criança, cabe ao Estado (neste caso à escola que o representa, mas também a
outras instituições) «assegurar progressivamente o exercício desse direito na
base da igualdade de oportunidades» (artº 28, ponto 1.). Nesse mesmo ponto,
alínea f) pode ainda ler-se em relação à função do Estado: «Tomam medidas para
encorajar a frequência escolar regular e a redução das taxas de abandono
escolar.
O artº 29 da
mesma Convenção, dá particular relevo aos objectivos da educação, a qual deve
destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus
dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. Deve
ainda preparar a criança para uma vida adulta activa numa sociedade livre e
inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores
culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.
A educação é
deste modo considerada mais que um mero processo de transmissão de
conhecimentos, ela é sobretudo um espaço de formação integral dos cidadãos
(Silva, 2002). O culto da sabedoria é, entre outras, uma função educativa da
escola, e caminho para melhorar o mundo (Linguiça, 2007c). Condição sine qua
non, o resultado é a sua degradação, ou seja, «Mais do que pobres,
tornamo-nos inférteis» (Couto, 2005, 11). Porém, tem que existir um certo
equilíbrio nesse processo de transmissão cultural (ensino) -, um trabalho
pedagógico complexo que não se deve limitar a inculcar nos alunos uma imposição
cultural arbitrária (Bordieu & Passerron, 1970) mas deve desenvolver o
espírito crítico do aluno (LBSE, 2005, artº 7).
Ter
consciência dessa realidade é razão suficiente para um cuidado particular para
não negligenciarmos a verdadeira função da escola – educar (Patrício,
1988). A transmissão de conhecimentos e o desenvolvimento de competências, não
pode estar aliada de uma outra função da escola não menos importante, a da
transmissão de valores humanos (Quintana Cabanas, 2005; Silva, 2002; Torres
Santomé, 1995). Só neste âmbito, de uma educação integral, ou seja, de uma
formação do “homem todo”, é possível atingir o sucesso educativo «essencial
para a realização dos indivíduos e o progresso na sua formação, no sentido dos
valores humanos e (…) integração na vida activa, como cidadãos e participantes
empenhados na comunidade» (Silva, 2002, 455), dando assim, resposta às
exigências e necessidades do nosso tempo.
A própria LBSE
no seu artº 2, nº 4 apela para o «desenvolvimento
pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos incentivando a formação de
cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários e valorizando a dimensão
humana do trabalho». Mas logo de seguida, no mesmo artigo, nº 3 alínea a) pode
ler-se «O estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a
cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas,
ideológicas ou religiosas».
Levanta-se de
imediato uma interpelação: se o estado se demite de apresentar um referencial
de valores, a quem cabe essa tarefa? À escola? À família? Ou a ambas? Caberá à
escola definir esses valores que considera (com valor) como metas educacionais
do seu Projecto educativo?
(continua...)
In, Linguiça, M. F. (2008). Orientações Curriculares: da diversidade à (des)igualdade de oportunidades. Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (pp. 22-23).
Referências Bibliográficas:
Bourdieu, P. & Passerron, J-C. (1970). La reproduction: elements por
une théorie du système d’enseignement. Paris: Les
Éditions de Minuit.
Couto, M. (2005). Pensatempos. Lisboa: Editorial Caminho.
Couto, M. (2005). Pensatempos. Lisboa: Editorial Caminho.
Linguiça,
M. F. (2007c). Metamorfoses em educação e o elogio do conhecimento (Texto
policopiado, pp. 2).
Quintana Cabanas, J. A. (2005). Crítica pedagógica de los
sistemas educativos occidentales [Versão electrónica]. Ensaio: aval. pol. públi.
Educ.. Rio de Janeiro, V.13, nº 46,
55-66. Acedido em 27 de junho, 2006, em http://www.scielo.br/
Torres Santomé, J. (1995). O Currículo Oculto. Porto: Porto Editora.
Silva, L. M.
(2002). Bibliotecas escolares e construção do sucesso educativo. Braga:
Universidade do Minho. Centro de Estudos em Educação e Psicologia, Instituto de
Educação e Psicologia, (Originariamente, Tese de Doutoramento em Educação
apresentada à Universidade do Minho em 1998).
Outras:
Convenção dos
Direitos das Crianças (1989). Acedido em 12 Agosto, 2007, em http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101111&m=2
Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, publicada em Diário da Republica a 9 de Março de 1978.Lei nº 46/86 – Lei de Bases do Sistema Educativo (1ª LBSE).
Lei nº 49/2005 – Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE).
quarta-feira, 3 de junho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
Um testemunho de resistência à propagação dos fundamentalismos
Sinopse
O novo filme de Abderrahmane Sissako é um testemunho da resistência à propagação dos fundamentalismos. Estreou no Festival de Cannes, foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e arrebatou os prémios franceses César. O realizador inspirou-se na história de um casal do Mali que em 2012, com trinta e poucos anos e dois filhos, foi lapidado, acusado do “crime” de não estar casado.
Não muito longe de Timbuktu, agora governada por fundamentalistas religiosos, Kidane vive no deserto com a mulher Satima, a filha Toya e Issan, o pastor de doze anos.
Na cidade, as pessoas sofrem com o regime de terror imposto pelos fundamentalistas. A música, o riso, os cigarros e o futebol foram banidos.
As mulheres tornam-se sombras mas resistem com dignidade.
Todos os dias, os tribunais improvisados decretam leis e sentenças absurdas e trágicas.
Kidane e a família têm sido poupados ao caos que reina em Timbuktu. Mas o seu destino muda quando Kidane mata acidentalmente Amadou, o pescador que matou GPS, a vaca preferida da sua manada. Kidane terá então de enfrentar as leis dos ocupantes fundamentalistas.
Trailer
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Encontro "uma história, uma vida!"
II Encontro "uma história, uma vida!" - Envelhecer: um desafio à vida - dia 4 de junho, no espaço Atmosfera M - Porto. O encontro conta com a participação, entre outros, do Professor Doutor Manuel Sobrinho Simões, do Professor Doutor José Eduardo Pinto da Costa, do Prof. Doutor Telmo Baptista e do Prof. Doutor Levi Guerra.
Incrições:
e-mail: inscricao@idadescomhistoria.pt
tlms: 934490508 ou 962920384
20€ Público Geral / 15€ Ativos desempregados, estudantes e +65 anos
3 ou mais inscrições: 3€ de desconto por pessoa
PROGRAMA
Mais informações no site AQUI.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Lições com valores
Para ler e refletir sobre esta mensagem de Abraham Lincon, estadista norteamericano do séc. XIX que deixou um enorme legado para a história da humanidade.
CARTA DE ABRAHAM LINCOLN PARA O PROFESSOR DE SEU FILHO

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.
Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.
Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.
Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
sábado, 10 de novembro de 2012
Um exemplo de Humanidade: Aristídes de Sousa Mendes
Para assinalar a estreia do filme ‘Aristides de Sousa Mendes – O Cônsul de Bordéus’, de Francisco Manso e João Correa, Paulo Freixinho, criou o passatempo Palavras Cruzadas biográficas sobre Aristides de Sousa Mendes numa parceria com Ana Cristina Luz, autora do livro infantojuvenil 'Aristides, o semeador de estrelas’, com ilustrações de António de Moncada Sousa Mendes (neto do diplomata português).
Clique na imagem para ampliá-la e imprima:
Nota: As soluções encontram-se aqui.
Um filme a não perder...
sábado, 27 de outubro de 2012
Estórias com Valores
Da Sabedoria
Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes. Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima idéia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina. Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar. Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!
- O que você vai fazer? - perguntou a outra menina.
- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos. Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la. Como consequência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha. A menina aproximou-se e perguntou:
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?Calmamente o sábio sorriu e respondeu: - Depende de você... ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém porque algo deu errado. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar novamente com mais inteligência. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não. Nossa vida está em nossas mãos - como uma borboleta azul. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
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