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terça-feira, 16 de junho de 2009

Desafios Educativos


(clique na imagem para ler)


Um desafio interessante e uma oportunidade de trabalhar com as escolas e as comunidades educativas em projectos e dinâmicas de inovação, investigação e desenvolvimento. Pela melhoria das escolas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Projectos Solidários


Entre, conheça e junte-se a esta causa!


"Acreditamos que, onde houver uma lágrima, é nossa missão acorrer à sua transformação em sorriso, serenidade e paz!"



Causas em que vale a pena investir...


"Vá à bola... e leve jovens da Guiné à Escola!"


(clique na imagem para ler)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Estórias com Valores

A cidade erguia as suas paredes

Era uma tarde do fim de Novembro, já sem nenhum Outono.
A cidade erguia as suas paredes de pedras escuras. O céu estava alto, desolado, cor de frio. Os homens caminhavam empurrando-se uns aos outros nos passeios. Os carros passavam depressa.
Deviam ser quatro horas da tarde de um dia sem sol nem chuva.
Havia muita gente na rua naquele dia. Eu caminhava no passeio, depressa. A certa altura encontrei-me atrás de um homem muito pobremente vestido que levava ao colo uma criança loira, uma daquelas crianças cuja beleza quase não se pode descrever. É a beleza de uma madrugada de Verão, a beleza de uma rosa, a beleza do orvalho, unidas à incrível beleza de uma inocência humana. Instintivamente o meu olhar ficou um momento preso na cara da criança. Mas o homem caminhava muito devagar e eu, levada pelo movimento da cidade, passei à sua frente. Mas ao passar voltei a cabeça para trás para ver mais uma vez a criança.
Foi então que vi o homem. Imediatamente parei. Era um homem extraordinariamente belo, que devia ter trinta anos e em cujo rosto estavam inscritos a miséria, o abandono, a solidão. O seu fato, que tendo perdido a cor tinha ficado verde, deixava adivinhar um corpo comido pela fome. O cabelo era castanho-claro, apartado ao meio, ligeiramente comprido. A barba por cortar há muitos dias crescia em ponta. Estreitamente esculpida pela pobreza, a cara mostrava o belo desenho dos ossos. Mas mais belos do que tudo eram os olhos, os olhos claros, luminosos de solidão e de doçura. No próprio instante em que eu o vi, o homem levantou a cabeça para o céu.
Como contar o seu gesto?
Era um céu alto, sem resposta, cor de frio. O homem levantou a cabeça no gesto de alguém que, tendo ultrapassado um limite, já nada tem para dar e se volta para fora procurando uma resposta. A sua cara escorria sofrimento. A sua expressão era simultaneamente resignação, espanto e pergunta. Caminhava lentamente, muito lentamente, do lado de dentro do passeio, rente ao muro. Caminhava muito direito, como se todo o corpo estivesse erguido na pergunta. Com a cabeça levantada, olhava o céu. Mas o céu eram planícies e planícies de silêncio.
Tudo isto se passou num momento e, por isso, eu, que me lembro nitidamente do fato do homem, da sua cara, do seu olhar e dos seus gestos, não consigo rever com clareza o que se passou dentro de mim. Foi como se tivesse ficado vazia olhando o homem.
A multidão não parava de passar. Era o centro do centro da cidade. O homem estava sozinho, sozinho. Rios de gente passavam sem o ver.
Só eu tinha parado, mas inutilmente. O homem não me olhava. Quis fazer alguma coisa, mas não sabia o quê. Era como se a sua solidão estivesse para além de todos os meus gestos, como se ela o envolvesse e o separasse de mim e fosse tarde de mais para qualquer palavra e já nada tivesse remédio. Era como se eu tivesse as mãos atadas. Assim às vezes nos sonhos queremos agir e não podemos.
O homem caminhava muito devagar. Eu estava parada no meio do passeio, contra o sentido da multidão.
(…)
Corri, empurrando quase as pessoas. Estava já a dois passos dele. Mas nesse momento, exactamente, o homem caiu no chão. Da sua boca corria um rio de sangue e nos seus olhos havia ainda a mesma expressão de infinita paciência.
A criança caíra com ele e chorava no meio do passeio, escondendo a cara na saia do seu vestido manchado de sangue.
Então a multidão parou e formou um círculo à volta do homem. Ombros mais fortes do que os meus empurraram-me para trás. Eu estava do lado de fora do círculo. Tentei atravessá-lo, mas não consegui. As pessoas apertadas umas contra as outras eram como um único corpo fechado. À minha frente estavam homens mais altos do que eu que me impediam de ver. Quis espreitar, pedi licença, tentei empurrar, mas ninguém me deixou passar. Ouvi lamentações, ordens, apitos. Depois veio uma ambulância. Quando o círculo se abriu, o homem e a criança tinham desaparecido.
A multidão dispersou-se e eu fiquei no meio do passeio, caminhando para a frente, levada pelo movimento da cidade.

ê
Muitos anos passaram. O homem certamente morreu. Mas continua ao nosso lado. Pelas ruas.

Adaptação
Sophia de Mello Breyner Andresen
Excertos do conto: “O Homem”
in Contos Exemplares
Porto, Figueirinhas, 1984

Via Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria – Baltar
Clube de Contadores de Histórias
Projecto: Abrir as portas ao sonho e à reflexão

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Projectos Educativos: Concepção, realização, avaliação...



Titulo: Construir o projecto educativo local: Relato de uma experiência
Autor: Maria Beatriz Canário
Colecção: Cadernos de Organização e Gestão Curricular
ISBN: 972-8353-78-2
Editora: Instituto de Inovação Educacional



ÍNDICE
I - A PERTINÊNCIA DO PROJECTO EDUCATIVO LOCAL - 1
II - O QUE É UM PROJECTO EDUCATIVO LOCAL - 3
III - UM PROJECTO EDUCATIVO LOCAL DE INICIATIVA AUTÁRQUICA - 5
IV - O PROJECTO EDUCATIVO LOCAL NO CONTEXTO PORTUGUÊS - 7
V - A CONSTRUÇÃO DO PROJECTO EDUCATIVO DA GOLEGÃ - 9
O NASCIMENTO DO PROJECTO - 9
A ELABORAÇÃO DO DOCUMENTO DO PEL
- 11
A ARTICULAÇÃO ENTRE O PROJECTO LOCAL E O PROJECTO DAS ESCOLAS - 13
O APOIO FORMATIVO E A AVALIAÇÃO DO PEL
- 15
A IMPLICAÇÃO DOS PARCEIROS NA REALIZAÇÃO DO PEL
- 18
VI - A CAMINHO DE UMA POLÍTICA EDUCATIVA LOCAL - 20
VII - CONCLUSÕES - 22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - 25

OBRAS CITADAS NO TEXTO - 25
OUTRAS OBRAS IMPORTANTES PARA UMA REFLEXÃO SOBRE PROJECTO EDUCATIVO LOCAL
- 25
BIBLIOGRAFIA COMENTADA - 26

*******

Adenda: O livro encontra-se on-line [aqui]

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nova nomeação


É sempre com satisfação que acolhemos prémios, nomeações ou destaques, pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido neste espaço. Desta vez foi o blog ProfAvaliação que cuidou de acarinhar o “Revisitar a Educação”. O meu muito obrigada ao seu autor.
É sempre uma tarefa ingrata nomear os que mais gostamos e desta vez não vou fazê-lo sozinha nem vou dar destaque a blog de professores, mas sim de alunos. Achei interessante a ideia avançada por outros colegas de nomear blogs dos mais novos. Deles é o futuro e por isso devemos incentivá-los num trabalho honesto, criativo, inovador e que promova os valores que achamos importantes para a Humanidade, com particular destaque para os Valores Universais.
A primeira nomeação fica por minha conta e que vai direitinha para um blog de alunos (que não conheço) que me contactaram para divulgar o seu próprio trabalho. Gostei do gesto (revela interesse e motivação pelo trabalho que desenvolvem) e gostei do que li. Embora estejam ainda a iniciar a sua actividade, merecem a minha nomeação. Vou colocar na caixa de comentários o nome do blog. Peço aos meus leitores que ajudem a divulgar outros blogues de alunos, que consideram bons ou muito bons (pela pertinência dos conteúdos, da área do conhecimento, do projecto desenvolvido...), deixando em comentário os endereços respectivos. Irei ler e analisar todas as propostas apresentadas e a divulgação dos 7 nomeados acontecerá o mais brevemente possível.

Nota: A decisão final na atribuição do prémio será minha. Mas venham daí os nomeados.

sábado, 12 de abril de 2008

Alunos usam YouTube para promover a leitura II

Aqui fica o aperitivo para a visualização dos 17 vídeos concorrentes ao concurso (infra) - BiblioFilmes: Livros, Bibliotecas, Acção!:

Notas:
Exemplo de Boas Práticas nas Escolas.
A escolha deste vídeo foi aleatória.
Vale a pena ver todos os vídeos concorrentes e votar no seu preferido
[aqui]
.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

"COMUNICAR, INTERAGIR, EDUCAR"



Comunicar, Interagir, Educar é o tema centralizador do Projecto de Acção Educativa do Secretariado Diocesano do Ensino Religioso Escolar (SDER) do Patriarcado de Lisboa para o ano Lectivo 2007/2008.

De forma sintetizada e em linhas gerais, passamos a apresentar as Linhas Orientadoras e alguns Objectivos do Projecto. Quanto a Actividades Agendadas e/ou a Agendar, iremos divulgando em data próxima dos acontecimentos. De salientar, no entanto que, o Lançamento Oficial do Projecto aconteceu a 29 de Setembro de 2007, na Universidade Católica Portuguesa.

(Informações disponibilizadas pelo SDER)

Apresentação e Linhas Orientadoras do Projecto:
“Vivemos numa sociedade marcada pela comunicação. Com efeito, nada há de mais profundamente humano do que a ânsia de comunicar. Criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano busca a verdade e o amor, o que implica necessariamente diálogo e comunhão como outro, só possível se aceitarmos o desafio de estabelecer relações alicerçadas na comunicação.

Ninguém vive sem comunicar. O próprio Deus revela-se aos homens fazendo-se palavra que se comunica. A Igreja tem procurado acompanhar com grande solicitude os progressos da comunicação, pois sabe que ela é uma dimensão fundamental da relação dos homens com Deus e entre si. Sem uma sadia comunicação, não é possível construir um mundo alicerçado nos valores do diálogo, da tolerância e da paz, pois a ausência ou a deficiência na comunicação constitui um dos principais obstáculos ao desenvolvimento da pessoa e da sociedade.

Infelizmente, o facto de termos hoje ao dispor sofisticadas tecnologias de comunicação, nem sempre tem sido sinal duma maior proximidade entre os homens. Por estranho que possa parecer, alguns meios de comunicação, tem contribuído mais para isolar o Homem do que para estabelecerem pontes de diálogo e de comunhão. O mau uso dos meios de comunicação, e os valores e interesses que, muitas vezes, por seu intermédio são vinculados, têm contribuído para reduzir a pessoa à condição de objecto passivo, e não de sujeito e protagonista do processo comunicativo.

No início do séc. XXI, em que assistimos com esperança, mas também com alguma perplexidade, à consolidação duma sociedade de informação assente em relações comunicativas cada vez mais virtuais, é urgente a escola educar os alunos para os fundamentos duma sadia comunicação interpessoal e para o uso dos meios de comunicação em favor do Homem.

O projecto Comunicar, Interagir, Educar, é um contributo para a comunicação alicerçado nos valores humanos e cristãos, com o fim de sensibilizar alunos e professores para a necessidade de construir uma sociedade capaz de gerar verdadeiras relações humanas, assente no diálogo e na comunhão, promotoras do desenvolvimentos da pessoa e da sociedade.”

Alguns Objectivos do Projecto:
· Descobrir que o crescimento como pessoa passa pela capacidade de comunicação com os outros;
· Ajudar o aluno a descobrir a importância da comunicação no crescimento pessoal: social, afectivo e espiritual;
· Descobrir os valores presentes na comunicação (ex: disponibilidade, colaboração, entreajuda, escuta, aceitação do outro, afecto, preocupação, respeito mútuo, igualdade…);
· Promover a comunicação como valor indispensável à convivência na família, no grupo, na sociedade, e na Igreja (ex: diálogo inter-religioso, multicultural…);
· Empenhar-se na construção e manutenção da comunicação;
· Valorizar a perspectiva cristã sobre a comunicação como prática e atitude para a construção e vivência da paz (Deus que se comunica).