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domingo, 10 de junho de 2018

Ler muito sem gastar dinheiro

Não, não o vamos mandar para as bibliotecas, em vez de andar a gastar dinheiro nas livrarias, em sites das editoras ou na Feira do Livro. Embora essa seja também uma excelente forma de poupar.
Mas pode nem sequer sair de casa, explorando o departamento de livros usados da Amazon ou visitando sites com livros digitais gratuitos em português. Ei-los:
www.bibliotronicaportuguesa.pt

sábado, 10 de março de 2018

Hiperatividade e Défice de Atenção - a palavra a Pedro Strecht

As crianças estão a crescer num perigoso paradigma: a reação a estímulos constantes substituiu o tempo para parar e pensar. Pais e professores são confrontados com diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Mas quantos são reais? 

Num país em que foram prescritos 5 milhões de embalagens de psicofármacos para jovens abaixo dos 15 anos, Pedro Strecht propõe pensar na abordagem clínica da PHDA e travar o ciclo da medicação como resposta única.


Vale a pena ler!


Hiperatividade e Défice de Atenção         de  Pedro Strecht

Edição: janeiro de Editor: Fundação Francisco Manuel dos SantosIdioma: PortuguêsDimensões: 130 x 197 x 6 mmEncadernação: Capa molePáginas: 104
Disponível na Wook






sábado, 3 de dezembro de 2016

Jesuítas, Construtores da Globalização


Esta edição, da autoria de Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, dá a conhecer uma das ordens religiosas mais fascinantes e controversas das escolas ocidentais: a Companhia de Jesus, criada em Paris em 1534 pelo basco Inácio de Loiola (1491-1556), e aprovada pelo Papa Paulo III em 1540. É uma das ordens religiosas mais estudadas em escolas ocidentais. 

Tendo surgido logo após as primeiras grandes viagens dos Descobrimentos, os Jesuítas participaram na dinâmica da globalização que essas viagens abriram, e contribuíram, com as suas sistemáticas recolhas, para a grande revolução do conhecimento.
Não se pode estudar a história da cultura, incluindo a religião, a ciência, a filosofia, a literatura e a arte, sem levar em conta os contributos dos Jesuítas. Os padres da Companhia estiveram nos centros nevrálgicos das decisões, das transformações e recomposições sociais e políticas desde o início da modernidade, tendo protagonizado o primeiro processo de globalização.
Num século em que Portugal detinha um império marítimo polvilhado de fortalezas e feitorias, foi no nosso país que encontraram o acolhimento para se lançarem na sua aventura de evangelização planetária.
Este livro pretende revisitar a história mundial desta ordem, com foco especial na relação dos Jesuítas com a história da globalização portuguesa, pouco mais de duzentos anos após a Restauração da Companhia de Jesus decretada pelo papa Pio VII em 1814, apresentando os grandes marcos desta história e acompanhando a projeção mundial desta Ordem, enfatizando as inovações e os sucessos, mas sem escamotear as fraquezas e os insucessos.

Ficha técnica:

Título:  Jesuítas, Construtores da Globalização
Autor:  José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais
Edição: CTT (2016)
Design: Design&etc
Formato:  245 X 245 mm
Páginas:  176
Tiragem: 4000 exemplares
ISBN: 978-972-8968-77-9
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Apresentação da obra "Jesuítas, Construtores da Globalização" de José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais
por José Augusto Bernardes (Faculdade de Letras da UC).
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Horário: 15 de dezembro - 16H00
Local: Museu da Ciência (Universidade de Coimbra) - Anfiteatro do Laboratorio Chimico
Entrada livre

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Leituras: A Ciência e o Divino


Série de três artigos de Anselmo Borges insertos no seu último livro "Deus - Religiões - (in)Felicidade" (Gradiva):

Ciência e o divino I

Pensa‑se, por vezes, que todos os cientistas são ateus. Não é verdade. Há cientistas ateus, cientistas agnósticos e cientistas crentes. A questão fundamental consiste em saber se se crê num Deus pessoal ou se se está mais na linha do divino impessoal. De qualquer modo, ficam aí alguns textos de cientistas eminentes sobre o tema.

Galileu Galilei, que se manteve sempre crente: «Gostaria de dizer aqui uma coisa que se ouviu de um eclesiástico do mais eminente grau: ‘A intenção do Espírito Santo é ensinar‑nos como se vai para o Céu e não como são os céus.’»

Newton: «Deus criou tudo com conta, peso e medida.» «Deus governa todas as coisas e sabe tudo o que é ou pode ser feito.»

Niels Bohr: «A ideia de um Deus pessoal é estranha para mim..., mas devemos lembrar‑nos de que a religião usa a língua de uma forma bastante diferente da ciência. Ela está mais intimamente ligada à linguagem da poesia. É verdade que nos inclinamos a pensar que a ciência lida com informações sobre factos objectivos e a poesia com sentimentos subjectivos. Assim, podemos concluir que, se a religião, de facto, lidasse com verdades objectivas, deveria adoptar os mesmos critérios de verdade que a ciência. Mas eu acho a divisão do mundo num lado objectivo e noutro subjectivo demasiado arbitrária. O facto de as religiões através dos tempos terem falado por imagens, parábolas e paradoxos significa simplesmente que não há outras formas de compreender a realidade a que se referem. Mas isso não significa que esta não seja uma realidade genuína. E dividir essa realidade em lado objectivo e lado subjectivo não nos levará muito longe. É por isso que, no meu entender, os desenvolvimentos em física nas últimas décadas, que têm mostrado os problemas de concepções como ‘objectivo’ e ’subjectivo’, constituem uma grande libertação do pensamento.»

Schroedinger: «Espanta‑me muito a deficiência do quadro científico do mundo à nossa volta. Ele fornece um monte de informações factuais, coloca toda a nossa experiência numa ordem magnificamente consistente, mas não nos dá mais do que um medonho silêncio sobre as pessoas que estão perto do nosso coração, que são o que realmente nos importa. Ele não nos diz uma palavra a respeito do amargo e do doce, do vermelho e do azul, da dor e do prazer físico, do belo e do feio, do bem e do mal, de Deus e da eternidade. A ciência às vezes finge que responde a perguntas nestes domínios, mas as respostas são muitas vezes tão idiotas que não estamos dispostos a levá‑las a sério.»

Carlos Fiolhais, a quem devo, em parte, as citações que aí ficam: «A ciência e a religião são domínios distintos do homem. Embora o sujeito seja o mesmo, as dimensões a que essas duas actividades se referem são diferentes. O diálogo entre elas nem sempre foi tão pacífico como hoje. Actualmente, o diálogo está mais fluido. E, na minha opinião, é necessário ter esse diálogo, pois o sujeito é o mesmo e há características que são comuns, sendo a mais imediata o ambas tentarem, cada uma à sua maneira, penetrar o mistério. A ciência procura o mistério do mundo, a religião procura o mistério do outro mundo. Sejam os cientistas crentes, ateus ou agnósticos, reconhecem que há dimensões para lá da ciência: por exemplo, a dimensão da arte, da beleza, do amor, do Sentido último. Podem encontrar respostas como seres humanos, mas não com o seu método científico.»

A ciência e o divino II

É difícil, se não impossível, determinar qual a maior revolução da história da humanidade. Mas estaremos de acordo em conceder que a revolução científica no sentido moderno da palavra, se não foi a maior, está entre as maiores e decisivas.

A ciência exerce fascínio fundamentalmente por dois motivos. Um deve‑se ao seu método empírico‑matemático, de verificação experimental, que faz que seja verdadeiramente universal, não havendo, portanto, uma ciência para crentes e outra para ateus ou agnósticos. O outro: todos acabam por ser beneficiados pelas suas aplicações técnicas. O que devemos à ciência é incomensurável. Ela satisfaz a curiosidade natural do homem por saber, como bem viu Aristóteles, e também as suas outras necessidades: de saúde, bem‑estar, locomoção, comunicação. Hoje, até se fala, mais propriamente, de tecnociência, pois a própria investigação científica precisa de tecnologia.

Acrescente‑se apenas que é preciso estar consciente dos perigos das tecnologias, como mostram as ameaças ecológicas.

É tal a dívida para com a ciência que se corre mesmo um risco e tentação: pensar que ela detém o monopólio da razão. De facto, não detém, pois a razão é multidimensional e há necessidades humanas a que a ciência não responde: por exemplo, a estética, a ética, a religião. O homem será sempre religioso, porque não deixará de colocar a questão do Fundamento e Sentido últimos.

Cito outros físicos eminentes na sua relação com o divino.

Max Planck: «Toda a matéria origina e existe apenas em virtude de uma força que leva a partícula do átomo a vibrar e mantém coeso este sistema solar muito diminuto do átomo. Devemos supor por trás dessa força a existência de uma mente consciente e inteligente.»

Heisenberg: «Na história da ciência, desde o famoso julgamento de Galileu, tem sido repetidamente afirmado que a verdade científica não pode ser conciliada com uma interpretação religiosa do mundo. Embora eu esteja hoje convencido de que a verdade científica é inatacável no seu domínio próprio, nunca achei possível descartar simplesmente o conteúdo do pensamento religioso como parte de uma fase ultrapassada na consciência da humanidade, uma parte de que teríamos de desistir agora. Assim, no decurso da minha vida, tenho sido repetidamente obrigado a reflectir sobre a relação entre estas duas áreas do pensamento, uma vez que eu nunca consegui duvidar da realidade daquilo para que as duas apontam.»

De Broglie: «Mesmo supondo a mais favorável das expectativas, que o amanhã sai do hoje de acordo com o jogo implacável de um determinismo estrito, a previsão de eventos futuros nas suas imensas densidade e complexidade vai infinitamente além de todos os esforços de que a mente humana é capaz e só seria possível a uma inteligência infinitamente superior à nossa. Portanto, mesmo que uma necessidade inexorável ligasse o futuro ao presente, poder‑se‑ia dizer que o futuro é um segredo de Deus.»

Einstein respondeu à pergunta sobre se era uma pessoa religiosa: «Sim, sou, pode dizer isso. Tente penetrar, com os seus recursos limitados, nos segredos da natureza, e descobrirá que, por detrás de todas as concatenações discerníveis, resta algo de subtil, intangível e inexplicável. A veneração dessa força, que está além de tudo o que podemos compreender, é a minha religião. Nessa medida, sou realmente religioso.»

A ciência e o divino III

Einstein afirmava‑se, portanto, como pessoa religiosa, mas acreditando no «Deus de Espinosa que se revela na ordem harmoniosa daquilo que existe e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos actos dos seres humanos».

Há o mistério último da realidade, que se impõe. A pergunta é se se opta pela Natureza impessoal ou pelo Deus transcendente, pessoal e criador.

Compreende‑se o fascínio da afirmação da Natureza como força geradora divina de tudo. Esta concepção é bem resumida pelo filósofo Marcel Conche, ao escrever que Deus é inútil, pois a Natureza cria seres que podem ter ideias de todas as coisas, inclusive da própria Natureza. Está a referir‑se não à natureza «oposta ao espírito ou à história ou à cultura ou à liberdade», mas à «Natureza omnienglobante, a physis grega, que inclui nela o Homem. Essa é a Causa dos seres pensantes no seu efeito».

Esta concepção confronta‑se, porém, com objecções de fundo. Ao divinizar a Natureza, põe em causa a secularização e, consequentemente, a liberdade. Depois, tem dificuldades em explicar como é que a Natureza, que é impessoal, dá origem à pessoa, como é que mecanismos da ordem da terceira pessoa acabam por dar origem a alguém que se vive a si mesmo como eu irredutível na primeira pessoa.

Neste domínio, houve recentemente um debate significativo entre o matemático P. Odifreddi e o Papa emérito Bento XVI. Na sua resposta ao livro de Odifreddi, «Caro Papa, ti scrivo», Bento XVI escreveu uma longa carta, em parte publicada no jornal La Repubblica de 24 de Setembro de 2013, na qual refere precisamente este debate. Textualmente: «Com o 19.º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 esteja muito longe do que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Mas se o senhor quer substituir Deus por ‘A Natureza’, fica a questão: quem ou o que é essa natureza. O senhor não a define em lugar nenhum e, portanto, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu quereria sobretudo fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana não são considerados: a liberdade, o amor e o mal. Espanta‑me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.»

Evidentemente, quem acredita no Deus transcendente, pessoal e criador sabe que Deus não é pessoa à maneira das pessoas humanas, finitas. Deus também não é um Super‑homem. O que se quer dizer é que Deus não é um Isso, uma Coisa. Como escreveu o teólogo Hans Küng, «Deus, que possibilita o devir da pessoa, transcende o conceito do impessoal: não é menos do que pessoa.» Não esquecendo que Deus é e permanece o Inabarcável e o Indefinível — Gregório de Nazianzo (330‑390), doutor da Igreja, pergunta: «Ó Tu, o para lá de tudo, não é tudo o que se pode dizer de Ti?» —, pode dizer‑se que é «transpessoal»

Anselmo Borges

Publicação original em 26.09.2016 In De Rerum Natura

sábado, 25 de junho de 2016

Metodologias de Investigação, epistemologia e filosofia

35 documentos de epistemología, filosofía y Metodología de la Investigación. Compartimos algunos documentos útiles de estudio para conocer aspectos sobre la metodología de la investigación. Son obras seleccionadas y básicas para adentrarse en el maravilloso campo de la investigación científica. Los enlaces que ponemos a su disposición, los encontramos en internet y consideramos importante compartirlos con los interesados en estos temas.
Recordemos que el proceso de la investigación hace parte del método científico, el cual se define como: «un método o procedimiento que ha caracterizado a la ciencia natural desde el siglo XVII, que consiste en la observación sistemática, medición, experimentación, la formulación, análisis y modificación de las hipótesis».
Este método está sustentado por dos pilares fundamentales:
El primero de ellos es la reproducibilidad, es decir, la capacidad de repetir un determinado experimento, en cualquier lugar y por cualquier persona.
El segundo pilar es la refutabilidad. Es decir, que toda proposición científica tiene que ser susceptible de ser falsada o refutada (falsacionismo). Esto implica que se podrían diseñar experimentos, que en el caso de dar resultados distintos a los predichos, negarían la hipótesis puesta a prueba. La falsabilidad no es otra cosa que el modus tollendo tollens del método hipotético-deductivo experimental.
Libros sobre metodología de la Investigación
  1. Guía de Pensamiento Crítico para Leer un Párrafo (On-line y descarga PDF)
  2. Investigación Documental” de Montero y Hochman
  3. “El proyecto de investigacion” de Fidias Arias 6ta ed 2012
  4. Metodología de la Investigación” 4a Ed. “Sampieri” con su CD
  5. Metodología de la Investigación” 5ta Ed. “Sampieri” con su CD
  6. Mapa de conceptos de los contenidos generales del libro Metodología de la Investigación (5ta Ed.) de Hernández, Fernandez y Baptista (SAMPIERI)
  7. Resumen de Metodología de la Investigación (SAMPIERI) Presentación
  8. Manual de Redacción e Investigación Documental
  9. Como se Hace una Tesis” de Umberto Eco
  10. Resumen de Guía de Reglas APA 6ta Ed.
  11. Material para desarrollar Proyectos en diferentes ámbitos.
  12. “Técnicas cualitativas de investigación social” (1999) de Valles,Miguel – PDF+online
Libros de epistemología y filosofía de la ciencia básicos para entender la metodología de la investigación
  1. “Filosofía para principiantes” de Eduardo del Rio (RIUS) PDF+online
  2. “La ciencia: fundamentos y método” de Luis Britto García
  3. Mario Bunge – “La Ciencia Su metodo y su Filosofia”_74pag
  4. La Ciencia Según Bunge – Presentación
  5. Mario Bunge: “La ciencia: Su Método y su Filosofía” (Mapas de Contenidos-Presentación)
  6. “QUÉ ES ESA COSA LLAMADA CIENCIA” de Alan Chalmers 
  7. ¿Qué es esta cosa llamada Ciencia? de A . F. Chalmers (1982) presentación.
  8. “La Lógica de la Investigación Científica” (Resumen+Libro_PDF) de Popper, Karl
  9. “Epistemología de las CC.SS.” – Briones
  10. “Filosofía de la Ciencia” de Javier Echeverria
  11. “Diccionario de Filosofía” de Ferrater Mora
  12. Película El Mundo de Sofia
  13. Funcionalismo y Estructuralismo ¿estructural-funcionalismo?
  14. La Epistemología de Feyerabend; Esquema de una teoría anarquista del conocimiento.
  15. Sobre el Anarquismo Epistemológico
  16. “La posmodernidad (explicada a los niños)” de Jean-Francois Lyotard
  17. Anarquismo para principiantes – Libro en pdf
  18. Contracultura Para Principiantes – Libro en linea y en PDF
  19. Foucault para principiantes – Libro en línea y en PDF
  1. “Vigilar y castigar” de Foucault, Michel – Libro en línea en PDF y Resumen.
  2. Levi-Strauss para principiantes – Libro en línea y PDF
  3. “Antropología Estructural” de Claude Lévi-Strauss PDF
  4. Marx Para Principiantes por RIUS

domingo, 24 de abril de 2016

Pedagogia e Psicologia Positiva

Pedagogia e Psicologia Positiva

Interações em Educação e Saúde
Coordenação de Sónia Alexandre Galinha
Edição/reimpressão:2011
Páginas: 168
Editor: LivPsic
ISBN: 9789898148827
Idioma: Português





Sinopse
Ao situar o sujeito humano no contexto social interativo, a abordagem psicossocial permite perspetivar a complexidade das interações em que está envolvido, e os processos de influência que as caracterizam. É o que constatamos quando estes autores de mérito internacional nos propõem que se revalorize a ética num mundo com falta de referências axiológicas, que se reclame o altruísmo organizado sob a forma de voluntariado, que se procure a co-construção do conhecimento em contextos de aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento um Projeto de Homem, que se supere a vulnerabilidade com o fortalecimento e expressão auto-afirmativa do Ser, que se contrarie a insensibilidade transformada em abuso com a promoção da inclusão através de comportamentos de cidadania, capazes de devolver ao outro a dignidade e o lugar que lhe são devidos.


Prefácio 
A abordagem psicossocial ao focar-se na interação humana como unidade de análise está cada vez mais na ordem do dia, dada a sua importância para a fundamentação das mais diversas intervenções. Ao situar o sujeito humano no contexto social interativo, permite perspetivar a complexidade das interações em que está envolvido, e os processos de influência que as caracterizam. 
Trata-se de uma abordagem incontornável para uma compreensão mais aprofundada do devir humano, e da expressão comportamental através da qual se manifesta. É disso exemplo a forma como são assumidas e tratadas as temáticas que compõem a presente obra, lançando um olhar novo sobre problemas antigos que reclamam respostas atuais. 
É o que constatamos quando os seus autores nos propõem que se revalorize a ética num mundo com falta de referências axiológicas, que se reclame o altruísmo organizado sob a forma de voluntariado, que se procure a co-construção do conhecimento em contextos de aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento um Projeto de Homem, que se supere a vulnerabilidade com o fortalecimento e expressão autoafirmativa do Ser, que se contrarie a insensibilidade transformada em abuso com a promoção da inclusão através de comportamentos de cidadania, capazes de devolver ao outro (o idoso) a dignidade e o lugar que lhe são devidos. 
Esta obra, coordenada pela Professora Sónia Galinha, representa não apenas o produto do labor de investigação de um grupo de reputados investigadores que assinam os diferentes capítulos que a compõem, mas também o seu comprometimento com causas nobres ao serviço da dignidade humana. A reflexão que nos propõem, aplicada a diferentes âmbitos da educação e da saúde, caracteriza-se pela criatividade, profundidade de análise e competente fundamentação teórico-metodológica. 
Enfim, uma obra enormemente sugestiva não só pelos horizontes que abre, mas também pela premência das prioridades e solidez das estratégias para todos aqueles que, através das abordagens e intervenções de corte psicossociológico, procuram contribuir para a melhoria do bem-estar humano. 

Manuel Joaquim Loureiro 
Professor Catedrático da Universidade da Beira Interior

sábado, 7 de novembro de 2015

Obras de Bauman, Bourdieu e Norbert Elias (para download)


LINK: https://drive.google.com/folderview?id=0B4UG_F2QeFUlREdCR0N3RkktMlE&usp=sharing

BAUMAN, Z. A sociedade individualizada
BAUMAN, Z. Amor Líquido

BAUMAN, Z. Capitalismo parasitário
BAUMAN, Z. Comunidade

BAUMAN, Z. Confiança e medo na cidade
BAUMAN, Z. Em busca da política

BAUMAN, Z. et al. O Papel da Cultura nas Ciências Sociais
BAUMAN, Z. Ética pós-moderna

BAUMAN, Z. Globalização
BAUMAN, Z. Identidade
BAUMAN, Z. La cultura como praxis
BAUMAN, Z. La sociedad sitiada
BAUMAN, Z. Legisladores e intérpretes
BAUMAN, Z. Medo líquido
BAUMAN, Z. Modernidade e Ambivalência

BAUMAN, Z. Modernidade e Holocausto
BAUMAN, Z. Modernidade Líquida
BAUMAN, Z. O mal-estar da pós-modernidade
BAUMAN, Z. Por uma Sociologia Crítica

BAUMAN, Z. Tempos líquidos
BAUMAN, Z. Vida a crédito
BAUMAN, Z. Vida Para Consumo
BAUMAN; MAY. Aprendendo a pensar com a sociologia

BOURDIEU, P. A Dominação Masculina

BOURDIEU, P. A economia das trocas simbólicas
BOURDIEU, P. A ilusão biográfica
BOURDIEU, P. As regras da arte
BOURDIEU, P. Coisas Ditas
BOURDIEU, P. Escritos da educação
BOURDIEU, P. Homo Academicus
BOURDIEU, P. Lições da Aula
BOURDIEU, P. Meditações Pascalianas
BOURDIEU, P. O poder simbólico
BOURDIEU, P. Os Usos Sociais da Ciência
BOURDIEU, P. Para uma Sociologia da Ciência
BOURDIEU, P. Questões de Sociologia
BOURDIEU, P. Razões Práticas - Sobre a Teoria da Ação

ELIAS, N. A Condição Humana
ELIAS, N. A sociedade dos indivíduos
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. I: uma história dos costumes
ELIAS, N. O processo civilizador, vol. II: formação do estado e civilização
ELIAS, N. Sobre o tempo
ELIAS, N. Teoria Simbólica


In  Prestes A Surgir

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Esboço de um Projeto de Escola... para a Educação do Futuro

A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UBI recebe, no dia 23 de outubro, pelas 16H00, Anf. 7.21, a apresentação do livro “Esboço de um Projeto de Escola Básica e Secundária para a Educação do Futuro” (Chiado Editora), da autoria de Rogério Monteiro, doutorado em Educação pela Universidade da Beira Interior.
Caberá a João Carlos Pereira Caramelo, professor do Departamento de Ciências da Educação da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, a apresentação do livro.
O evento, de entrada livre, é organizado no âmbito dos 3º. Ciclos/Doutoramentos do Departamento de Psicologia e Educação da UBI e tem como destinatários principais a comunidade, com foco especial na comunidade docente da Beira Interior.


Sinopse:
O autor defende uma verdade mais coletiva como forma de resgatar do indivíduo autarquia o ser humano coletivo tributário de mais Humanidade e de firmar o novo ou a expetativa confirmada no coletivo. Tenta capturar o atual do mundo naquilo que, em seu entender, mais tem influenciado as dinâmicas da sociedade atual e procede ao enquadramento da escola nesse contraditório entre a natureza (neo)liberal das lógicas dominantes que determinam a sociedade atual e a natureza mais coletiva e sustentável da escola e da educação do futuro. Conclui que a escola está condenada a existir, tanto mais quanto mais explícito for o processo de Elisão Social por ele identificado e definido, e identifica algumas das suas contradições e incompatibilidades/irracionalidades dentre as quais destaca a incapacidade endógena que a escola tem demonstrado para se autovalorizar valorizando o seu “produto”.
Numa perspetiva crítica e heurística, o autor diz dos reflexos na Escola Básica e Secundária das propostas de Delors e de Morin, do “Projeto de Escola Cidadã de referencial freiriano” e do “Projeto para Uma Ética Mundial” de Hans Küng. (…)

Fonte: Departamento de Psicologia e Educação e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas

domingo, 11 de outubro de 2015

Hora da Poesia

Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento

Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser

Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite

In Obra Poética, Sophia de Mello Breyner Andresen, Caminho 2ª ed. 2011.


Foto: © Pegg In "O Tempo das Palavras".

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Dois livros inspiradores e otimistas

Optimismo e Esperança na Educação - Fontes Inspiradoras para uma Escola Criativa

Coleção: Ensinar e Aprender
Nº na Coleção: 29
Data 1ª Edição: 16/01/2004
Nº de Edição: 1ª
ISBN: 972-23-3142-6
Nº de Páginas: 192

SINOPSE
O propósito dos autores deste livro é servir de fonte inspiradora para a procura de soluções positivas, apelando ao optimismo. Com base em estudos recentes propõem uma análise baseada na sensibilização para as práticas que funcionam. Assumidamente norteado pela utopia de uma «escola de sonho», o pressuposto dos autores é que a escola é uma comunidade relacional com uma dinâmica muito própria. Sem se recorrer a grandes mudanças curriculares ou investimentos externos, é possível trabalhar no sentido de graduais mudanças comunicacionais, emocionais e relacionais que estimulem o gosto por uma participação empenhada e construtiva. Bem identificados com a realidade a que se reportam, os autores fornecem inúmeras pistas e ideias devidamente formatadas com que os professores poderão trabalhar com base em exemplos práticos e situações concretas.


A Família e o Sucesso Escolar



Coleção: Ensinar e Aprender
Nº na Coleção: 10
Data 1ª Edição: 04/08/1998
Nº de Edição: 5ª
ISBN: 978-972-23-2328-4
Nº de Páginas: 168

SINOPSE

Colmatando uma necessidade sentida por pais e professores, uma obra que esclarece a importância da família e da escola num processo educativo bem sucedido, indicando as principais formas de estimular as potencialidades de todos os agentes nele envolvidos.