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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sexualidade e Educação em Reflexão

Encontro SER 2011 – Sexualidade e Educação em Reflexão.
Este Encontro, a ter lugar nos dias 7 e 8 de outubro, na Escola Básica Integrada Vasco da Gama, em Lisboa, é uma ação de formação acreditada pelo CCPFC e organizada por quatro Centros de Formação de Professores. Com o objetivo de debater a educação sexual nas escolas, esbater as dificuldades e ultrapassar os receios de abordagem, este evento contempla diferentes atividades, como workshops, conferências e momentos de Educação pela Arte.

Para mais informações sobre o programa e as inscrições para o Encontro SER 2011, clique aqui.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Seminário Nacional de Educação Sexual

Estão abertas até 5 de Setembro as inscrições no Seminário Nacional de Educação Sexual, que vai decorrer nos dias 8 e 9 de Setembro, no Anfiteatro Professor Agostinho da Silva - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia (ULHT), em Lisboa.
O seminário pretende debater a legislação que estabelece o regime de aplicação da educação sexual nas escolas - Lei n.º 60/2009 que trata da Educação Sexual nas Escolas, designadamente: o papel da escola e a forma como pais, professores e jovens vêem a Educação Sexual. Neste âmbito serão apresentados os resultados de diversos estudos desenvolvidos.
Será apresentado o documento “Standards for School Sex Education in Europe”, uma nova e importante referência técnico-científica para a promoção da Educação Sexual, que tem a chancela da Organização Mundial de Saúde e será feita a apresentação pública da “Pós Graduação em Educação Sexual” que se irá iniciar em 2011, no contexto da parceria entre a APF e o IE da ULHT.
O evento científico inclui ainda, no dia 8 de Setembro, uma tarde integralmente dedicada a Workshops, distribuídos por temáticas e destinatários que procuram responder a diferentes necessidades dos educadores e apresentam ferramentas úteis para a implementação da Educação Sexual.

Para saber mais consulte o programa.
Pode obter mais informações, aqui.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Formação de Professores em Educação em Sexualidade

Oficina "Formação de Educadores/as de Infância e de Professores/as do Primeiro Ciclo em Educação em Sexualidade: um Desafio que se Faz Urgente!!!"
Estão abertas até ao dia 15 de Setembro as inscrições na oficina de formação, que vai decorrer entre Outubro de 2011 e Julho de 2012, no Instituto de Educação (IE) da Universidade de Lisboa. Esta acção é destinada a professores/as do primeiro ciclo do Ensino Básico e educadores/as de infância e pretende dar contributos que lhes permitam trabalhar com as crianças, de forma tranquila e segura, as questões relacionadas com a sexualidade infantil e com a educação sexual nesta faixa etária.
Pode obter mais informações, aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Pedagogização do Sexo


(clique na imagem para aceder ao artigo)


Um artigo que valerá a pena ler, no quadro das preocupações curriculares da recente criação de uma área transversal intitulada Educação Sexual.
Nesta e em outras situações anteriores como a criação de uma área de Educação para a Cidadania e a Formação Cívica... têm sido defendidas idéias inteiramente absurdas, que são afirmadas e reafirmadas a cada passo nos documentos normativo-legais e curriculares produzidos quer ao nível do Ministério da Educação e das Escolas, quer em documentos de orientação pedagógica produzidos pelas mais diversas entidades e pessoas a ela ligadas (no âmbito das Ciências da Educação e fora delas).
Comungando da opinião da Pedagoga Doutora Helena Damião, destaco:

"A ideia de que, em contexto de ensino formal, o educador ou professor deve denotar uma atitude de absoluta neutralidade, sobretudo quando estão em causa valores, está perfeitamente implantada no nosso sistema educativo, apesar de não ser exclusiva dele.
Apesar de ser uma ideia absurda (na verdade, educar implica sempre a tomada de decisões, nem que a decisão seja a de não educar)..."

Esta idéia é hoje incontornável e ao que nos é dado a observar tem acolhimento muito generalizado, mesmo entre educadores e professores...
Fica a sugestão de leitura do artigo supra.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Educação Sexual nas Escolas

O artigo infra reflete os resultados do trabalho de uma ampla investigação sobre a política afectivosexual como aproximação sociológica da educação afectivosexual.

Em concreto, o artigo apresenta os resultados da revisão dos materiais, documentos e programas sobre educação(afectivo)sexual disponíveis en Espanha, com especial atenção ao caso de Andaluzia, a fim de dar cobertura a três objetivos da investigación interrelacionados e que dão forma a este artículo: 1) oferecer uma visão global e completa dos materiais disponíveis, com uma ampla bibliografia actualizada; 2) com ela dar conta do estado da questão; 3) e, a partir dos princípios e critérios subjacentes a todos esses materiais, elaborar un programa holístico sobre educação afectivosexual.


Mar Venegas, El modelo actual de educación afectivosexual en España. El caso de Andalucía

In Revista Iberoamericana de Educación / Revista Ibero-americana de Educação n.º 55/3 – 15/04/11

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sexualidade e Educação


Sexualidade e educação para a felicidade

Organizadores

Miguel Gonçalves, Carlos Morais, José Manuel Lopes

Editora
Faculdade de Filosofia da UCP (Braga)

Ano de Edição: 2010

322 Páginas

Preço: 15,00



«Talvez nunca como hoje a sexualidade ande tanto nas bocas do mundo. O que não quer dizer que seja pelas melhores razões, mesmo quando se constitui matéria de "educação nacional".

E se outros motivos não houvesse, estes justificariam, plenamente, o objetivo da publicação: repensar, no contexto atual, os modos de inscrição da sexualidade no ser e no agir do homem; no corpo, nos sentimentos, mas relações interpessoais, na visão do mundo e da vida, no projeto de formação para a felicidade.

Tendo por quadro de referência os valores do humanismo de inspiração cristã, reúnem-se nesta obra os principais contributos saídos do 2.º Congresso Internacional de Pedagogia, subordinado ao tema que dá título à publicação.

O encontro decorreu na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, nos dias 6 e 7 de outubro de 2009.» (in texto de apresentação)

"Sexualidade e Educação para a Felicidade", editado pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), foi organizado por Miguel Gonçalves, Carlos Bizarro Morais e José Manuel Martins Lopes, integrando textos de Nilo Ribeiro Júnior, José Tolentino Mendonça, Enrique Rojas e Eduardo Sá, entre outros autores.

In Educris

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Jornadas: Nos Labirintos da Sexualidade...


Informação recebida do

CENFIPE Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação /Escolas
Do Alto Lima e Paredes de Coura



Jornadas, 18 e 19 de Março

Ponte da Barca e Arcos de Valdevez

Nos Labirintos da Sexualidade: Educar Sem Banalizar…


O CENFIPE – Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação das Escolas Associadas do Alto Lima e Paredes de Coura leva a efeito, nos próximos dias 18 e 19 de Março, em Ponte da Barca e Arcos de Valdevez respectivamente, umas Jornadas cujo tema central é a Educação Sexual em Contexto Escolar. A Portaria nº 196-A/2010 de 9 de Abril procede à regulamentação da Lei nº 60/2009 de 6 de Agosto que estabelece a educação sexual nos estabelecimentos do ensino Básico e Secundário.
Para a prossecução das finalidades da educação sexual previstas no quadro normativo actual, importa que os docentes sejam capazes de desenharem um projecto de educação sexual de turma e de se organizarem para a sua implementação. Para esse efeito, é urgente perceber o grau de conhecimento e conforto ao abordar temas da sexualidade. O que está em jogo é a construção de uma sexualidade saudável, gratificante e estruturante do desenvolvimento das nossas crianças e jovens. Colocam-se, no presente momento algumas questões que suscitam a reflexão : que modelos de educação sexual na escola ? ; Que valores, objectivos e conteúdos deve incluir a educação sexual nas escolas; Como organizar o currículo ?; Como devem formar-se os professores que levam a cabo a educação sexual na escola ?
Na concepção das Jornadas e na tentativa de encontrar resposta para algumas destas questões procuramos envolver vários parceiros (Administração Regional de Saúde, Centros de Saúde, Autarquias, Direcção Regional de Educação Norte, Instituto Português da Juventude, Associações de Pais). Reunimos um leque de conferencistas que dispensam apresentações dos quais destacamos os Professores Eduardo Pinto da Costa (médico legista e professor jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) Carlos Alberto Gomes (Sociólogo, U. Minho), Daniel Serrão (médico, especialista em ética da vida), Eduardo Sá (Psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa), Manuel Damas (médico e professor Universitário, presidente do Centro Avançado de Sexualidades e Afectos/Porto), Félix Lopez (reputado especialista da Universidade de Salamanca), Carla Serrão (Escola Superior de Educação do Porto) e Teresa Vilaça (especialista da U. Minho). Com o Painel “Projectos, Programas e Parceiros Institucionais das Escolas” queremos dar a conhecer entidades e Projectos que podem ajudar as escolas no desenvolvimento dos seus Projectos educativos. Com o Painel “Projectos e Dinâmicas Desenvolvidas nas escolas/relatos de práticas” pretendemos abrir um espaço de partilha de experiências e inovação. Não descuramos a vertente formação na medida em que, as Jornadas, estão acreditadas pelo Conselho Científico para a Formação Contínua. Assim será proporcionado a 75 participantes a possibilidade de frequentarem um Curso de Formação com 25 horas (1 crédito) de modo a aprofundar esta temática.
Mais uma vez CENFIPE pretende dar um contributo inequívoco para a abertura de espaços de cidadania e diálogo que contribuam para uma escola pública em melhoria.
Trata-se de um importante debate público para o qual convocamos professores mas também pais e encarregados de educação, técnicos de saúde, autarcas e todos aqueles que tem interesse e responsabilidades na administração da saúde e da educação. É com grande orgulho que o CENFIPE assume o protagonismo em organizar um evento com esta responsabilidade e com oradores tão conceituados.

O Director do CENFIPE
José Carlos Fernandes
*******
Para conhecer o programa das jornadas, inscrições e outras informações clique aqui ou na imagem supra.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Educação Sexual nas Escolas: da análise normativa e não só...

Joel Costa, autor do programa Questões de Moral, da Antena 2 da Rádio (17/01/2011), fez a leitura das normas provenientes do Ministério da Educação que legitimam a Educação Sexual como objecto de educação escolar, desde o primeiro ano do Ensino Básico. O resultado dessa análise acutilante, revereste-se de um humor fino... e pode ser ouvido aqui.

São 60' que vale a pena escutar... nem que seja para refutar algumas idéias/medidas enfatizadas. Fica o desafio a quem quiser aqui deixar a sua opinião sobre a matéria.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Educação Sexual: Exposição


Chegou ao Pavilhão do Conhecimento "Sexo, e então?", uma exposição sem tabus que explica o amor e a sexualidade ao público mais jovem (idades compreendidas entre os nove e o catorze anos), mas também a educadores que queiram perceber como falar sobre isso com as suas crianças.

Acompanhados pelos divertidos personagens Titeuf, Nádia e os seus amigos, as crianças aprendem mais sobre o que é estar apaixonado, as mudanças da puberdade, como é fazer sexo e como se gera um bebé. Sempre através de dispositivos e atividades interativas. A informação, com rigor mas transmitida de forma divertida torna a aprendizagem mais fácil.

"Sexo...e então?" esteve na 'Cité des Sciences', em Paris, e vai estar no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa até dia 28 de agosto de 2011.


Horário
Terça a sexta-feira: 10h às 18h
Fim de semana: 11h às 19h

Preçário
Crianças: 4€
Adultos: 7€
Bilhete de família (2 adultos e nº ilimitado de crianças): 15€

domingo, 15 de agosto de 2010

Sexualidade e Educação Sexual: Políticas Educativas, Investigação e Práticas


(clique na imagem para aceder ao site e conhecer programa, inscrições, temas, etc.)


A Universidade de Aveiro promove, de 11 a 13 de Novembro de 2010, o I Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual: Políticas Educativas, Investigação e Práticas.
Organizado pelo Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores - CIDTFF - este Congresso Internacional resulta de uma rede de colaboração entre instituições de Ensino Superior de Portugal e Brasil, da qual fazem parte a Universidade de Aveiro (UA), a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), a Universidade de Lisboa (UL), a Universidade do Minho (UM), a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
A finalidade que unifica a realização destes congressos - a realizar bianualmente nos dois países - é o estudo da Sexualidade como tema interdisciplinar, com especial incidência nas áreas da Educação Sexual e Promoção da Saúde. Neste quadro, o I CISES centra-se num tema de particular actualidade, atendendo às implicações sociais, científicas e curriculares que envolve. O programa inclui conferências plenárias, mesas redondas, sessões paralelas com comunicação de trabalhos de investigação e relatos de práticas pedagógicas.
As inscrições e o envio de resumos são feitos online no site do congresso, no seguinte endereço: http://www.ua.pt/cidtff/PageText.aspx?id=11399. Há ainda a possibilidade de a inscrição poder ser feita por um, dois ou três dias, sendo o Certificado passado de acordo com a modalidade de participação.

domingo, 13 de dezembro de 2009

"El tabú es el placer"


É um artigo de hoje do jornal EL PAÍS que merece leitura integral.


La educación sexual se centra en los riesgos y la reproducción - Hablar de sexo incomoda a muchos docentes - Faltan formación y apoyos

La educación sexual es obligatoria sobre el papel. El de la ley orgánica vigente (LOE). Pero no acaba de llegar a los alumnos. Y mucho menos de forma amplia y organizada desde que tienen la edad adecuada para empezar a explicarles tanto lo que le va a pasar a su cuerpo (la menstruación, la eyaculación...) y los riesgos que pueden correr con el sexo sin una buena información (embarazos no deseados, enfermedades...) como las posibilidades de placer que puede darles solos o acompañados. El temario mínimo de la ESO contempla estas explicaciones pero los expertos que trabajan en estos temas (sexólogos, psicólogos, médicos...) coinciden en que, en la mayoría de los casos, esta educación se liquida en unas cuantas charlas, por lo general, a los 15 años, y que son pocos los profesores que hablan de ello en las materias en las que debería enseñarse.

Pocas voces se oyen ya en contra de que se imparta educación sexual en los colegios -como se hace prácticamente en todos los países de nuestro entorno- pero sigue habiendo miedo de algunos padres a este tema. Miedo al adoctrinamiento. Algo de lo que los que sí enseñan estos temas en las aulas huyen. Dicen que se debe explicar a los estudiantes todo lo relacionado con su cuerpo y lo que pueden hacer con él, para que luego sean ellos los que escojan. También los padres en casa. La información es compatible con todos los valores. A partir de esas explicaciones, los padres pueden comentar a sus hijos sus propios valores, sean los que sean, para que los tengan en cuenta a la hora de tomar sus decisiones.

La iniciativa de hacer hincapié en este tema en la nueva ley del aborto -a propuesta sobre todo de ERC e IU/ICV- es vista con buenos ojos por prácticamente todos los colectivos. Lo vislumbran como una oportunidad para concienciar más sobre la necesidad de impulsar la educación sexual y para revisar lo que no está funcionando.

Sin embargo, los colectivos que trabajan este tema siguen considerando impreciso el texto, que aprobará el Pleno del Congreso la semana próxima para pasarlo al Senado. La mayoría pide que se especifiquen las materias y horarios en los que debe enseñarse, los contenidos concretos, la formación de los profesores en todos los centros (públicos, concertados y privados) y que incluya una partida presupuestaria para llevarlo a cabo.

Lo que más se explica en los colegios e institutos es todo lo relacionado con los riesgos y la reproducción, lo cual, lógicamente, tiene su parte positiva, pero también negativa. El tabú se centra en la explicación de todo lo que tenga que ver con el placer (la masturbación, el coito, el erotismo, los juegos sexuales...). A muchos profesores les incomoda tener que hablar de estos temas, no se sienten preparados o les resulta violento hacerlo a alumnos a los que luego tienen que tratar todo el curso.

La mayoría de los especialistas propone que estos contenidos se repartan entre diversas materias de forma más organizada y obligatoria, con un tiempo específico organizado para ello a lo largo de toda la educación y que se proporcione formación específica a los docentes de cada centro que se vayan a ocupar de estas enseñanzas.

"Por debajo de los 12 años, el papel de los padres es muy importante, pero cuando los hijos entran en la adolescencia, los progenitores pasar a estar en otra posición y no son la fuente fundamental de información, según dicen los estudios, y también el sentido común", explica la presidenta de la Federación de Planificación Familiar, Isabel Serrano. "Por eso, la mayoría de los padres, que son muy sensatos y conscientes de que sus hijos reciben mucha información insegura, están encantados de que haya una interrelación en esta educación entre las escuelas y las familias".

¿En qué consiste la educación sexual? Éste es el primer interrogante que plantean muchas familias. No lo saben, porque no lo han preguntado o porque no se les ha explicado. Otros muchos sí lo saben, como explican los expertos que organizan encuentros informativos con padres. Responde Carlos de la Cruz, director de Máster de Sexología de la Universidad Camilo José Cela, que lleva además 20 años dando charlas de este tema. "Es enseñar a los alumnos a conocerse, lo que es la reproducción y el placer; a aceptarse a sí mismos como hombres y mujeres y también al otro. Pero aprender a tener una erótica satisfactoria no significa que se les diga lo que tienen que hacer. Una cosa es explicar lo que es la masturbación o el coito y otra decirles que lo tienen que hacer. A lo que se les enseña es a tomar sus propias decisiones".

De la Cruz añade un interesante apunte: "La educación sexual buena es compatible con los centros públicos, privados católicos, privados laicos... con cualquier ideología, porque no aporta doctrina sino exclusivamente información. No es sólo explicar lo que se hace entre genitales, es educar para evitar el sexismo, a aprender a expresar las emociones, a relajar el cuerpo...".

"Es obligación del Gobierno garantizar que todos los alumnos salgan de la educación obligatoria sabiendo estos mínimos", advierte este especialista. "Habría que ver cómo se puede complementar el trabajo de profesionales externos a los centros con el de los profesores y empezar a contar estos temas cuando sea el momento, es absurdo contarles a los 15 años lo que es la menstruación y la eyaculación".

Este profesional da charlas en los colegios e institutos de Leganés (públicos, concertados y privados). Las organiza el Ayuntamiento de la localidad, son cuatro sesiones en 6º de primaria y 3º de ESO, también en numerosos centros católicos, de acuerdo con la dirección y las asociaciones de padres.

Pero, cuando se aborda este tema, a menudo, se evitan algunas cuestiones. Por lo general, en muchas escuelas se dan charlas específicas generalmente en la ESO, pero no a lo largo de los diferentes cursos, cuando su momento de desarrollo físico y emocional lo requiera. Y, aún así, sigue habiendo un tema tabú: el placer. "La mera palabra chirría. Todo lo que tenga que ver con él se evita en muchos casos. Chirría a algunos sectores de la Iglesia católica, que considera que esta educación compete a la familia, y hablar de él sigue removiendo a una parte de la sociedad española", señala Carlos de la Cruz.

Es más fácil para los profesores hablar de reproducción, embarazos y enfermedades. Lo que sitúa la visión del sexo a los ojos del alumno en un enfoque negativo, de prevención, de riesgos, de peligro. Y se olvida de contarles las posibilidades que tiene. Es más fácil hacer una educación sexual que intenta evitar riesgos, abusos, embarazos no deseados, comportamientos sexistas..., coinciden los expertos. Pero con esto se da a los chavales la sensación de que la sexualidad es un peligro, cuando se les debería contar también que pueden aprender las posibilidades de disfrutar de su sexualidad, se decida luego a hacerlo o no. Entre los temas tabú relacionados con el placer los expertos apuntan, por ejemplo, el orgasmo, la masturbación, la primera vez, los besos y caricias corporales, los gustos y las fantasías eróticas... Es más sencillo de aceptar para muchas personas un enfoque ético o biológico del tema. Pero, si se limita a eso la educación sexual se queda coja, y los chavales crecen con multitud de interrogantes sin responder, al menos fuera del variado universo de Internet, es decir, con rigor y desde la escuela.

Otro aspecto en el que insisten los expertos es, como pasa en toda la educación, en la importancia de establecer una comunicación fluida con los hijos sobre este tema. De dejarles claro que cuentan con sus padres si quieren preguntar algo, lo que no quiere decir que tengan que contarles sus relaciones, como tampoco lo hacen éstos. No se trata de eso. "No hace falta decirles la palabra vagina o pene para hablar con ellos de sexo", ilustra De la Cruz, "si además en familia ya se comentan muchísimas cosas que tienen que ver con el deseo sin caer en la cuenta de ello". "Se hace al hablar del tipo de mujer u hombre que les gusta, al manifestar si les gusta una actriz o un modelo que están viendo en la televisión, al comentar sus gustos, por ejemplo, por determinado tipo de mujeres u hombres...".

"Hay que enseñar al joven a valerse por sí mismo, a conocer su cuerpo y los riesgos. Y no hay que olvidar", advierte Isabel Serrano, "que hay chavales que van a sufrir en ese camino, por problemas con su orientación sexual y también que vivimos en una sociedad con comportamientos sexuales dispares, con inmigrantes procedentes de muchas culturas y con diferentes puntos de vista sobre este tema". También están los discapacitados. La nueva ley llama a atender la educación sexual a este colectivo, otro avance.

"De los países de nuestro entorno, somos de los pocos en los que no hay un marco claro de educación sexual que la haga obligatoria para todos los niños", opina Isabel Serrano. Y menciona como referencia el informe La educación sexual en Europa, realizado por diversos organismos (entre ellos, la OMS) sobre 26 países. "Es necesario que se establezcan unos mínimos de educación sexual para todas las etapas educativas y para toda España, abrir un proceso de debate para que se pacten -los horarios, el reparto de contenidos por edades y la formación que necesitan los educadores- entre todas las comunidades y los sectores implicados", propone la presidenta de la Federación de Planificación Familiar.

Lo cierto es que la educación sexual está contemplada ya como obligatoria en la LOE, como recuerda la portavoz de Educación del PSOE en el Congreso y responsable de Educación en la Ejecutiva socialista, Cándida Martínez. Sin embargo, esta portavoz dice que "otra cosa es que sea importante que con la nueva ley del aborto aparezca reforzada toda la educación sexual y afectiva. Es un acierto". "Además, que aparezca en el texto pactado con diversos grupos es un avance para que se reconozca la relevancia que debemos darle a estas cuestiones. Es evidente que no hay mejor prevención que la educación. Y quizás a partir de aquí se podría hacer un seguimiento serio de cómo se están impartiendo estos contenidos, cómo están llegando a los alumnos, respetando la libertad de las competencias educativas de todos".

De acuerdo con la letra de la ley, se debería enseñar, por un lado, de forma transversal (es decir, metida en contenidos que tengan que ver con estos temas como los de Conocimiento del Medio, Biología o Educación Física) y, por otro, en forma de temas específicos en el real decreto que regula las enseñanzas mínimas de primaria y, de una forma más concreta en el de la ESO.

Pero esto es sobre el papel de la ley. En la práctica, la mayoría de los profesionales que trabajan temas de educación sexual dicen que no acaba de funcionar este sistema.

"La parte buena de la noticia de que se vaya a incluir en la nueva ley del aborto es que a través de la prevención de riesgos se puede lograr ya de una vez que se comprenda la importancia de la educación sexual. La parte mala es que esté focalizada en la prevención", señala uno de los principales expertos en este tipo de educación, el catedrático de Psicología de la Sexualidad en la Universidad de Salamanca, Félix López.

"Es obligatorio impartirla pero no se hace. La ley obliga a hacerlo pero no garantiza que se haga. El problema básico es que hay que dar formación a los profesores de los centros, a algunos, no necesariamente a todos y liberarles algunas horas de clase para que se hagan cargo de estas enseñanzas en su centro o de coordinarlas". Este catedrático también opina que como asignatura transversal no ha funcionado. Y pone el ejemplo de Canadá. "Allí tienen un área de bienestar y calidad de vida, al que le dedican una hora semanal. Es sólo una muestra de lo que se puede hacer y de lo que hacen otros países. Y en España la ley debería incluir, aparte de un plan de formación para educadores, recursos económicos para llevar todo esto a cabo".

Félix López dice que lo más viable hoy por hoy sería que se repartieran los contenidos entre un tiempo de tutoría (sobre el desarrollo de la persona y el afecto, por ejemplo), las asignaturas de Ética y Educación para la Ciudadanía (los valores, las relaciones...) y la de Biología (la anatomía y fisiología...).

"Todo el mundo reconoce que el actual sistema ha sido un fracaso, la transversalidad no está funcionando. Y esta educación no se puede dejar sólo, como se hace en la práctica, en unas charlas sobre embarazo, métodos anticonceptivos, sida, el uso de los tampones o la higiene genital... esto es sólo una pequeñísima parte", insiste Isabel Serrano.

"Hay que involucrar a toda la comunidad escolar (padres, profesores y jóvenes) en este tema para que sea una realidad". A la presidenta de la Federación de Planificación Familiar, que es ginecóloga y tiene mucha experiencia en el trabajo con jóvenes, le parece "estupendo" que la nueva ley del aborto haga hincapié en este tema. Y critica a los que se oponen a que se enseñe en los colegios: "Es absurdo pensar que la gente puede llegar a tener una sexualidad saludable y que se vaya a lograr reducir las tasas de aborto sin tomarnos en serio la educación sexual". "Hay sectores obsesionados con el sexo", señala, "que han hecho un baluarte ideológico de este puritanismo, que les lleva a oponerse a que se enseñe en los colegios. Aunque son colectivos pequeños, aún hay gente que cree que con esta educación se va a promover que sus hijos tengan relaciones sexuales sin querer. Hay mucha información, pero no educación. Y pensar que los padres se pueden manejar solos en esto es un error".

Esta experta resume los tres objetivos básicos que habría que lograr: "Dar información segura (bien distinguida de la lluvia que les llega a los jóvenes por todas partes), ayudarles a desarrollar habilidades para incorporar la sexualidad como un elemento de su vida y fomentar actitudes positivas y valores relacionados con la sexualidad, basados en el respeto y en que la toma de decisiones corresponde a cada persona". También cree que es fundamental lograr un mayor apoyo al profesorado.

Reportagem de SUSANA PÉREZ DE PABLOS

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Educação dos Afectos


Em tempos que se adivinham difíceis pela obrigatoriedade de implementar nas escolas Projectos de Educação Sexual, sem que tenha havido a preparação do terreno com formação especializada na área dos profissionais da educação... deixo um livro de referência e um convite à leitura para os interessados (para os professores que vão estar directamente implicados nesses projectos, mas também para todo o público que se interesse por esta temática).


A Arte de Amar, Erich Fromm

terça-feira, 30 de junho de 2009

Identidade Sexual do Adolescente


Um livro que vale a pena ler, pelos dados da investigação e pelas conclusões apresentadas. Um excelente guia de reflexão que aborda temas e dados que não podemos dissimular. Deixo aqui algumas interpelações abordadas nesta investigação: - O que realmente é importante na identidade sexual do adolescente de hoje? - Podemos falar de modelos? - Sentir-se diferente, o que significa, que implicações? - Estaremos perante mudanças culturais?...



La nueva adolescencia homosexual

Autor: Ritch C. SAVIN-WILLIAMS
Colección: "Educación Crítica" - Coedición con la Fundación Paideia
Traductor: Roc Filella
ISBN: 978-84-7112-533-0
Número de páginas: 216
Tamaño: 17 X 24
Fecha de la edición: 8/06/2009
Edición número: 1ª

19,13 € no incluye IVA
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Sinopse

Este libro ofrece un original y profundo examen sobre la nueva adolescencia homosexual, basado en numerosas investigaciones, contextualizándolas históricamente y tomando en consideración los discursos sociopolíticos dominantes acerca de las relaciones gays, lesbianas y bisexuales.

Ritch C. Savin-Williams, apoyado en un importante cuerpo de datos cuantitativos y cualitativos, recoge con realismo y rigor la opinión de jóvenes que hablan sobre sí mismos. La tesis que el autor sostiene es que la juventud actual está rompiendo las limitaciones de las identidades gays, lesbianas y bisexuales. Revisa de un modo minucioso los hechos y datos referidos al sentimiento de ser diferentes, a las atracciones de personas del mismo sexo, a la primera relación sexual y a las identidades sexuales, insiste en que las experiencias vividas por muchos adolescentes no se traducen en inequívocas identidades gays, lesbianas, bisexuales o heterosexuales; ni ellos se perciben a sí mismos como queer. El autor aclara qué es lo que realmente cuenta en la identidad sexual de un adolescente. En cualquier caso, éstos, a diferencia de lo que piensan un buen número de investigadores de las ciencias sociales, no están especialmente interesados en categorizar cuidadosamente su orientación sexual.

El autor discute la imagen que muchos profesionales en salud mental nos presentan acerca del colectivo adolescente de gays y lesbianas, en especial cuando aparecen como drogodependientes, personas aisladas, con tendencias suicidas, con estrés y otras patologías. Savin-Williams va más allá y se pregunta por qué se ha llegado a esas conclusiones.

Las nuevas generaciones tienen ideas cada vez más abiertas sobre la sexualidad, probablemente esto creará enormes cambios culturales en las próximas décadas. Pero existe una brecha entre lo que se está consiguiendo en el mundo real de la juventud de hoy y lo que conocen y asumen diversos profesionales de la investigación, de la salud física y mental, el profesorado, los dirigentes religiosos, personalidades de la política, responsables de diferentes servicios, y padres y madres.
La lectura de esta obra será muy provechosa para las personas y especialistas relacionados con la juventud y, como subraya el autor, también para los propios adolescentes.

Este libro fue premiado en el año 2005 por la American Psychological Association.

Ritch C. Savin-Williams es Catedrático de psicología clínica y del desarrollo, y Director del Departamento de Desarrollo Humano de la Universidad de Cornell, EEUU.

Contenido • Prefacio • ¿Por qúe la nueva adolescencia homosexual? • ¿Quién es gay, lesbiana o bisexual? • En el principio… estaba la juventud homosexual • ¿Modelos o trayectorias? • Sentirse diferente • La atracción por personas del mismo sexo • La primera experiencia sexual • La identidad • Resiliencia y diversidad • Rechazo de las etiquetas de identidad sexual • Bibliografía • Índice de autores y materias •

Temas • Familia • Personalidad • Psicología • Sexualidad •

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Lei da Educação Sexual nas Escolas e a Educação de Adultos


Eduquem os adultos primeiro
Inês Pedrosa
O entendimento desrespeitoso sobre os menores de idade é a raiz de todos os problemas da educação.

O tema da distribuição dos preservativos nas escolas só é polémico porque ainda há quem não se queira habituar à ideia de que crianças e jovens não são marionetas dos pais: têm uma identidade autónoma e direitos específicos. As sucessivas sentenças judiciais em que "o superior interesse da criança" é tomado como sinónimo de "os caprichos dos pais biológicos", decretando que as crianças sejam levadas à força para longe dos que as criaram e amaram, só reforçam esta ideia boçal.

Os gritos de Alexandra, largada aos dois anos por uma mãe alcoólica que se prostituía, e devolvida quatro anos depois a esta mesma mulher, deviam ser capazes de nos abanar. "Luta mãe, não me deixes ir", suplicou a menina, antes de ser arrastada para um país e uma língua que desconhece (a Rússia, o país da mulher que a pariu). Os títulos da imprensa tablóide, onde pelo menos os gritos dos desgraçados e abandonados se ouvem, não lhe valeram de nada. Idália Moniz, a secretária de Estado-adjunta e da Reabilitação, afirmou que a decisão se baseou em "pareceres de técnicos qualificados" - por isso, tudo está bem. Se um técnico qualificado tivesse o poder de arrancar a senhora secretária de Estado ao seu mundo e à sua família, e a despachasse para um povoado a trezentos quilómetros de Moscovo, para viver com gente que desconhece, tudo estaria bem?

Este entendimento desrespeitoso sobre os menores de idade é a raiz de todos os problemas da educação em Portugal. Quando se fala em educação sexual, os adultos mais conservadores (uma outra forma de dizer reprimidos, ou mal resolvidos) entram em urticária moral.

Entendendo a sexualidade como um cortejo de perversidades infinitas, uma coisa suja e feia, uma vertigem de prazeres que não se sabe onde irá parar, querem proteger os seus rebentos disso mesmo - ou seja, das suas cabeças torturantes e torturadas. Precisam da inocência dos outros para se redimirem, e associam a sexualidade à perda da inocência.

Querem controlar os pensamentos e actos dos seus meninos. O terror manifestado pelas comunidades católica e muçulmana face à distribuição de preservativos nas escolas é eloquente: dizem eles que o preservativo é "um incentivo" ao sexo. Parece-me que é preciso ter-se uma mente completamente ocupada por sexo para olhar para um bocado de látex e ficar a salivar de luxúria. Acresce que o projecto agora aprovado é bem claro: os preservativos serão oferecidos em gabinetes de informação e apoio aos estudantes do 10º ao 12º ano - ou seja, rapazes e raparigas com mais de quinze anos. Não estarão disponíveis em máquinas espalhadas pelos estabelecimentos de ensino - se estivessem assim à solta, provocariam certamente animadas lutas de balões de água nos recreios, mas não mais do que isso. Um desperdício.

Um estudo recente da Associação do Planeamento Familiar demonstrou que metade dos jovens de 15 anos é virgem. Os mais novos têm hoje muito mais informação sobre sexualidade do que os seus pais tinham com a mesma idade - o que significa também um decréscimo da curiosidade e do interesse em experimentar tudo já. O crescimento do mundo das relações virtuais é sintoma desta mudança, que se prende também com um sentimento de insegurança face aos contactos físicos. Esta geração cresce no meio de um bombardeamento de notícias sobre pandemias, germes, contágios e crimes de pedofilia. Por outro lado, todo o conhecimento que os jovens têm sobre estas matérias é superficial e alarmista: sabem o que é a sida, em abstracto, mas sabem pouco sobre as formas de contágio e os perigos, e desconhecem o que sejam outras doenças sexualmente transmissíveis.

Continuam a circular nas escolas mitos como os de que o coito interrompido (pobres raparigas!) previne a gravidez, ou que não se engravida à primeira relação sexual, ou que a sida e as outras doenças do sexo só atacam os homossexuais. Por isso é tão importante que exista uma educação para a sexualidade. Creio que o melhor sistema será introduzi-la na disciplina de que ela faz parte: as ciências da natureza. A ideia de uma educação sexual "transversal" está condenada ao falhanço - o caso extremo da professora de História de Espinho que substituía o feudalismo pela análise crítica sobre a vida privada dos alunos demonstra-o. Os jovens têm direito a saber como funciona o corpo humano e o que pode acontecer com ele nas relações íntimas. Educação para a intimidade, felizmente, não há: o que somos na cama é o somatório do que somos e sonhamos fora dela. Qualquer que seja a nossa idade. Respeitemos isso.

In Expresso, 27 de Mai de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Hino a Ísis


Num tempo em que tanto se fala de sexualidade, distribuição de preservativos nas escolas, e tão pouco se respeita a individualidade, o direito à diferença, a liberdade de escolha, os valores da vida, da família...

... Um dos mais belos poemas sobre a condição humana – o Hino a Ísis – datado entre os séculos III e IV da era Cristã, descoberto em Nag Hammadi.


Ísis é uma Deusa da mitologia egípcia. Mãe de Horus e mulher e irmã de Osíris. Símbolo da maternidade, doadora de vida e principal divindade egípcia nos ritos funerários.
Ísis, é a mais popular de todas as deusas egípcias, considerada a deusa da família, o modelo de esposa e mãe, invencível e protectora.



Porque eu sou a primeira e a última
Eu sou a venerada e a desprezada
Eu sou a prostituta e a santa
Eu sou a esposa e a virgem
Eu sou a mãe e a filha
Eu sou os braços de minha mãe
Eu sou a estéril, e numerosos são meus filhos
Eu sou a bem-casada e a solteira
Eu sou a que dá a luz e a que jamais procriou
Eu sou a esposa e o esposo
E foi meu homem quem me gerou em seu ventre
Eu sou a mãe do meu pai
Sou a irmã de meu marido
E ele é o meu filho rejeitado
Respeitem-me sempre
Porque eu sou a escandalosa e a discreta.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Educação Sexual nas Escolas: Ecos da Igreja


A Audição Parlamentar sobre novos projectos de Lei contou com um parecer da Comissão Episcopal da Educação Cristã

A Comissão Episcopal da Educação Cristã manifestou ontem as suas preocupações em relação ao projecto de Lei do PS sobre Educação Sexual nas Escolas, criticando a "redução da sexualidade à dimensão dos mecanismos corporais e reprodutores, que se pretendem controlar".

"Todo o articulado se orienta para que apenas se comunique aos adolescentes e jovens informação que, supostamente, lhes permita precaverem-se contra gravidezes indesejadas, infecções sexualmente transmissíveis e abusos sexuais", refere o parecer da Comissão apresentado esta Terça-feira na Audição Parlamentar que decorreu no âmbito dos trabalhos de apreciação na especialidade dos Projectos de Lei nºs. 634/X (PCP) e 660/X (PS).

Para a Comissão Episcopal da Educação Cristã, o documento do PS manifesta "muitas imprecisões e ambiguidades", vinculando "Educação Sexual" à "Educação para a Saúde", com a "ausência de uma clara e determinante relação com o desenvolvimento global da pessoa".

O parecer da Comissão lamenta a "falta de clareza de conceitos e de expressões, como por exemplo «igualdade de género», «sexualidade e género», «"melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens», «protecção do corpo e noção dos limites», »diversidade e tolerância» e «prevalência dos métodos contraceptivos».

As críticas estendem-se à "ausência de referência à perspectiva das religiões e das diversas culturas, elementos que integram a sexualidade humana e desvendam a sua beleza".

"Embora se afirme a importância do papel da família na educação sexual, continua a não aparecer com clareza a relação subsidiária da escola em relação à família, e, nessa óptica, a função educativa que a escola deveria exercer junto dos pais, ao serviço de uma adequada preparação dos mesmos, como educadores dos filhos no domínio da sexualidade", acrescenta o parecer.

Por outro lado, a Comissão Episcopal destaca como pontos positivos "a valorização da sexualidade - enquadrada em relações afectivas e vivida com responsabilidade - para o desenvolvimento harmonioso da pessoa humana", "a consideração do papel indispensável da família, dos pais, dos encarregados de educação e dos professores enquanto parceiros decisivos na educação sexual dos adolescentes e dos jovens" e "o entendimento da sexualidade como elemento indispensável na construção dum projecto de vida com valores e uma dimensão ética".

"A educação da sexualidade deve ter um alcance muito mais vasto do que a aquisição de informação científica e técnica. Sendo importante, permanecer nesse patamar é abrir a porta à vulgarização de relações humanas permissivas e irresponsáveis", alerta o parecer.

In EMRC digital, 15 de Abril

Nota:
Os negritos são meus e sublinham apenas os aspectos positivos com os quais concordo inteiramente e considero muito relevantes neste debate.