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sábado, 10 de março de 2018

Hiperatividade e Défice de Atenção - a palavra a Pedro Strecht

As crianças estão a crescer num perigoso paradigma: a reação a estímulos constantes substituiu o tempo para parar e pensar. Pais e professores são confrontados com diagnósticos de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA). Mas quantos são reais? 

Num país em que foram prescritos 5 milhões de embalagens de psicofármacos para jovens abaixo dos 15 anos, Pedro Strecht propõe pensar na abordagem clínica da PHDA e travar o ciclo da medicação como resposta única.


Vale a pena ler!


Hiperatividade e Défice de Atenção         de  Pedro Strecht

Edição: janeiro de Editor: Fundação Francisco Manuel dos SantosIdioma: PortuguêsDimensões: 130 x 197 x 6 mmEncadernação: Capa molePáginas: 104
Disponível na Wook






sábado, 9 de setembro de 2017

Novo Número da Revista UiIPS

v. 5, n. 1 (2017)

Intervenção Precoce e Educação Especial: Formação & Investigação Centradas nas Práticas

EDITORIAL: PROBLEMÁTICAS EM INTERVENÇÃO PRECOCE E EDUCAÇÃO ESPECIAL
Editorial: Early intervention and special education issues

Um número inteiramente dedicado às problemáticas da Intervenção Precoce e Educação Especial. Fruto da Investigação centrada nas práticas. São 12 artigos, todos eles de temáticas diferenciadas e de profícuo interesse para docentes das respetivas áreas, investigadores e outros interessados. Conta também com o meu singelo contributo que espero possa ser inspirador e útil para alguns colegas.

Sumário

Artigos

EDITORIAL: PROBLEMÁTICAS EM INTERVENÇÃO PRECOCE E EDUCAÇÃO ESPECIAL Editorial: Early intervention and special education issues
Isabel Piscalho, Sónia Raquel Seixas1-4
APOIO DOMICILIÁRIO: PERSPETIVAS DE FAMÍLIAS E EDUCADORES Home care: family and educators perspectivesPDF
Gladys da Silva Rodrigues, Sónia Raquel Seixas, Isabel Piscalho5-20
CONTRIBUTOS DA PSICOMOTRICIDADE NA INTERVENÇÃO PRECOCE - ESTUDO DE CASO Contributions of psychomotricity in early intervention - case studyPDF
Rita Santos, Sónia Raquel Seixas, Isabel Piscalho21-33
A IMPORTÂNCIA DO ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO DE UMA CRIANÇA COM HIPOTONIA NEONATAL The importance of family involvement in the development of a child with neonatal hypotonyPDF
Carla Margarida Ferreira Cardoso, Sónia Raquel Seixas, Isabel Piscalho34-45
MICROCEFALIA NA INTERVENÇÃO PRECOCE: ESTRATÉGIAS EFICAZES DE INTERVENÇÃO Microcephaly in early intervention: effective intervention strategiesPDF
Susana Margarida Sousa, Sónia Raquel Seixas, Isabel Piscalho46-61
INTERVENÇÃO BASEADA NAS ROTINAS Routine Based InterventionPDF
Zulmira Santos Caldeira, Sónia Raquel Seixas, Isabel Piscalho62-80
IMPLEMENTAÇÃO DO DECRETO-LEI nº 3/2008: PERSPETIVAS DOS DOCENTES DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Implementation of decree-law no. 3/2008: perspectives of teachers of special educationPDF
Raquel Duque, Isabel Piscalho, Sónia Galinha, Francisco Silva81-97
DIFERENCIAÇÃO PEDAGÓGICA NAS PRIMEIRAS IDADES PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA PRÁTICA INCLUSIVA Pedagogical differentiation in the early ages for the construction of an inclusive practicePDF
Bruna Clérigo, Rita Alves, Isabel Piscalho, Maria João Cardona98-118
A MOTIVAÇÃO PARA A APRENDIZAGEM EM ALUNOS COM CURRÍCULO ESPECÍFICO INDIVIDUAL: POTENCIALIDADES DO TRABALHO DE PROJETO The motivation for learning in students with individual specific curriculum: potentialities of the project workPDF
Fátima Linguíça, Isabel Piscalho, Sónia Galinha, Francisco Silva119-135
O PROJETO ORQUESTRA GERAÇÃO E A INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAISPDF
Joana Silveira, Isabel Piscalho, Sónia Pereira, Francisco Silva136-150
(DES) CONTINUIDADES EDUCATIVAS ENTRE AS UNIDADES DE ENSINO ESTRUTURADO PARA CRIANÇAS COM PERTURBAÇÕES DO ESPECTRO DO AUTISMO EM SALA DE AULA (Des) educational continuities between structured education units for children with aula specialized autism spectrPDF
Vera Oliveira, Isabel Piscalho, Sónia Galinha, Francisco Silva151-162
INCLUSÃO DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS (NEE) NO ENSINO SECUNDÁRIO: AS ATITUDES DOS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DE ALUNOS SEM NEE E COM NEE Inclusion of students with special educational needs (sen) in secondary education: the attitudes of pPDF
Marta Maria Santos, Isabel Piscalho, Sónia Galinha, Francisco Silva163-174
RELAÇÃO PROFISSIONAL PROFESSOR DO ENSINO SECUNDÁRIO - PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: PRÁTICA PEDAGÓGICA COM ALUNOS COM NEE Relation professor of secondary education - professor of special education: pedagogical practice with students with SENPDF
Maria Margarida Marques, Isabel Piscalho, Sónia Galinha, Francisco Silva175-190

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Congresso Internacional "Escola Inclusiva..."

Divulga-se o Congresso Internacional «Escola Inclusiva: Educar e Formar para a Vida Independente», que decorrerá na Casa das Histórias Paula Rego, Cascais, dia 3 de Dezembro.
Inscrições:
1 a 20 de novembro – 20,00€
21 de novembro a 2 de dezembro – 30,00€
Inscrições através do email cercica@cercica.pt enviando os seguintes dados: nome, morada e NIF (para envio de fatura) e comprovativo de transferência bancária.
IBAN: PT50 0035 0734 00004216130 02
A conferência terá tradução bilingue (PT/EN) e língua gestual.
Programa:
08:30 – Registo dos participantes
09:30 – Mesa de abertura
• Secretário de Estado da Educação, João Marques da Costa
• Presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras
• Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva (a confirmar)
• Diretor do Centro de Formação de Escolas de Cascais, José Marcelino
• Vice-Presidente da Direção da CERCICA, Rosa Maria Lucas Neto
10:15 – Conferência “Advancing Inclusive Education: Transformative Steps on the Path”
Gordon L. Porter, Inclusive Education Canada, Education Training Group, University of New Brunswick
11:00 – Coffee break
11:30 – Conferência “Educação Inclusiva: resistir pela escola que queremos”
David Rodrigues, Associação de Professores de Educação Especial, Centro de Investigação do IE/UL, Conselho Nacional de Educação
Moderador: Pedro Cunha, Direção-Geral da Educação
12:15 – Debate
12:45 – Almoço livre
14:00 – Conferência “Formação de professores para a inclusão”
Teresa Leite, Escola Superior de Educação de Lisboa, Conselho Nacional de Educação
15:00 – Painel “Escola Inclusiva de 2ª Geração”
Luísa Ucha, Secretaria de Estado da Educação - Grupo de Trabalho Escola Inclusiva
Manuela Tender, Assembleia da República - Grupo de Trabalho Educação Especial (a confirmar)
Moderadora: Filomena Pereira, Direção-Geral da Educação
16:00 – Debate
16:30 – Mesa de encerramento
• Vereador da Câmara Municipal de Cascais, Frederico Pinho de Almeida
• Diretor do Centro de Formação de Escolas de Cascais, José Marcelino
• Vice-Presidente da Direção da CERCICA, Rosa Maria Lucas Neto

Mais informações aqui.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Guia "Brincar Inclusivo" da UNICEF


O projeto INCLUIR BRINCANDO é uma iniciativa da VILA SÉSAMO e do FUNDO DAS NAÇÕES UNIDADES PARA A INFÂNCIA – UNICEF, que procura contribuir para a garantia do direito de brincar a todas as crianças, respeitando os ritmos e a individualidade de cada uma.
O Guia "Brincar Inclusivo", tem como objetivos promover a interação de todas as crianças, valorizar as diferenças, estimular a autonomia e fortaleçer a autoestima.

[DOWNLOAD]

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Em modo Revisitação...

O meu último trabalho de investigação na Área da Educação Especial, apresentado em formato Poster na ESE de Santarém no "Encontro Formar para Incluir".
Às Orientadoras, Professoras Sónia Galinha e Isabel Piscalho, um agradecimento especial pela disponibilidade e pela forma esclarecida como o orientaram e ainda pela sensibilidade e desafio continuados ao longo deste processo investigativo, sobretudo pelas conversas estimulantes e troca de pontos de vista, que resultaram em significativos avanços neste trabalho.
Um redobrado agradecimento à Professora Sónia que me está a acompanhar noutros voos... a quem expresso uma gratidão profunda e eterna, curvo-me e agradeço pela contagiante paixão pela investigação.

«Tu és meu mestre e meu autor tu és; és aquele com quem pude aprender o nobre estilo a que devo a honra.» (Dante)

(clique na imagem para ler)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Formação Creditada na área da Educação Especial

Projeto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian no âmbito do concurso "Educação Especial 2015". Muito interessante e útil para quem trabalha na área. Mais informações posso reenviar mail com indicações mais pormenorizadas da referida formação. Deixo link com formulário de pré-inscrição: http://ei3.me/2015mupei/


Objetivos específicos: 
Dar a conhecer a fundamentação teórica e dar a experimentar a aplicação prática dos Instrumentos do Programa de Enriquecimento Instrumental (PEI) do psicopedagogo Reuven Feuerstein. 

Razão justificativa: 
O Programa de Enriquecimento Instrumental constitui uma técnica de desenvolvimento das capacidades sociocognitivas, de sólida consistência teórica e elevada aplicabilidade prática, muito adequada às exigências de inclusão escolar e social de crianças e jovens com NEE. 

Programa e metodologia: 
Curso de Formação de Professores (de 50 horas), seguido de Monitorização da Aplicação experimental do Programa nos locais de ensino dos formandos e de Fórum de partilha das experiências vividas por cada um.

Formador: 
António Luís Montiel. Doutorado em Filosofia da Educação. Especialista em Orientação da Aprendizagem na ESEI Maria Ulrich. Professor Associado do Feuerstein Institute. 


PS: Quem quiser obter creditação, ao valor dos 15 euros da inscrição acresce + 20 euros (pela formação creditada). Esta questão foi-me colocada. aqui fica o esclarecimento, no entanto, ela está disponível no formulário da pré-inscrição, que disponibilizei no início do post.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Articulação entre o Programa Educativo Individual e o Plano Individual de Intervenção Precoce

Informação proveniente da Direção-Geral da Educação sobre a articulação entre o Programa Educativo Individual e o Plano Individual de Intervenção Precoce (Circular nº. S-DGE/2015/2555):


No sentido de clarificar a articulação entre o Programa Educativo Individual (PEI) e o Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP), a presente circular clarifica os procedimentos de articulação definidos nos Decretos-Leis n.º 3/2008, de 7 de janeiro e n.º 281/2009, de 6 de outubro. 
1. O Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, define os apoios especializados a prestar na educação pré-escolar e nos ensinos básico e secundário, nos setores público, particular e cooperativo. 
2. Os apoios especializados são também prestados no âmbito da rede privada em jardins de infância de instituições particulares de solidariedade social, nos termos do n.º 6 do artigo 21.º da Lei de Bases do Sistema Educativo. 
3. Por seu lado, o Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro, cria o Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI) desenvolvido através da atuação coordenada dos Ministérios da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, da Saúde e da Educação e Ciência, abrangendo crianças dos 0 aos 6 anos que se enquadrem nos critérios de elegibilidade definidos, independentemente do contexto educativo informal ou formal em que estão inseridas ou que frequentem.
4. No sentido de garantir a cobertura nacional da oferta de serviços de Intervenção Precoce na Infância (IPI) e no âmbito das competências definidas nos Decretos-Leis n.º 3/2008, de 7 de janeiro e n.º 281/2009, o Ministério da Educação e Ciência homologou uma rede de agrupamentos de escolas de referência para a IPI (http://www.dge.mec.pt/escolas-de-referencia-para-intervencao-precocena-infancia), a qual tem como objetivo assegurar, no âmbito do Ministério da Educação e Ciência, a prestação de serviços de IPI. 
5. Para responder às necessidades educativas especiais de caráter permanente das crianças que frequentam a educação pré-escolar, o Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, define medidas educativas que devem ser aplicadas, sempre que a criança necessita de um apoio especializado e/ou de condições ambientais especiais, tendo por base as orientações curriculares para a educação pré-escolar ou sempre que necessite de um desenho curricular distinto do referencial comum. 
6. O PEI é o único documento legal que define e fundamenta, também na Educação Pré-escolar, os apoios especializados previstos no Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, e que justifica a afetação de recursos humanos e materiais. A elaboração e a implementação do PEI inserem-se num processo dinâmico que deve assegurar a continuidade da intervenção, pelo que a articulação do PIIP e do PEI deve ter um caráter integrador. 
7. As intervenções educativas previstas no PEI e no PIIP devem ser planeadas e mobilizadas pelas Equipas Locais de Intervenção (ELI) e jardins de infância, de forma a evitar a sobreposição de intervenções, cabendo ao educador titular do grupo de crianças coordenar o PEI com a implementação das medidas previstas no PIIP. 
8. O PEI e o PIIP são complementares, no caso de crianças com apoio das ELI (IPI) que cumpram os critérios aprovados, devendo ser garantida a necessária coerência, articulação e comunicação entre os dois referenciais organizadores e estruturantes da aprendizagem e os respetivos intervenientes. 
9. A implementação dos apoios especializados e das medidas educativas previstas no PEI e no PIIP exige a participação de todos os intervenientes pressupondo-se, assim, a realização periódica de encontros formais de planeamento, articulação, avaliação e monitorização. 
10. A transição para a educação pré-escolar ou para o 1.º ciclo do ensino básico, prevista no Decreto-Lei n.º 281/2009, deve ser preparada e planeada atempadamente. Para o efeito, a ELI deverá auscultar a família sobre qual o Estabelecimento que esta pretende que o seu educando frequente e informar o órgão de gestão a que o mesmo pertencer, até ao mês de março, para a realização dos procedimentos relativos à transição.
11. A intervenção dos docentes dos agrupamentos de referência para a IPI que integram as ELI deve ser planeada atendendo às necessidades das crianças, aos recursos existentes e à necessidade de rentabilização dos mesmos. 
12. A distribuição de serviço docente em IPI bem como a aprovação do plano de trabalho de cada um dos docentes, no quadro específico do trabalho nas ELI, incluindo eventuais deslocações e respetivos encargos financeiros, é da competência do diretor do agrupamento de referência para a IPI, nos termos da Circular n.º 5 DGIDC/DGRHE/2010.
13. Os docentes dos agrupamentos de referência para a IPI alocados às ELI, à semelhança dos restantes técnicos que integram as equipas, podem intervir no domicílio da criança que frequenta a educação pré-escolar, sempre que essa estratégia esteja definida no PIIP. 
14. Compete à direção do agrupamento de escolas ou ao diretor pedagógico, no caso da rede privada, desencadear o processo de avaliação especializada das necessidades educativas especiais das crianças referenciadas pela IPI, conforme definido no artigo 6.º do DL n.º3/2008, de 7 de janeiro, e garantir a intervenção que venha a ser definida no respetivo PEI. 
15. O educador de infância responsável pelo grupo em que se encontra uma criança acompanhada pelas ELI deve ter acesso ao PIIP, estando vinculado, tal como todos os profissionais, ao dever de sigilo dos dados e informações sobre a criança e respetiva família.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Projeto de Investigação - Educação Especial

Comunicação em formato de Poster apresentada na Escola Superior de Educação de Santarém - 14 de julho.

(clique na imagem para aumentar e ler)

sábado, 11 de julho de 2015

Nova Portaria regula a transição para a vida pós-escolar de alunos com NEE-CEI

A Portaria n.º 201-C/2015, de 10 de julho vem revogar a Portaria n.º 275-A/2012, de 11 de setembro que regula o ensino dos alunos com NEE, com Currículo Específico Individual (CEI) e Plano Individual de Transição (PIT), com 15 ou mais anos de idade, em processo de transição para a vida pós-escolar, ao abrigo das disposições conjugadas dos artigos 14.º e 21.º do Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de janeiro.

terça-feira, 7 de julho de 2015

SÍNDROME DE TOURETTE EM CRIANÇAS

A Síndrome de Tourette é um distúrbio neurológico caracterizado pela presença de tiques motores e vocais, não necessariamente ao mesmo tempo. Os primeiros sintomas costumam aparecer na infância, normalmente por volta dos sete anos de idade, mas isso pode variar de pessoa para pessoa, podendo se manifestar mais cedo ou mais tarde e, em geral, os tiques motores (como piscadelas dos olhos por exemplo) surgem antes dos tiques vocais (que podem ser tosses, exclamações, gritos, entre outros).
As causas da Síndrome de Tourette ainda são desconhecidas, embora a influência de fatores genéticos e neurobiológicos seja considerada. Mas existem ainda muitos estudos a respeito do tema.
tratamento dos sintomas da Síndrome associa simultaneamente uma abordagem psicossocial e uma farmacológica. No primeiro, leva-se em conta o histórico, o ambiente familiar, social, escolar, entre outros para que a intervenção seja no sentido de orientar àqueles que convivem com o indivíduo, auxiliando a lidar com o problema e a diminuir os estigmas. Além disso, deve ser realizada uma cuidadosa avaliação acerca da intensidade dos sintomas, já que o tratamento farmacológico (quando necessário) terá o papel de diminuí-los, proporcionando certo alívio e melhora da qualidade de vida. Até o momento não há tratamento curativo para a Síndrome de Tourette.
Referências: ASTOC – Associação Brasileira de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivo
O vídeo infra é o trailer de um premiado documentário da HBO acerca da Síndrome de Tourette em Crianças. Um dos principais objetivos é justamente o de disseminar informação e eliminar estigmas, já que o preconceito ainda é a pior consequência desta Síndrome, especialmente na infância.
Informação disponível em Psicologia Acessível

sábado, 27 de junho de 2015

PECS - Picture Exchage Communcation System


Achei de tal forma  exagerado o valor de 250 Euros para inscrição num workshop de 13 horas, que de forma consciente ou inconsciente (não sei) até me esqueci de divulgar atempadamente. De qualquer forma, deixo aqui alguma informação pertinente para possíveis interessados em futuras formações, bem como conhecer um pouco desta abordagem da Pyramid à educação e o respetivo Sistema de Comunicação por Troca de Imagens - Picture Exchange Communication System (PECS).
A Pyramid Educational Consultants, Inc. foi criada em 1992 por Andy Bondy, Ph.D., e Lori Frost, M.S., CCC-SLP com uma abordagem única ao ensino das competências comunicativas a crianças e adultos com Autismo e outras perturbações do desenvolvimento. Somos conhecidos internacionalmente por oferecer formações dinâmicas e serviços de consultadoria, tanto no domicílio como em escolas, que combinam o largo espectro da Análise Comportamental Aplicada com uma abordagem inovadora da comunicação funcional.
A Pyramid Educational Consultants Portugal, Lda é a única instituição autorizada a fornecer formação, consultadoria e certificação no Picture Exchange Communication System® (PECS®) e na Pyramid Approach to Education® em Portugal, ambos marcas registadas da Pyramid Educational Consultants, Inc.

Picture Exchange Communication System
O PECS é usado para ensinar rapidamente competências comunicativas a quem tem um discurso funcional limitado. O PECS promove a comunicação num contexto social, sem exigir muitos pré-requisitos. O treino em PECS começa por ensinar a fazer pedidos espontâneos e progride para o ensino de funções comunicativas adicionais tais como responder a questões e fazer comentários. Um benefício adicional para as crianças em idade pré-escolar com Autismo e outras Perturbações do Desenvolvimento é a elevada proporção que adquire a fala.
Os formandos, no final do workshop, ficarão capazes de implementar o PECS com indivíduos com Autismo e outras Perturbações do Desenvolvimento e/ou limitadas competências comunicativas. Este workshop de 2 dias é o treino básico em PECS e é recomendado para familiares bem como para profissionais. O PECS pode ser implementado em crianças e adultos, sendo este workshop adequado para pessoas que trabalhem em todos os contextos. Aprender PECS não é complicado – mas aprender a fazê-lo corretamente é importante e pode abrir todo um novo mundo de comunicação.

Para conhecer mais sobre PECS.

Lançamento do primeiro livro sobre processamento auditivo em Portugal

Cristiane Nunes autora do primeiro livro da área em Portugal. 

Distúrbio atinge 5% das crianças, tendo consequências no sucesso académico, na socialização e, em alguns casos, na gaguez e dislexia, diz Cristiane Nunes, do CIEC.

A perturbação de processamento auditivo (PPA) atinge 5% das crianças portuguesas, tendo consequências no sucesso académico, na socialização, na realização das tarefas do dia-a-dia e, em alguns casos, na gaguez e na dislexia. O Serviço Nacional de Saúde ainda não financia os exames e o tratamento deste distúrbio, caracterizado pela incapacidade em interpretar sons. A área de estudo chegou a Portugal em 2008 através da fonoaudióloga Cristiane Nunes, que acaba de publicar o primeiro livro dedicado ao tema no país. A obra é baseada no doutoramento feito no Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) da UMinho.

Esta publicação vem preencher uma lacuna científica e literária existente num país onde “nem sequer existiam testes de avaliação e profissionais a trabalharem na área”. A tese de doutoramento começou pela elaboração de testes padronizados para a população portuguesa, recorrendo a uma amostra de 60 crianças dos 10 aos 13 anos – a base de dados contém hoje mais de 500 pacientes. A seleção dos participantes foi “demorada”, principalmente devido à confusão generalizada entre PPA e surdez. A investigadora Cristiane Nunes realça a diferença: “Enquanto uma pessoa surda nem sempre consegue detetar os sons, a que tem PPA apresenta dificuldade em interpretar o que ouviu e perceber mudanças acústicas rápidas. Além disso, costuma demorar mais tempo para processar a informação que passa pelo nervo auditivo”.

Hein? Pode repetir?

Os resultados obtidos a partir dos testes padrão desenvolvidos no CIEC mostram que as crianças com problemas de audição apresentam maior dificuldade no desempenho escolar, na comunicação, na leitura, na escrita e na articulação. Mais especificamente, 83% dos participantes com baixo desempenho nos testes de PPA tinham notas inferiores aos restantes colegas. “Alguns não conseguiram repetir, por exemplo, um conjunto de números depois de os ter ouvido ou distinguir entre sons curtos, longos, agudos e graves. Isso tem implicações na leitura, escrita, fala e na forma como a informação é interpretada”, afirma.

Os sintomas associados variam em função da idade e da intensidade da perturbação. Em crianças com menos de 5 anos, verifica-se um atraso na aquisição da fala e, especialmente, dos sons “r” e “l”. Daí trocarem muitas vezes “prato” por “plato”, por exemplo. A partir dos 7 anos, recorrem a expressões como hein? e quê?, são mais distraídos e não percebem de imediato o que dizem o professor e os colegas em contexto de trabalho de grupo. Sem tratamento, o problema arrasta-se para a vida adulta, tendo repercussões no sucesso profissional, social e amoroso. 

Consultas resolvem quase todos os casos

Os diagnósticos podem ser obtidos a partir dos 6 anos. A quase totalidade das crianças normaliza após a realização de exercícios e técnicas que estimulam a formação de novas conexões no nervo auditivo. O segredo está no tratamento precoce da perturbação, diz a especialista, que no seu livro recomenda o envolvimento dos educadores no processo de deteção. “Há testes do CIEC capazes de detetar os casos mais graves. Se fossem aplicados no início do 1º ciclo, poder-se-ia eliminar pelo menos metade das ocorrências. O objetivo é identificar os alunos mais afetados e reencaminhá-los para um audiologista ou terapeuta da fala”, realça. O tratamento personalizado pode, por exemplo, ajudar em caso de gaguez e atraso na linguagem, além de munir as crianças disléxicas de estratégias para melhorar a sua leitura e escrita. 

A PPA é discutida desde a década de 1950 nos EUA e, pelo menos, desde 1980 no Brasil. Por cá, o tema é pouco abordado. “O Estado não comparticipa os exames e o tratamento, serviços que também só estão disponíveis em cinco ou dez locais. Ainda há um longo caminho a fazer”, reforça. “É preciso sensibilizar os pais, os educadores, os psicólogos e a sociedade civil para a gravidade desta perturbação na vida das pessoas afetadas”, conclui.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Educação Especial - Tese de doutoramento

BUM - Tese de Doutoramento: Especialidade em Educação Especial

      Titulo: Avaliação diferencial e intervenção no espectro do autismo: a complementaridade de pais e profissionais
    Autores:  Pereira, Ana Paula da Silva
             Almeida, Leandro S.
             Reis, Helena Isabel da Silva 
         ID:  http://hdl.handle.net/1822/35607
2014
Resumo: As perturbações do espectro do autismo (PEA) são caracterizadas por uma tríade de dificuldades ao nível da interação, comunicação e interesses reduzidos mas nos últimos anos, a investigação também tem dado particular relevância às alterações do Processamento Sensorial nestas crianças, referindo que entre 42% a 96% das crianças com PEA apresentam este tipo de disfunção. É neste contexto que se insere a presente investigação onde se pretende construir um instrumento que avalie a tradicional tríade que caracteriza as crianças com PEA (Interação, Comunicação e Comportamento e Interesses), enriquecendo essa avaliação com a inclusão de um novo domínio: o Processamento Sensorial. Dada a exiguidade de instrumentos de avaliação validados para esta população, o objetivo geral da tese centra-se na construção, adaptação e validação de um instrumento de avaliação e intervenção para crianças com PEA na faixa etária 3-6 anos. Apresentam-se os procedimentos e os resultados das sucessivas fases de construção do instrumento, os estudos iniciais junto de pais, profissionais e especialistas no sentido da compreensão dos itens e da sua relevância na avaliação das diversas dimensões da escala. Depois desta fase, apresenta-se o estudo piloto realizado com onze famílias para identificação dos níveis de acordo verificados na classificação dos diversos itens (indicadores) nas várias dimensões por parte de profissionais com experiência profissional de vários anos junto de crianças com PEA e descrevem-se os resultados obtidos numa análise de cariz quantitativa dos itens, resultante da aplicação de uma primeira versão da escala. Procurando identificar o maior número possível de crianças com PEA a nível nacional, estende-se o pedido de colaboração às diversas instituições distribuídas pelas cinco zonas geográficas do país (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve). Obteve-se uma amostra nacional de 260 crianças com PEA; 260 escalas preenchidas pelos profissionais que acompanham estas crianças e 136 instrumentos preenchidos simultaneamente pelas famílias. Em termos de conclusões, a análise efetuada aos quatro fatores ou dimensões em análise, mostrou que alguns itens se encontravam distribuídos com saturações aproximadas em dois fatores em simultâneo (por norma nos fatores I e II) surgindo a ―fusão‖ entre a ―Interação Social‖ e a ―Comunicação verbal e não verbal‖, inicialmente consideradas dois domínios independentes nesta investigação e que se apresenta como um resultado interessante à luz da investigação atual nas PEA. Este resultado permitiu anexar itens pertencentes aos dois domínios iniciais e propôs uma ―nova‖ dimensão que designamos de ―Comunicação Social‖, tal como preconizado nos novos critérios de diagnóstico constantes do DSM 5. Ainda relativamente à construção da escala, os resultados reforçam a relevância e existência autónoma do domínio Processamento Sensorial, incluído na escala, face aos domínios tradicionais (interação social, comunicação, comportamento e interesses reduzidos). A análise da concordância entre o perfil de avaliação da criança com PEA na faixa etária 3-6 anos avaliado pelos pais e pelos profissionais nas três dimensões, revela que existem divergências nas avaliações feitas à criança por parte dos pais e dos profissionais sendo as melhores pontuações atribuídas pelas famílias, sobretudo, no domínio da ―Comunicação Social‖. Destaca-se ainda a influencia das variáveis nível socioeconómico e habilitações académicas dos pais na definição do perfil de avaliação da criança com PEA, na faixa etária 3-6 anos. Os resultados desta análise demonstram que, com a maior escolaridade dos pais, aumenta a sua divergência face às avaliações dos profissionais e que o nível socioeconómico dos pais influencia as oportunidades de desenvolvimento da criança com PEA, face aos resultados de avaliação mais positivos das crianças cujo nível socioeconómico dos pais é mais elevado.