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Colóquio Internacional, 27 e 28 de Novembro
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Local:
Auditório da Universidade de Coimbra.
Informação recebida do Movimento Escola Pública
Ensaio Excertos:
A agressão no Carolina Michaellis e o «estatuto» da educação
(...)
Comentadores que defendiam uma permissividade colaborante para com actos de indisciplina e de falta de educação saltam, com rapidez e agilidade, para a defesa de um autoritarismo proibicionista em que os telemóveis nem sequer devem entrar nas escolas. Alguns psico-pedagogos perdem-se em emaranhados justificativos, enquanto há interventores políticos que aproveitam o assunto para estabelecer paralelos com a falta de segurança nas ruas.
O tempo passa e depois, como de costume, a notícia deixa de o ser, a discussão esmorece, outros títulos fazem «manchete» e o assunto volta para o limbo do esquecimento. Afinal, casos como este, há-os todos os dias. Alguns, muito mais graves, nunca tiveram direito a meia linha de uma página a cinco colunas de um qualquer jornal local. Durante o ano lectivo de 2006/07 houve, em média, um professor agredido por cada um dos 180 dias de aula.
(...) Pág. 26
O erro reproduz-se
(...)
A origem do erro está na incompreensão que do esforço, da insistência correctamente trabalhada, pode sair o objectivo alcançado, o gosto pelo trabalho e a verdadeira auto-estima não falsificada, a vontade em melhorar e aprender a ser responsável. O erro aceite começa e acaba na desvalorização do trabalho.
A superação do erro passa por uma auto-avaliação responsável, pela interrogação inteligente, pela procura de respostas e pelo sentido crítico, passa necessariamente por um mar de aprendizagens e pela consciência de que as portas que o trabalho – sempre ele – pode abrir, dão para caminhos onde tantas mais portas de outros tantos caminhos há por abrir.
O modelo psico-romântico-construtivista tem erros, mas errada é a própria forma como encara o erro.
(...) Pág. 120
Avaliação: a arma, o medo e a democracia
(...) [sobre o Decreto Regulamentar n.º 2/2008, que trata da Avaliação do Desempenho]
O aparecimento de um apertado esquema de avaliação de professores, que esse decreto tenta concretizar, utiliza o conceito de avaliação de uma maneira totalmente distinta da forma como ele existe integrado no modelo de cariz pedagógico, aplicado aos alunos. É necessário comparar-se a avaliação que se pretende que os professores pratiquem junto dos alunos com aquela que o Ministério PS pretende exercer sobre os professores. Na primeira, pretende-se que ela sirva para caucionar, de forma enganosa, os resultados pretendidos. Na segunda, a avaliação é uma forma de pressão para que os professores não avaliem negativamente os alunos.
(...) Pág.194
A investida de Inverno
(...)
O outro insucesso, o real, o que determina a vida dos alunos, permanecerá escondido, poderá aumentar livremente, fora do controlo da avaliação credível, do bom senso e do interesse nacional. O director vai poder exercer um poder discricionário sobre tudo o que sente, ouve, cheira, prova, vê ou simplesmente intui. O novo regime de autonomia, administração e gestão das escolas acaba com a gestão democrática.
O director vai chegar. Desencantaram-lhe uma vestimenta a preceito a que sacudiram o pó. O novo director vem aí, com um casaco puído e mofento de um velho reitor já morto. O director vem a caminho. Está mesmo quase aí, o Senhor Director. Num ápice surgiu. Ei-lo – aí está:
Projecto de Decreto-Lei sobre o novo regime de autonomia, administração e gestão das escolas, tornado público a 21 de Dezembro de 2007.
O primeiro princípio orientador da totalidade do decreto-lei que «aprova o regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário» é:
«a) Promover o sucesso e prevenir o abandono escolar dos alunos e desenvolver a qualidade do serviço público de educação, em geral, e das aprendizagens e dos resultados escolares, em particular;» (Capítulo I – Disposições Gerais – Artigo 4.º - Princípios orientadores – Ponto 1 alínea a)).
O texto introdutório faz algumas considerações sobre «as necessidades identificadas e os objectivos definidos no programa do governo». O segundo objectivo enunciado – reforçar a liderança – ocupa 22 linhas de texto. Nas oito primeiras, surge 5 vezes a palavra «liderança» ou «lideranças» e uma vez a palavra «autoridade». Assinala-se que esse objectivo se concretiza pela criação do cargo de director, «mas constituindo um órgão unipessoal e não um órgão colegial».
(...) Pág. 232
7. Conclusões
(...)
As razões de ordem pedagógica, embora de forma nunca assumida, foram, progressivamente, perdendo importância face a motivações de ordem política. Os Ministérios da Educação dos vários governos assenhorearam-se do modelo psico-romântico de fachada construtivista, desviaram-no para utilizações partidárias, utilizaram-no e continuam a servir-se dele para angariar votos. A política educativa tornou-se um instrumento de acção política ao serviço da manutenção ou da conquista do poder. O rotativismo que tem caracterizado o nosso regime democrático vulgariza esta utilização, a que nenhum partido é imune. A qualidade do ensino tem sido fortemente prejudicada por factores de ordem política.
(...) Pág. 282
In http://demalapior.no.sapo.pt/ (blog do autor da obra supra)


Título: A Maldade Humana - Fatalidade ou Educação?
Para quem se interessa por história e, sobretudo, por tradições culturais e regionais, aqui fica esta referência. Uma relíquia a mão perder. RECICLAR ROLHAS DE CORTIÇA
A PARTIR DE 5 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DO AMBIENTE
VAMOS COLOCÁ-LAS NOS RECICLADORES

sábado.31.05.08