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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Guiões de Educação, Género e Cidadania

Reedição dos Guiões de Educação Género e Cidadania

O aumento significativo da utilização dos Guiões de Educação Género e Cidadania por docentes e os inúmeros pedidos destes materiais pelas bibliotecas escolares explicam a recente reimpressão pela CIG do Guião para o 1º ciclo, a que se seguirá, muito em breve, a reedição do Guião para o pré-escolar e, depois, a do Guião para o 3º ciclo.
Desde 2010, a aplicação destes Guiões tem vindo a generalizar-se na educação de infância, nos ensinos básico e secundário e, também, no ensino superior. Nos últimos quatro anos, dezenas de ações de formação contínua para docentes têm vindo a ser realizadas por Universidades e Institutos Politécnicos, em todo o território nacional, incluindo Regiões Autónomas, pela Direção Geral de Educação e por Autarquias através dos respetivos CFAE.
Face ao impacto destes materiais no sistema educativo, em 2012 os Guiões de Educação Género e Cidadania foram considerados, pela Comissão Europeia, uma Boa Prática em Género e Educação. Em resposta, a CIG edita, em 2013, em versão digital, a tradução inglesa dos Guiões destinados ao pré-escolar e ao 3º ciclo do ensino básico (disponíveis em:http://www.cig.gov.pt/documentacao-de-referencia/doc/). Em 2015, foi a vez do Conselho do Europa integrar estes materiais nas Boas Práticas no combate aos estereótipos de género na e através da educação.
Com a reedição destes Guiões pretende a CIG dar resposta a escolas, profissionais de educação e instituições de formação, inicial e contínua de docentes, que gradualmente têm integrado a temática da igualdade entre mulheres e homens e a perspetiva de género na prática educativa, formal e não formal.

Documentação


Cidadania e Igualdade de Género
Violência Doméstica
Tráfico de Seres Humanos
Mutilação Genital Feminina
RCSNU 1325

Cidadania e Igualdade de Género

Guiões de Educação Género e Cidadania [Publicação CIG]
iprescolar i1ociclo
i2ociclo Guia de Educação – Género e Cidadania – 3º Ciclo

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Guia sobre Cidadania Mundial - UNESCO


A UNESCO publicou recentemente (2015) um Guia sobre a Cidadania Mundial, intitulado  “Educação para a cidadania mundial: temas e objetivos de aprendizagem".

O texto está disponível para consulta e download:

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Formação Cívica – boas práticas na Internet

No Centro de Recursos Online "A Linha na Estante" podemos encontrar um abastado leque de Recursos Educativos para várias Áreas Curriculares, Disciplinares e Não Disciplinares.

Dou particular destaque à Área Curricular Não Disciplinar de Formação Cívica, onde se pode encontrar, entre muitas outras coisas:
- Vídeos em stream;
- Artigos de informação e opinião;
- Imagens;
- Indicações de links para outros sites com materiais, informação e atividades;
- ...

(Clique na imagem para aceder ao espaço)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Proposta Curricular de Educação para a Cidadania para os Ensinos Básico e Secundário

A Proposta Curricular de Educação para a Cidadania para os ensinos Básico e Secundário, importante referencial para a formação das crianças e dos jovens, está agora disponível para consulta e contributos aqui.
Pode obter mais informações, aqui.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Proposta do Plano Nacional de Leitura


aqui anunciei em tempos idos a existência de uma Biblioteca de Livros Digitais. Uma excelente fonte de recursos educativos para professores, pais e outras instituições educativas, inclusivé para os mais novos que podem de forma fácil e autónoma aceder ao sítio e Ler, Ler+. Uma prática saudável que permite desenvolver competências de literacia desde tenra idade.

Em tempo de prevenção da Gripe A, aqui fica uma proposta de leitura fascinante. Clique em cima da imagem (capa do livro) para ler a história "O Nuno escapa à Gripe A".
Boas Leituras!


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

(Re)lembrar e uma proposta de trabalho


aqui falei do filme "A Turma", um filme de Laurent Cantet. Uma metáfora sobre a sociedade francesa, sobre a nova realidade multicultural e sobre como no sistema educativo se encerra o verdadeiro poder de um país. Um filme realista sobre a escola pública.

O jornal El País escreveu sabiamente um excelente retrato do mesmo:

Una película empeñada en reproducir la vida sin adulterarla, en describir con conocimiento, respeto y sentimiento los conflictos que provoca intentar educar y enseñar, las tensiones de todo tipo que laten en un colegio multirracial y con mayoría de inmigrantes, el retrato de las preocupaciones prioritarias de los adolescentes alumnos, la táctica de un profesor joven y humanista para ser escuchado y respetado por chavales que sienten instintivo enfrentamiento con cualquier forma de autoridad. El director Laurent Cantet aborda Entre les murs con vocación de documentalista, sin forzar el dramatismo ni encontrar soluciones definitivas, utilizando sabiamente la gente que no está interpretando, que se limita a ser como es, sin ir de listo ni de moralista. Y lo que muestra es emotivo y duro, cotidiano y cercano. Ofrece sensación de verdad, de haber captado con inteligencia y sensibilidad los claroscuros de la vida, de saber de lo que habla, de huir del énfasis y la adulteración. Bertrand Tavernier había utilizado un tono parecido para hablar de un universo similar en la hermosa Hoy empieza todo. Como él, Laurent Cantet también demuestra con Entre les murs que el arte no está reñido con lo didáctico, que el retrato sociológico puede ser conmovedor. Es una pelicula tan hermosa como necesaria, un soplo de autenticidad y de frescura, una justificada Palma de Oro.




Este filme pode ser trabalhado nas escolas portuguesas, nas nossas aulas, em vários níveis de escolaridade e em diferentes perspectivas. Serve para ver, compreender e endender a hierarquia educativa e social, assim como as normas a elas subjacentes.

Podemos trabalhar diferentes aspectos. Deixo de seguida um guião que pode ajudar os docentes que o desejem fazer. Lá podem encontrar dicas de trabalho. Uma excelente sugestão para desenvolver na área curricular não disciplinar de Formação Cívica e que pode ser articulada com todas as áreas curriculares disciplinares e não disciplinares. Deixo também o link de acesso a um completo dossier temático. Bom trabalho!


a_turma

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Portal para a Igualdade de Género




Está online desde o passado dia 23 de Julho o Portal da Igualdade. Um portal do Governo que agrega informação sobre legislação, campanhas, projectos, acções e financiamento na área da igualdade de géneros, tanto à escala nacional como internacional.

Aqui é possível aceder a informação detalhada sobre as políticas que estão a ser seguidas em cada ministério, ou ao nível das autarquias locais que assinaram protocolos com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, por exemplo.

O site reúne informação sobre projectos que promovem a igualdade entre mulheres e homens nas mais diversas áreas, tanto por parte de entidades públicas como empresas ou organizações da sociedade civil.

Dispõe também de uma área de "Cidadania Interactiva" onde são apresentadas respostas para questões frequentes, e um formulário para envio de outras perguntas por parte dos utilizadores.

Neste sítio podemos encontrar outras informações e utilidades, nomeadamente, contactos de Linhas de Apoio (15 linhas de apoio).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Estórias com Valores

O Senhor Aparício

Autor: António Torrado
Ilustrador: Cristina Malaquias

Há pessoas que são convidadas para banquetes de muita cerimónia, mas que se portam com grande falta de cerimónia. O senhor Aparício é um deles.
Há tempos, o senhor Aparício foi a uma festa. Era à tarde. Pois o senhor Aparício nem almoçou, para estar com o estômago mais vazio, quando chegasse a ocasião de enchê-lo de graça.
Comeu que se fartou e, para ir prevenido com o jantar, quando voltasse a casa, encheu, disfarçadamente, os bolsos de provisões. Croquetes, bolos e bolinhos, tudo ia para as algibeiras.

De repente, sentiu a perna direita escaldada. Voltou-se e viu o criado entornar-lhe o bule de chá pela algibeira abaixo.
- Mas o que é isto? - perguntou ele, furioso.
Respondeu-lhe o criado, imperturbável:
- Peço perdão, mas como o senhor leva os bolos, pensei que também quisesse levar o chá.
Enquanto se lembrar desta vergonha, o senhor Aparício não vai voltar a fazer o mesmo. O pior é que ele é muito esquecido.

Construção da cidadania na escola

SOUSA, Óscar C. de. Do colo à construção da cidadania: por uma escola acolhedora. Rev. Lusófona de Educação, 2008, no.11, p.105-112. ISSN 1645-7250.

Resumo:
O artigo apela para uma atitude terapêutica expressa pelo acolhimento, em todos os espaços da comunidade, nomeadamente, no interior da escola, instituição com missão educativa, face a crianças com comportamentos desviantes. Lembra que o desvio pode ser, eventualmente, manifestação de um desequilíbrio arcaico, de natureza afectivo-social que só pode ser re-estabelecido através de uma experiência positiva de segurança, de confiança, de partilha de direitos e deveres.
Palavras-chave: Vinculação; conforto; segurança; autonomia; abandono; revolta.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Ser adolescente hoje: fenómenos que preocupam e desafios educacionais

Estão disponíveis on-line, em formato pdf e vídeo, as conferências, as mesas redondas, os debates e as comunicações ao Congresso “Ser Adolescente Hoje”, realizado em 2005 na cidade de Madrid. Um tema sempre actual e demasiado importante para cair no esquecimento.

São umas largas horas de excelentes comunicações, de muitas interpelações e questões levantadas, de algumas respostas e conclusões, mas sobretudo de muita partilha de experiências, de caminhos encetados ao nível da investigação educacional e de muitos horizontes abertos, particularmente, na óptica do educador e da prevenção de situações de risco.

Vale a pena perdermo-nos por estas paragens umas horitas.

Aqui fica a minha proposta semanal, mensal... de “perdição” para todos os educadores (pais, professores e demais parceiros e co-responsáveis pela educação das nossas crianças, adolescentes e jovens).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Da convivência escolar


Pedagogía de la convivencia
AUTOR
Xesús R. Jares

SERIE: Temas transversales / Educación para la ciudadanía
COLECCIÓN: Biblioteca de Aula, 228
AÑO DE EDICIÓN: 2006
EDITORIAL GRAÓ – EDITORIAL GRAÓ – www.grao.com –


RESUMEN
Este libro surge de la experiencia personal del autor como profesor, formador de formadores, diseñador y coordinador de programas de convivencia, investigador, mediador y padre. Es, pues, un libro asentado en la experiencia reflexiva, en la investigación y en la intervención en diferentes contextos educativos.

Libro destinado fundamentalmente al profesorado de todos los niveles educativos y a padres y madres, Pedagogía de la convivencia es una invitación al diálogo, a la reflexión crítica y a la intervención global sobre un tema esencial para nuestro modelo educativo y social, al mismo tiempo que intenta demostrar que educar para la convivencia desde criterios democráticos es posible y necesario.

El primer capítulo indaga en los marcos y contenidos de la pedagogía de la convivencia --respeto, derechos humanos, ternura, diálogo, solidaridad, perdón, esperanza, etc.--, así como en los factores disgregadores de la misma --el odio, los maniqueísmos, los fundamentalismos, el miedo, etc.--. En el segundo, presentamos los principales resultados de la investigación «Conflicto y convivencia en los centros educativos de secundaria», es decir, presentamos las respuestas a dos preguntas fundamentales, ¿cómo percibe el profesorado y el alumnado la situación de la convivencia y de la violencia en sus centros? y ¿qué estrategias y espacios reconocen que se están utilizando para mejorarla?

Los capítulos siguientes se sitúan en el ámbito de las propuestas y experiencias. En el tercero se presentan, desde una perspectiva global e integrada, diversas propuestas para los diferentes ámbitos del centro educativo. En el cuarto se aborda la experiencia de la puesta en marcha del servicio de mediación en un centro de secundaria. El quinto y último capítulo, está dedicado al papel de las familias en la educación para la convivencia. En el mismo indagamos en las razones del desencuentro familias-centros educativos, los errores cometidos en la educación familiar y algunas propuestas para convertir a las familias en el primer laboratorio de resolución no violenta de conflictos desde los primeros años.

TEMAS CENTRALES – ÍNDICE
· 1. Sobre la convivencia y los contenidos de una pedagogía de la convivencia · 2. La situación de la convivencia en los centros educativos de secundaria · 3. Los ámbitos de intervención. Marco legislativo · 4. La mediación en los centros educativos. La opinión del profesorado sobre la práctica de la mediación en el ámbito educativo. La opinión del alumnado sobre la aplicación de la mediación en el ámbito educativo. Comparativa profesorado-alumnado en el uso de la mediación. La experiencia de la mediación en el IES de Teis de Vigo. El contexto de la experiencia. La formación. Las ideas previas de los mediadores y mediadoras. El proceso de la formación: extracto del Diario de la mediación. Las sesiones de coordinación. Entrevista con los mediadores. Entrevista con las mediadas. Los resultados y valoraciones. · 5. Educar para la convivencia desde las familias. Las relaciones familias-centros educativos · Referencias bibliográficas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A começar o dia... uma Nova Esperança

Para quem se preocupa com o Ensino dos Valores na Escola. Uma obra de referência obrigatória:
Marques, Ramiro (2008). A cidadania na escola. Lisboa: Livros Horizonte.



Para LER clique em OPEN PUBLICATION e aumente o zoom.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

APRENDIZAGEM DA CIDADANIA – Equívocos da educação para a tolerância

Como sabemos, a tolerância não é una ideia nova, assim como não é nova a ideia de cidadania que a suporta e que remonta a tempos bem longínquos da antiguidade clássica, na Grécia por volta do séc. V a.c.. A verdade é que ao longo da história da humanidade, e desde esses tempos que se dissipam na memória das gentes, nunca se perdeu do horizonte a necessidade de ampliar e difundir certos valores tão comummente falados na nossa contemporaneidade como a justiça, a liberdade, a paz, a solidariedade, a tolerância… Porém, de tanto falarmos neles, até à exaustão, quer em contextos político-ideológicos, quer em contextos educativos, até corremos sérios riscos de os maltratar alterando o verdadeiro significado, a essência dos mesmos.

De todos os valores universais, o valor da tolerância é um dos mais mal tratados e gerador de grandes equívocos, particularmente, no campo da educação.

A tolerância, por norma, em qualquer campo ou área é encarada como um certo respeito pela liberdade do outro e, por isso, quase intocável. Uma espécie de consentimento mais ou menos desregulado do que o outro, subjectivamente, lhe apetece fazer ou dizer, de acordo com o seu quadro axiológico. Um verdadeiro equívoco que importa esclarecer.

Segundo Damião (s/d), a tolerância é uma atitude de abertura, de disponibilidade:

(i) para nos criticarmos
(ii) para criticarmos os outros
(iii) para aceitarmos que os outros nos critiquem

Terá por isso que ser encarada como relevante e essencial e não com a leviandade e ligeireza como habitualmente se faz.

A tolerância decorre, assim, do reconhecimento de que erramos. Sabendo nós que todas as verdades, as certezas pelas quais nos orientamos podem revelar-se frágeis ou até mesmo inadequadas. Assim, segundo a autora:

(1) A tolerância implica modéstia, ou seja, devemos reconhecer que somos muito ignorantes e falíveis.

(2) A tolerância implica honestidade. Esta implica três fases indistintas em termos de ordem temporal, mas todas elas indissociáveis: (a) devemos reconhecer os nossos próprios enganos (erros); (b) temos o dever de avisar os outros quando percebemos que se enganam; (c) devemos agradecer aos outros quando nos avisam que nos enganámos.

(3) A tolerância implica diálogo. Estar abertos ao diálogo, significa estar abertos ao pluralismo crítico. Mas, para evitar equívocos na comunicação, devemos ser o mais possível claros no nosso discurso de modo a permitir a refutação de ideias.

Em suma, devemos ser modestos, honestos e abertos porque a identificação dos enganos (erros) permite a sua correcção e prevenção e conduz a verdades, a certezas, mais adequadas, o que beneficia a Humanidade. Assim, cada pessoa tem a responsabilidade de contribuir, dentro das suas possibilidades, para melhorar o Mundo. Devemos fazer o que nos é possível para evitar errar, mas se identificarmos um engano, devemos assumi-lo e tentar remediá-lo. Por fim, e voltando à ideia inicial, a tolerância não é tolerar tudo de todas as pessoas. Uma coisa que não é tolerável é a intolerância!

Muitas pessoas não são tolerantes porque não aprenderam a ser tolerantes e porque na sociedade vigora a ética da intolerância: os erros são interditos e, portanto, devem ser escondidos pelo próprio e punidos pelos outros.

Deste modo, a Educação, sobretudo as instituições escolares têm um papel fundamental na construção da cidadania, procurando modificar atitudes de intolerância e consolidar atitudes de tolerância. Parece-nos que o sucesso deste empenho passa necessariamente pela demonstração de atitudes de tolerância por parte dos professores. Uma área à qual voltaremos para aprofundar pela sua relevância em contextos educativos, particularmente em duas grandes vertentes: (A) a importância e ao impacto que uma aprendizagem por modelação pode ter no sucesso de uma educação com valores; (B) o desempenho profissional docente que influência claramente a primeira.

Ninguém pode dar o que não possui, nem colher o que não semeou… mas acredito que é possível melhorar o mundo… se transmitirmos esses valores aos nossos filhos e aos nossos alunos.

Referência no texto:
Damião, M. H. (s/d). El aprendizaje de la ciudadanía: el investimento en la tolerancia. Comunicação ao Congresso ALEP (Espanha).