Esta edição, da autoria de Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, dá a conhecer uma das ordens religiosas mais fascinantes e controversas das escolas ocidentais: a Companhia de Jesus, criada em Paris em 1534 pelo basco Inácio de Loiola (1491-1556), e aprovada pelo Papa Paulo III em 1540. É uma das ordens religiosas mais estudadas em escolas ocidentais.
sábado, 3 de dezembro de 2016
Jesuítas, Construtores da Globalização
Esta edição, da autoria de Carlos Fiolhais e José Eduardo Franco, dá a conhecer uma das ordens religiosas mais fascinantes e controversas das escolas ocidentais: a Companhia de Jesus, criada em Paris em 1534 pelo basco Inácio de Loiola (1491-1556), e aprovada pelo Papa Paulo III em 1540. É uma das ordens religiosas mais estudadas em escolas ocidentais.
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Rede GPS - Global Portuguese Scientists
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Leituras: A Ciência e o Divino
Série de três artigos de Anselmo Borges insertos no seu último livro "Deus - Religiões - (in)Felicidade" (Gradiva):
Ciência e o divino I
Pensa‑se, por vezes, que todos os cientistas são ateus. Não é verdade. Há cientistas ateus, cientistas agnósticos e cientistas crentes. A questão fundamental consiste em saber se se crê num Deus pessoal ou se se está mais na linha do divino impessoal. De qualquer modo, ficam aí alguns textos de cientistas eminentes sobre o tema.
Galileu Galilei, que se manteve sempre crente: «Gostaria de dizer aqui uma coisa que se ouviu de um eclesiástico do mais eminente grau: ‘A intenção do Espírito Santo é ensinar‑nos como se vai para o Céu e não como são os céus.’»
Newton: «Deus criou tudo com conta, peso e medida.» «Deus governa todas as coisas e sabe tudo o que é ou pode ser feito.»
Niels Bohr: «A ideia de um Deus pessoal é estranha para mim..., mas devemos lembrar‑nos de que a religião usa a língua de uma forma bastante diferente da ciência. Ela está mais intimamente ligada à linguagem da poesia. É verdade que nos inclinamos a pensar que a ciência lida com informações sobre factos objectivos e a poesia com sentimentos subjectivos. Assim, podemos concluir que, se a religião, de facto, lidasse com verdades objectivas, deveria adoptar os mesmos critérios de verdade que a ciência. Mas eu acho a divisão do mundo num lado objectivo e noutro subjectivo demasiado arbitrária. O facto de as religiões através dos tempos terem falado por imagens, parábolas e paradoxos significa simplesmente que não há outras formas de compreender a realidade a que se referem. Mas isso não significa que esta não seja uma realidade genuína. E dividir essa realidade em lado objectivo e lado subjectivo não nos levará muito longe. É por isso que, no meu entender, os desenvolvimentos em física nas últimas décadas, que têm mostrado os problemas de concepções como ‘objectivo’ e ’subjectivo’, constituem uma grande libertação do pensamento.»
Schroedinger: «Espanta‑me muito a deficiência do quadro científico do mundo à nossa volta. Ele fornece um monte de informações factuais, coloca toda a nossa experiência numa ordem magnificamente consistente, mas não nos dá mais do que um medonho silêncio sobre as pessoas que estão perto do nosso coração, que são o que realmente nos importa. Ele não nos diz uma palavra a respeito do amargo e do doce, do vermelho e do azul, da dor e do prazer físico, do belo e do feio, do bem e do mal, de Deus e da eternidade. A ciência às vezes finge que responde a perguntas nestes domínios, mas as respostas são muitas vezes tão idiotas que não estamos dispostos a levá‑las a sério.»
Carlos Fiolhais, a quem devo, em parte, as citações que aí ficam: «A ciência e a religião são domínios distintos do homem. Embora o sujeito seja o mesmo, as dimensões a que essas duas actividades se referem são diferentes. O diálogo entre elas nem sempre foi tão pacífico como hoje. Actualmente, o diálogo está mais fluido. E, na minha opinião, é necessário ter esse diálogo, pois o sujeito é o mesmo e há características que são comuns, sendo a mais imediata o ambas tentarem, cada uma à sua maneira, penetrar o mistério. A ciência procura o mistério do mundo, a religião procura o mistério do outro mundo. Sejam os cientistas crentes, ateus ou agnósticos, reconhecem que há dimensões para lá da ciência: por exemplo, a dimensão da arte, da beleza, do amor, do Sentido último. Podem encontrar respostas como seres humanos, mas não com o seu método científico.»
A ciência e o divino II
É difícil, se não impossível, determinar qual a maior revolução da história da humanidade. Mas estaremos de acordo em conceder que a revolução científica no sentido moderno da palavra, se não foi a maior, está entre as maiores e decisivas.
A ciência exerce fascínio fundamentalmente por dois motivos. Um deve‑se ao seu método empírico‑matemático, de verificação experimental, que faz que seja verdadeiramente universal, não havendo, portanto, uma ciência para crentes e outra para ateus ou agnósticos. O outro: todos acabam por ser beneficiados pelas suas aplicações técnicas. O que devemos à ciência é incomensurável. Ela satisfaz a curiosidade natural do homem por saber, como bem viu Aristóteles, e também as suas outras necessidades: de saúde, bem‑estar, locomoção, comunicação. Hoje, até se fala, mais propriamente, de tecnociência, pois a própria investigação científica precisa de tecnologia.
Acrescente‑se apenas que é preciso estar consciente dos perigos das tecnologias, como mostram as ameaças ecológicas.
É tal a dívida para com a ciência que se corre mesmo um risco e tentação: pensar que ela detém o monopólio da razão. De facto, não detém, pois a razão é multidimensional e há necessidades humanas a que a ciência não responde: por exemplo, a estética, a ética, a religião. O homem será sempre religioso, porque não deixará de colocar a questão do Fundamento e Sentido últimos.
Cito outros físicos eminentes na sua relação com o divino.
Max Planck: «Toda a matéria origina e existe apenas em virtude de uma força que leva a partícula do átomo a vibrar e mantém coeso este sistema solar muito diminuto do átomo. Devemos supor por trás dessa força a existência de uma mente consciente e inteligente.»
Heisenberg: «Na história da ciência, desde o famoso julgamento de Galileu, tem sido repetidamente afirmado que a verdade científica não pode ser conciliada com uma interpretação religiosa do mundo. Embora eu esteja hoje convencido de que a verdade científica é inatacável no seu domínio próprio, nunca achei possível descartar simplesmente o conteúdo do pensamento religioso como parte de uma fase ultrapassada na consciência da humanidade, uma parte de que teríamos de desistir agora. Assim, no decurso da minha vida, tenho sido repetidamente obrigado a reflectir sobre a relação entre estas duas áreas do pensamento, uma vez que eu nunca consegui duvidar da realidade daquilo para que as duas apontam.»
De Broglie: «Mesmo supondo a mais favorável das expectativas, que o amanhã sai do hoje de acordo com o jogo implacável de um determinismo estrito, a previsão de eventos futuros nas suas imensas densidade e complexidade vai infinitamente além de todos os esforços de que a mente humana é capaz e só seria possível a uma inteligência infinitamente superior à nossa. Portanto, mesmo que uma necessidade inexorável ligasse o futuro ao presente, poder‑se‑ia dizer que o futuro é um segredo de Deus.»
Einstein respondeu à pergunta sobre se era uma pessoa religiosa: «Sim, sou, pode dizer isso. Tente penetrar, com os seus recursos limitados, nos segredos da natureza, e descobrirá que, por detrás de todas as concatenações discerníveis, resta algo de subtil, intangível e inexplicável. A veneração dessa força, que está além de tudo o que podemos compreender, é a minha religião. Nessa medida, sou realmente religioso.»
A ciência e o divino III
Einstein afirmava‑se, portanto, como pessoa religiosa, mas acreditando no «Deus de Espinosa que se revela na ordem harmoniosa daquilo que existe e não num Deus que se interesse pelo destino e pelos actos dos seres humanos».
Há o mistério último da realidade, que se impõe. A pergunta é se se opta pela Natureza impessoal ou pelo Deus transcendente, pessoal e criador.
Compreende‑se o fascínio da afirmação da Natureza como força geradora divina de tudo. Esta concepção é bem resumida pelo filósofo Marcel Conche, ao escrever que Deus é inútil, pois a Natureza cria seres que podem ter ideias de todas as coisas, inclusive da própria Natureza. Está a referir‑se não à natureza «oposta ao espírito ou à história ou à cultura ou à liberdade», mas à «Natureza omnienglobante, a physis grega, que inclui nela o Homem. Essa é a Causa dos seres pensantes no seu efeito».
Esta concepção confronta‑se, porém, com objecções de fundo. Ao divinizar a Natureza, põe em causa a secularização e, consequentemente, a liberdade. Depois, tem dificuldades em explicar como é que a Natureza, que é impessoal, dá origem à pessoa, como é que mecanismos da ordem da terceira pessoa acabam por dar origem a alguém que se vive a si mesmo como eu irredutível na primeira pessoa.
Neste domínio, houve recentemente um debate significativo entre o matemático P. Odifreddi e o Papa emérito Bento XVI. Na sua resposta ao livro de Odifreddi, «Caro Papa, ti scrivo», Bento XVI escreveu uma longa carta, em parte publicada no jornal La Repubblica de 24 de Setembro de 2013, na qual refere precisamente este debate. Textualmente: «Com o 19.º capítulo do seu livro, voltamos aos aspectos positivos do seu diálogo com o meu pensamento. Mesmo que a sua interpretação de João 1, 1 esteja muito longe do que o evangelista pretendia dizer, existe, no entanto, uma convergência que é importante. Mas se o senhor quer substituir Deus por ‘A Natureza’, fica a questão: quem ou o que é essa natureza. O senhor não a define em lugar nenhum e, portanto, ela parece ser uma divindade irracional que não explica nada. Mas eu quereria sobretudo fazer notar ainda que, na sua religião da matemática, três temas fundamentais da existência humana não são considerados: a liberdade, o amor e o mal. Espanta‑me que o senhor, com uma única referência, liquide a liberdade que, contudo, foi e é o valor fundamental da época moderna. O amor, no seu livro, não aparece, e também não há nenhuma informação sobre o mal. Independentemente do que a neurobiologia diga ou não diga sobre a liberdade, no drama real da nossa história ela está presente como realidade determinante e deve ser levada em consideração. Mas a sua religião matemática não conhece nenhuma informação sobre o mal. Uma religião que ignore essas questões fundamentais permanece vazia.»
Evidentemente, quem acredita no Deus transcendente, pessoal e criador sabe que Deus não é pessoa à maneira das pessoas humanas, finitas. Deus também não é um Super‑homem. O que se quer dizer é que Deus não é um Isso, uma Coisa. Como escreveu o teólogo Hans Küng, «Deus, que possibilita o devir da pessoa, transcende o conceito do impessoal: não é menos do que pessoa.» Não esquecendo que Deus é e permanece o Inabarcável e o Indefinível — Gregório de Nazianzo (330‑390), doutor da Igreja, pergunta: «Ó Tu, o para lá de tudo, não é tudo o que se pode dizer de Ti?» —, pode dizer‑se que é «transpessoal»
Anselmo Borges
Publicação original em 26.09.2016 In De Rerum Natura
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Ciência como Cultura
Consultar PROGRAMA.
Mais Informações:
Site do encontro | http://enec2015.ie.ulisboa.pt/
email | enec2015@ie.ulisboa.pt
domingo, 14 de junho de 2015
A Ciência existe na Educação Pré-Escolar?
A Ciência na Educação Pré-Escolar (pdf)
domingo, 17 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
I Congresso Internacional de Conscienciologia em Portugal
- Esta iniciativa está a cargo da IAC – Academia Internacional da Consciência –, a maior organização internacional dedicada às questões da consciência nas suas múltiplas dimensões.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Cientistas alertam para 'epidemia silenciosa' de perturbações neurológicas
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Leituras
MARIA DE SOUSA - Professora do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto
«[…] Luís Portela oferece o visível a quem já vê, levantando do mesmo passo, a quem aspira a ver um pouco mais, a cortina que esconde paisagens por enquanto não de todo evidentes.»
MÁRIO CLÁUDIO - Escritor
«[…] Após a sua leitura, fica-se com um sentimento de coerência do sentido da vida, mas também com um conhecimento que nos desperta uma paz inquieta, para querer saber mais.»
MÁRIO SIMÕES - Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Aparentemente, a Humanidade tem feito uma grande progressão no domínio tecnológico, mas, mantendo-se embriagada com a exploração material e distraída com um mar de futilidades, tem deixado para segundo plano a exploração do espiritual. O ter tem-se sobreposto ao ser. E, recentemente, parece que já nem faz falta ter, basta parecer.
Tendo assumido a ilusão tal dimensão, parece oportuno procurar recentrar o Homem no âmago do ser. Foi o que o autor procurou fazer, cruzando os saberes tradicionais com os resultados da investigação científica recente e sugerindo um prévio despojamento de conceitos e preconceitos, uma grande abertura a uma perspetiva diferente dos conhecimentos aceites pela cultura vigente. Ou seja, uma real abertura do leitor a perspetivar o Universo a partir do seu eu espiritual.
sábado, 20 de abril de 2013
Lista de acesso livre e gratuito a 150 livros sobre Ciência
Pode consultar-se a lista integral de livros, ordenada alfabeticamente em
http://physicsdatabase.com/book-list-by-title/
quinta-feira, 7 de junho de 2012
O Sistema Periódico de Primo Levi

Título: O Sistema Periódico
Autor: Primo Levi
Editora: Teorema
Data de Lançamento: 29-05-2012
ISBN: 9789726959908
Nº Páginas: 296
Acabadinho de chegar há 2 dias, já ganhou o estatudo de "livro de cabeceira". Vale mesmo a pena ler! Como diria Italo Calvino "A melhor introduçãoo ao mundo psicológico por um dos mais dotados escritores da nossa época".
Um livro e um testemunho autobiográfico que a Royal Institution of Great Britain considerou, em 1976, o melhor livro sobre ciência alguma vez publicado. Primo Levi, um dos principais romancistas do século XX.
O autor, numa linguagem simples, remete o leitor para os meandros da tabela periódica. Na véspera de se retirar do universo da química para se dedicar exclusivamente à escrita, Primo Levi oferece-nos, através de 21 capítulos, cada um com o nome de um elemento da tabela periódica, um relato da sua vida enquanto cientista e através do qual responde a inúmeras e complexas questões sobre o mundo e sobre si próprio.
O Sistema Periódico é, pois, um conjunto de vivências de um químico judeu do Piemonte, combatente antifascista, deportado e escritor, vistas através do caleidoscópio da química. As histórias cobrem a vida do autor, do nascimento à redação deste livro, passando por momentos fulcrais como a infância, a descoberta da vocação e a sua formação como químico, os amores e as amizades, o crescimento do movimento fascista italiano e o aparecimento das leis raciais, a vida na clandestinidade, a prisão e o encarceramento em Auschwitz, e o regresso aos laboratórios do campo de concentração já no pós-guerra.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Ciência na Rua

A Ciência e a Arte vivem a Química no nosso dia-a-dia! Um evento a não perder. Nos próximos dias 5 e 6 de Novembro em Estremoz.
Durante 2 noites inesquecíveis dezenas de CIENTISTAS e ARTISTAS invadem a cidade de Estremoz recriando e experimentando 7 Grandes Momentos Científicos.
Ao longo de 7 horas, o teatro, a música, a dança e dezenas de experiências científicas interactivas estão à sua espera no Parque de Feiras e Exposições da cidade de Estremoz, ajudando-o a compreender o funcionamento do Mundo em que vive.
Acompanhe os preparativos e o evento, hora a hora, aqui.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Congresso: Cientistas em Ação
Desenvolver a partilha de ideias entre cientistas e estudantes, promover o espírito científico dos jovens e atraí-los para a Ciência e a Tecnologia, designadamente nas vertentes de investigação e de desenvolvimento, são objectivos que levam o Centro de Ciência Viva de Estremoz a realizar, de 5 a 7 de Maio, nas suas instalações, o VI Congresso Nacional "Cientistas em Acção". Esta iniciativa está aberta aos alunos de todas as escolas, públicas e privadas, dos ensinos básico e secundário. As inscrições decorrem até 15 de Abril. Os projectos devem ser acompanhados de um resumo em formato digital, a enviar até 26 de Abril.
No âmbito do Congresso, os alunos interessados são convidados a conceber projectos relacionados com o funcionamento do nosso Planeta em geral (tendo a Terra como tema central), conjugando saberes que podem estar enquadrados em diversas disciplinas, como sejam, por exemplo, a Geologia, a Física, a Química, a Informática, ou a Biologia.
Os projectos vão ser apresentados durante o Congresso sob a forma de actividade experimental, painel ou maqueta, acompanhados de uma breve exposição oral (cerca de 15 minutos).
Os melhores trabalhos são distinguidos com os prémios Galopim de Carvalho (1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico), Dolomieu (3.º Ciclo do Ensino Básico) e António Ribeiro (Ensino Secundário).
Data e local de realização do Congresso:
Dias 5, 6 e 7 de Maio de 2011
Centro Ciência Viva de Estremoz, Espaço Ciência - Convento das Maltezas.
Para mais informações (Prémios, Critérios de Avaliação, Contactos, Ficha de Inscição, Regulamento e outros) consultar Centro Ciência Viva de Estremoz.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Congresso: “Neurodesenvolvimento: As Peças do Puzzle”
Irão realizar-se 13 conferências principais, mais de 30 comunicações englobadas em painéis temáticos, 15 workshops, contando sempre com a presença de especialistas nacionais e internacionais. Haverá ainda espaço para apresentação de posters científicos, com candidaturas abertas até 5 de Março de 2011.
Pode consultar o Programa Provisório, Ficha Inscrição CI 2011 e informação sobre alguns dos Palestrantes .
Consulte também as normas para a submissão de posters/norms poster submission.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Inquietações...
Da Reflexão
FALAMOS DEMAIS, OUVIMOS DE MENOS!
DISCUTIMOS MUITO, DIALOGAMOS POUCO E...
TOMAMOS DECISÕES PRECIPITADAS EM NOSSAS VIDAS...
...ESTEJA ATENTO PARA ESCUTAR!
Hora da Poesia e da Ciência
Poema do coração
"Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios
Tem duas válvulas (a tricúspide e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue a circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz nos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?"
António Gedeão
sábado, 17 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Convite e proposta de leitura

A IMPORTÂNCIA DE SER ELECTRÃO
O átomo e as suas ligações: um olhar sobre a evolução da química
JOSÉ LOPES DA SILVA e PALMIRA FERREIRA DA SILVA
A obra será apresentada por Baltazar Romão de Castro e Mário Barbosa,
no dia 15 de Abril de 2010, às 21h15, na Quinta de Bonjóia,
Rua de Bonjóia, 185, no Porto.
Numa perspectiva da Química, o livro descreve a constituição dos átomos e das moléculas, enfatizando o papel determinante do electrão no avanço do conhecimento sobre esse processo e a correlação deste com as propriedades macroscópicas das substâncias e dos materiais.
A correlação entre o microscópico e o macroscópico é abordada de uma forma simples, sem recurso a expressões matemáticas, referindo o enquadramento histórico da evolução do conhecimento sobre o átomo e a molécula que, de alguma maneira, acompanhou a afirmação da Química como ciência básica do conhecimento.
Assim, A Importância de Ser Electrão constitui um útil contributo para uma maior e melhor compreensão das potencialidades da Química e da forma como a ela chegámos, num longo percurso que se iniciou muito antes da nossa era e chegou aos dias de hoje.
Do Preâmbulo
“Ao escolhermos o título deste livro inspirando-nos no da peça de Oscar Wilde, The Importance of Being Earnest, tivemos presente a importância da descoberta do electrão para o espantoso desenvolvimento de várias disciplinas científicas que marcou o século XX.
É, em boa medida, o caso da Química que, devido às suas contribuições para o aprofundamento do conhecimento do mundo microscópico e da sua capacidade de produzir novos produtos, inventando novos compostos e novos materiais, ocupa um lugar de destaque na história do «boom científico» que atravessou o século passado e se prolonga na actualidade.
Na verdade, não obstante as suas pequeníssimas dimensões, é no comportamento activo do electrão, dependente da sua energia, que encontramos justificações confiáveis, nada insignificantes, de propriedades dos elementos químicos e dos materiais por eles formados. “
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Semana da Ciência: Eventos

De 21 a 27 de Novembro, a ciência e a tecnologia estão na ordem do dia em mais de uma centena de instituições científicas, universidades, escolas, associações, museus e Centros Ciência Viva de todo o País. Colóquios, exposições, cafés de ciência ou actividades em laboratórios são exemplos de iniciativas organizadas durante a Semana da Ciência, contribuindo para uma apropriação da ciência pelos cidadãos.
Eventos
Oficinas / WorkShops Portas Abertas / Visitas a laboratórios Exposições Visita Guiada a Museu
Palestras/Conferências/Colóquios Tertúlias/ Café de Ciência
Por Distrito Por Entidades
Cartaz da divulgação – Download (pdf)
Mais informações: aqui.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
CONVITE
(Recebido da Gradiva Publicações, S.A.)
O Património Genético Português
A história humana preservada nos genes
de
Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro
A sessão terá lugar na próxima terça-feira, 17 de Novembro, pelas 18.30 horas, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, Av. de Berna, nº 45, em Lisboa.
A obra será apresentada por Ana Gerschenfeld, jornalista de Ciência do jornal Público.












