quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Substâncias da Vida

Fui desafiada por uma escritora Zilda Cardoso, a escrever sobre uma outra escritora, Laurinda Alves. Tarefa árdua, senão quase impossível. Mas seria eu capaz de oferecer um NÃO como resposta quando tanto aprecio o trabalho da pessoa em causa?
Não vou aqui apresentar a Laurinda enquanto profissional da comunicação e escritora. Remeto para aqui onde podem encontrar uma breve biografia da autora e das suas obras editadas. Apraz-me impregnar nestas breves linhas umas leves pinceladas da pessoa que é a Laurinda como defensora de grandes causas humanitárias. Uma mulher que acredita que é possivel fazer a diferença! Do seu "diário" de "Substância da Vida" brota toda a generosidade do coração de Laurinda numa entrega perseverante na luta pelo defesa do valor da vida, da dignidade do ser humano, da tolerância, dos direitos humanos... em palestras, em visitas a hospitais e escolas, em visitas a locais menos comuns como cadeias e centros de recuperação, nos textos que escreve, nos projectos que inventa e em tantas outras coisas.
Acompanho o trabalho da Laurinda Alves um pouco como todos acompanhamos, através das revistas, das entrevistas que vai dando aqui e acolá ou das suas intervenções televisivas. Nos últimos três anos tenho-o acompanhado de forma mais assídua e diária através do blogue "Laurinda Alves - a substância da vida" em que autora descreve diariamente de um forma simples e clara os projectos de carácter social, cultural e humanitário em que está envolvida. Seria incapaz de aqui descrever a forma como a Laurinda se entrega a esses projectos numa doação plena de amor ao próximo. Digo-vos que é apaixonante ler cada um dos seus relatos de vida quotidiana. Convido-vos a entrar na Substância da Vida, de Laurinda Alves e a degustar cada um dos passos que nos descreve deliciosamente.


Como escreveu há dias a escritora Zilda Cardoso: "A Laurinda “ousa viver”, apesar de todas as contrariedades e injustiças. Gosta de escutar, de dar, de amar, o que parecem coisas pouco prudentes nos dias de hoje em que, no entanto, se repete até à saciedade (palavras, apenas palavras) que é essencial dar transparência e moralidade à vida pública e à privada."
ou ainda
"a autora abre-se ao sofrimento do mundo e à sua beleza ao mesmo tempo quando presta atenção ao que se passa, ao que se diz, ao que vê. É de tudo isso que nasce a sabedoria."


Há pessoas que pelas suas qualidades de excepção, pelo seu trabalho e pelos valores que defendem deviam de ser distinguidas. O meu aplauso à Laurinda e a todos aqueles que acreditam que é possível construir dias mais claros.

2 comentários:

Licas disse...

Olá Amiga
Faltam 6 dias para terminar o concurso "CONTOS DE NATAL" no meu blog.
Não concorrers?

Estou à espera.
Beijinhos
Isabel

Jaime disse...

Lembro-me da Laurinda Alves quando era jornalista da RTP - antes da SIC aparecer, quando só havia RTP1 e RTP2. Nessa altura a Laurinda Alves foi uma pedrada no charco, um verdadeiro raio de luz no cinzentismo do jornalismo oficioso - fazia perguntas directas e se fosse o caso incómodas, em vez de se limitar a espetar o microfone para suas Excelências falarem.
Também fez um bom trabalho na Pais e Filhos, que antes dela era uma revista queque e inútil (não sei como está agora, tantas já foram as directoras e as fases).
Mas depois disso a qualidade do seu trabalho foi sempre piorando. A revista Xis, por exemplo, foi um péssimo serviço que prestou à sociedade portuguesa, devido à promoção que fazia do irracionalismo (medicinas alternativas, Psicologias Positivas da treta... até a astrologia lá tinha lugar).
Acho que o que a estragou foi o catolicismo: embotou-lhe a inteligência e o espírito crítico.
Actualmente está uma lástima: toda aquela auto-complacência e vaidade disfarçada de altruismo são patéticas.