Um projecto de Arte com 4 anos. Um desafio lançado a todas as escolas do país em 2010/2011.
O projecto A BILHA apareceu no decurso do ano escolar de 2007. Em meados de Outubro foram apresentadas as primeiras propostas para a realização do Projecto no Agrupamento de Escolas de Estremoz. Até Dezembro reuniu-se todo o material para efectuar o Projecto. Nos finais de Abril estavam todas as bilhas distribuídas para decoração e em Maio foram mostradas ao grande público, no espaço do supermercado Modelo e posteriormente no Monte Seis Reis.
Na sua génese em 2007 tratava-se ainda de um projecto local que foi crescendo, crescendo e hoje lançado a todas as escolas do país. Na apresentação do projecto, podemos ler:
Na génese da ideia esteve a decoração artística de 110 bilhas de barro com materiais reutilizáveis, tendo por tema “A SERRA E A ÁGUA”. As referências foram o espaço da Serra d`Ossa e as suas águas límpidas que correm nos diversos fontanários espalhados por vales e encostas. A “Lenda da Moira Encantada” serviu de mote. Esta iniciativa tem como referência o Jornal Escolar, do Agrupamento de Escolas de Estremoz, “A BILHA”. Envolveram-se no projecto mais de uma centena de docentes e cerca de 1500 alunos.
Em cada ano escolar o projecto foi sofrendo pequenos ajustes e inovações que podem ser lidos e apreciadas napágina do projecto. A maior inovação que o projecto apresentou em 2010 foi sem dúvida o alargamento do mesmo a todo o país. A ideia deste projecto é nas palavras do seu Coordenador "ter um elo de ligação entre os vários espaços escolares, sociais, culturais e económicos de Portugal e do Mundo."
"A BILHA projecto de arte 2011”(Data limite de inscrição no concurso - 30 de Janeiro de 2011 (on-line)
Podemos encontrar ainda na página do projecto uma galeria multimédia onde são apresentados alguns dos trabalhos a concurso em anos anteriores. Uma verdadeira delícia, da qual aqui partilho uma das imagens.
Basta entrar e encontrará muitas outras informações, nomeadamente, contactos, prémios, etc.
Título: O que há de novo na escola nova? : o quotidiano na organização e gestão de um Centro Escolar do 1º Ciclo Autores: Fernandes, Ana Paula dos Santos Pereira Data:2009-12-21 ID: http://hdl.handle.net/1822/11150
Título: A importância atribuída pelos professores à educação ambiental no 1.º Ciclo do Ensino Básico Autores: Reis, Carla Alexandra Fernandes Data:2009-11-19 ID: http://hdl.handle.net/1822/11151
Título: Género e aprendizagem participativa orientada para a acção em educação sexual : um estudo com alunos (as) do 7º ano de escolaridade Autores: Rodrigues, Cristina de Jesus Marques Data:2009 ID: http://hdl.handle.net/1822/11147
Título: A construção de uma cronologia histórica a partir de imagens e os seus argumentos explicativos : um estudo com alunos do 9.º ano de escolaridade Autores: Pedrosa, Alfredo Fernando Baptista Teixeira Data:2009-12-11 ID: http://hdl.handle.net/1822/11145
Título: Auxiliares de Acção Educativa : poderes ocultos na escola? Autores: Rodrigues, Manuel Augusto Afonso Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/11141
Título: Estudar, é preciso?... : percursos e práticas de construção do sucesso escolar no quotidiano de jovens na escola pública Autores: Santos, Joaquim António Almeida Martins dos Data:2009-12-17 ID: http://hdl.handle.net/1822/11142
Título: As actividades laboratoriais e a adopção de Manuais Escolares de Ciências Físico-Químicas : uma investigação centrada no tema Viver Melhor na Terra Autores: Sousa, Mafalda Sofia Gomes Ferreira de Data:2009-12-16 ID: http://hdl.handle.net/1822/11148
Título: Avaliação formativa : representações e práticas de professores de línguas estrangeiras Autores: Barreiro, Maria Pereira Data:2009-12-21 ID: http://hdl.handle.net/1822/11146
Título: A voz desenhada e a vez colorida da infância Autores: Martins, Teresa Alexandra Fonseca Moreira Lobo Data:2009-11-05 ID: http://hdl.handle.net/1822/11132
Título: Os professores : percursos, práticas e concepções de literacia Autores: Eusébio, Maria Helena de Azevedo Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/11134
Título: A avaliação de desempenho docente : estudo do processo de implementação com professores de educação especial Autores: Figueiredo, Luísa Maria Fernandes Martins Rocha Lobão de Data:2009-12-21 ID: http://hdl.handle.net/1822/11125
Título: A autodirecção na aprendizagem do Inglês : uma história num curso profissional Autores: Menezes, Carla Maria Xavier D'Almada Data:2009-12-17 ID: http://hdl.handle.net/1822/11136
Título: Quadros interactivos : novas ferramentas, novas pedagogias, novas aprendizagens Autores: Ferreira, Pedro Manuel Pimenta Gonçalves Data:2009-11-26 ID: http://hdl.handle.net/1822/11139
Título: Avaliação da usabilidade e da acessibilidade do site educativo : RPEDU, matemática para alunos do 3.° ciclo do ensino básico Autores: Pinto, Ricardo Manuel Neves Data:2009-10-23 ID: http://hdl.handle.net/1822/11128
Título: Concepções e práticas de leitura : uma análise dos questionários dos textos do manual de Português Autores: Ferreira, Maria Graciosa Cerqueira Veloso Data:2009-11-25 ID: http://hdl.handle.net/1822/11131
Título: Desenvolver a autonomia na leitura em Inglês : um estudo de caso com recurso à hiperficção Autores: Vaz, Maria Gabriela da Silva Pereira Ferraro Data:2009-11-05 ID: http://hdl.handle.net/1822/11135
Título: A supervisão colaborativa no ensino do inglês no 1.º CEB Autores: Vasconcelos, Ângela Sofia de Lacerda e Data:2009-12-04 ID: http://hdl.handle.net/1822/11124
Título: A educação sexual na escola pública portuguesa : um olhar a partir da experiência de alunos do 10.º ano Autores: Vieira, Olívia do Céu Barbosa Fernandes Data:2009-10-27 ID: http://hdl.handle.net/1822/11138
Título: Avaliação das representações sociais sobre uma experiência de educação para a saúde em ontexto escolar Autores: Ramalho, Maria José Pereira de Faria Data:2009-12-04 ID: http://hdl.handle.net/1822/11126
Título: Os nossos alunos e as suas redes sociais : um estudo etnográfico sobre a relação dos alunos com as comunidades virtuais e sua integração na escola Autores: Marques, Raquel Maria Garcez Data:2009-12-14 ID: http://hdl.handle.net/1822/11133
Título: Avaliação de necessidades de formação em professores do ensino secundário em Cabo Verde Autores: Reis, Felizmina do Carmo Santos dos Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/11127
Título: As bibliotecas escolares e a dinamização de projectos educativos ao serviço da formação contínua de professores Autores: António, Celine Reis Data:2009-11-27 ID: http://hdl.handle.net/1822/11123
Título: Aplicações e modelação matemática com recurso à calculadora gráfica e aos sensores, no estudo de funções com alunos do 9.º ano de escolaridade Autores: Oliveira, Idalina Bela Teixeira de Data:2009-12-17 ID: http://hdl.handle.net/1822/11129
Era uma vez um escritor que morava numa tranquila praia, próxima de uma colónia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar, e à tarde ficava em casa a escrever. Certo dia, caminhando pela praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Ao chegar perto do vulto, ele reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia para, uma por uma, jogá-las novamente de volta na água. – Porque fazes isso? – perguntou o escritor. – Não está a ver? – explicou o jovem – A maré está baixa e o Sol está muito quente. Elas vão secar e morrer se ficarem aqui na areia. O escritor espantou-se: – Meu jovem, existem milhares de quilómetros de praias por todo o mundo e centenas de milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Que diferença faz? Jogas umas poucas no mar. A maioria vai morrer de qualquer forma. O jovem pegou mais uma estrela na praia, jogou de volta na água e olhou para o escritor. – Sim, mas para esta eu fiz a diferença. Naquela noite o escritor não conseguiu dormir, nem sequer conseguiu escrever. Pela manhã, voltou à praia, uniu-se ao jovem e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano. Rangel, Alexandre (Org.) (2002). As mais belas parábolas de todos os tempos, vol.1, pág.97. Editora Leitura.
Lenga-lengas, brincadeiras de palavras e rimas, rendas de sílabas, músicas da língua em estado puro.
Aqui ficam os dois volumes que constituem a colecção: o 1º volume de 2004 e o 2º volume acabadinho de sair do prelo (2010), ambos da Editora: Terramar.
(vol. I - 2004)
(vol. II - 2010)
Fiquem com um cheirinho deste 2º volume:
O QUE AS COISAS DIZEM
Vem o sol e diz que sim vem a chuva e diz que não vem o mar e diz azul vem o ar e diz balão.
Cada mala diz partida cada barco diz saudade cada lenço diz adeus cada pente diz vaidade.
Uma sopa diz almoço uma roda diz rodar uma bota diz caminho uma asa diz voar.
O poema diz poeta o braseiro diz calor o abraço diz amigo o beijinho diz amor
Poema de António Gedeão que abre o seu livro "Linhas de Força" de 1967. Um olhar da ciência através da poesia.
Poema do coração
"Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração, e também a Bondade, e a Sinceridade, e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração Então poderia dizer-vos: "Meus amados irmãos, falo-vos do coração", ou então: "com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios Tem duas válvulas (a tricúspide e a mitral) e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos). O sangue a circular contrai-os e distende-os segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados e uma lâmina baça e agreste, que endurece a luz nos olhos em bisel cortados. Parece então que o coração estremece. Mas não. Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático, que esse vento que sopra e ateia os incêndios, é coisa do simpático. Vem tudo nos compêndios.
Então meninos! Vamos à lição! Em quantas partes se divide o coração?"
Norberto Boggino Universidade Nacional de Rosário, Argentina
Resumo Pensar a avaliação como uma das componentes das estratégias de ensino parte de uma concepção epistemológica construtivista, coerente com uma concepção de sujeito e, por acréscimo, com uma postura pedagógica. Avalia‑se para se conhecer e só conhecendo o que o aluno sabe ou não sabe é que é possível realizar intervenções pedagógicas apropriadas, que tendam a gerar melhorias nas suas aprendizagens. Por isso, consideramos que o ponto de partida do ensino tem que ser a avaliação, e não os conteúdos curriculares (com toda a importância que têm), propondo que se avaliem não apenas os resultados (algo necessário), mas que também se avaliem os processos de aprendizagem. São estes últimos os que permitem aos professores oferecer aos seus alunos um apoio pedagógico sistemático e ajustado às suas possibilidades de aprendizagem e que garanta a continuidade do seus processos de aprendizagem. Por outro lado, e dada a tradição escolar que, não raramente, confunde avaliar com classificar, distinguimos claramente a avaliação, como um processo estritamente pedagógico, da acção de índole administrativa: a classificação. Uma distinção que consideramos importante para que o docente outorgue a cada uma destas instâncias o lugar que cada uma tem que ocupar.
Título O Professor Faz a Diferença Autor(es) Helena Santos Silva José Lopes I.S.B.N 978-972-757-722-4
Páginas 352 Editora Edições Lidel
Sinopse
Identificar os factores mais susceptíveis de ajudar os alunos a aprender tem sido objecto de várias investigações em educação, consolidadas com a aplicação prática em sala de aula.
Ao longo destes últimos anos, os autores constataram que a influência do professor é superior a factores como o ambiente familiar do aluno, a sua origem étnica e nível socioeconómico, a sua motivação e potencial intelectual. O que os professores fazem na sala de aula é o principal factor que determina a aprendizagem e o sucesso dos alunos. Nem todas as práticas pedagógicas têm o mesmo efeito na aprendizagem, a diferença está antes relacionada com determinadas características e atitudes dos professores. Que práticas e características dos professores estão então mais directamente relacionadas com uma aprendizagem eficaz dos alunos? Em O Professor Faz a Diferença, obra dirigida a professores e estudantes de cursos que habilitem para a docência, encontra-se resposta a esta e outras perguntas, ou seja, contraria-se a ideia feita de que todos os professores são iguais.
Através deste livro, o leitor toma ainda conhecimento das estratégias e métodos de ensino mais eficazes na aprendizagem dos alunos e poderá tirar partido das inúmeras sugestões de aplicação na sala de aula.
Principais Tópicos
Aprendizagem e desenvolvimento profissional do professor As características do professor eficaz Estratégias e métodos de ensino mais eficazes :
■Avaliação formativa ■Ensino recíproco ■Feedback professor-aluno/aluno professor ■Apresentações espaçadas versus apresentações espaçadas das matérias escolares ■Ensino de estratégias metacognitivas ■Aprendizagem cooperativa versus métodos não cooperativos ■Instrução directa, ensino explícito ou activo ■Estabelecer objectivos ■Organizadores prévios ■Combinar o estilo de ensino com o estilo de aprendizagem dos alunos
Público-Alvo
•Professores dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos dos Ensinos Básico, Secundário, EFA e Ensino Superior •Alunos dos cursos de Licenciatura em Educação Básica •Alunos de qualquer curso de Especialização ou de Mestrado que habilite para a docência
O(s) Autor(es)
Helena Santos Silva Doutorou-se em 2001 na área de Formação de Professores e é desde 2007 Professora Associada no Departamento de Educação e Psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde desenvolve a sua actividade profissional no âmbito da formação inicial, contínua e pós-graduada de professores. É co-autora de dois livros de educação, nomeadamente da obra A Aprendizagem Cooperativa na Sala de Aula, publicada pela Lidel.
José Lopes Doutorou-se em 1998 na Especialização de Psicologia da Educação e é desde 2004 Professor Associado no Departamento de Educação e Psicologia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde é responsável pela formação inicial, contínua e pós-graduada de professores e de psicólogos. É autor de vários livros nas áreas da psicologia e da educação, com destaque para o livro A Aprendizagem Cooperativa na Sala de Aula, publicado pela Lidel.
Índice
Introdução 1. Avaliação formativa 2. Microensino 3. Intervenções globais para alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) 4. Clareza do professor 5. Ensino recíproco 6. Feedback professor–aluno/aluno–professor 7. Relações professor-aluno 8. Apresentações espaçadas versus concentradas das matérias escolares 9. Ensino de estratégias metacognitivas 10. Ensino do autoquestionamento e da autoverbalização (auto-instrução cognitiva) 11. Desenvolvimento profissional do professor 12. Não rotular os alunos 13. Ensino de estratégias para resolução de problemas 14. Estratégias de ensino 15. Aprendizagem cooperativa versus métodos não cooperativos de aprendizagem 16. Ensino de estratégias de aprendizagem e de estudo 17. Instrução directa, ensino explícito ou activo 18. Aprendizagem de mestria ou de domínio 19. Exercícios e problemas resolvidos 20. Mapas de conceitos 21. Estabelecer objectivos 22. Tutoria entre pares 23. Sistema personalizado de ensino ou método Keller 24. Ensino com recurso a vídeos interactivos 25. Questionamento ou colocação de perguntas na sala de aula 26. Qualidade de ensino do professor avaliada pelos alunos 27. Efeito das expectativas do professor no desempenho escolar do aluno 28. Organizadores prévios 29. Combinar o estilo de ensino com o estilo de aprendizagem dos alunos Índice remissivo
A vida é uma oportunidade, agarra-a. A vida é beleza, admira-a. A vida é bem-aventurança, saboreia-a. A vida é um sonho, faz dele uma realidade. A vida é um desafio, enfrenta-o. A vida é um dever, cumpre-o. A vida é um jogo, joga-o. A vida é preciosa, cuida dela. A vida é uma riqueza, conserva-a. A vida é amor, disfruta-o. A vida é um mistério, penetra-o. A vida é promessa, cumpre-a. A vida é tristeza, vence-a. A vida é um hino, canta-o. A vida é combate, aceita-o. A vida é uma tragédia, abre-lhe os braços. A vida é uma aventura, ousa-a. A vida é felicidade, merece-a. A vida é a vida, defende-a.
Eclesiastes lido por Luís Miguel Cintra: capítulo terceiro
«Todas as coisas têm o seu tempo. E todas passam debaixo do céu, segundo o termo a que cada uma foi prescrito.
Há tempo de nascer e tempo de morrer. Há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Há tempo de matar e tempo de sarar. Há tempo de destruir e tempo de edificar. Há tempo de chorar e tempo de rir. Há tempo de se afligir e tempo de saltar de gosto. Há tempo de espalhar pedras e tempo de as ajuntar...»
Chegou ao Pavilhão do Conhecimento "Sexo, e então?", uma exposição sem tabus que explica o amor e a sexualidade ao público mais jovem (idades compreendidas entre os nove e o catorze anos), mas também a educadores que queiram perceber como falar sobre isso com as suas crianças.
Acompanhados pelos divertidos personagens Titeuf, Nádia e os seus amigos, as crianças aprendem mais sobre o que é estar apaixonado, as mudanças da puberdade, como é fazer sexo e como se gera um bebé. Sempre através de dispositivos e atividades interativas. A informação, com rigor mas transmitida de forma divertida torna a aprendizagem mais fácil.
"Sexo...e então?" esteve na 'Cité des Sciences', em Paris, e vai estar no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa até dia 28 de agosto de 2011.
Horário Terça a sexta-feira: 10h às 18h Fim de semana: 11h às 19h
Preçário Crianças: 4€ Adultos: 7€ Bilhete de família (2 adultos e nº ilimitado de crianças): 15€
Do livro "História do Rei Transparente" de Rosa Monteiro. Uma sugestão de leitura do Terrear que vale a pena.
Eis um excerto delicioso e inquietante:
- Continuas a escrever o teu livro de palavras? A pergunta de Nyneve surpreende-me. Endireito-me e olho para ela. A minha amiga, que também está a trabalhar na horta, descansa apoiada na enxada. - Sim. Porquê? - Porque te queria oferecer uma palavra. A melhor de todas. - Ah, sim? Qual é? - Compaixão. Que, como sabes, é a capacidade de nos colocarmos na pela do próximo e de com ele sentir o que ele sente. - Sim, agrada-me. Mas por que me dizes que é a melhor? - Porque é a única das grandes palavras em nome da qual não ferimos, não torturamos, não prendemos e não matamos…. Pelo contrário, evita tudo isso. Há outras palavras muito belas: amor, liberdade, honra, justiça… Mas todas elas, todas, podem ser manipuladas, podem ser utilizadas como armas de arremesso e causar vítimas. Por amor ao seu Deus, os cruzados acendem piras, e por um amor aberrante, os amantes ciumentos matam as suas amadas. Os nobres maltratam e abusam barbaramente dos seus servos em nome de uma hipotética honra; a liberdade de uns pode significar prisão e morte para outros e, quanto à justiça, todos julgam tê-la do seu lado, mesmo os tiranos mais cruéis. Só a compaixão impede estes excessos; é uma ideia que não pode impor-se aos outros a ferro e fogo, porque nos obriga a fazer justamente o contrário. Obriga-nos a aproximamo-nos dos outros, a sentir o que sentem e a compreendê-los… Lembra-te desta palavra, minha Leola. E, quando te lembrares, pensa também um pouco em mim. Rosa Montero (2006). História do Rei Transparente. Porto:ASA (pp. 409-410).
APRENDER AO LONGO DA VIDA Contributos, perspectivas e questionamentos do currículo e da avaliação
Ao longo das últimas décadas, o paradigma da “aprendizagem ao longo da vida” tem adquirido uma inegável centralidade nas retóricas e nas políticas de resposta aos desafios resultantes dos processos de globalização, de competitividade generalizada e, sobretudo, de aceleração tecnológica e de “virtualização” do saber, sendo, ao mesmo tempo, objecto das ambições emancipatórias dos sujeitos e das comunidades numa busca de equidade, justiça e democracia.
Nesta reconfiguração da educação, hoje com contornos marcadamente globais, assiste-se a profundas e radicais mudanças cujos efeitos sistémicos são bem evidentes na regulação das políticas educativas e curriculares com a emergência de instâncias transnacionais e/ou supranacionais, na construção e no desenvolvimento das identidades e percursos profissionais, na valorização científica e social dos contextos informais e não-formais de aprendizagem e na progressiva virtualização dos contextos e dispositivos de aprendizagem.
Seja como instrumento de inteligibilidade ou como dispositivo de acção, a avaliação tem assumido uma importância indiscutível na problematização deste conjunto de transformações, assim como na busca de soluções para os desafios suscitados pelo reforço do paradigma da “aprendizagem ao longo da vida”. Mesmo que dilacerado por mandatos diversos e antagónicos, o campo do currículo e da avaliação são, indiscutivelmente, lugares privilegiados para a produção de novas formas de pensar e de agir em educação.
É neste contexto que a temática do congresso se estruturará em torno dos seguintes eixos: 1.º: Avaliação das políticas curriculares de educação e formação ao longo da vida;
2.º: Aprendizagem ao longo da vida e avaliação do desempenho profissional;
3.º: Avaliação de “competências” adquiridas em contextos experienciais;
4.º: A avaliação das aprendizagens em ambientes formais, “virtuais” e a distância;
5.º: A avaliação da aprendizagem de adultos e educação não-formal
Biblioteca da Universidade do Minho - Dissertações de Mestrado:
Título: A utilidade da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) em Educação Autores: Lavrador, Rute Sónia Fernandes Data:2010-02-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/10996
Título: A participação das crianças nos processos de promoção e protecção : estudo de caso numa CPCJ Autores: Mota, Diana Sofia da Cruz Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/10998
Título: O repertório musical português no Curso Básico do Ensino Especializado : manual para os 1º e 2º graus da disciplina de Formação Musical Autores: Almeida, João Carlos Pinto de Data:2009-12-16 ID: http://hdl.handle.net/1822/10995
Título: Melhorar a fluência da leitura com recurso ao computador pessoal : estudo de caso único de criança com dislexia Autores: Araújo, Filipa Andreia Portela Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/11003
Título: A utilização de software educativo na sala de aula, enquanto recurso promotor da articulação curricular e do desenvolvimento de competências no 1.º Ciclo do Ensino Básico Autores: Ferreira, Paula Cristina Leite Data:2009-12-11 ID: http://hdl.handle.net/1822/11000
Título: Análise das representações de género e seus valores na literatura infanto-juvenil e na formação da criança Autores: Barbosa, Ana Maria Pereira Vieira Data:2009-12-22 ID: http://hdl.handle.net/1822/10997
Título: Auto-percepções da capacidade de resiliência em jovens afro-portugueses residentes num bairro desfavorecido Autores: Bernardo, Susana Concha Data:2009-12-23 ID: http://hdl.handle.net/1822/10999
O Centro Nacional de Cultura organiza a 27 e 28 de Janeiro de 2011 um Colóquio Internacional dedicado a Sophia de Mello Breyner Andresen, que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
A primeira sessão, presidida por Paula Morão, conta com a participação de Nuno Júdice, Rosa Maria Martelo, Manuel Gusmão e Eucanaãn Ferraz.
Na conferência intitulada “Luz e desenho na poética de Sophia”, Nuno Júdice observa que «a poesia constrói-se sobre uma imagem calculada e enquadrada no discurso poético por uma relação entre o som que as palavras produzem e o desenho que as recorta no universo poético com o rigor de uma luz que as acompanha no momento da escrita».
«A prevalência da visualidade na construção do mundo» da poetisa «parece inquestionável», embora, ao nível do verso, poucos «terão retirado tantas consequências da relação entre o som e o sentido», assinala Rosa Maria Martelo, que vai refletir sobre «esta (aparente) contradição».
Eucanaãn Ferraz parte do titulo do poema “Esteira e cesto” para pensar «o quanto a sua poética pode ser aproximada do trabalho de entrançar cestos e esteiras, considerando-se, com a poeta, que “no entrançar de cestos e de esteira” é “como se o tecedor a si próprio se tecesse».
Helder Macedo, José Manuel dos Santos, Jorge Fernandes da Silveira e Piero Ceccucci são os convidados da sessão seguinte.
«Para Sophia, a felicidade não se procura, encontra-se. “Irrecusável, nua e inteira”, está “no esplendor da presença das coisas”. Concreta, é “uma felicidade do mundo objetivo, sem a menor mancha de caso pessoal”. “Está no brilho do mar e no vermelho da maçã”, é encontro, revelação, epifania. É início e acordo», nota José Manuel dos Santos.
Para Jorge Fernandes da Silveira, «o Brasil, e por extensão o Novo Mundo, é a desejada metade atlântica a conhecer. Dum lado, o seu ibero-europeu, Clássico, lê-se uma das mais comoventes biografias poéticas escritas em língua de Camões sobre o imaginário português dividido entre a terra e a água. Paradigmáticos desse modo de ser portuguesa e de estar em Portugal são os poemas “Pátria” e “Inscrição”. Do outro lado, lê-se uma apurada atenção ao que há de diferente na figura do que se lhe apresenta como o de fora, expressão, a um só tempo, similar e distinta de si mesma».
«Enquanto em Pessoa, entre o eu poético e a Noite entrelaça-se uma relação intensa e dialogal, feita de invocações, de imagens de encantamento, vistas pelos olhos da alma; em Sophia, a Noite com a sua beleza doce e malincónica ganha um sentido envolvente e profundo de metáfora da infância, quase metonímia da própria infância, daquele estado de maravilha e inocência inefáveis, com que na primeira idade se olha para o mundo, corando-o com as cores eufóricas da esperança e da promessa», constata Piero Ceccucci.
A tarde abre com a presença de Giulia Lanciani, Paula Morão, Federico Bertolazzi e Carlos Mendes de Sousa.
Paula Morão lembra que Sophia «passou a infância entre duas casas do Campo Alegre, no Porto: a dos pais e a dos avós. A memória da casa e dos jardins sobranceiros à foz do Douro surge com força impressiva na sua obra, tanto na poesia como na narrativa».
Na conferência “O cântico da longa e vasta praia. Eco atlântico em itinerário mediterrânico”, Federico Bertolazzi procura «esboçar os contornos de uma geofilosofia poética que coloca o mar como centro da reflexão ontológica e existencial».
Carlos Mendes de Sousa propõe-se «analisar o modo como a poesia de Sophia testemunha a incessante busca que a metáfora da dança emblematiza; dança em que o ser “se perde e se desune e se reúne”».
A última sessão do primeiro dia prevê as intervenções de Perfecto Cuadrado, Frederico Lourenço, Maria de Fátima Freitas Morna e José Manuel Mendes.
Perfecto Cuadrado chama a atenção para «outros territórios da escrita frequentados – sempre dentro do espaço comum da poesia – pela autora: a tradução, o ensaio, as narrativas e os chamados “contos para crianças”», que serão objeto de análise do conferencista, juntamente com os «vasos comunicantes» entre eles e o resto da obra de Sophia.
«No livro "Dual" encontramos uma das mais impressivas expressões reflexivas da obra de Sophia: "o tempo apaga tudo menos esse longo indelével rasto que o não-vivido deixa"». A comunicação de Frederico Lourenço «procura determinar o que significa o "não-vivido" na poética de Sophia e que reflexões a seu respeito encontramos de modo explícito ou implícito na sua poesia».
Fátima Freitas Morna sonda os «núcleos imagéticos fortes que não só relacionam os poemas e os contos entre si como os projetam numa espécie de grande narrativa da criação, fragmentária e elíptica, capaz de permitir finalmente vislumbrar “o nome deste mundo dito por ele próprio”».
«Antes e depois do 25 de abril de 1974, Sophia distinguiu-se entre os escritores que resistiram, primeiro, à extinção da SPE pela ditadura salazarista, e pugnaram pela sua reconstituição, o que só aconteceria em 1973 com a criação da APE.» José Manuel Mendes recorda a «intervenção singular» da autora.
O segundo dia do colóquio começa com Alexis Levitin, Teresa Amado e Michel Chandeigne.
Levitin abordará os desafios envolvidos na «tradução da transparência», enquanto que Chandeigne fala sobre a receção de Sophia em França.
«Nas notas escritas por Sophia Mello-Breyner a propósito da tradução de Hamlet, que a ocupou ao longo de anos, revelam-se alguns aspetos essenciais do modo como ela lê o poeta inglês, ou de como a escrita de Shakespeare provoca e inspira a sua própria escrita.» Teresa Amado comenta alguns exemplos dessa tradução.
A segunda sessão da manhã conta com as participações de Pedro Eiras, Richard Zenith, Jaime Siles e Miguel Serras Pereira.
Em “A face noturna”, Pedro Eiras «procurará encontrar em Sophia, para lá dos deuses solares, uma versão violenta e tenebrosa do divino», numa leitura que desafia «a partir do excesso e do caos» que desafia «o mito nietzschiano da criação apolínea».
Partindo de uma análise do poema “Ressurgiremos” (do Livro Sexto), Richard Zenith examina «a natureza e o lugar da religiosidade no universo poético de Sophia de Mello Breyner», sobretudo na «convivência nele de um sentimento pagão com a fé cristã».
Jaime Siles olha para os «textos em que a ligação de Sophia a Camões é iniludível» e responde às perguntas: «Que textos escolhe? O que privilegia? Que formas de relação – evocação, apropriação, transformação… - cultiva? Até que ponto se distingue de poetas seus contemporâneos?».
A «rutura» de Sophia com o mito «salvaguarda e reitera a potência criadora da imaginação mítica, libertando-a da fixação e da ocultação que o “terror das origens” lhe impunha. O exemplo não é aqui o de um roteiro de viagem segura, mas o daqueles que “navegavam sem o mapa que faziam””», refere Miguel Serras Pereira.
Depois do almoço, tempo para o encontro com Fernando J. B. Martinho, Gustavo Rubim, Anna Klobucka e Antonio Tabucchi.
A comunicação de Fernando J. B. Martinho «visa estudar o diálogo de Sophia com Pessoa, definindo como ponto axial desse diálogo os poemas de “Dual” e de “O Nome das Coisas”, "Em Hydra, evocando Fernando Pessoa" e "Cíclades (evocando Fernando Pessoa)"».
Gustavo Rubim baseia-se em «certas aparições bem conhecidas de Ricardo Reis na poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen - por exemplo, a secção III do livro “Dual”» - para «explorar o nexo entre forma e corpo como ponto onde se articula (se enuncia, se enreda e se desdobra) uma poética que quer ser ao mesmo tempo uma crítica, uma ética, uma estética e uma erótica».
«Partindo de uma leitura das duas máscaras míticas que a personagem transfigurada de Fernando Pessoa veste na poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen (Orfeu e Odisseu/Ulisses)», a conferência de Anna Klobucka «interroga o funcionamento da diferença sexual no diálogo intertextual entre as obras e os sujeitos autorais dos dois poetas.»
Já Antonio Tabucchi «fala de uma viagem especial em que revisita alguns lugares celebrados por Sophia de Mello Breyner (Delfos, Templo de Poseidon, Cnossos, etc.), revendo-os à luz do sentido simbólico que os versos de Sophia lhes atribuíram».
A última sessão do colóquio tem a presença de Isabel Almeida, Sofia Silva e Clara Rocha.
Centrada num núcleo restrito de poemas, Isabel Almeida estuda a obra de Sophia e de Camões, com o propósito de perceber «em que medida é pertinente e em que medida se torna revelador o estabelecimento de pontes entre ambos».
Sofia de Sousa Silva descobre «uma possível relação entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Adília Lopes», já que ambas «refletem sobre o que é a poesia e, ao fazê-lo, procuram uma solução para um problema legado pela modernidade: como conciliar a liberdade da arte com uma função social?»
«A relação de amizade entre Sophia de Mello Breyner Andresen e Miguel Torga, ao longo de várias décadas, teve expressão literária em diversos textos, e particularmente nas evocações e retratos que os dois autores nos deixaram nas suas obras», sublinha Clara Rocha, cuja comunicação incidirá sobre essas figurações a partir de inéditos e de textos publicados.
O colóquio termina com uma mesa-redonda com António Osório, Nuno Júdice, Armando Silva Carvalho, Gastão Cruz, Ana Luísa Amaral e Luís Quintais, com moderação de Ana Marques Gastão.
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