domingo, 15 de agosto de 2010

Sexualidade e Educação Sexual: Políticas Educativas, Investigação e Práticas


(clique na imagem para aceder ao site e conhecer programa, inscrições, temas, etc.)


A Universidade de Aveiro promove, de 11 a 13 de Novembro de 2010, o I Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual: Políticas Educativas, Investigação e Práticas.
Organizado pelo Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores - CIDTFF - este Congresso Internacional resulta de uma rede de colaboração entre instituições de Ensino Superior de Portugal e Brasil, da qual fazem parte a Universidade de Aveiro (UA), a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), a Universidade de Lisboa (UL), a Universidade do Minho (UM), a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) e a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
A finalidade que unifica a realização destes congressos - a realizar bianualmente nos dois países - é o estudo da Sexualidade como tema interdisciplinar, com especial incidência nas áreas da Educação Sexual e Promoção da Saúde. Neste quadro, o I CISES centra-se num tema de particular actualidade, atendendo às implicações sociais, científicas e curriculares que envolve. O programa inclui conferências plenárias, mesas redondas, sessões paralelas com comunicação de trabalhos de investigação e relatos de práticas pedagógicas.
As inscrições e o envio de resumos são feitos online no site do congresso, no seguinte endereço: http://www.ua.pt/cidtff/PageText.aspx?id=11399. Há ainda a possibilidade de a inscrição poder ser feita por um, dois ou três dias, sendo o Certificado passado de acordo com a modalidade de participação.

Seminário: Educação Inclusiva



Objectivos
•Promover um amplo debate científico em torno das problemáticas da Educação Inclusiva e suas implicações, na sociedade, na escola e na sala de aula.
•Promover a reflexão sobre boas práticas, numa procura de comunicação com a diferença.
•Encontrar consensos para a reflexão e o exercício de práticas, tendo como ponto de partida a diversidade dos públicos.
•Provocar, nos participantes, a necessidade de reflectir para agir e reflectir sobre a acção, contínua e sistematicamente, numa procura de respostas e experimentação fundamentada em relação às situações com que somos confrontados.

Conhecer programa e outras informações úteis (aqui)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

"A autoridade propõe-se e impõe-se"



A palavra «autoridade» remete etimologicamente para o verbo latino augeo, que significa, entre outras coisas, fazer crescer. O paradoxo de toda a formação é o facto de o eu responsável se forjar a partir de escolhas induzidas, pelas quais o sujeito ainda não se responsabiliza. A aprendizagem do auto-controlo inicia-se com as ordens e indicações da mãe, que a criança mais tarde interioriza numa estrutura psíquica dual que a torna ao mesmo tempo um emissor e um receptor de ordens: quer dizer, a criança aprende a comandar-se a si própria, obedecendo aos outros.

Em todas as latitudes, as crianças crescem como a hera trepa pela parede, com o auxílio dos adultos que lhes oferecem ao mesmo tempo apoio e resistência. À falta desta tutela, nem sempre complacente, é possível que acabem por tornar-se disformes até à monstruosidade.

E a autoridade sobre elas exercida deverá caracterizar-se pela continuidade – primeiro, na família, depois, na escola: se a um período de abandono caprichoso se seguir uma brusca interrupção autoritária, será fácil que o resultado venha a revelar-se um desastre. Decerto, a autoridade dos maiores propõe-se aos menores como uma colaboração que lhes é necessária; mas, em certas ocasiões, terá também de se lhes impor. E é disparatado aplicar estritamente desde o infantário o princípio democrático segundo o qual tudo deve ser decidido entre iguais, porque as crianças não são iguais aos seus professores no que se refere aos conteúdos educativos.

Fernando Savater