sexta-feira, 16 de abril de 2010

Investigação em Educação Especial


Título: A habilitação profissional para a docência generalista e as necessidades educativas especiais : as mudanças à luz da nova legislação e do processo de Bolonha
Autores: Freitas, Mónica Cristina Ferreira de
Data:2009-07-07
(Dissertação de Mestrado)

Resumo: O direito à diferença e à igualdade de oportunidades educativas tem vindo a ser proclamado desde 1986 na legislação portuguesa. A procura de um sistema educacional que promova programas adequados às características e necessidades de todos os alunos, de forma evitar a exclusão e a segregação, sobretudo dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE), está cada vez mais presente numa sociedade que defende a implementação de uma Escola Inclusiva (UNESCO, 1994). Porém, a inclusão pressupõe mais do que a substituição de uma escola tradicional por uma inclusiva; implica alterações profundas e significativas a nível de valores e de práticas. Estudos revelam que o sucesso da inclusão depende em grande parte do desempenho do professor da turma; demonstram a necessidade de desenvolver programas de formação que possibilitem aos futuros profissionais a aquisição de competências que lhes permitam responder eficazmente às necessidades educativas e desenvolver atitudes positivas face à inclusão (Correia & Martins, 2000; UNESCO, 1994 citado por Sanches, 1995). No momento em que se atribui ao professor da turma o papel de coordenador de todo o processo educativo do aluno com NEE (Decreto-Lei nº 3/ 2008) à luz do Processo de Bolonha e do Decreto – Lei nº 43/2007, este estudo teve como objectivo descrever e perceber se o novo curso de Educação Básica apresenta ou não aos futuros profissionais os conteúdos necessários para o desenvolvimento de um trabalho adequado com alunos com NEE e até que ponto a nova legislação os considera. Assim, influenciada pelo paradigma naturalista, desenvolvi um estudo que procurou avaliar o tipo de formação que o novo curso proporcionará aos futuros professores, tendo como base os planos de estudo das 28 instituições de Ensino Superior que formam professores no nosso país e as realidades percepcionadas pelos quatro profissionais que participaram na estruturação deste novo curso. Os dados obtidos foram recolhidos através da análise de documentos e posteriormente cruzados com a informação recolhida através de entrevistas parcialmente estruturadas, de resposta aberta. Foram analisados e apresentados de uma forma descritiva, inferencial e correlacional. Com estes conclui-se que apesar dos participantes considerarem importante incluir a área de NEE nos cursos de formação, há uma descontinuidade teórica e legislativa que se traduz na diminuição significativa da percentagem de inclusão desta unidade, quando comparada com o curso anterior, deixando em aberto a possibilidade dos futuros profissionais poderem vir a não frequentar nenhuma unidade curricular neste âmbito.

Download do estudo: http://hdl.handle.net/1822/10521

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