Ensaio de poemas à chuva
O que impressiona
Onde as árvores intensasenormes excessivas se apertam
sem possibilidade de fuga
nem de pacto
Não importa o sangue
branco que escorre
É o desconhecido ali
entre a ramagem e o chão
entre uma e outra árvore
asfixiando-as
Onde nada aparece e desaparece
nenhuma borboleta
apenas ramos entrançados nos ramos
ramalhetes e folhas e verde
Vêm as nuvens de mal-estar
e tampam o sítio
carregadas de cinzento e húmidas
Ele apenas está ali
o lugar
imóvel pesado e mais denso.
o lugar
imóvel pesado e mais denso.

2 comentários:
Quando é poesia nós estamos aí, apesar do meu afastamento um pouco forçado, mas tudo irá entrar na ordem tenho a certeza.
Beijinhos e bom fim de semana´
Isabel
Sabe bem um poema antes de ir deitar :)
Bom domingo!
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