sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Hora da Poesia



Ensaio de poemas à chuva

O que impressiona
Onde as árvores intensas
enormes excessivas se apertam
sem possibilidade de fuga
nem de pacto

Não importa o sangue
branco que escorre
É o desconhecido ali
entre a ramagem e o chão
entre uma e outra árvore
asfixiando-as
Onde nada aparece e desaparece
nenhuma borboleta
apenas ramos entrançados nos ramos
ramalhetes e folhas e verde

Vêm as nuvens de mal-estar
e tampam o sítio
carregadas de cinzento e húmidas

Ele apenas está ali
o lugar
imóvel pesado e mais denso.

2 comentários:

BC disse...

Quando é poesia nós estamos aí, apesar do meu afastamento um pouco forçado, mas tudo irá entrar na ordem tenho a certeza.
Beijinhos e bom fim de semana´
Isabel

IC disse...

Sabe bem um poema antes de ir deitar :)
Bom domingo!