domingo, 7 de junho de 2009

Hora da Poesia e da Arte


Renoir

Reivindicação da arte


A boa, que ao seu amor nada nega
E se lhe entrega com antecipação
Saiba: que não é boa vontade não
Mas talento, o que ele deseja na esfrega.

Mesmo se à velocidade do som
Do sou-tua dela à cópula chega
Não é pressa que o botão dele carrega
Quando às bolas seminais dá vazão.

Se é o amor que primeiro atiça o fogo
Precisa ela depois, para Inverno amparado
De ser dona ainda de um traseiro dotado.
De facto, mais que o fervor no olhar
(Também faz falta) um truque há que usar:
Coxas soberbas, em soberbo jogo.

Bertold Brecht

3 comentários:

ematejoca disse...

Brecht e Renoir!
Que grande contraste!
Gosto de ambos.

BC disse...

Renoir pintor, gosto muito.
E Brecht escritor também.
E consegui cá chegar, tem sido difícil entrar nalguns blogues mas deve ser problema do portátil, tem acontecido imensa vez nos últimos tempos.
Beijo
E agora jantar e leições à vista.

bugsnaEDucação disse...

Uma semana depois, Fátima, outro dia que nos dá esperança.

Também gostei da simbiose. Duas atitudes de ruptura artística, cada um à sua maneira e à maneira do seu tempo.
Beijinhos e boa semana

Adenda: regressarei logo que possa a um poste ali abaixo sobre a candidata a ministra.