quinta-feira, 30 de abril de 2009

Humor Educacional...


... em véspera de fim de semana no "Monte Alentejano" lol :)

Espaço online para o Ensino da Físico-Química



Vídeos para o Ensino da Física e da Química,
é um blogue que reune vídeos educativos sobre temas de física, química e outras ciências de modo a promover a literacia científica. Um excelente banco de recursos que pode ser utilizado no Ensino Básico ou Secundário. O seu autor Carlos Portela é Professor da Escola Secundária c/ 3º CEB Dr. Joaquim de Carvalho - Figueira da Foz.

Vale a pena visitar.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Investigar, Avaliar, Descentralizar


Livro-Guia do X Congresso da SPCE
Lista de Autores, Comunicações, Mesas e Datas:
Autores e Comunicações ordenados alfabeticamente por ordem do primeiro autor
Autores e Comunicações ordenados por mesas
Desdobrável Informativo
Ficha de Inscrição no Congresso

Mais informações [aqui]

Inquietações...


“Acredito em tudo o que as pessoas me dizem e sempre acabo me decepcionando”, costumamos ouvir.

É muito importante confiar nas pessoas: um guerreiro da Luz não tem medo de decepções, porque conhece o poder da sua espada e a força do seu amor.

Entretanto, ele sabe que uma coisa é aceitar os sinais de Deus e entender que os anjos usam a boca de nosso próximo para nos aconselhar. Outra coisa é ser incapaz de tomar decisões e estar sempre procurando transferir a responsabilidade de nossos atos aos outros.

Só poderemos confiar em alguém se, primeiro, formos capazes de confiar em nós mesmos.

In Paulo Coelho

Sugestões de Leitura




Título: A Escola Ideal

Autora: Bárbara Wong *

Editora: Sebenta

ISBN: 978-972-799-197-6

Preço: 14 euros







Sinopse

Os pais querem mais e melhor. Por isso a escolha da escola é tão importante. Dela depende a felicidade, o sucesso escolar e profissional do filho. Com o apoio de pequenas histórias ficcionadas e de uma vasta recolha de testemunhos e opiniões de especialistas, A Escola Ideal é um guia prático que acompanha o leitor na escolha da creche à universidade e na adaptação a cada nova etapa.
Para escolher a escola ideal é preciso:
- Conhecer o sistema de ensino e as opções existentes para cada ano
- Olhar a escola com objectividade, para além das instalações e dos professores
- Criar um plano que promova uma fácil adaptação de pais e filhos
- Colocar as questões mais importantes, que nem sempre são as mais óbvias

Com prefácio de Daniel Sampaio, este é um livro para pais que todos os dias se confrontam com o desejo de ver os seus filhos crescer no melhor ambiente possível.


* A autora é jornalista do Público e co-autora do blogue "Educar em Português".

terça-feira, 28 de abril de 2009

Feira do Livro de Lisboa


30 de Abril a 17 de Maio
Parque Eduardo VII
(clique na imagem para aceder ao site oficial)

Realizou-se hoje, dia 28 de Abril, pelas 11h, a Conferência de Imprensa de apresentação da 79ª Feira do Livro de Lisboa, num dos espaços de restauração da Feira, no Parque Eduardo VII, junto ao Marquês de Pombal.
Na Conferência de Imprensa foram apresentadas as principais novidades e o programa cultural da 79ª edição.
A sessão contou com a presença de Rui Beja, Presidente da APEL, de João Espadinha, Vice-presidente da APEL e Coordenador da Comissão Técnica das Feiras do Livro, e de Eduardo Boavida, Director da Feira do Livro de Lisboa.

Abertura oficial da Feira do Livro: 30 de Abril (5ªfeira).
A temática da Feira é este ano "Viver a Leitura".

Acompanhe todas as novidades da Feira do Livro no Blogue Oficial (Horários, Programa, etc.)

Novo número da Revista Sísifo




Desenvolvimento profissional e carreira docente
Fases da carreira, currículo e supervisão
José Alberto Gonçalves +
pág. 23-36 { pdf }

Ética profissional e Formação de Professores
Ana Paula Caetano + , Maria de Lurdes Silva +
pág. 49-60 { pdf }

Formação de Professores em contextos colaborativos
Um projecto de investigação em curso
Ana Margarida Veiga Simão + , Maria Assunção Flores + , José Carlos Morgado + , Ana Maria Forte + , Teresa Fragoso de Almeida +
pág. 61-74 { pdf }

O lugar da afectividade na Relação Pedagógica
Contributos para a Formação de Professores
João Amado + , Isabel Freire + , Elsa Carvalho + , Maria João André +
pág. 75-86 { pdf }

Recensões, Conferências e Outros artigos
[aqui]

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Inquietações Pedagógicas


Fogocitosis docente

Um interessante artigo de opinião de Miguel Ángel Santos Guerra de 25 de Abril de 2009.


Un profesor de Secundaria me ha escrito una carta que está cargada de angustia y decepción. Dice que llegó al Instituto con toda la ilusión del mundo y que se ha encontrado en él con una trampa mortal. Confiesa que accedió a la profesión con gran entusiasmo y que se ha pegado un batacazo del que sospecha que no se va a poder recuperar nunca. Es muy triste levantarse cada mañana y dirigirse al Instituto a sabiendas de que allí te esperan los compañeros dispuestos a hacerte la vida imposible. Me cuesta y me duele decir que existe acoso laboral en algunos centros escolares. ¿Cómo se puede educar en ellos para la convivencia?

Reconhecimento e Amizade


Obrigada pela simpatia do gesto da partilha :)

... e para terminar a magia da BC


Da IM /// Ainda da Teresa


Ainda da Skati /// Da Teresa do "Ematejoca azul"






De baixo para cima, quatro prémios da IC

domingo, 26 de abril de 2009

O dever de educar para a Música



Realiza-se no próximo dia 28 de Abril, pelas 18h15, a 12.ª sessão do ciclo "O dever de educar" com o tema "O dever de educar para a Música".

As próximas sessões no dever de educar incidem em áreas específicas do saber, a começar pela Música, um dos primeiros ensinamentos da escola.

Para esta sessão foram delineadas algumas perguntas, assim como: Como tem sido encarado esse ensinamento ao longo do tempo? Para que serve? Que ligações estabelece com outras aprendizagens? Qual o seu lugar nos nossos currículos? O que se pode fazer para se educar musicalmente as crianças e os jovens?


O convidado é Manuel Rocha, músico com formação clássica e carreira diversificada, membro da Brigada Victor Jara e professor de violino no Conservatório de Música de Coimbra. A sua cultura musical e o seu empenho na aprendizagem da Música, têm-no envolvido em vários projectos educativos.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos), em Coimbra.

As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

sábado, 25 de abril de 2009

Hora da Poesia e da ESPERANÇA






Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vozes de Abril

As minhas escolhas músicais, para (re)lembrar um marco histórico do meu país, e pelos valores que encerram. Valores Universais da Democracia e da Liberdade. São 3 canções que marcaram as minhas vivências do Abril de 74 e seguintes. Estão carregadas de emoções e de sonhos, nos quais continuo a acreditar em nome da Humanidade.









quinta-feira, 23 de abril de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Vale a pena ler







Mágoas da Escola

de Daniel Pennac

Código: 04501
Editora: Porto Editora
ISBN-13: 978-972-0-04501-0
Edição (1ª ed.): Março de 2009
N.º de Páginas: 256
Preço de Capa: EUR 15,50
Preço da Editora on-line: EUR 12,40





Sinopse

A escola dos maus alunos
Sara R. Oliveira, 2009-04-22, In Notícias do Educar.pt


Regressa ao passado de estudante para reviver os dias difíceis do cábula que não queria aprender e passar despercebido. Cresceu, foi professor, tornou-se escritor. O francês Daniel Pennac escreveu Mágoas da Escola para pôr o dedo em algumas feridas - suas e da comunidade educativa.

A metáfora sobre o amor no ensino surge no final do livro. Com um aviso no cimo da página. "É verdade, entre nós, é malvisto falar de amor em matéria de ensino. Experimentem e verão. É o mesmo que falar de cordas em casa de um enforcado." A seguir, centra-se nas andorinhas que entram no quarto e procuram a saída. Há as que encontram o céu à primeira tentativa e as que esbarram contra os vidros das janelas. "Nem sempre se é bem-sucedido, às vezes enganamo-nos no traçado do caminho, há quem não acorde, fique caído no tapete ou parta o pescoço contra o vidro seguinte; esses permanecem na nossa consciência como zonas de remorso onde repousam as andorinhas mortas no nosso jardim, mas pelo menos tentamos, teremos tentado. São os nossos alunos." "Uma andorinha aturdida é uma andorinha a reanimar." Ponto final.

Daniel Pennac, autor do livro Mágoas da Escola, foi um mau aluno. E é exactamente deste ponto de vista que remexe nas questões educativas, misturando recordações e reflexões sobre pedagogia. A frustração dos péssimos alunos, a exclusão e o que não resulta no sistema de ensino. O seu livro ganhou o Prémio Renaudot em 2007, está traduzido em 24 países, mais de 800 mil exemplares foram vendidos em França, e acaba de chegar a Portugal numa edição da Porto Editora.

Sentia-se um aluno perdido num mundo que só os outros compreendiam. "Na minha infância, chegava todos os dias a casa perseguido pela escola. As minhas cadernetas reflectiam a censura dos professores." Lições por estudar, trabalhos por fazer. A contracapa do livro recupera as observações dessa fase. "Não fez nada e rendeu ainda menos", "fala muito, mas nem uma palavra em inglês", "deve esforçar-se mais", "demasiadas ausências". E a típica frase: "O terceiro período será decisivo." "As palavras do professor são toros flutuantes aos quais o mau aluno se agarra num rio cuja corrente o arrasta para as grandes quedas. Repete o que o professor disse. Não para encontrar algum sentido, não para que a regra tome forma; mas sim para resolver o assunto, momentaneamente, para que me ?deixem em paz'", escreve.

Há várias recordações. "Basta um professor - um único - para nos salvar e nos levar a esquecer todos os outros." Pennac não esquece os quatro "salvadores". O primeiro, um professor de Francês, encomendou-lhe um romance no 9.º ano. "(...) pela primeira vez na minha vida escolar, um professor atribuía-me um estatuto; eu existia escolarmente aos olhos de alguém, como um indivíduo que tinha uma linha a seguir, que mantinha o ritmo." Seguiram-se mais três que transbordavam vontade de ensinar e estimulavam o desejo de saber. Um professor de Matemática, uma professora de História e outro de Filosofia. "Não por se interessarem mais por mim do que pelos outros, não, demonstravam a mesma consideração pelos bons e maus alunos, e sabiam reanimar nos segundos o desejo de compreender". "Os professores que me salvaram - e que fizeram de mim um professor - não tinham recebido nenhuma formação para esse fim. Não se preocuparam com as origens da minha incapacidade escolar. Não perderam tempo a procurar as causas nem tão pouco a ralhar comigo. Eram adultos confrontados com adolescentes em perigo", acrescenta.

Nadador-salvador
Um mau aluno que em Setembro de 1969 entrou numa sala de aula como professor. "Mas, já professor, soube instintivamente que seria inútil agitar o futuro debaixo do nariz dos meus piores alunos." Um docente que viveu a escola como aluno interno e constantemente debaixo da sombra dos zeros das classificações. "Uma parte do meu trabalho consistia em persuadir os meus alunos mais desleixados de que a cortesia predispõe à reflexão mais do que um tabefe, de que a vida em comunidade compromete, de que o dia e a hora de entrega de um trabalho não são negociáveis, de que um trabalho medíocre tem de ser refeito para o dia seguinte, de que isto, e mais aquilo, mas de que nunca, mesmo nunca, eu e os meus colegas os abandonaríamos a meio do caminho". Com outra regra: não deixar que as três palavras "falta de bases" entrassem no vocabulário educativo.

Conhecia-os bem. Detectava-os com facilidade. Mais uma metáfora. "Os nossos ?maus alunos' (alunos considerados sem futuro) nunca vão sozinhos para a escola. O que entra na sala de aula é uma cebola: algumas camadas de tristeza, de medo, de inquietação, de rancor, de raiva, de desejos insatisfeitos, de renúncias furiosas, acumuladas sobre um fundo de passado humilhante, de presente ameaçador, de futuro condenado. Reparem, vejam-nos chegar, o corpo em transformação e a família dentro da mochila. A aula só poderá começar realmente depois de pousarem o fardo no chão e descascarem a cebola."

Pennac lembra as dúvidas dos professores. "Afinal, não é por minha culpa que este rapaz ainda se encontra no oitavo ano! Que lhe ensinaram, então, os meus predecessores? Só a escola deve ser posta em causa? Que pensam os pais? Imaginarão que com as turmas que tenho a meu cargo e o meu horário posso recuperar tamanho atraso?" Passa-se a batata quente. "Quente, a batata é-o sobretudo para os pais. Não se cansam de a passar de uma mão para a outra. As mentiras quotidianas do filho esgotam-nos: mentiras por omissão, efabulações, explicações exageradamente pormenorizadas, justificações antecipadas."

Na sua opinião, os professores não estão preparados para a colisão entre o saber e a ignorância. Há uma explicação, dada por uma professora, que não esquece. Uma boa turma não é um regimento que acerta o passo e a marcha, mas sim uma orquestra que se dedica a estudar a mesma sinfonia. Pennac tentou incutir o gosto pela leitura de textos nas suas aulas. E estendia as mãos aos alunos. "Eu parecia um nadador-salvador. Os mais fracos avançavam a custo, com a cabeça fora da água, segmento por segmento, agarrados à prancha das minhas explicações, depois nadavam sozinhos, começando por algumas preposições, até se aventurarem rapidamente num parágrafo inteiro, sem ler, de cabeça". Um cábula que quis ser professor, que deixou a escola há 12 anos e que hoje é um escritor de respeito. "(...) sempre encorajei os meus amigos e os meus alunos mais espertos a tornarem-se professores. Sempre pensei que a escola é feita, em primeiro lugar, de professores. Quem me salvou na escola, senão três ou quatro professores?"
*******
Notas: Este é um livro que recomendo vivamente. Um excelente testemunho vivo daquilo que é, e pode ser feito na e da escola -, do insucesso ao sucesso, da desmotivação ao entusiasmo, interesse e motivação... O espelho de milhares e milhares de crianças, adolescentes e jovens que não se identificam com a escola...
Em tempos idos publiquei aqui uma entrevista com Daniel Pennac sobre "O Poder dos Livros" e que valerá a pena (re)ler. Fica o convite.

Biblioteca Mundial Digital


Já aqui divulgámos por diversas vezes o acervo digital da Biblioteca Nacional e outras, hoje fica a nota da Biblioteca Mundial Digital. É um arquivo on-line gratuito, coordenado pela UNESCO e com a participação de diversas instituições. Neste arquivo é possível encontrar, em sete idiomas - árabe, chinês espanhol, francês, inglês, russo e português -, reproduções de livros, manuscritos, documentos visuais e sonoros constantes em bibliotecas de todo o mundo.
Vale a pena entrar e fazer esta viagem ao mundo do conhecimento.

Acção de Formação Creditada


A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), conjuntamente com o Observatório de Literatura Infanto-Juvenil (OBLIJ) e o Governo Civil de Vila Real, vai realizar nos dias 15 e 16 de Maio de 2009, o X Encontro de Literatura Infantil subordinado ao tema ?Ecologia e cidadania: leituras e descobertas?, conforme o folheto promocional que segue em anexo (infra).

Pretende a Organização com esta iniciativa promover o diálogo e a reflexão entre especialistas, professores, animadores, pedagogos, autores e outros agentes, sobre como despertar, pelos desafios e descoberta das leituras, uma mentalidade saudável e construtiva em relação ao ambiente e à natureza.

O primeiro dia será ocupado com actividades lúdicas, realçando-se diversas exibições teatrais para crianças e jovens das escolas, as quais deverão previamente realizar a sua inscrição.

Trata-se de uma acção acreditada pelo CONSELHO CIENTÍFICO PEDAGÓGICO DA FORMAÇÃO CONTÍNUA para os Professores dos Grupos 100, 110, 210, 220, 300, 320 e 330 (Nº de créditos: 0,6; Registo nº CCPFC/ACC-56259/09).

Informação recebida da Comissão Organizadora do X Encontro de Literatura Infantil (UTAD)


X Encontro de Literatura Infantil
X Encontro de Literatura Infantil linguica3

terça-feira, 21 de abril de 2009

Espólio de Antero Quental em formato digital


O espólio do poeta açoriano Antero de Quental existente no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional já se encontra online na Biblioteca Nacional Digital. Neste sítio podemos encontrar Poesias, Sonetos, Cartas do Autor, Cartas a terceiros, entre muitos outros dados de interesse geral sobre o autor e a literatura portuguesa.

Debate: Políticas de Igualdade para a Educação


O Esquerda.net vai transmitir em directo, na próxima quarta-feira dia 22 de Abril pelas 21h30, um debate sobre políticas de igualdade para a educação, no âmbito da construção aberta do programa do Bloco de Esquerda através do site http://igualdade.bloco.org/. Tanto no site citado como em http://www.esquerda.net/ será possível companhar o debate. As perguntas podem ser enviadas desde já para igualdade@bloco.org

Ana Drago (deputada do Bloco de Esquerda), Ana Benavente (Investigadora em Educação), Cecília Honório (Movimento Escola Pública), Manuel Grilo (dirigente do SPGL) e Paulo Guinote (autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”) são os oradores convidados.


Informação recebida por email

domingo, 19 de abril de 2009

Premio Revelação Agustina Bessa-Luís


Informação recebida da Gradiva.


Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís
à espera de novos romancistas

Prazo de candidatura termina a 30 de Abril

Termina no próximo dia 30 de Abril o prazo de candidatura para o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, que a Estoril Sol voltou a instituir este ano, em homenagem à grandes escritora. O Prémio tem o valor de 25 mil euros e o júri será presidido pelo escritor e ensaísta Vasco Graça Moura.

Lançado em 2008 no quadro das comemorações do 50º aniversário da Estoril-Sol, o Prémio Literário Revelação propõe-se distinguir, anualmente, um romance inédito de autor português, sem qualquer obra publicada no género e com idade não superior a 35 anos.

Trata-se de um “verdadeiro desafio para jovens escritores com potencialidades, e ainda desconhecidos”, como reconhece Mário Assis Ferreira, presidente da Estoril Sol. E uma oportunidade singular já que , à partida, o romance vencedor tem a edição assegurada.

De facto, a edição do romance premiado, sob a égide de Agustina Bessa-Luís, resulta de um acordo entre a Estoril Sol e a Gradiva, que celebraram uma parceria para viabilizar este projecto.

Juntamente com o Prémio Literário Revelação, destinado a dinamizar as Letras portuguesas, é mantido o Prémio Literário Fernando Namora, instituído regularmente desde 1988, e cujo Júri foi presidido, nos últimos anos, por Agustina Bessa-Luís.

A recepção de originais para a segunda edição do Prémio Literário Revelação terminará em 30 de Abril próximo, de acordo com o respectivo Regulamento.

Gradiva Publicações, S.A.
Rua Almeida e Sousa, nº 21 - r/c esq.
1399-041 LISBOA
Tel: 21 393 37 60 / Fax: 21 395 34 71
E-mail: geral@gradiva.mail.pt / encomendas@gradiva.mail.pt
URL: http://www.gradiva.pt/

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Faltam dois dias para a Final...


O Revisitar a Educação concorreu ao "III Prémio Espiral Edublogs 09".

Estão a concurso 796 blogs educativos.

Aos visitantes e amigos deste blog deixo o convite a entrar na página do concurso e deixar o seu comentário (basta clicar aqui ou numa das imagens infra).

O seu comentário é importante para a decisão final. Obrigada pelo generoso contributo!



Educação Sexual nas Escolas: Ecos da Igreja


A Audição Parlamentar sobre novos projectos de Lei contou com um parecer da Comissão Episcopal da Educação Cristã

A Comissão Episcopal da Educação Cristã manifestou ontem as suas preocupações em relação ao projecto de Lei do PS sobre Educação Sexual nas Escolas, criticando a "redução da sexualidade à dimensão dos mecanismos corporais e reprodutores, que se pretendem controlar".

"Todo o articulado se orienta para que apenas se comunique aos adolescentes e jovens informação que, supostamente, lhes permita precaverem-se contra gravidezes indesejadas, infecções sexualmente transmissíveis e abusos sexuais", refere o parecer da Comissão apresentado esta Terça-feira na Audição Parlamentar que decorreu no âmbito dos trabalhos de apreciação na especialidade dos Projectos de Lei nºs. 634/X (PCP) e 660/X (PS).

Para a Comissão Episcopal da Educação Cristã, o documento do PS manifesta "muitas imprecisões e ambiguidades", vinculando "Educação Sexual" à "Educação para a Saúde", com a "ausência de uma clara e determinante relação com o desenvolvimento global da pessoa".

O parecer da Comissão lamenta a "falta de clareza de conceitos e de expressões, como por exemplo «igualdade de género», «sexualidade e género», «"melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens», «protecção do corpo e noção dos limites», »diversidade e tolerância» e «prevalência dos métodos contraceptivos».

As críticas estendem-se à "ausência de referência à perspectiva das religiões e das diversas culturas, elementos que integram a sexualidade humana e desvendam a sua beleza".

"Embora se afirme a importância do papel da família na educação sexual, continua a não aparecer com clareza a relação subsidiária da escola em relação à família, e, nessa óptica, a função educativa que a escola deveria exercer junto dos pais, ao serviço de uma adequada preparação dos mesmos, como educadores dos filhos no domínio da sexualidade", acrescenta o parecer.

Por outro lado, a Comissão Episcopal destaca como pontos positivos "a valorização da sexualidade - enquadrada em relações afectivas e vivida com responsabilidade - para o desenvolvimento harmonioso da pessoa humana", "a consideração do papel indispensável da família, dos pais, dos encarregados de educação e dos professores enquanto parceiros decisivos na educação sexual dos adolescentes e dos jovens" e "o entendimento da sexualidade como elemento indispensável na construção dum projecto de vida com valores e uma dimensão ética".

"A educação da sexualidade deve ter um alcance muito mais vasto do que a aquisição de informação científica e técnica. Sendo importante, permanecer nesse patamar é abrir a porta à vulgarização de relações humanas permissivas e irresponsáveis", alerta o parecer.

In EMRC digital, 15 de Abril

Nota:
Os negritos são meus e sublinham apenas os aspectos positivos com os quais concordo inteiramente e considero muito relevantes neste debate.

Estórias com Valores


O Professor Golfinho

O professor golfinho era sábio e tolerante. Achava que os castigos não davam resultado e preferia sempre convencer os alunos da necessidade de estudar a sério. Mas os alunos não lhe prestavam a menor atenção, habituados como estavam aos castigos e ameaças. O professor golfinho sofria com isso mas não dizia nada. Nunca se chateava nem se queixava.

As travessuras durante a aula aumentavam cada vez mais. Uma tarde, o ursinho quis pregar um belo susto à esquilinha. Levantou-se de sua carteira sem pedir autorização ao professor e, quando já estava se aproximando de sua colega, tropeçou em um armário, fazendo com que este caísse em cima da cabeça do professor golfinho. O professor teve de ficar ausente da classe por vários dias, e foi contratado para substituí-lo o professor atum, que era conhecido em todo o oceano por sua severidade. Castigava a turma inteira pelo menor deslize de qualquer aluno. Eles chegavam à casa, todos os dias, com atraso de duas horas.

- O primeiro que ousar fazer patifaria, leva quarenta reguadas e é expulso do colégio! costumava dizer o professor atum.

Como era de se esperar, todos os alunos da turma tinham saudades do professor golfinho. Mal podiam esperar que retornasse às aulas. Chegaram a se comprometer com ele que iriam portar-se muito bem e que estudariam muito.

Quando se restabeleceu, o professor golfinho voltou para sua turma, que chegou a ser a mais brilhante e estudiosa de toda a escola. O professor tinha demonstrado que a tolerância e a persuasão são sempre preferíveis aos castigos. Todos reconheceram, afinal, que seu método de ensino, baseado no amor e na tolerância davam muito bons resultados.

(autor desconhecido) In Mundo das Metáforas

Formação de Professores

Cartaz - Os Livros, caminhos de Paz -1ª, 2ª e 3ª edições

quarta-feira, 15 de abril de 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dissertação de Mestrado em Estudos da Criança - Área de Especialização em Tecnologias de Informação e Comunicação



Um estudo que vale a pena ler porque levanta questões pertinentes e actuais e pela necessidade crescente de despertar para problemáticas envolventes, nomeadamente:
• Sensibilizar para um maior acompanhamento da criança no ciberespaço, incutindo-lhes um maior sentido de alerta e responsabilidade;
• Conhecer como se concretiza o relacionamento mediado por telemóvel e Messenger e que influência têm estas tecnologias na interacção entre pares;
• Verificar se o uso das tecnologias faz com que releguem para segundo plano o relacionamento interpessoal presencial;
• Conhecer o mundo secreto e tribal das mensagens escritas codificadas;
• Aprofundar as questões de dependência no que toca ao telemóvel e ao Messenger;
• Sensibilizar para as consequências de os pais não estarem despertos para os sintomas de adição e dependência / Sensibilizar os pais para estarem atentos ao uso destas tecnologias de modo controlado em idades que medeiam a pré-adolescência e a adolescência.
• Reflectir as repercussões que o uso abusivo destas tecnologias podem ter nos actuais modos de vida do universo infantil;
• Sensibilizar os pais para educarem para o bom uso dos meios de comunicação digital.
(...)

Sinto-me :) alegre com tantos mimos


Muito obrigada a todos os visitantes e amigos ;)
Os mais recentes...


Da Isabel Monteverde e Isabel Cabral / Da Isabel Monteverde



Doces de Páscoa



Sorrisos




Quatro notas de destaque para iniciar o 3º período lectivo e mais dois normativos


Prémio Nacional de Professores 2009

O Ministério da Educação promove a terceira edição do Prémio Nacional de Professores, dirigido a todos os educadores de infância e professores dos ensinos básico e secundário. As candidaturas podem ser submetidas electronicamente através do Portal da Educação (www.min-edu.pt/premio09/, até 31 de Maio.


ME propõe novo concurso para professor titular e mais melhorias na carreira docente

A abertura de um novo concurso para professor titular, a criação de mais um escalão nesta categoria, a diminuição dos tempos de permanência nos 1.º, 2.º e 3.º escalões (em um ano) e no 5.º escalão (em dois anos), bem como a atribuição de prémios de desempenho, são algumas das propostas entregues pelo Ministério da Educação, no dia 7 de Abril, às organizações sindicais representativas dos docentes.


Fixação do número de adjuntos do director para os agrupamentos e as escolas

O Ministério da Educação procede à fixação do número de adjuntos do director para os estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, de acordo com um despacho publicado no Diário da República.

Para mais informações, consultar:

Despacho n.º 9745/2009 de 8 de Abril [PDF]


Definição das reduções da componente lectiva para os cargos de direcção e de coordenação

O Ministério da Educação procede à definição das reduções da componente lectiva para o exercício de cargos de direcção e de coordenação, nos agrupamento e nas escolas, através de um despacho publicado no Diário da República.

Para mais informações, consultar:

Despacho n.º 9744/2009 de 8 de Abril [PDF]

Da Serenidade

Um excelente bálsamo de reflexão, a inspirar... ao amor, à vocação, à poesia, ao regresso ao trabalho, ...



One year in two minutes from Eirik Solheim on Vimeo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Escola, igualdade e diferença



É o tema da décima primeira sessão do ciclo de conferências "O dever de educar". Realiza-se amanhã, 14 de Abril, pelas 18h15.

Nas últimas sessões, dedicadas às capacidades cognitivas e à motivação, enveredou-se por uma abordagem genérica da aprendizagem, que legitima a afirmação da igualdade. Esta requer, porém, uma outra que lhe é complementar: a abordagem da diferença. De facto, se é certo que todos dispomos de uma estrutura cognitiva, também é certo que ela só existe e se desenvolve num certo contexto cultural. Neste passo, surgem diversas perguntas: Como é que a escola tem tratado a igualdade e a diferença? É possível conciliar estes dois aspectos? Se sim, como se poderão conciliar?

O convidado é Joaquim Pires Valentim, professor da Universidade de Coimbra, doutorado em psicologia social, que se tem interessado de modo muito particular pelo funcionamento do sistema educativo e pelas questões da igualdade e da diferença, da educação compensatória e intercultural.

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos) em Coimbra é a aberta ao público (com certificado de presença).

Organização: Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

Grandes debates sobre educação em livro


Um livro que reune um alargado leque de textos sobre problemáticas educativas recentes, debatidas em tempo real no blogue "A Educação do meu Umbigo" de Paulo Guinote (professor do Ensino Básico). O blogue português mais lido e comentado. Vale a pena espreitar e acompanhar. Boas leituras!


Sinopse

No princípio nem era o Verbo. Era apenas uma ideia, um desejo: o desejo de divulgar textos de ocasião, guardados na gaveta ou de divulgação restrita.

O tempo, um primeiro-ministro bem vestido e uma equipa no Ministério da Educação com imenso tacto para lidar com os problemas educativos fizeram com que um blogue destinado certamente ao esquecimento se tornasse estranhamente frequentado, comentado e agora publicado em papel e forma de livro, a aspiração oculta de todo e qualquer blogueiro que se preza.

Esta é a compilação possível, em formato aceitável, dos textos publicados entre Novembro de 2005 e Novembro de 2008, correspondendo a três anos da vida do blogue A Educação do Meu Umbigo.

Lidos de acordo com a sua cronologia original, salvo pontuais excepções e alguns acertos de pormenor, funcionam como uma narrativa sobre a actualidade educativa em Portugal, lançando um olhar ácido sobre situações, protagonistas e outras incredulidades que têm afligido o nosso sistema educativo. Relidos por quem os escreveu oscilam entre o desencanto, a irritação, a esperança, a perplexidade e outras coisas que não fica bem confessar na contracapa de um livro.

"Programas para crianças"


Por




Aqui há dias, os jornais trouxeram o resultado de um estudo sobre a programação infantil na televisão portuguesa. Praticamente inexistente, claro. E dei comigo a pensar na qualidade que tinham os programas para crianças nos idos de setenta e oitenta.

Recordo-me dos tempos pré-históricos em que, sem condições nenhumas (lembras-te, António Santos, do barracão da Francisco Baía?) se fazia um telejornal infantil todas as semanas, com reportagens e entrevistas e a participação das crianças (recebiam-se caixotes de correspondência!), a terminar sempre com dois comentadores, como nos telejornais dos adultos, só que aqui eram dois bonecos, o Elias e o Horácio (uma das maiores glórias da minha vida foi um dia ouvir uma criança aos berros "vai ali a mãe do Elias!"). O programa chamava-se "Jornalinho"-e decerto que a Laurinda Alves deve ter muitas saudades dele: lá começou, uma quase miúda que punha o capacete na cabeça e ia de moto fazer reportagens… Depois, um dia, disseram-nos que o programa já durava há muito tempo, que por nossa causa havia muita coisa à espera- e nós, democraticamente, retirámo-nos de cena. A muita coisa que havia nunca chegou a haver.

E, para lá do "Jornalinho", que saudades dos telejornais históricos, exactamente como se fossem os dos adultos (pivots em estúdio, correspondentes em vários locais, etc..) só que, correspondendo a factos acontecidos nesse dia… mas há centenas de anos. O que nos divertimos a fazer o telejornal do dia em que Vasco da Gama chegou a Lisboa, com a jornalista de microfone em punho atrás dele e ele só a responder "ó minha senhora, eu quero é ir dormir, que estou estafado!"

Era no tempo em que a Maria do Sameiro Souto estava à frente do departamento. E, a seu lado, a Maria Alberta Menéres. E tudo era tão diferente!

E depois foi o tempo das várias séries da "Rua Sésamo" - e como é bom ouvir hoje muitos adultos dizerem "aprendi a ler com a Rua Sésamo". Gente do teatro como Alexandra Lencastre (que de certeza nunca teve público mais rendido aos seus encantos do que os miúdos que a conheciam por "Guiomar"), Fernanda Montemor, Fernando Gomes, Pedro Wilson e tantos outros marcaram presença diária junto das crianças.

Depois, um dia, também isso acabou. Ficava muito caro e, como a taxa da natalidade estava a diminuir, não era rentável. (Não se riam, mas palavra que foi a justificação que um responsável me deu…)

E pronto, a partir daí, foi mais ou menos um deserto, às vezes com um ou outro lampejo, que raramente vai além disso.

É assim que se chega aos "Morangos com açúcar"…

In Jornal de Notícias, 2009-04-11

Hora da Poesia e da VIDA II






“Procurais a Jesus de Nazaré, o Crucificado?
Ressuscitou: não está aqui.”
Mc 16, 6



Manhã de Maria


Acabei de sentir o meu Filho a abraçar-me.
Foi como se Nazaré e Belém se juntassem num único momento,
o meu sim e o primeiro balbuciar humano de Deus.
E voltei a ouvir aquele riso que dava vida às coisas,
e a sentir as mãos tão solícitas em tocar e curar.
Revivi os sinais e as palavras que guardei como tesouros,
as vidas transformadas pelo seu olhar,
e os futuros abertos pelo seu perdão.
Estremeci de alegria como Ele me fizera estremecer
quando fui ter com Isabel.
Mas esta era uma alegria nova,
capaz de vencer todas as tristezas e curar todas as lágrimas.
A alegria de um amor sem fim, de um dia sem ocaso.
Senti-o curar no peito a ferida que a lança no seu lado
também abrira em mim, como tinha dito o bom Simeão.
Não desejo noites como estas a nenhuma mãe
e agora sei como rasga o coração a morte de um filho.
João esteve sempre comigo
e nem chorar sabíamos porque as lágrimas
não diziam aquela dor imensa
e uma estranha esperança a lutarem em nós.
Era o fim mas tudo parecia suspenso
de um princípio que nos ultrapassava,
como se estivéssemos nos primeiros lugares
de um mundo novo que ia romper a casca da história.
Era o fim da vida que conhecíamos, de egoísmo e indiferença,
e sentíamo-nos tão pequeninos e frágeis
para o novo que se aproximava.
Há pouquinho, com o primeiro raio do sol desta manhã,
o meu querido Filho abraçou-me como só Ele sabe
e convidou-me a entrar na vida nova.
Olhei-O, toquei-Lhe, senti-O tão o mesmo e tão Outro,
a envolver-me de um amor indescritível,
que se estendia aos seus amigos, e a tantos, e a todos
do mundo e do universo. Nesse amor me encontro
e saboreio a surpresa de Maria, de Pedro e de João
e de todos os que hoje e em muitos outros hoje
vão encontrar a Vida no meu Filho!

P. Vítor Gonçalves

sábado, 11 de abril de 2009

Hora da Poesia e da VIDA


PÁSCOA

Um dia de poemas na lembrança
(Também meus)
Que o passado inspirou.
A natureza inteira a florir
No mais prosaico verso.
Foguetes e folares,
Sinos a repicar,
E a carícia lasciva e paternal
Do sol progenitor
Da primavera.
Ah, quem pudera
Ser de novo
Um dos felizes
Desta aleluia!
Sentir no corpo a ressurreição.
O coração,
Milagre do milagre da energia,
A irradiar saúde e alegria
Em cada pulsação.

Miguel Torga (Gaia, 30 de Março de 1991)

In Diário XVI

sábado, 4 de abril de 2009

Inquietações...


A felicidade exige valentia

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa - 70º aniversário da sua morte
1888 - 1935

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vamos Gigglar em Família?


Entre muitas outras propostas interessantes, educativas e divertidas que podemos encontrar aqui, deixo duas para vos convidar a entrar:
(Basta clicar nas imagens para aceder aos sítios)


(1)

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(2)

E... UMA DOCE PÁSCOA ;)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mimos de Páscoa para Amigos Blogueiros



Este selo foi concebido para pessoas especiais... blogueiros(as) que trabalham em prol da fecundidade. A todos quantos por aqui passem e se identifiquem com o lema, pois façam o favor de colher o selinho da fecundidade.

Feliz Páscoa!

Estórias com Valores


Para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil, escolhi um conto "O Patinho Feio" de Hans Christian Andersen. Deste poeta e escritor Dinamarquês destacam-se outros contos conhecidos entre nós: O Abeto, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatinhos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei e A Princesa e a Ervilha...


O Patinho Feio
A mamãe pata tinha escolhido um lugar ideal para fazer seu ninho: um cantinho bem protegido, no meio da folhagem, perto do rio que contornava o velho castelo.
Mais adiante estendiam-se o bosque e um lindo jardim florido.
Naquele lugar sossegado, a pata agora aquecia pacientemente seus ovos. Por fim, após a longa espera, os ovos se abriram um após o outro, e das cascas rompidas surgiram, engraçadinhos e miúdos, os patinhas amarelos que, imediatamente, saltaram do ninho.
Porém um dos ovos ainda não se abrira; era um ovo grande, e a pata pensou que não o chocara o suficiente.
Impaciente, deu umas bicadas no ovão e ele começou a se romper.
No entanto, em vez de um patinho amarelinho saiu uma ave cinzenta e desajeitada. Nem parecia um patinho.
Para ter certeza de que o recém-nascido era um patinho, e não outra ave, a mãe-pata foi com ele até o rio e o obrigou a mergulhar junto com os outros.
Quando viu que ele nadava com naturalidade e satisfação, suspirou aliviada. Era só um patinho muito, muito feio.
Tranqüilizada, levou sua numerosa família para conhecer os outros animais que viviam nos jardins do castelo.
Todos parabenizaram a pata: a sua ninhada era realmente bonita. Exceto um. O horroroso e desajeitado das penas cinzentas!
— É grande e sem graça! — falou o peru.
— Tem um ar abobalhado — comentaram as galinhas.
O porquinho nada disse, mas grunhiu com ar de desaprovação.
Nos dias que se seguiram, as coisas pioraram. Todos os bichos, inclusive os patinhos, perseguiam a criaturinha feia.
A pata, que no princípio defendia aquela sua estranha cria, agora também sentia vergonha e não queria tê-lo em sua companhia.
O pobre patinho crescia só, malcuidado e desprezado. Sofria. As galinhas o bicavam a todo instante, os perus o perseguiam com ar ameaçador e até a empregada, que diariamente levava comida aos bichos, só pensava em enxotá-lo.
Um dia, desesperado, o patinho feio fugiu. Queria ficar longe de todos que o perseguiam.
Caminhou, caminhou e chegou perto de um grande brejo, onde viviam alguns marrecos. Foi recebido com indiferença: ninguém ligou para ele. Mas não foi maltratado nem ridicularizado; para ele, que até agora só sofrera, isso já era o suficiente.
Infelizmente, a fase tranqüila não durou muito. Numa certa madrugada, a quietude do brejo foi interrompida por um tumulto e vários disparos: tinham chegado os caçadores!
Muitos marrequinhos perderam a vida. Por um milagre, o patinho feio conseguiu se salvar, escondendo-se no meio da mata.
Depois disso, o brejo já não oferecia segurança; por isso, assim que cessaram os disparos, o patinho fugiu de lá.
Novamente caminhou, caminhou, procurando um lugar onde não sofresse.
Ao entardecer chegou a uma cabana. A porta estava entreaberta, e ele conseguiu entrar sem ser notado. Lá dentro, cansado e tremendo de frio, se encolheu num cantinho e logo dormiu.
Na cabana morava uma velha, em companhia de um gato, especialista em caçar ratos, e de uma galinha, que todos os dias botava o seu ovinho.
Na manhã seguinte, quando a dona da cabana viu o patinho dormindo no canto, ficou toda contente.
— Talvez seja uma patinha. Se for, cedo ou tarde botará ovos, e eu poderei preparar cremes, pudins e tortas, pois terei mais ovos. Estou com muita sorte!
Mas o tempo passava, e nenhum ovo aparecia. A velha começou a perder a paciência. A galinha e o gato, que desde o começo não viam com bons olhos recém-chegado, foram ficando agressivos e briguentos.
Mais uma vez, o coitadinho preferiu deixar a segurança da cabana e se aventurar pelo mundo.
Caminhou, caminhou e achou um lugar tranqüilo perto de uma lagoa, onde parou.
Enquanto durou a boa estação, o verão, as coisas não foram muito mal. O patinho passava boa parte do tempo dentro da água e lá mesmo encontrava alimento suficiente.
Mas chegou o outono. As folhas começaram a cair, bailando no ar e pousando no chão, formando um grande tapete amarelo. O céu se cobriu de nuvens ameaçadoras e o vento esfriava cada vez mais.
Sozinho, triste e esfomeado, o patinho pensava, preocupado, no inverno que se aproximava.
Num final de tarde, viu surgir entre os arbustos um bando de grandes e lindíssimas aves. Tinham as plumas alvas, as asas grandes e um longo pescoço, delicado e sinuoso: eram cisnes, emigrando na direção de regiões quentes. Lançando estranhos sons, bateram as asas e levantaram vôo, bem alto.
O patinho ficou encantado, olhando a revoada, até que ela desaparecesse no horizonte. Sentiu uma grande tristeza, como se tivesse perdido amigos muito queridos.
Com o coração apertado, lançou-se na lagoa e nadou durante longo tempo. Não conseguia tirar o pensamento daquelas maravilhosas criaturas, graciosas e elegantes.
Foi se sentindo mais feio, mais sozinho e mais infeliz do que nunca.
Naquele ano, o inverno chegou cedo e foi muito rigoroso.
O patinho feio precisava nadar ininterruptamente, para que a água não congelasse em volta de seu corpo, criando uma armadilha mortal. Mas era uma luta contínua e sem esperança.
Um dia, exausto, permaneceu imóvel por tempo suficiente para ficar com as patas presas no gelo.
— Agora morrerei — pensou. — Assim, terá fim todo meu sofrimento.
Fechou os olhos, e o último pensamento que teve antes de cair num sono parecido com a morte foi para as grandes aves brancas.
Na manhã seguinte, bem cedo, um camponês que passava por aqueles lados viu o pobre patinho, já meio morto de frio.
Quebrou o gelo com um pedaço de pau, libertou o pobrezinho e levou-o para sua casa.
Lá o patinho foi alimentado e aquecido, recuperando um pouco de suas forças. Logo que deu sinais de vida, os filhos do camponês se animaram:
— Vamos fazê-lo voar!

— Vamos escondê-lo em algum lugar!
E seguravam o patinho, apertavam-no, esfregavam-no. Os meninos não tinham más intenções; mas o patinho, acostumado a ser maltratado, atormentado e ofendido, se assustou e tentou fugir. Fuga atrapalhada!
Caiu de cabeça num balde cheio de leite e, esperneando para sair, derrubou tudo. A mulher do camponês começou a gritar, e o pobre patinho se assustou ainda mais.
Acabou se enfiando no balde da manteiga, engordurando-se até os olhos e, finalmente se enfiou num saco de farinha, levantando uma poeira sem fim. A cozinha parecia um campo de batalha. Fora de si, a mulher do camponês pegara a vassoura e procurava golpear o patinho. As crianças corriam atrás do coitadinho, divertindo-se muito.
Meio cego pela farinha, molhado de leite e engordurado de manteiga, esbarrando aqui e ali, o pobrezinho por sorte conseguiu afinal encontrar a porta e fugir, escapando da curiosidade das crianças e da fúria da mulher.
Ora esvoaçando, ora se arrastando na neve, ele se afastou da casa do camponês e somente parou quando lhe faltaram as forças.
Nos meses seguintes, o patinho viveu num lago, se abrigando do gelo onde encontrava relva seca.
Finalmente, a primavera derrotou o inverno. Lá no alto, voavam muitas aves. Um dia, observando-as, o patinho sentiu um inexplicável e incontrolável desejo de voar.
Abriu as asas, que tinham ficado grandes e robustas, e pairou no ar. Voou. Voou. Voou longamente, até que avistou um imenso jardim repleto de flores e de árvores; do meio das árvores saíram três aves brancas.
O patinho reconheceu as lindas aves que já vira antes, e se sentiu invadir por uma emoção estranha, como se fosse um grande amor por elas.
— Quero me aproximar dessas esplêndidas criaturas — murmurou. — Talvez me humilhem e me matem a bicadas, mas não importa. É melhor morrer perto delas do que continuar vivendo atormentado por todos.
Com um leve toque das asas, abaixou-se até o pequeno lago e pousou tranqüilamente na água.
— Podem matar-me, se quiserem — disse, resignado, o infeliz.
E abaixou a cabeça, aguardando a morte. Ao fazer isso, viu a própria imagem refletida na água, e seu coração entristecido deu um pulo. O que via não era a criatura desengonçada, cinzenta e sem graça de outrora. Enxergava as penas brancas, as grandes asas e um pescoço longo e sinuoso.
Ele era um cisne! Um cisne, como as aves que tanto admirava.
— Bem-vindo entre nós! — disseram-lhe os três cisnes, curvando os pescoços, em sinal de saudação.
Aquele que num tempo distante tinha sido um patinho feio, humilhado, desprezado e atormentado se sentia agora tão feliz que se perguntava se não era um sonho!
Mas, não! Não estava sonhando. Nadava em companhia de outros, com o coração cheio de felicidade.
Mais tarde, chegaram ao jardim três meninos, para dar comida aos cisnes.
O menorzinho disse, surpreso:
— Tem um cisne novo! E é o mais belo de todos! E correu para chamar os pais.
— É mesmo uma esplêndida criatura! — disseram os pais.
E jogaram pedacinhos de biscoito e de bolo. Tímido diante de tantos elogios, o cisne escondeu a cabeça embaixo da asa.
Talvez um outro, em seu lugar, tivesse ficado envaidecido. Mas não ele. Seu coração era muito bom, e ele sofrera muito, antes de alcançar a sonhada felicidade.