quarta-feira, 4 de março de 2009

Ainda sobre "El valor del tiempo en educación"

José Gimeno Sacristán (Professor Catedrático de Didáctica da Universidade de Valência)


“La referencia fundamental en el debate sobre la jornada escolar no puede ser el interés del profesorado, ni el interés de los padres, ni siquiera, las razones pedagógicas. La referencia ha de ser el derecho de los niños y niños a una educación en condiciones de igualdad y de calidad”

“la sociedad valora las instituciones que son importantes, una escuela que cede terreno a las actividades extraescolares que desarrollan empresas privadas u otros servicios municipales va a ser cada vez más minusvalorada”.


Gimeno Sacristán se muestra totalmente contrario al argumento que vincula la jornada continua con la autonomía de cada centro: “Se ha establecido en el discurso público la idea de que el horario del profesorado son las horas lectivas y lo demás es un regalo que hace al centro -afirma Gimeno - cuando la realidad no es así. La sociedad le paga al profesorado por 35 horas de trabajo y en esas cabe todo: horario escolar, extraescolar, etc”. “El argumento de la autonomía de los centros es engañoso -continúa- porque aquí lo que hay que pedir es responsabilidades, más que autonomía. Autonomía para intensifi car el trabajo, para organizar más apoyos para introducir innovaciones en la escuela, pero no para irse” afi rma Gimeno Sacristán. Este catedrático recurre a un dato del Informe PISA para explicar su posición: “En Matemáticas tenemos malos resultados pero es que cuando preguntamos a los niños españoles si sus profesores de Matemáticas les resuelven las dudas, un porcentaje mayor que en otros países dice no”. ¿Esto quiere decir que hay que dar más horas de Matemáticas? La respuesta para Gimeno es no. Lo que quiere decir es que hay que hacer otras cosas como asesoramientos o acompañamientos individuales. “Lo importante del debate sobre el tiempo escolar es que permita hacer cosas distintas a las actuales sea cual sea su duración”.
(Maio de 2008)

2 comentários:

Artista Maldito disse...

Olá Fátima

Venho novamente agradecer-lhe a amabilidade das suas palavras.

Estive a ler este artigo com muito interesse porque vivemos numa época de confusão generalizada ao nível do ensino e das competências do professor.

Talvez da discussão nasça a luz, o certo é que ainda há muita crispação nos meios escolares e os professores vivem momentos de ansiedade. Talvez seja um período de ajustamentos e de transição.

Ainda há pouco tempo tive oportunidade de ler uma artigo sobre Os Filhos de Rousseau. São novos conceitos que se querem interiorizados e há que manter a esperança relativamente às novas exigências da globalização.

Aquilo que penso, com modéstia, é o seguinte: os mercados culturais e não só vieram substituir o proteccionismo do Estado. Há um perigo quando se considera o aluno como cliente. Talvez devesse haver um consenso entre as várias posições dos estudiosos especializados na área educativa.

Já vai longo o meu comentário, deixo a quem sabe mais do que eu sobre esta matéria.

E muitissimo obrigada, vou com calma e muito repouso.

Bem-haja.
Um abraço de amizade
Isabel

Manuel Fernandes disse...

Olá Fátima.
Cito o "Artista Maldito":
"São novos conceitos que se querem interiorizados e há que manter a esperança relativamente às novas exigências da globalização".

Perdoem-me pela ousadia de dizer que não comungo com a última frase da citação. Pelo contrário, atribuo a essa esperança em relação às novas exigências da globalização todos os fracassos que a educação está a sofrer.
Precisamos humanizar a educação e não submetê-la à vontade do capital.

Esta é apenas a minha visão, ninguém é obrigado a concordar com ela. Tão pouco desejo polemizar. Repito: é apenas um ponto de vista!