sábado, 28 de fevereiro de 2009

Hora da Poesia e da Esperança


A um poeta

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!

Antero de Quental

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Concurso de professores 2009-2013: Regulamento

Decreto-Lei n.º 51/2009 de 27 de Fevereiro - Concurso para selecção e recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, bem como da educação especial.

Fátima: «Milagre do Sol» chega ao Cinema


Encontra-se já em fase de pós-produção o filme "O 13.º Dia. Um milagre em Fátima", de Ian e Dominic Higgins, que retrata o fenómeno das aparições de Nossa Senhora em Fátima aos três Pastorinhos. A obra deve estrear ainda em 2009.

Os realizadores independentes Ian e Dominic Higgins apresentam os acontecimentos de Maio a Outubro de 1917 no contexto das perseguições religiosas da I República e da I Guerra Mundial, falando da mensagem de esperança entregue às três crianças.

Na Internet encontra-se já disponível o trailer do filme e o seu sítio oficial: http://www.the13thday.com/

The 13th Day

Educação Sexual nas Escolas: Debate

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Debate: Sexo na adolescência

Amanhã, 26 Fevereiro-21h, na SIC


Educação sexual nas escolas, perigos da Internet e aumento de casos de violência no namoro são os temas em discussão do programa desta semana. O debate já está aberto: participe e deixe aqui o seu comentário.

Em estúdio vão estar presentes Jesuína Ribeiro, do Ministério da Educação, Daniel Sampaio, psiquiatra, Miguel Oliveria da Silva, obstetra/ginecologista e Vasco Pinto Magalhães, padre jesuíta.

A SIC lançou também um INQUÉRITO-online com a seguinte questão:
A Educação Sexual deve ser uma disciplina obrigatória?

Para ver resultados e votar clique aqui.

Ensinar é o ofício de aprender

Miguel Ángel Santos Guerra, no seu artigo semanal (21.2.2009) deixa-nos uma excelente reflexão sobre a importância da aprendizagem ao longo da vida. Aprender sempre é uma arte e um acto inteligente. Como diria Santos Guerra "enseñar es el oficio de aprender". Um artigo que vale a pena ler.

Enseñar o el oficio de aprender
A fuerza de insistir en la importancia de la calidad de la enseñanza, los profesores y profesoras corremos el riesgo de olvidar la necesidad que tenemos de aprender. Una línea divisoria parece separar la etapa de ser alumno y la de ser profesor. Durante la primera se aprende y durante la segunda se enseña. Lo que voy a plantear en este artículo es la necesidad que tenemos los profesores de franquear esa raya para convertirnos en aprendices crónicos, la absoluta conveniencia de estar abiertos al aprendizaje.
Graciela Simari es una magnífica docente argentina. Me envía un relato muy significativo que ejemplifica muy bien lo que pretendo decir en estas líneas. Se trata de la experiencia de una maestra que acude por primera vez al trabajo. Como acaba de recibir su título de maestra piensa que ahora le toca enseñar. Ya se acabó para ella el período de aprendizaje. Pronto descubre que no es así. (...)

Com piada ou não?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mensagem nas (entre)linhas...

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Causas Sociais


A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante estes 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e do deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de diversas nacionalidades fará o percurso completo.

Quando?

Quem participa?

O que será feito?

Para quê?



Aderir à Marcha

Adesão pessoal
Adesão de organizações
Adesão de prefeitos

Outras Informações aqui

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Curiosidades...

Férias escolares em França:


Clique em ambos os mapas para ver bem as diferenças entre o o Calendário Escolar Francês (imagem supra) e o Calendário Escolar Português (imagem infra).

Férias escolares em Portugal (Quadro nº 2):

Nota: Não é por terem mais tempo útil de aulas que os alunos portugueses têm melhores desempenhos escolares que os alunos franceses. Dá que pensar, não é verdade?

Proposta da FNE sobre o ECD

(clique na imagem para ler)
Texto integral aqui.

Civismo começa em casa


É tempo de dar bons exemplos! A aprendizagem por modelagem. A educação começa em casa!

Bons modelos, boas práticas!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Repórteres do Ambiente

Blog do Verdinho: http://www.verdinho_naturezabrincalhona.blogs.sapo.pt

Temas:

Envia desenhos, textos, poemas, objectos feitos de materiais reciclados, fotografias, histórias, vídeos, canções/musicas, cartas sobre a protecção e conservação do ambiente. Os melhores trabalhos serão publicados no "Blog do Verdinho". Não te esqueças de identificar o teu trabalho com o teu nome, morada, idade, ano e escola.

Envia os teus trabalhos para:

Morada: Natureza Brincalhona - Incubadora D.Dinis
Rua da Carvalha, nº570, sala 15.1
2400 - 441 Leiria
ou
Digitaliza o teu trabalho e envia para o:

Ateliers de Carnaval Reutilizáveis


Para ler, aceder a informações complementares e respectiva ficha de inscrição, clique na imagem.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Investigação e escrita criativa

BUM - Dissertação de Mestrado:

Título: Riscos e rabiscos : para promover a criatividade, a leitura e a escrita
Autor: Magalhães, Vera Lúcia da Costa
Data: 2008-02-22
ID: http://hdl.handle.net/1822/8219

Nota: Parte do trabalho de campo, material de análise de dados, encontra-se no site Riscos e Rabiscos, criado para o efeito.
Hoje, este espaço continua a ser um sítio que reúne actividades e exercícios relacionados com a escrita criativa. Conta com a colaboração voluntária de quem gosta de escrever. Basta participar nos desafios lançados no sítio enviando os trabalhos via e-mail. Consultar regras aqui.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Hora da Poesia e do Amor


É urgente o amor

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.


Eugénio de Andrade

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Frutos do Choque Tecnológico









De manhã se começa o dia...

Abrir a caixa de correio pela manhã e receber recadinhos como este não é de todo simpático. Também já é assunto que aborrece qualquer comum dos mortais. Este tema esgota-me.


DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt
data 13 de fevereiro de 2009 08:43
assunto Objectivos individuais
enviado por dgrhe.min-edu.pt
08:43 (1 hora atrás)

Professor,

Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:

1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.
Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro).
A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia.
A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação.
Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.
Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.
Com os melhores cumprimentos,
DGRHE

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vamos Gigglar?

O PNL, a RBE e a Revista Giggle - uma publicação mensal em formato digital - propõem o passatempo "Vamos Gigglar" com a participação, individual e/ou do grupo - turma, em três rubricas diferentes, nomeadamente: Repórter X; Giggle Opina e Clube do Livro.

Este Passatempo visa:
* Promover a leitura da revista na Biblioteca da escola e incentivar os alunos a participar no passatempo.

* Assegurar a divulgação do passatempo "Vamos Gigglar?" na comunidade escolar, sobretudo junto dos professores que possam vir a acompanhar os alunos na realização dos seus trabalhos (por exemplo professores de Língua Portuguesa, de História, de TIC ou de Área de Projecto).

Regras do Concurso nas várias modalidades:

* Repórter X - rubrica ideal para a participação do grupo - turma:
- reportagem sobre a localidade onde moram, sobre um museu ou um monumento, ou seja, um texto que leve as pessoas a irem visitar este local;
- entrevista ou artigo sobre uma personalidade conhecida que tenha contribuído para a história da terra onde vivem.
Tratando-se de uma reportagem ou entrevista propõe-se que o texto seja acompanhado de vídeo sobre o local ou sobre a personalidade abordados.
Nº máximo de caracteres para o texto: 2.850.

* Giggle Opina - rubrica ideal para a participação individual:
- artigo de opinião sobre um espectáculo, um museu, uma exposição, um filme, um cantor ou um grupo musical, um CD ou DVD, um jogo de computador ou playstation, um programa de TV, um restaurante, etc.
Estes textos podem ser acompanhados de fotografias sobre o assunto abordado.
Nº máximo de caracteres para o texto: 250

* Clube do Livro - rubrica ideal para a participação individual:
- artigo de opinião sobre um livro que tenham lido e cuja leitura recomendem.
Nº máximo de caracteres para o texto: 250 por livro.






Os quatro melhores trabalhos em cada uma das rubricas serão premiados e publicados a partir da revista de Junho (publicada no final do mês de Maio).

Os trabalhos devem ser enviados para o endereço biblioteca@giggle.pt até ao dia 3 de Maio de 2009.

Para mais informações, deve contactar a Coordenadora da Biblioteca Escolar da sua escola/agrupamento, a Coordenadora do PNL ou Professores de Língua Portuguesa.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Números que expressão evidências

Aborto aumentou 38% no último ano

A Federação Portuguesa pela Vida assinalou o 2.º aniversário do referendo ao aborto alertando para os números e para a falta informação no Serviço Nacional de Saúde.
De acordo com os dados oficiais, terá havido perto de 18 mil abortos a pedido da mulher em 2008. Números que para a federação provam a falência dos argumentos que sustentaram a legalização do aborto.
“Um dos objectivos deste referendo foi tornar o aborto raro. Aquilo que se dizia era que a legalização iria diminuir o número de abortos - encaminhando mais as mulheres para o planeamento familiar. Mas, verificamos precisamente o contrário”, sustenta Isilda Pegado.
A presidente da federação sublinha uma das principais falhas: a falta de informação às mulheres, afirmando mesmo que não há consentimento informado.
Isilda Pegado lembra que, a par das mais de 22 mil crianças que deixaram de nascer nos últimos 18 meses, são as mulheres as grandes vítimas da lei do aborto. “Aquilo que todos os dias encontramos são mulheres com depressões, doentes e arrastadas pela situação do aborto”.

Conclusões do Estudo sobre a prática do aborto em Portugal
1- O aborto legal aumenta em 38% de 2007 para 2008.
2- Em apenas 18 meses foram abortados 22.875 bebés.
3- A violência constitui hoje causa crescente de aborto.
4- A solidariedade deu lugar à solidão.
5- O aborto “a pedido” é 96,9% das causas.
6- Aborto é a 3ª causa de morte em Portugal.
7- A legalização não acabou com o aborto clandestino.
8- Instituições de Apoio à Vida têm hoje papel de grande relevo: - no combate à exclusão social, violência doméstica, pobreza, Desemprego; na promoção da natalidade, dignidade da mulher, política de família e cultura de valores.
9 – As chamadas “boas práticas” europeias tardam em chegar a Portugal. O que vemos é a solidão, o abandono e a falta de informação das mulheres em risco de aborto.
10 – Pensemos neste país com mais 22.875 crianças nascidas. Quantas escolas, quanto vestuário e calçado, quantos professores a dar aulas nos próximos anos?
11- Portugal está mais pobre, mais violento, mais triste e com menos esperança.

In Agência Eccclesia (10.2.2009)

Negligência e maus tratos infantis

O anúncio infra 'Meu nome é Sara' foi premiado internacionalmente, mas não passou na nossa televisão, em Portugal. Desconheço qualquer iniciativa do género em Portugal que vise o combate ou a prevenção de situações de negligência e maus tratos infantis. É uma pena que não se invista nos mídia para sensibilizar e educar.
Desconheço a fonte. Recebi via e-mail o poema infra que passo a transcrever. Vale a pena ler. Porque pessoas como o pai da 'Sara' vivem na nossa sociedade. É preciso estar atento. Ajudar. E denunciar, se for preciso.


'Meu nome é Sara'

O meu nome é ''Sara''
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.

Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...

'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'
E finalmente ele pára, e vai para a porta,

Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é 'Sara'
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sons para serenar

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Da inexistência de qualquer obrigação legal válida de apresentação, pelos docentes, dos seus “objectivos individuais”

Ora aqui está a "resposta-parecer" do advogado Garcia Pereira (excerto) e que vem de encontro a questões que eu aqui aflorei ontem sobre a não fundamentação legal da obrigatoriedade de entrega dos Objectivos Individuais.

In A Educação do meu Umbigo

Especificamente quanto à “magna questão” da (não) entrega, pelos professores, dos objectivos individuais, há desde logo que ter presente o seguinte:

1º Não existe de todo qualquer normativo com natureza de acto legislativo que estabeleça o dever da entrega, pelo professor, dos seus principais objectivos individuais, sendo certo que a única obrigação legalmente estabelecida é, nos termos do artº 44º, nº 1, al. c) do ECD, a do preenchimento e, pressupõe-se, a entrega da chamada “ficha de auto-avaliação” sobre os objectivos alcançados na sua prática profissional, nada se estipulando no sentido de que os ditos objectivos tenham de ser propostos ou até fixados pelo próprio professor.

2º Como já atrás se demonstrou, onde a lei claramente não estatui não é lícito ao decreto-regulamentar pretender estatuir “ex novo”, pelo que qualquer divergência ou acrescento àquele regime legal que resulte de um dos diplomas com a referida natureza de decreto-regulamentar se terá de ter por manifestamente ilegal e, logo, não podendo vigorar na Ordem Jurídica, nem legitimar ordens ou exigências administrativas na base dessas mesmas “novas estatuições”.

3º Em qualquer caso, e sem conceder quanto ao que antecede, o que o artigo 9º do Decreto-Regulamentar nº 2/2008 dispõe - e já aí dispõe “a mais” do que a lei - é que os ditos “objectivos individuais são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores, através da apresentação de uma proposta do avaliado no início do período de avaliação (…)” (nº 1) e que “na falta de acordo quanto aos objectivos a fixar prevalece a posição dos avaliadores” (nº 4)- sic, com sublinhados nossos.

Ora, relativamente a tal normativo - que, repete-se, se reputa de ilegal, tem desde logo de se reconhecer que os pressupostos de facto da sua aplicação não estão no presente processo de avaliação de todo verificados (a apresentação da proposta dos objectivos individuais, até para poder estar conforme à “ratio” de todo o sistema de avaliação, deve naturalmente ocorrer no início do período de avaliação , e não a 5 meses do seu termo, e se os ditos objectivos individuais se destinam “a aferir o contributo do docente para a concretização dos objectivos constantes da alínea a) do artigo anterior, ou seja, para a concretização dos objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades e tal contributo não pode ser aferido de forma minimamente rigorosa se os objectivos individuais são apenas definidos quando os objectivos mais gerais já vão a mais de meio do período da sua da sua execução).

Mas, para além do que se vem de referir, o certo é que se o analisado artigo 9º estabelece que, em caso de desacordo entre avaliado e avaliador quanto à definição dos ditos objectivos individuais, prevalece sempre a posição dos avaliadores, então - e porque a ausência de fixação de objectivos individuais deve e tem que ser logicamente equiparada à fixação de tal modo redutora ou reduzida que os avaliadores dela discordem e logo imponham, por eles, outra definição dos mesmos - tal só poderá significar que, nesse caso, a ausência de apresentação de uma proposta de objectivos individuais por parte do avaliado não impossibilita o decurso do processo de avaliação, antes determinaria - não fosse a já apontada ilegalidade deste artigo 9º que o impede de vigorar na Ordem Jurídica - que o mesmo prossiga a partir de objectivos fixados pelos avaliadores, e nada mais do que isso !

E o artigo 10º do mesmo Decreto Regulamentar nº 2/2008 - que vem estabelecer que “em todos os parâmetros de avaliação em que haja lugar à fixação de objectivos individuais nos termos do artigo anterior” (sendo certo que dos oito parâmetros fixados no artigo 9º há dois que se não aplicam neste ciclo de avaliação e diversos outros que dependem de factores em absoluto estranhos ao professor - nota nossa), é o grau de cumprimento daqueles objectivos - e não do cumprimento da pretensa obrigação burocrática de definição dos mesmos - que constituirá referência essencial da classificação atribuída.

Tudo isto, para além de que o próprio artigo 15º do citado Decreto Regulamentar nº 2/2008 relativo às “fases do processo de avaliação” não contêm qualquer referência à apresentação dos objectivos individuais pelo docente.

Mais ainda ! O Decreto Regulamentar nº 1-A/2009 - que padece de igual vício de ilegalidade nos termos já anteriormente explanados - do mesmo passo que procura impôr aos Presidentes dos Conselhos Executivos uma calendarização apertada do processo, com a fixação de datas-limite para as diversas formas sequenciais, também em lugar algum estatui a obrigação de apresentação pelo docente dos referidos objectivos individuais.

Contém, todavia, uma curiosa modificação relativamente ao Decreto Regulamentar nº 2/2008 (onde sempre se referiam os “avaliadores” .- cfr. artº 9º, nº 1 e 4) ao vir estatuir agora no respectivo artigo 5º, nº 2, que afinal a proposta dos objectivos individuais agora já não é dirigida aos ditos avaliadores mas sim “é exclusivamente dirigida ao Presidente do Conselho Executivo em quem aquela competência tenha sido delegada” numa tão curiosa quanto significativa preocupação “centralista” do sistema.

(…)

Em suma: nenhuma obrigação existe fixada por norma legalmente válida, de apresentação pelos docentes dos respectivos objectivos individuais. E, consequentemente, entendemos que, por tal razão, rigorosamente nenhuma consequência, seja ela de natureza disciplinar (e inexistindo qualquer pretensa infracção disciplinar pois que, em Estado de direito, não é devida obediência aos actos ou regulamentos da Administração que contrariem a Lei) ou de outra (v.g. de uma pretensa “suspensão” da respectiva contagem do tempo de serviço.

Estórias com Valores

O Senhor Aparício

Autor: António Torrado
Ilustrador: Cristina Malaquias

Há pessoas que são convidadas para banquetes de muita cerimónia, mas que se portam com grande falta de cerimónia. O senhor Aparício é um deles.
Há tempos, o senhor Aparício foi a uma festa. Era à tarde. Pois o senhor Aparício nem almoçou, para estar com o estômago mais vazio, quando chegasse a ocasião de enchê-lo de graça.
Comeu que se fartou e, para ir prevenido com o jantar, quando voltasse a casa, encheu, disfarçadamente, os bolsos de provisões. Croquetes, bolos e bolinhos, tudo ia para as algibeiras.

De repente, sentiu a perna direita escaldada. Voltou-se e viu o criado entornar-lhe o bule de chá pela algibeira abaixo.
- Mas o que é isto? - perguntou ele, furioso.
Respondeu-lhe o criado, imperturbável:
- Peço perdão, mas como o senhor leva os bolos, pensei que também quisesse levar o chá.
Enquanto se lembrar desta vergonha, o senhor Aparício não vai voltar a fazer o mesmo. O pior é que ele é muito esquecido.

Construção da cidadania na escola

SOUSA, Óscar C. de. Do colo à construção da cidadania: por uma escola acolhedora. Rev. Lusófona de Educação, 2008, no.11, p.105-112. ISSN 1645-7250.

Resumo:
O artigo apela para uma atitude terapêutica expressa pelo acolhimento, em todos os espaços da comunidade, nomeadamente, no interior da escola, instituição com missão educativa, face a crianças com comportamentos desviantes. Lembra que o desvio pode ser, eventualmente, manifestação de um desequilíbrio arcaico, de natureza afectivo-social que só pode ser re-estabelecido através de uma experiência positiva de segurança, de confiança, de partilha de direitos e deveres.
Palavras-chave: Vinculação; conforto; segurança; autonomia; abandono; revolta.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Revisão do Estatuto da Carreira Docente

(Disponibilizada hoje no Portal da Educação do ME)

Intimidações dominicais


No sítio do DGRHE - Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação, podemos encontrar no FÓRUM – Avaliação de desempenho algumas questões pertinentes e actuais sobre ADD, no entanto, algumas respostas são pouco consistentes, pouco fundamentadas, como é o caso da presente resposta:

Sim, é. Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo.
De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação.
Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.

Não haverá aqui nenhum equívoco legal, pergunto eu??? Onde é que esta fase da avaliação está prevista no ECD? Como é que um Despacho Regulamentar se pode sobrepor a um Decreto-Lei?
Intimidações, NÃO, POR FAVOR!

Perfil do Aluno XXI

Clique na imagem para ler

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Acordo Ortográfico: (a)trapalhada(o)

Ser docente

É o título de mais um excelente artigo de
Miguel Ángel Santos Guerra (7.02.2009). Neste texto o autor recua no tempo e relata-nos um pouco da História da Educação, particularmente, do entendimento da missão de ser professor, desde a Grécia Antiga à actualidade.

(...)

El gran magistrado Pericles, cuya personalidad marcó todo el siglo V antes de Cristo, hasta el punto de conocerse a éste como Siglo de Pericles, entendió de forma cabal la misión del maestro como forjador de la personalidad y la conciencia de los pueblos.

En cierta ocasión, mandó reunir a todos los genios y artistas que habían contribuido a engrandecer Atenas. Fueron llegando los arquitectos, los ingenieros, los escultores, los guerreros que defendieron la ciudad, los filósofos que propusieron nuevos sentidos a la vida… Estaban todos allí, desde el matemático que descubría en el número el sentido helénico de la exactitud hasta el astrónomo que se asomaba al universo para contemplar la armonía de las estrellas. Pericles cayó en la cuenta de una ausencia notable: faltaban los pedagogos, personas muy modestas que se encargaban de llevar a los niños por el camino del aprendizaje.

- ¿Dónde están los pedagogos Preguntó Pericles. No los veo por ninguna parte. Vayan a buscarlos.

Cuando, por fin, llegaron los pedagogos, habló Pericles:

- Aquí se encontraban los que, con su esfuerzo, embellecen y protegen a la ciudad. Pero faltaban ustedes, que tienen la misión más importante y elevada de todas: la de transformar y embellecer el alma de los atenienses.

Luego expliqué por qué la tarea docente es hoy difícil, compleja, problemática y arriesgada. Me remití a Manuel Rivas que, en un artículo titulado “Amor y odio en las aulas”, dice: “Mucha gente todavía considera que los maestros de hoy viven como marqueses y que se quejan de vicio, quizá por la idea de que trabajar para el Estado es una especie de bicoca perfecta. Pero si a mí me dan a escoger entre una expedición “Al filo de lo imposible” y un jardín de infancia, lo tengo claro. Me voy al Everest por el lado más duro. Ser enseñante no solamente requiere una cualificación académica. Un buen profesor o maestro tiene que tener el carisma del presidente del Gobierno, lo que ciertamente está a su alcance; la autoridad de un conserje, lo que ya resulta más difícil y las habilidades combinadas de un psicólogo, un payaso, un disc jockey, un pinche de cocina, un puericultor, un maestro budista y un comandante de la Kfor. Conozco a una profesora que sólo desarmó a sus alumnos cuando demostró tener unos conocimientos futbolísticos inusuales, lo que le permitió abordar con éxito la evolución de las especies”.

Dije luego por qué ser docente es importante, hermoso y apasionante. Por qué ser docente es ser inmortal. Cité a Rubem Alves: “Enseñar es un ejercicio de inmortalidad. De alguna forma seguimos viviendo en aquellos cuyos ojos aprendieron a ver el mundo a través de la magia de nuestra palabra… Por eso el profesor nunca muere”. Además, el docente cosecha frutos en sementeras inmediatas o lejanas: frutos de aprendizaje, de gratitud, de imitación, de sentimientos y emociones. Basten, para mostrarlo y demostrarlo, estos dos botones de muestra:

El 19 de enero de 1824 , estando en la cumbre de su gloria, Simón Bolívar le escribió desde Pativilca (Perú) una carta a su antiguo maestro. En ella reconocía que fue precisamente ese maestro que sembró en su corazón los anhelos y el compromiso por la libertad y la justicia, quien espoleó su corazón para lo grande y lo sacó de una vida frívola y sin sentido. Dice en esa carta: “Usted formó mi corazón para la libertad, para la justicia, para lo grande, para lo hermoso. Yo he seguido el sendero que usted me señaló. Usted fue mi piloto, aunque sentado en una de las playas de Europa. No puede usted figurarse cuán hondamente se han grabado en mi corazón las lecciones que nos ha dado: no he podido borrar siquiera una coma de las grandes sentencias que usted me ha regalado”.

También Albert Camus que, cuando niño, vivió en Argelia una vida de trabajos y pobreza y que gracias a su esfuerzo y su talento consiguió el Premio Nobel de Literatura, quiso reconocer en una famosa carta que todo se lo debía a un maestro especial, el señor Germain. Dice en la carta:

“Esperé que se apagara un poco el ruido que ha rodeado todos estos días antes de hablarle de todo corazón. He recibido un honor demasiado grande, que no he buscado ni pedido. Pero, cuando supe la noticia, pensé primero en mi madre y después en usted. Sin usted, sin la mano afectuosa que tendió al niño pobre que yo era, sin su esperanza y ejemplo, no hubiese sucedido nada de todo esto. No es que conceda demasiada importancia a un honor de este tipo. Pero ofrece por lo menos la oportunidad de decirle lo que usted ha sido y sigue siendo para mí, y de corroborarle que sus esfuerzos, su trabajo y el corazón generosos que usted puso en ello continúan siempre vivos en uno de sus pequeños escolares que, pese a los años, no ha dejado de ser su alumno agradecido”.

(...) hay una calle en la ciudad de Puerto Lápice que está dedicada a los maestros. A todos los maestros. A todas las maestras. Los que hoy son. Los que han sido. Los que serán. Se llama CALLE DE TODOS LOS MAESTROS. En cada una de las ciudades del mundo, en el seno de cada familia (y en cada corazón de los ciudadanos y ciudadanas) debería figurar esta hermosa inscripción: A TODOS LOS MAESTROS. Ellos y ellas son el verdadero ejército de salvación de la humanidad. Un ejército pacífico, abnegado y silencioso. ¿Qué sería del mundo sin los docentes?

Fonte

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Nota:
Os negritos são meus.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Agraciados com um Cartoon

Do Antero, naturalmente!
Nada a perdoar, amigo.
Grande orgulho!!! Obrigada, Antero :))

"Mutações sociais, pedagogia e trabalho dos professores"

(Para mais informações, clique na imagem)

XVII Colóquio da Afirse - "A Escola e o mundo do trabalho"

12, 13 e 14 de Fevereiro
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
Universidade de Lisboa
(Para aceder ao programa e outras informações, clique na imagem ou aqui)

"O dever de educar a memória"

Realiza-se no próximo dia 10 de Fevereiro, pelas 18h15, a oitava sessão do ciclo "O dever de educar", com o título "O dever de educar a memória".

A convidada é Maria Salomé Pinho, psicológa e professora da Universidade de Coimbra, que se tem dedicado ao estudo da memória, investigando entre outros aspectos, as relações que esta capacidade estabelece com a aprendizagem.

Nos documentos curriculares que orientam a educação escolar, nos seus diversos ciclos, parece atribuir-se à memória um estatuto cognitivo menor, polarizando-se o dever de educar na compreensão e resolução de problemas. Estará esta opção certa à luz dos conhecimentos científicos de que dispomos? Memória e compreensão são capacidades antagónicas ou complementares? A resolução de problemas requer dados retidos na memória? A memória pode treinar-se? E, se sim, como?

A sessão realiza-se na Livraria Minerva (Rua de Macau, n.º 52 - Bairro Norton de Matos) em Coimbra.

As sessões deste ciclo são quinzenais e estão abertas ao público (com certificado de presença).

A organização é de Helena Damião, João Boavida, Isabel de Carvalho Garcia, Mónica Vieira e Aurora Viães.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Sinais, afectos, reconhecimento


“Amigos Infonautas” é um “mimo” atribuído pelo “Revisitar a Educação” a amigos bloguistas que, segundo a minha perspectiva, se têm distinguido na blogosfera, pela fecundidade da sua escrita como canais de formação e informação em várias áreas do conhecimento: Literatura, Arte, Poesia, Música, Pintura, Saúde, TIC e Educação em Geral.

Nesta 1ª nomeação irei distinguir 13 blogues, treze “amigos infonautas”. Porquê treze? Apenas porque é o meu número preferido. Peço desculpa a outros “amigos infonautas” não contemplados por quem tenho muito apreço, mas prometo novas nomeações daqui a uns tempos.

Por ordem alfabética, nomeio:

Anabela Matias - http://anabelapmatias.blogspot.com/
Girafa Cor-de-rosa - http://xm-girafadepatins.blogspot.com/
Isabel Campeão - http://msprof.blogspot.com/
Isabel Cabral - http://bc-beblogspotcom.blogspot.com/
JMA - http://terrear.blogspot.com/
Kleine Hexe - http://solportodeabrigo.blogspot.com/
Licas - http://licas-ontemehoje.blogspot.com/
Lucília Nunes - http://conversamos.wordpress.com/
Margarida Teixeira - http://matematicanacidadela.blogspot.com/
Miguel Pinto - http://olhardomiguel.wordpress.com/
Rosa Silvestre - http://criancices.blogspot.com/
Teresa Hoffbauer - http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/
Zilda Cardozo - http://zildacardoso.blogs.sapo.pt/

Nota:
Este mimo é pessoal, mas transmissível. Se algum dos “amigos infonautas” assim o entender, poderá oferecê-lo. Não há regras. Acredito no bom senso dos meus amigos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pedagogia e Afectos


Este troféu "Pedagogia do Afeto" é uma distinção atribuída a bloguistas que tenham compromissos na área da Educação e que nela se empenham com dedicação e afecto.

A colega IC, Isabel Campeão, com a sua conhecida generosidade, decidiu presentea-me com este prémio. Muito obrigada.

Dando continuidade a mais esta corrente vou tentar seguir a norma, que é a seguinte:
1. Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação;
2. A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3. O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4. Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5. O blogue que receber 5 vezes o troféu "Pedagogia do Afecto" deve ir à página deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.

Mesmo sabendo que vou (re)nomear alguns blogues que já receberam o supramencionado troféu, é uma honra poder nomeá-los pelo empenho, dedicação, afecto e "paixão" pela educação. Sem qualquer ordem, aqui ficam as minhas nomeações:

IGUALES 3000 - http://igualdad3000.blogspot.com/
Margarida Teixeira - http://matematicanacidadela.blogspot.com/
Isabel Campeão - http://msprof.blogspot.com/
Licas - http://licas-ontemehoje.blogspot.com/
Miguel Pinto - http://olhardomiguel.wordpress.com/
Anabela Matias - http://anabelapmatias.blogspot.com/
Carmo Cruz - http://avopirueta.blogspot.com/
JMA - http://terrear.blogspot.com/
Antero Valério - http://antero.wordpress.com/
De Rerum Natura - http://dererummundi.blogspot.com/


Atenção:
Vou "furar" a norma nº 4 atendendo a que os blogues aqui enunciados são presença mais ou menos assídua desta sala. Ficam por esta razão desde já notificados e autorizados a levantar o vosso prémio.

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Adenda (6.2.2009): Este prémio foi também atribuído por: Licas, Breves_Online (via EMD) e Movimento Escola Pública.

Mobilidade por transferência de Professores Titulares

O Despacho n.º 4196-A/2009, de 28.01.2009, publicado no D.R nº 22, 2ª série, de 2 de Fevereiro, estabelece um procedimento de mobilidade por transferência para lugares da categoria de professor titular, para agrupamentos/escolas onde ficaram vagas por preencher no concurso regulado pelo Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio.

Este procedimento destina-se a docentes, com a categoria de professor titular, posicionados nos índices 340, 299 ou 245.

Os docentes, que assim o desejarem, podem manifestar a sua vontade em ser transferidos e as suas preferências, através de uma aplicação electrónica disponível, na página da DGRHE, de 2 a 6 de Fevereiro.

Neste mesmo sítio, o docente visualiza as vagas disponíveis para o seu grupo e departamento quando acede à aplicação electrónica acima referida.

Para mais informações, consultar a página do DGRHE.

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Nota:
Por curiosidade e interesse pessoal, resolvi dar uma espreitada no quadro de vagas para o meu grupo 290 e Departamento de CSH e deparei-me com o insólito infra.

(para visualizar melhor, clique na imagem)

É mesmo verdade. Neste rectângulo à beira mar plantado tenho à minha inteira disponibilidade (e talvez de mais uma centena de candidatos), duas vagas, uma em Albufeira, outra em Arganil. Ambas a umas centenas de km da minha residência.
À tutela da educação, obrigadinha pelo presentinho, mas dispenso a generosidade.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Educação em Valores para a Cidadania e a Democracia

Educación en valores para la ciudadanía y la democracia es un curso de formación en línea sobre educación en valores para profesionales de la educación que deseen conocer los aspectos básicos necesarios para implicarse en la práctica de la educación en valores. Equivale a 80 horas de aprendizaje y dedicación del alumno y está estructurado a partir de seis unidades. Cada unidad presenta el desarrollo teórico del tema y propone una actividad que debe realizar el alumno. El curso ha sido diseñado por la Universidad de Barcelona.
La OEI con el apoyo de la Fundación SM ha convocado 20 becas parciales que serán otorgadas a docentes en activo de centos públicos no universitarios de América Latina.
Se trata de la tercera edición iberoamericana después de haber sido aplicada a docentes vinculados a la RED CAEV.

Para mais informações clique na imagem infra.

Curso em Avaliação Educativa

La Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación la Ciencia y la Cultura (OEI) abre la quinta convocatoria para Edición Iberoamericana del Curso en línea de EVALUACIÓN EDUCATIVA en cuya realización se ha contado con el apoyo del Instituto de Evaluación del Ministerio de Educación de España. El curso se realiza en un campus virtual al cual puede acceder el alumno mediante el navegador de un ordenador personal. Para ello, cada estudiante dispone de una clave de acceso individual que se facilitará al inicio del curso, por medio de la cual tiene libre acceso, sin ninguna restricción ni condicionamiento de horarios, al espacio virtual del curso en su totalidad. Hasta la fecha han participado 310 especialistas de todos los países iberoamericanos.
Este curso pertenece a la Escuela de Educación del Centro de Altos Estudios Universitarios de la OEI
(Clique na imagem para aceder ao sítio e obter mais informações)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Crise de confiança

Um artigo de Miguel Ángel Santos Guerra de 31.1.2009. Vale a pena ler.

Creo que estamos atravesando una crisis de confianza. No comprendemos el mundo en que vivimos. Hay una crisis y mil explicaciones de ella, pero ninguna es sencilla y, mucho menos, clara. El discurso político (del gobierno y de la oposición). no sintoniza con la realidad en la que estamos inmersos. Vivimos en la sociedad de la información, pero pocas veces hemos estado tan desinformados y tan poco sabedores de lo que es verdad y de que es mentira. La información se ha convertido en espectáculo. Se proponen modelos escasamente edificantes. El discurso moral se ha debilitado y las ideologías han perdido vigor. El individualismo se ha adueñado de la sociedad. Los telediarios están llenos de muertes, robos, corrupción, y violaciones. Todo eso daña la confianza.