sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Leituras com memórias lá dentro


A propósito de um post vizinho que responde a um desafio musical, fez-me reportar a tempos idos da minha adolescência. Peguei num livro que li nessa altura e que não abria há quase 3 décadas. Folheando-o encontrei 3 recordações desses tempos em que a felicidade advinha de pouca coisa, como realçava a minha amiga. Nele encontrei pela mesma ordem, uma finíssima aliança de prata; um selo de 1974 com uma belíssima imagem do “Coche de D. João V”. Julgo tratar-se de uma recordação de uma Visita de Estudo ao Museu Nacional dos Coches. Encontrei ainda, em muito mau estado de conservação, uma prata vermelha de um mini chocolate. Coisas singelas que me deixaram com um sorriso aberto... No entanto, o que quero aqui realçar é o prefácio desse mesmo livro de Henrique Galvão, “Kurika” e que passo a citar excertos do mesmo:

Este livro não se destina àquelas pessoas que conseguiram deixar de ser crianças na porção de tempo que decorre entre o termo da puberdade e o degrau convencional da maioridade civil.

Pretendemos, é certo, que fosse um livro para crianças – mas para as crianças de todas as idades, entre os quinze e os oitenta anos, as crianças, enfim, que a idade não consegue matar nem abandonar na alma dos homens, mesmo quando as rugas já lhe sulcam as faces e seus cabelos embranquecem – ou caem para não sofrerem o desaire de mudar de cor.

Este «romance dos bichos do mato» é uma fantasia sobre temas reais. (…)

As minhas personagens existiram, como o provam os documentos fotográficos juntos, obtidos nas terras em que viveram e se desenvolve o romance. (…)

(…) é um livro para crianças – as grandes e as pequenas – porque só as crianças gozam com as verdades da Natureza e acreditam no que é simplesmente verdadeiro.
(…)

H. G.

5 comentários:

1/4 de Fada disse...

Que verdadeiro que é este excerto! Vamos ter esperança que não sejem só as crianças que ficam felizes com o que é simples e que nós tenhamos conservado essa qualidade... Eu também tinha o hábito de guardar as pratas dos chocolates dentro dos livros :))Beijinhos.

Shakti disse...

Cada vez mais real este excerto...

bjs e obrigada pela partilha ...adoro livros !!

Marta disse...

Concordo em absoluto....viver, soltar a imaginação é uma viagem rica e verdadeira...
Eu tinha o hábito de guardar as pétalas de rosa nos meus livros...
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta

Fátima André disse...

Curioso, eu também me lembro de guardar nos livros pétalas de rosa e borboletas :)
Beijinhos e Sorrisos para ti Marta
:))

f@ disse...

Olá... acho que vou aceitar esta sugestão ... deste romace"dos bichos do mato" a avaliar pelo que aqui li acho que vou adorar... mto boa escolha...
beijinhos das nuvens