domingo, 24 de agosto de 2008

Inquietações…


“Uma criança pode sempre ensinar três coisas a um adulto: a ficar contente sem motivo, a estar sempre ocupado com alguma coisa, e a saber exigir com toda a força aquilo que deseja.”

Paulo Coelho, In O Monte Cinco

8 comentários:

Teresa disse...

Fico contente sem motivo ou por coisas insignificantes. Infelizmente, também fico triste sem motivo ou por pequenas coisas.
Estou sempre ocupada com alguma coisa, ou melhor, nunca me aborreco, consigo-me entreter com tudo o que me rodeia.
Sei exigir com toda e muita forca aquilo que desejo, o que nem sempre é agradável aos meus familiares e amigos.
Quero apenas mostrar que o Paulo Coelho está absolutamente errado.
E conheco criancas que nunca estao contentes, com motivo ou sem ele.
Que nao se sabem ocupar sózinhas, que tudo as aborrece.
E que nao conseguem exigir aquilo que querem, porque lhes falta a coragem e a forca de vontade.
Há de tudo como na farmácia.

Obrigada pela lista. Já visitei todos esses blogues. Eles eram visitas frequentes da Isabel.

Bem, a avó pirueta e o Raúl nao puseram no blogue deles o nosso símbolo. Sabe a razao?

Saudacoes de Düsseldorf.

1/4 de Fada disse...

Eu concordo em grande parte com o que a Teresa disse no seu comentário e, tal como ela, fico feliz com as pequenas coisas e muitas vezes, fico inquieta sem saber porquê, infelizmente são heranças de um passado que deixou marcas, mas que se vai desvanecendo aos poucos.
Beijinhos.

f@ disse...

Não há melhor exemplo de força e coragem nem pureza tão solta como a das crianças...deviamos olhar + e aprender com elas...
belo poste embora eu não goste mto de PC.
beijinhos das nuvens e tudo bom

instantes e momentos disse...

muito bonito teu blog. Gostei muito daqui. Tão diferente do meu.
Vou voltar sempre...
Tenha uma belissima semana.
Maurizio

Teresa disse...

Esta delícia é uma resposta ao Paulo Coelho:

“Uma criança pode sempre ensinar três coisas a um adulto: a ficar contente sem motivo, a estar sempre ocupado com alguma coisa, e a saber exigir com toda a força aquilo que deseja.”

E de certo modo à f@. Pois eu nao acho que as criancas sejam dessa pureza de que ela imagina.

Como professora a Fátima deve saber como as criancas podem ser crúeis.

Eu nao sou contra as criancas, só acho um exagero, elas terem todas as virtudes e nós adultos temos de aprender com elas.

Bem, a poeta Henry Wadsworth Longfellow é da minha opiniao.

Quanto à minha pergunta, nao é importante. Só achei estranho!

Fátima André disse...

Querida Teresa,

Respeito o seu posicionamento, mas não posso concordar com ele na sua globalidade.
A pureza de Coelho aludimos, é também ela fruto da educação.
Sabemos que estas coisas não são lineares nem homogéneas: o que pode funcionar extraordinariamente bem com umas crianças, pode não funcionar com outras. Temos como exemplo disso famílias que dizem educar os filhos da mesma maneira e eles são totalmente diferentes e com personalidades diferentes. Ainda assim, e sabendo que são inúmeros os factores (internos e externos) que influem no desenvolvimento integral das nossas crianças, adolescentes e jovens, não posso deixar de realçara o papel vital da educação nesta conquista do equilíbrio e harmonia desejados. Destaco o papel da família, mas a escola, a sociedade também deixam marcas muito fortes.

Não percebi qual é a delíca que me deixou, peço desculpa. Talvez seja o poeta Henry Longfellow. Não conheço. Não posso pronunciar-me.

Beijinhos e sorrisos tribais :)

Fátima André disse...

Teresa,
lembrei-me ainda que há uns tempos atrás postei aqui um vídeo excelente para reflexão sobre a APRENDIZAGEM POR MODELAÇÃO.
Faltam-nos os MODELOS... ou seja, os bons modelos. Temos que conseguir transmitir às nossas crianças que vale a pena ser BOM. Estamos de algum modo a falhar... por isso, como a Teresa disse, existem crianças que podem ser cruéis.
Teresa, o importante é termos consciência de que aquilo que fazemos pelas noassas crianças é o que julgamos ser o melhor, transmitindo-lhes os VALORES que consideramos estruturantes.
Um beijinhos e :)

IC disse...

Mas a maioria dos adultos não gosta de aprender com as crianças. Ou, melhor dizendo, desaprendem o que sabiam em crianças...