terça-feira, 1 de julho de 2008

Em defesa dos Exames Nacionais

Uma proposta sensata, penso eu.

Por Carlos Corrêa (27.6.2008)
Professor catedrático (jubilado) de Química da Universidade do Porto

(…)

Sem qualquer intenção de fazer humor, entendo que poderia optar pelo seguinte procedimento:
- Reintroduzia os exames nacionais no fim de cada ciclo;
- Todos os alunos seriam aprovados, não havendo repetentes;
- Os que tivessem obtido classificações de 10 a 20 (escala de 0 a 20) seriam aprovados com a nota obtida, que constaria nos seus diplomas e certificados;
- Os que não tivessem obtido nota positiva não seriam retidos, transitariam de ano, ou de ciclo, mas a classificação seria “Aprovado sem nota” ou “Aprovado administrativamente”, que constaria nos seus diplomas e certificados.
Este sistema faria com que os alunos e os pais se interessassem mais por atingir um objectivo positivo para o futuro ingresso no mundo do trabalho ou no ensino superior.
Em resumo, poupava-se dinheiro, as estatísticas do número de “Aprovados” atingiam o topo da escala e o verdadeiro sucesso escolar, aquele que se traduz pelas capacidades adquiridas pelos alunos, aumentava. Note-se que esta análise não se estendeu às outras causas do insucesso escolar, nomeadamente aos programas completamente irrealistas e desajustados às necessidades da sociedade e das instituições de ensino superior e a manuais escolares sem qualidade científica, embora se encha a boca com a sigla CTSA (Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente), muito bem traduzida pela colega Palmira Silva como Construção Total de uma Sociedade de Analfabetos.

Ler texto integral In Ciência Viva

2 comentários:

Maria do Carmo Cruz disse...

Senhor Professor, tiro-lhe o meu chapéu! É a proposta mais inteligente, fácil e certamente eficaz que li acerca de exames!
Parabéns pela inspiração. Deus ouvi-lo-á. Esperemos que alguém mais terreno o leia e medite! Um abraço grato da Avó Pirueta

Raul Martins disse...

Para meditar. O meu aplauso!
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Carpe diem!