sábado, 5 de abril de 2008

Correcções e escorregadelas da tutela

Volto a afixar as grelhas de registo para a avaliação do desempenho docente que afixei ontem (e que são da minha responsabilidade). Um simples parêntese ( ) provocou erros de interpretação, sendo confundido com uma fórmula matemática. O leitor que chamou a atenção não deixa de ter alguma razão. Como se podia prestar a alguns equívocos, decidi transformá-lo mesmo numa fórmula matemática. Refiro-me ao TOTAL da classificação onde passou a constar:

TOTAL (1ºA+2ºA):2

Pode conferir a alteração nos links (infra):

Educadores_Pré-Escolar

Prof_1ºCiclo

Prof_2º e 3ºCiclo e Secundário

Docentes_Ensino Especial


Devo acrescentar, já o disse anteriormente, a estrutura de duas colunas (1ºano e 2º ano), não sabemos se é a mais correcta, aliás, ninguém sabe, porque o ME não diz nada a este respeito. O que nós sabemos é que os professores vão ser avaliados de 2 em 2 anos e a avaliação vai ser apenas 1 (uma)... como é que vai ser registada é não nos foi dito (se avaliamos os dois anos separados ou se de modo global). Isso é competência do ME para que possa haver maior uniformidade no processo e maior transparência e equidade. Mas, como é habitual, o mesmo demite-se sempre de tal função, passando a responsabilidade para as escolas e para os professores. A provar o que digo, (todos os dias o comprovamos sempre que alguém da tutela abre a boca para assassinar o tema da avaliação), mas ontem, 4 de Abril, os Presidentes dos Conselhos Executivos da DREL (Lisboa) estiveram reunidos com os 2 Secretários de Estado da Educação e disseram, entre muitas outras, estas pérolas que registo:

«(…) sr Pedreira: "Os instrumentos de registo que as escolas estão a elaborar... é preciso não esquecer que não são documentos escritos em pedra...podem e devem ser alterados quando e sempre que necessário..." Agora elaboram uns mas no inicio do próximo ano pode haver novos elementos e o processo é um processo aberto (...) Disse também o Sr Pedreira: "o facto de este modelo de avaliação ser complexo... (e aí foi uma gargalhada geral... seguida de intervenções do tipo...Ahhh! afinal sempre é complexo!!!) ao que o Sr Pedreira confirmou:"Sim... o ME reconhece a sua grande complexidade...é um sistema complexo...nós reconhecemos...mas agora cabe aos Conselhos Executivos e às escolas simplificá-lo!!(…)" (declaração de uma PCE que esteve na reunião In ProfAvaliação)

Se simplificar é mudar as regras do jogo sempre que nos apetece ou surge um normativo novo… como a tutela nos habituou, então vamos lá!!! Eu não entro nessa!!! Que falta de ética!!!
Não há um único documento do ME que diga quais são os aspectos a observar e como se observa cada um deles. Ou seja, o trabalho de conceptualização do processo de avaliação não foi feito e não está feito. Não se começa pelos instrumentos, os instrumentos é o fim e não o princípio. Vêm agora exigir às escolas e aos CE que simplifiquem o que eles tornaram num monstruosos processo de complexidade?

1 comentário:

Anónimo disse...

Olá
obrigado pela referência ao blog ProfAvaliação. Força!
Ramiro