terça-feira, 4 de março de 2008

A Educação para a saúde começa nas escolas…

Obesidade Infantil – Ver Vídeo RTP (4.3.2008)

Sobre o problema da obesidade infantil, é bom que estejamos conscientes de que a escola tem um papel fundamental na educação para a saúde. Há que mudar hábitos e comportamentos… é tudo uma questão de Educação.

Pela pertinência do tema e dos dados apresentados, recupero aqui um texto da nutricionista Ana Carvalhas publicado no De Rerum Natura em 2007.

O PESO DAS ESTRELAS

Segundo Mário João Monteiro, astrofísico da Universidade do Porto, “a vida das estrelas é uma sequência de tentativas (algumas com sucesso mas outras não) de impedir que o seu peso a destrua… porque, como gasta energia, a estrela ‘envelhece’; logo todas as estrelas têm um início, uma juventude (intempestiva), uma idade adulta, uma velhice e um fim. Assim, ao longo da sua vida, o interior da estrela vai mudando (por vezes de uma forma drástica) adaptando-se como pode ao efeito da força inevitável que é o seu peso”. Devíamos aprender com as estrelas. De facto, tal como elas, temos de impedir que o nosso peso nos destrua... O peso excessivo representa uma sobrecarga para o coração.

As doenças cardiovasculares têm liderado, ano após ano, as causas de morte em todo mundo. Os números não deixam margem para dúvidas: 16,6 milhões de mortes por ano, dos quais seis milhões na Europa. Destes seis milhões, 50 mil ocorrem em Portugal. É muita gente!

Em geral as vítimas são mais homens do que mulheres, mas, entre nós, é precisamente ao contrário. Morrem mais mulheres por doença cardiovascular do que homens porque elas são, em média, mais obesas do que eles. As mulheres estão realmente mais protegidas até à menopausa, mas, a partir dessa altura, o risco aumenta drasticamente.

A maior parte dos factores de risco são bem conhecidos: não só a obesidade, mas também a hipertensão arterial, a hipercolesterolemia (colesterol elevado), o tabagismo, o stress, a ausência de actividade física… só para referir alguns.

Quando se comparam as estatísticas de saúde de 1996 com as de 2006, até ficamos animados: há maior controlo da hipertensão arterial e da hipercolesterolemia, em parte porque se desenvolveram fármacos adequados, e o número de fumadores diminuiu. Mas ficamos desanimados com o aumento acentuado do número de indivíduos obesos. Em particular, é indispensável lutar contra a obesidade aliada à diabetes.

Os obesos têm um risco acrescido de virem a sofrer um evento cardiovascular, um risco que só diminui com a prática de uma actividade física regular. Esta favorece a circulação e constitui um precioso auxiliar na perda de peso.

Cabe a cada um de nós vigiar o seu peso! A nossa esperança de vida e a nossa qualidade de vida dependem desse cuidado. Imitando as estrelas, precisamos de nos livrar do excesso de peso para vivermos mais...

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