quarta-feira, 19 de março de 2008

A coerência na palavra e nos actos


«Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34)

No momento culminante da sua paixão e crucificação, depois de ter sido preso, condenado e humilhado pelo povo e autoridades politicas e religiosas, Jesus tem uma exclamação reveladora de um coração misericordioso: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem». Esta exclamação que poderemos também interpretar como uma oração filial elevada por Deus Filho a Deus Pai, é uma oração de perdão que exprime o profundo sentido de misericórdia que habitava o coração de Jesus. Para Ele a curiosidade mórbida do povo, a troça dos chefes e soldados romanos e a conspiração das autoridades religiosas judaicas devem apesar de tudo ser perdoados, dado que, eles não conhecem a gravidade e as consequências últimas dos seus próprios actos.

Jesus revela pois, no momento culminante da sua vida, um coração misericordioso, coerente com a sua pregação e prática de vida. Ele tinha pregado o dever de perdoar as ofensas (Mt 6, 12-15; 18, 21-25) e ainda o de amar os inimigos (Mt 5, 44-45; Rom 12, 14.20). Aquilo que tinha ensinado na Sua vida soube-o realizar, mesmo nos momentos mais exigentes e difíceis. Jesus aparece assim para a nossa vida de pecadores (de pessoas imperfeitas e que cometemos erros) como o modelo de santidade que devemos seguir.
Imagem: Luís Veloso

2 comentários:

Anónimo disse...

Um sincero reconhecimento, como colega, pelos contributos que tem dado para a tarefa do Educar e da ajuda que tem prestado aos professores com o "folhetim" das avaliações.
Foi por este item que pessoas e colegas amigos me aconselharam o seu blog que tanto estimo e me dá prazer de leitura pelas cumplicidades reconhecidas.

Votos de uma Páscoa de acordo com a mensagem acabada de editar

Fátima André disse...

A todos os leitores, colegas e amigos

O meu reconhecido agradecimento pelas palavras de ânimo que tenho recebido (aqui e via e-mail) desde o primeiro dia que este blog iniciou actividade. Um espaço que tem procurado ser fiel aos propósitos da sua criação - ser um espaço de partilha do conhecimento e um espaço aberto à reflexão, ao debate e à troca de experiências sobre questões de Educação e Pedagogia.
Na certeza de que a partilha enriquece quem recebe, mas sobretudo quem dá.