sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Igualdade e Democracia, valores a preservar pela escola pública

A propósito da minha entrada anterior que remete para temas como os Direitos Humanos, a Democracia e a Igualdade de Oportunidades, a imagem que se segue, embora seja um cartoon, alerta para a necessidade da Escola pública combater as clivagens sociais de modo a travar o acelerar do aumento das desiguladades sociais a que a escola no habituou na sua melhor versão de reprodução das mesmas. Aliás, é função e obrigação da escola pública (tal como está consignado na Lei de Bases do Sistema educativo - Lei 49/2005) proporcionar a todos os alunos, independentemente do estrato social, língua, cultura, religião, etnia... igualdade de oportunidades de aceder ao conhecimento, à cultura... criando, igualmente, igualdade de oportunidades de aprendizagem, às crianças e jovens que, de outra forma, fora da escola, não lhe podem aceder.

Embora os discursos polítco-ideológicos se apresentem no seu melhor estilo de "eduquês" que ilude pela pseudo-imagem do discurso politicamente correcto... vejamos (imagem infra) para onde caminhamos se... não conseguirmos inverter estas "malditas" políticas educativas que não só deitam alunos ao lixo como a nós próprios docentes...


Uma advertência: cuidado com a discrepância de leituras a que esta imagem pode dar azo. Vejamos um exemplo: na perspectiva da tutela, o que importa é o nº de diplomados que a escola produz, independentemente de eles saberem ou não ler ou escrever. Temos como exemplo revelador desta barbárie, as ditas "Novas Oportunidades", onde nem é preciso voltar à escola para obter uma certificação do 9º ano ou mesmo do 12º ano e, mais dia menos dia para se obter uma Licenciatura, quiçá um Mestrado ou Doutoramento. Cuidado!!! Destes diplomados o país não precisa... e não é assim que se desenvolve. Mas claro, contribui para as estatísticas do nível de escolarização em crescendo, bem como em franca progressão está também o analfabetismo bruto e duro, mas não declarado... mas como vamos estando habituados à linguagem da corrupção em todas as áreas... porque não na Educação??? Sim, porque esta é uma outra forma de corrupção, digamos que oculta, mas não menos grave.

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