segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ficha de Registo de Observação VIII

Um documento bastante completo.
Em relação a este instrumento e aos anteriores, apenas um reparo que podemos certamente aperfeiçoar nas nossas escolas - os itens a avaliar estão ainda embebidos de muita subjectividade, ou seja, vejo com muita dificuldade a medição e distinção entre determinados parâmetros. Vejamos apenas um exemplo:

B.2 - Capacidade de comunicação e estímulo do interesse dos alunos pela aprendizagem

4 - Apresenta excelente capacidade de comunicação e estimulo do interesse dos alunos pela aprendizagem, evidenciada no interesse e trabalho autónomo dos alunos.

3 - Apresenta boa capacidade de comunicação e estimulo do interesse pela aprendizagem evidenciada no interesse, dos alunos, pelo estudo das matérias leccionadas.

2 - Apresenta alguma incapacidade de comunicação motivando o desinteresse dos alunos pela aprendizagem.

1 - Apresenta total incapacidade de comunicação motivando o desinteresse dos alunos pela aprendizagem.
Se a escola não tiver bem definido qual o referêncial de capacidade de comunicação, será difícil medir nesta escala indefinida. Colocando a questão de outra forma: O que é preciso um professor fazer para que lhe seja atribuida a menção de excelente capacidade de comunicação? E o que distingue um professor de excelente capacidade de comunicação de um professor de boa capacidade de comunicação? E por aí fora...

Qual é a escala de medida? É que se não existir uma escala de medida bem definida, o avaliador define a olhometro se deve atribuir 1, 2, 3 ou 4 pontos... isso pode ser factor de grandes injustiças.

Há que ter em atenção que todos os itens a observar (quer seja em situação de aula, quer seja fruto da análise documental) devem ser definidos tendo em conta os critérios da máxima clareza e objectividade para os intervenientes no processo (observador e observado), e não podem suscitar dúvidas.


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