segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Manipulação dos filhos contra os pais


Uma problemática para a qual temos alertado com alguns textos [aqui] e [aqui] assentes em estudos de investigação, opiniões de especialistas e conferências (algumas em [vídeo]) sobre o tema em causa.
Fica aqui um excerto da notícia – Manipulação dos filhos contra os pais está a crescer (ainda que não seja novidade, é preocupante e dá que pensar) publicada hoje no Diário de Notícias. Remeto para uma leitura integral [DN].

“Divórcios. A frustração e dor da separação levam demasiados pais a programarem os filhos contra o outro pai. O fenómeno, que segundo psicólogos e juízes está a ganhar uma expressão preocupante, chega a extremos como acusações infundadas de abuso sexual. Crianças são vítimas. Os pais também.”
Reflexão: Um problema social grave que tem obviamente consequências nefastas, quer ao nível do foro emocional das crianças e jovens, quer ao nível da cognição e das aprendizagens.

6 comentários:

Professorinha disse...

Já há alguns anos que se vem dizendo que os pais, para compensarem algo que eles acham que não dão aos seus filhos, deixam-nos fazer o que querem... já para não falar em defenderem-nos emt odas as situações, mesmo quando não têm razão...

Daí eu continuar a achar que uns bons puxões de orelhas ou umas palmadas nunca fizeram mal a ninguém...

beijos

marta disse...

a falta de limites, ausência de regras e o medo da autoridade são factores de risco em qualquer jovem em crescimento. Está na moda os "pais amigos", que têm medo eles próprios de crscer e não se apercebem do mal que fazem aos miudos.
Na clínica da toxicodependência apanhamos os cacos deste tipo de educação e outras demissões.

marta disse...

desculpe lá, mas voltando um pouco a cassete atrás... a criança manipula e pode fazê-lo ... é criança. nós temos a responsabilidade séria de os educar... que culpa tem a criança se os deixamos ter esse poder: manipulação?????

Fátima André disse...

Obrigada pela participação no debate deste tema que acho muito pertinente. Só mais umas achegas:

Sem regras, sem disciplina, sem objectivos... corre-se o risco de ficarmos à deriva até se perdermos o controlo total. Os filhos do 25 de Abril são uma boa fatia dos pais que têm hoje crianças em idade escolar e isto explica quase tudo…
É verdade que os pais não tiram nenhum curso para serem pais, no entanto, penso que tem que se procurar o equilíbrio e bom senso também na educação que é dada em casa. É preciso definir papéis, funções... não se pode caminhar sem saber para onde se vai, e cada vez menos a família trabalha esta definição de papéis. Aliás, a função dos pais não é ser “o melhor amigo dos filhos”. Aos amigos cumpre essa função, não aos pais. Esta indefinição de papéis é de per se preocupante. Sobre este assunto linkei um texto, um artigo do Prof. Miguel Santos Guerra que explica muito bem esta relação da "lei do pêndulo" com a educação, afigurando-se uma má conselheira, na medida em que os extremos (repressão total e liberdade total) em educação não são nada bons princípios…

Fátima André disse...

Os dois pequenos vídeos da conferência de Emilio Calatayud Pérez - "Los hijos necesitan padres, no amigos", cujo link também coloquei no post (supra) são muito claros quanto à necessidade de definção de papéis na família, explicando esta falsa ideia de que os pais têm que ser amigos ou os melhores amigos... não têm.

marta disse...

concordo na totalidade.