domingo, 28 de outubro de 2007

Uma história inacabada...

Sobre uma localidade admirável, fica sempre algo por dizer...
Largo do Castelo de Estremoz

Mais um pouco da história das nossas raízes...

Existem vestígios da presença humana no concelho, pelo menos desde o período Paleolítico. Do Neolítico há diversas Antas que atestam a força deste período em Estremoz, nomeadamente na Serra d' Ossa, onde existe um conjunto muito interessante destes monumentos funerários.

Dos Romanos há sítios arqueológicos como a villa romana de Stª Vitória do Ameixial e o Tanque dos Mouros (estrutura de armazenamento de águas romana, sita na orla de Estremoz). Dos povos germânicos, mais precisamente dos Visigodos, há uma necrópole na Herdade da Silveirona, Santo Estevão.

D. Afonso III ortoga foral a Estremoz em 1258 e é contemporâneo do reforço das muralhas que encerravam a vila, por iniciativa do mesmo Rei. Estas medidas só foram possíveis após o fim das campanhas contra os Mouros e permitiram estabilizar a fronteira de Portugal com Castela, fomentar o povoamento e (re)estabelecer o poder régio sobre os senhores feudais.
Neste Castelo foi fundado o Paço do Castelo de Estremoz (que é actualmente uma Pousada de Portugal, que é encimado pela torre quadrangular que domina toda a área fortificada) o conjunto foi mandado edificar no final do Séx. XIII, início do séc. XIV por D. Dinis , filho de D. Afonso III, para estabelecer a sua corte. Um verdadeiro Paço Real no qual habitaram Reis e Rainhas, como a Rainha Santa Isabel, D. Afonso IV ou D. Fernando I. A Rainha Santa aqui faleceu em 1336. Também em Estremoz faleceu D. Pedro I, este no Convento dos Franciscanos.
No séc. XVII foram acrescentados novos baluartes em estrela em resposta à guerra de restauração da independência portuguesa face a Espanha.

Na Revolução de 1383-85 o povo de Estremoz, não querendo ver a então vila nas mãos dos partidários dos castelhanos, tomou-a e entregou-a a Martim Peres, homem de confiança de D. João I.

De Estremoz partiram os homens comandados por Nuno Álvares Pereira para ganharem a batalha dos Atoleiros.
Daqui partiram também as tropas que na Restauração da Independência (1640-1668) venceram embates tão decisivos como a batalha de Montes Claros e a batalha do Ameixial.

Em 1736 o Paço Real é reconvertido, após vultuosas obras, em Armazém de Guerra, no qual estavam guardadas cerca de 40.000 armas. Este local foi saqueado em 1808 no decurso das invasões francesas.

Em 1834 neste mesmo edifício são mortos 33 presos liberais. Esta tragédia ocorreu durante a guerra entre irmãos que decorreu em Portugal e que só terminou com a Convenção de Evoramonte em 1834.

A 25 de Abril de 1974, durante o golpe de Estado chamado de Revolução dos Cravos, o Regimento de Cavalaria 3 (sediado em Estremoz) participou neste movimento que finalizou com a Ditadura do Estado Novo.

(adaptação do texto publicado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Estremoz)

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