sábado, 13 de outubro de 2007

"A Paixão pelo Ensino"

A Paixão pelo Ensino é uma obra de Christopher Day (2006), com tradução de Assunção Flores e Elodie Martins, editada pela Porto Editora.
Vale a pena ler!

Christopher Day é Professor de Educação e Director-Coordenador do Centre for Research on Teacher and School Developement na Escola de Educação da Universidade de Nottingham. Entre muitas outras vezes, esteve em Portugal a 26 de Abril de 2006 no Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho – Braga no Encontro “Desenvolvimento Profissional Docente – perspectivas europeias” e, nesse mesmo local, para o lançamento do livro deste livro, em que tive também o privilégio de estar presente.

“Em tempos de incertezas e de uma arreigada agenda de performatividade escolar, acreditando-se que a escola muda porque se altera a organização curricular e se ensina por competências, o ensino é uma paixão com muitos compromissos por parte do professor. Este livro de Christopher Day, escrito com a sensibilidade de um investigador que partilha as suas ideias com os professores, é um alerta para que não se transforme a escola num mero local de transmissão e se reconheça o lado pessoal e humano de professores e alunos”.

É uma obra que se dirige aos professores, aos formadores de professores e aos futuros professores que assumem o ensino como uma paixão. Day também fala sobre “A vocação do ensino” para marcar a necessidade de sermos professores competentes. Uma curiosidade que deixamos para aprofundar noutro lugar, mas nesse perfil de professor competente não deixa de fora o papel das emoções. Ter emoções constitui também uma parte significativa e contínua do ser professor na actualidade. A investigação diz-nos que o clima emocional da sala de aula e da escola afecta as atitudes e as práticas de ensino e de aprendizagem.

(Re)lembrando aspectos tão importantes como a cognição, a eficácia, a competência, o autor salienta também que «Um espírito de investigação é a base de um bom ensino e constitui um aspecto-chave para conseguir manter e desenvolver o conhecimento profissional» (p.156). Diríamos que esta paixão precisa de ser alimentada através de uma aprendizagem contínua, uma aprendizagem de carácter investigativo que nos comprometa com os processos, mas também com os resultados.

Referência da obra citada no texto:
Day, Christopher (2006). A paixão pelo ensino. Porto: Porto Editora.

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