quarta-feira, 29 de junho de 2016

Estórias com Valores

Pai leva a filha de 9 anos a tomar o pequeno-almoço, e vê um bilhete misterioso em cima da mesa

Quando escolhemos ter filhos, temos de ter em conta que eles precisam de muitos cuidados e atenção, para crescerem e se tornarem em adultos realizados. Infelizmente, muitos pais não se apercebem disso até ser tarde demais… Mas este homem teve uma pequena ajuda.
David Rosenman é um médico e professor assistente. Ele tem duas crianças. Recentemente, ele levou a filha de 9 anos a tomar o pequeno-almoço. 
“Ela trouxe uma pequena atividade de crochê; Eu trouxe o jornal, um caderno e uma caneta, e o meu telemóvel. Este ia ser um passeio como todos os outros que tínhamos tido antes: enquanto estávamos sentados à mesa, fazíamos as nossas próprias coisas.
Mas em vez de ser uma refeição como todas as outras, a filha teve um pedido especial a fazer ao pai… “Pai, podes não ler o jornal ou escrever ou ler o email hoje? Podemos só estar juntos?”. 
Então hoje, nós estivemos juntos. Ela mostrou-me o seu projeto de crochê. Lembrei-me do dia em que ela nasceu (…) Ela contou-me sobre os amigos e os seus hamsters. Observei-a mastigar a sandes do pequeno-almoço e derreti um pouco, enquanto pensava sobre o quanto a amo“.
“Antes de irmos embora, fui ao balcão pedir um snack para levar ao irmão dela. Quando voltei à mesa, estava lá um bilhete… em frente ao meu banco. A minha filha disse-me que uma mulher, antes de sair do café, perguntou-lhe se eu era o pai dela e disse que a mensagem era para mim.”
O que estava nesta mensagem fez com que este pai se emocionasse…
Trabalho numa escola onde muitas filhas não têm pais. As que têm, nunca na vida(…) lhes dedicaram 100% da sua atenção por tanto tempo como tu fizeste neste domingo de manhã. Não fazes ideia da prenda que estás a dar a todos os professores que são responsáveis por educá-la desde agora até ela se formar.”
Depois de ler esta mensagem, David decidiu fazer uma publicação apelando às pessoas:
“Por favor não esperes que os teus filhos ou outras pessoas que amas peçam pela tua atenção como os meus fizeram (…) Escolhe estar presente hoje – nem que seja por pouco tempo – para alguém que tu amas.”

domingo, 26 de junho de 2016

CALENDÁRIO ESCOLAR 2016/2017

Despacho n.º 8294-A/2016 – DR n.º 120/2016, 1º Suplemento, Série II de 2016-06-24. 


(RESUMO)

ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

 1.º Período
Início Entre 9 e 15 de setembro de 2016
Termo 16 de dezembro de 2016

2.º Período
Início 3 de janeiro de 2017
Termo 4 de abril de 2017

3.º Período
Início 19 de abril de 2017
Termo 6 de junho de 2017 – para os alunos dos 9.º, 11.º e 12.º anos ;
16 de junho de 2017 – para os alunos do 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos;
23 de junho de 2017 – para os alunos do 1.º, 2.º, 3.º e 4.º anos.

Interrupções letivas
1.º – Férias de Natal: De 19 de dezembro de 2016 a 2 de janeiro de 2017
2.º – Carnaval: De 27 de fevereiro de 2017 a 1 de março de 2017
3.º – Férias da Páscoa: De 5 a 18 de abril de 2017

 Calendário de provas:

sábado, 25 de junho de 2016

Metodologias de Investigação, epistemologia e filosofia

35 documentos de epistemología, filosofía y Metodología de la Investigación. Compartimos algunos documentos útiles de estudio para conocer aspectos sobre la metodología de la investigación. Son obras seleccionadas y básicas para adentrarse en el maravilloso campo de la investigación científica. Los enlaces que ponemos a su disposición, los encontramos en internet y consideramos importante compartirlos con los interesados en estos temas.
Recordemos que el proceso de la investigación hace parte del método científico, el cual se define como: «un método o procedimiento que ha caracterizado a la ciencia natural desde el siglo XVII, que consiste en la observación sistemática, medición, experimentación, la formulación, análisis y modificación de las hipótesis».
Este método está sustentado por dos pilares fundamentales:
El primero de ellos es la reproducibilidad, es decir, la capacidad de repetir un determinado experimento, en cualquier lugar y por cualquier persona.
El segundo pilar es la refutabilidad. Es decir, que toda proposición científica tiene que ser susceptible de ser falsada o refutada (falsacionismo). Esto implica que se podrían diseñar experimentos, que en el caso de dar resultados distintos a los predichos, negarían la hipótesis puesta a prueba. La falsabilidad no es otra cosa que el modus tollendo tollens del método hipotético-deductivo experimental.
Libros sobre metodología de la Investigación
  1. Guía de Pensamiento Crítico para Leer un Párrafo (On-line y descarga PDF)
  2. Investigación Documental” de Montero y Hochman
  3. “El proyecto de investigacion” de Fidias Arias 6ta ed 2012
  4. Metodología de la Investigación” 4a Ed. “Sampieri” con su CD
  5. Metodología de la Investigación” 5ta Ed. “Sampieri” con su CD
  6. Mapa de conceptos de los contenidos generales del libro Metodología de la Investigación (5ta Ed.) de Hernández, Fernandez y Baptista (SAMPIERI)
  7. Resumen de Metodología de la Investigación (SAMPIERI) Presentación
  8. Manual de Redacción e Investigación Documental
  9. Como se Hace una Tesis” de Umberto Eco
  10. Resumen de Guía de Reglas APA 6ta Ed.
  11. Material para desarrollar Proyectos en diferentes ámbitos.
  12. “Técnicas cualitativas de investigación social” (1999) de Valles,Miguel – PDF+online
Libros de epistemología y filosofía de la ciencia básicos para entender la metodología de la investigación
  1. “Filosofía para principiantes” de Eduardo del Rio (RIUS) PDF+online
  2. “La ciencia: fundamentos y método” de Luis Britto García
  3. Mario Bunge – “La Ciencia Su metodo y su Filosofia”_74pag
  4. La Ciencia Según Bunge – Presentación
  5. Mario Bunge: “La ciencia: Su Método y su Filosofía” (Mapas de Contenidos-Presentación)
  6. “QUÉ ES ESA COSA LLAMADA CIENCIA” de Alan Chalmers 
  7. ¿Qué es esta cosa llamada Ciencia? de A . F. Chalmers (1982) presentación.
  8. “La Lógica de la Investigación Científica” (Resumen+Libro_PDF) de Popper, Karl
  9. “Epistemología de las CC.SS.” – Briones
  10. “Filosofía de la Ciencia” de Javier Echeverria
  11. “Diccionario de Filosofía” de Ferrater Mora
  12. Película El Mundo de Sofia
  13. Funcionalismo y Estructuralismo ¿estructural-funcionalismo?
  14. La Epistemología de Feyerabend; Esquema de una teoría anarquista del conocimiento.
  15. Sobre el Anarquismo Epistemológico
  16. “La posmodernidad (explicada a los niños)” de Jean-Francois Lyotard
  17. Anarquismo para principiantes – Libro en pdf
  18. Contracultura Para Principiantes – Libro en linea y en PDF
  19. Foucault para principiantes – Libro en línea y en PDF
  1. “Vigilar y castigar” de Foucault, Michel – Libro en línea en PDF y Resumen.
  2. Levi-Strauss para principiantes – Libro en línea y PDF
  3. “Antropología Estructural” de Claude Lévi-Strauss PDF
  4. Marx Para Principiantes por RIUS

terça-feira, 14 de junho de 2016

Da inter-relação entre os movimentos sociais, ambiente e educação


Relevância social e educativa do processo global de desenvolvimento para a construção humana

Adérito Gomes Barbosa
Universidade Católica Portuguesa

Sónia Alexandre Galinha
Instituto Politécnico de Santarém - Centro de Investigação em Educação da Universidade da Madeira

Constitui-se como objetivo central deste nosso paper apresentar a inter-relação entre os movimentos sociais, ambiente e educação, entendida a educação, de hoje, nas sociedades modernas, como um processo relacional extraordinariamente complexo, e um processo de mutação cultural acelerado (Toffler,1991), ininterrupto que vai da infância à vida adulta alargando-se do ciclo familiar aos diferentes lugares e espaços de sociabilidade: os jovens vivem no mundo sujeitos a transformações rápidas e radicais, geradoras de conflitos, de dramas sociais interiores, que provocam desilusão, medo e instabilidade. Segundo Ooijens e Kampen (2001) na distinção da educação formal, não formal e informal aplicam-se dois critérios: a organização da educação numa sequência de graus e níveis oficialmente reconhecidos e a existência de uma programação clara das ações educativas. Através do primeiro critério diferencia-se a educação formal da não formal, enquanto o segundo permite fazer a diferença entre os dois e a educação informal. Assim, quando se fala em educação, neste paper, não se pretende identifica-la com a instituição escolar. Entende-se a educação como processo global de desenvolvimento com o apoio dado pelas instituições educativas. A própria UNESCO apresenta como políticas educativas para os jovens e adultos, entre outras: um maior relacionamento entre os sistemas formais e não formais, assim como uma educação holística que cubra todos os aspetos da vida. O bem-estar psicossocial humano, central para os saber-ser, saber-fazer, saber-pensar e saber-conviver é uma variável que assume uma centralidade ímpar nas ciências sociais e humanas, pela complexidade subjacente e pela importância que tem para a vida social dos grupos dinâmicos. A par de outras formas qualitativas do nosso estudo, para a recolha de dados, inserida no domínio da Cognição Social aplicámos a EBEPS-A (p=.01; 5 fatores=37,15% da variância; alfa de cronbach.96). Amostra aleatória=157; 54,1% f; 45,9% m, estudantes 9ºano, Portugal. Os resultados mostram a existência de uma relação forte entre as variáveis consideradas (motivação, autoestima, bem-estar interpessoal, autoeficácia e suporte social). As subescalas exibem uma relação positiva forte entre elas, ou seja, influenciam-se mutuamente. Com pré e pós teste PEBEPSI-A concluímos que os grupos sociais estudados, o ambiente e a educação em análise ganham quando promovem e integram o desenvolvimento de competências construtivas e participativas.
Palavras-chave: educação, complexidade, holística.  

Continuar a ler artigo em Atas ICICSE-IIIESE-Vol I [pp. 1 – 680]

Barbosa, A. G. & Galinha, S. A. (2013). Relevância social e educativa do processo global de desenvolvimento para a construção humana (pp.325-332). In J. A. Pacheco & A. J. Afonso (Org.), O Não-Formal e o Informal em Educação: Centralidades e Periferias (Atas ICICSE-IIIESE-Vol I [pp. 1 – 680]). Braga: Centro de Investigação em Educação (CIEd), Instituto de Educação, Universidade do Minho.

sábado, 4 de junho de 2016

Comportamentos obsessivos

 
Esta curta-metragem  é uma base de reflexão sobre o sofrimento provocado pelos comportamentos obsessivos. Diferente daqueles hábitos ou costumes que a maioria das pessoas tem, os comportamentos obsessivos são aqueles que aprisionam o indivíduo que, mesmo perante grande sofrimento ou riscos evidentes, não consegue se libertar.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Da Autonomia das Escolas ao Sucesso Educativo - Obstáculos e Soluções


ISBN: 9789727623679Edição ou reimpressão: Editor: Edições CosmosAutores: VáriosCoord.: Mª João Cardona e Ramiro MarquesDimensões: 159 x 229 x 16 mmEncardenação: Capa molePáginas: 284 Coleção: Ponto e Vígula

SINOPSE


Esta nova publicação, pretende refletir questões sobre as implicações da Autonomia da Escola nos resultados dos seus alunos e alunas, quais os obstáculos e aspetos positivos que se continuam a refletir no Sucesso Educativo. A reforma educativa está a centrar-se sobretudo em três dimensões: diversificação das formas de organização e gestão escolar tendo em conta a adaptação das ofertas educativas às necessidades locais, alterações no recrutamento e carreira dos professores e ênfase em modelos de avaliação de desempenho docente que potenciam melhorias nos resultados escolares. Em Portugal, os últimos anos foram férteis em mudanças educativas que se refletiram quer no modelo de gestão escolar quer na avaliação de desempenho docente. Mas as mudanças não mexeram nem no modo como o recrutamento de professores se faz nem no reforço da autonomia das escolas.

domingo, 22 de maio de 2016

Seminário "Melhorar a Escola a partir da Avaliação"


                     PROGRAMA:



INSCRIÇÃO até 22 de junho 2016. Gratuita mas obrigatória através do email 
seminario.mea@uevora.pt  
(inscrições limitadas ao n.º de lugares do auditório)

Mais informações em http://www.ciep.uevora.pt/

Aos meus professores: a humildade do reconhecimento e da gratidão

Diz-nos a experiência que em momentos de fragilidade o ser humano torna-se mais vulnerável, frio e revoltado, menos agradecido e mais distante. É nestes momentos que sinto vestir a pele ao contrário. Ajoelho e dou graças por todos os bens e graças recebidas, e pelas pessoas “culpadas” pelo ser que hoje sou.
Sou o que sou, sei o que sei, devido em primeiro lugar aos meus pais, que me transmitiram os seus genes e a sua educação. Mas sou o que sou, sei o que sei, devido em segundo lugar aos meus professores, que me tem transmitido a cultura que a humanidade acumulou e a educação ligada a essa cultura.
Quanto eu gostaria de generalizar o que penso e sinto firmando que nunca estamos nem estaremos demasiado gratos aos nossos pais nem aos nossos professores. Eles acompanham-nos pela vida fora, mesmo quando estamos sozinhos.
Ontem estive a atualizar o meu Curriculum Vitae (CV) por questões profissionais e académicas e refleti sobre estas pequenas coisas a que chamo “pequenos nadas”, a que ninguém deve dar importância, mas que para mim têm um valor inestimável. O nome dos pais põe-se sempre no CV, porque de certa forma fazem parte da nossa identidade. O nome dos professores devia também fazer parte de todos os "curricula", porque a nossa formação se deve em grande parte a eles. Sei que em alguns países (como a Alemanha) é ou pelo menos era habitual colocar-se, numa página final das teses de doutoramento, o nome de todos os professores de licenciatura e de pós-graduação. Apesar do esmerado esforço de reconhecimento, admito que é injusto para todos quantos os antecederam. Quando falo em reconhecimento e gratidão, passam-me muito nomes pela memória, mas a figura que surge sempre em primeiríssimo lugar é a minha estimada professora do ensino primário que me acompanhou quatro difíceis anos (antes e na transição do abril de 74).
Falar do papel dos pais seria talvez redundante, toda a gente os tem e toda a gente sabe o que eles significam para eles. Talvez não seja tão redundante falar dos professores, antes devia ser privilégio de toda a humanidade, mas sabemos que há infelizmente no mundo quem não os tenha ou que não tenha os professores que precise; e há, também infelizmente, quem os tenha e não reconheça suficientemente o valor que eles tiveram, têm ou podem vir a ter nas suas vidas. As crianças e jovens (todos nós, afinal, porque já o fomos) têm alguma dificuldade em fazer imediata justiça aos professores com quem convivem diariamente. Mas à medida que crescem (que crescemos), vão descobrindo a dimensão da herança que lhes devem e construindo dentro de si, ainda que escondida, uma gratidão profunda.
Nem todos os professores que se cruzaram nas nossas vidas foram os melhores professores, é verdade, mas todos eles deixaram marcas indeléveis, ousaria até dizer que eles são co-construtores daquilo que hoje somos. Temos, de facto, um lugar especial dentro de nós onde guardamos com saudade alguns dos nossos professores. Para as pessoas que aí colocamos a nossa gratidão é maior. A escolha dos nossos melhores professores não é apenas racional. Escolhemos afetivamente alguns dos nossos mestres, porque sentimos que eles, além de educação e cultura, nos transmitiram um afeto enorme. Gostamos deles por várias razões, mas também porque eles gostaram de nós. E como o gostar é uma característica humana, muito humana, os melhores professores são imensa e intensamente humanos.
Não ousaria nomeá-los, pois sei que seria injusta, mas o meu pensamento está em vós e a minha gratidão é imensa. Todas as palavras ficariam aquém do bem que me têm feito. A alguns tenho ainda a agradecer a aliança, a confiança e a amizade, por isso, as palavras serão sempre poucas. O meu bem-haja, professor(a)!
22.05.2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Revista da UIIPS, v.4, nº 2 (2016)

v. 4, n. 2 (2016)

Número Especial do Congresso

CONGRESSO “Investigação em Qualidade de Vida, Inovação e Tecnologia”, 
11 e 12 de Fevereiro de 2016, Rio Maior, Portugal

Como na escola se aprende que a pobreza se pode reduzir a um jogo

Por Doutora Helena Damião,
      Professora Auxiliar da Universidade de Coimbra (FPCE)

Neste século a pobreza continua a desgraçar, sem dó nem piedade, milhões e milhões de vidas. Por isso, devia ser sentida como uma vergonha por parte daqueles que a provocam e por parte de quem a tolera, praticamente todos nós.

A pobreza não é "uma questão", "um assunto" "complexo": é uma vergonha social que deve também ser sentida como pessoal. E, como tal, não se resolve, com "debates", nem com "sensibilizações", resolve-se (ou, pelo menos, menoriza-se) com justiça.

Pouco importa que assim seja, porque encontrámos um modo infalível de resolver este ou outro qualquer problema de consciência que nos possa assombrar: chutar "as questões", "os assuntos" "complexos", para a escola. E se pusermos nas mãos dos alunos um jogo de computador com o argumento de que estamos a preparar as novas gerações, ficamos livres de qualquer embargo na voz quando nos justificamos.

Estas considerações são a propósito de um jogo online "sério" que se designa por PING - Poverty is not a game - desenvolvido e distribuído por fundações europeias em parceria com empresas, e que, li nos jornais, já está nas nossas "escolas do futuro".

É destinado a alunos entre os 14 e os 18 anos e "funciona como um ponto de partida para discutir o tema da «Pobreza» e o que significa ser pobre". Na apresentação pode ler-se mais:

"Os alunos tornam-se os protagonistas (...) podem escolher entre o Jim e a Sofia que, devido a certas circunstâncias da vida, acabaram na rua e precisam de encontrar o seu próprio caminho. PING demonstra que os jogos podem ajudar a introduzir a discussão sobre assuntos sociais complexos como a pobreza na sala de aula. Os parceiros do projecto PING querem contribuir para o debate social promovendo o uso de jogos em contexto escolar como ferramenta para a abrir a difícil discussão sobre a pobreza." No manual para professores essa intenção benemérita parece esbate-se (preâmbulo):

"Os jogos digitais são um negócio em expansão, ocupando a Europa uma parte importante neste mercado, sobretudo no que diz respeito aos jogos com objectivos mais sérios (...). Através do jogo “A Pobreza não é um Jogo”, a Fundação (...) e o (...) pretendem contribuir para o debate social sobre a utilização de jogos de computador nas escolas. Com o desenvolvimento deste jogo para fins pedagógicos, os parceiros PING (Poverty is not a Game) procuram promover o debate social na Europa sobre a utilização dos jogos de vídeo pelos mais jovens e, em particular, as possibilidades de usar jogos de vídeo (sérios) para fins de aprendizagem".E o que dizer da validação do jogo, feita junto dos destinatário e de... pobres! Pobres usados duplamente - para mostrar a qualidade do jogo e como objecto de jogo - e que continuam na pobreza, Isto enquanto nas escolas se joga em nome deles (preâmbulo):

"Era importante que o jogo “A Pobreza não é um Jogo” fosse o mais realista possível, por isso, durante o seu desenvolvimento, o jogo foi experimentado pelos grupos alvo (alunos e respectivos professores) e por grupos que vivem efectivamente em situação de pobreza. A fase de concepção do jogo, que ocorreu em parceria com a ... e a ..., foi dividida em três períodos, durante os quais os alunos, os professores e as pessoas que vivem na pobreza puderam verificar até que ponto o jogo reflecte a vida real. Este prático manual abre portas ao debate na sociedade sobre a utilização dos jogos nas escolas e permitirá aos jovens sentirem em primeira mão o que significa viver na pobreza".Como é possível que a insensibilidade seja introduzida assim, descaradamente, na educação escolar?

A página do jogo e a sua versão portuguesa encontram-se aqui.
O manual para professores encontra-se aqui.